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Coreia do Norte diz que cerca de 800 mil pessoas se inscreveram para lutar contra os EUA

Prédio em Pyongyang, capital da Coreia do Norte

A Coreia do Norte afirma que cerca de 800 mil de estudantes e trabalhadores se ofereceram para se juntar ou se alistar novamente nas forças armadas do país para lutar contra os Estados Unidos, informou o jornal estatal do país neste sábado (18).

“O crescente entusiasmo dos jovens em se juntar ao exército é uma demonstração da vontade inabalável da geração mais jovem de exterminar impiedosamente os maníacos da guerra que fazem esforços de última hora para eliminar nosso precioso país socialista e alcançar a grande causa da reunificação nacional sem fracasso e uma clara manifestação de seu ardente patriotismo”, disse o jornal “Rodong Sinmun”.

A declaração acontece após o país lançar, na quinta-feira (16), seu míssil balístico intercontinental Hwasong-17, em resposta aos exercícios militares EUA-Coreia do Sul em andamento.

A Coreia do Norte fez o disparo no mar entre a península coreana e o Japão, horas antes do presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, voar para Tóquio para uma cúpula que discutiu maneiras de combater o país com armas nucleares.

Os mísseis balísticos norte-coreanos são proibidos pelas resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o lançamento atraiu a condenação dos governos de Seul, Washington e Tóquio.

As forças sul-coreanas e americanas iniciaram 11 dias de exercícios conjuntos, apelidados de “Escudo da Liberdade 23”, na segunda-feira (13), realizados em uma escala não vista desde 2017 para combater as crescentes ameaças do Norte.

Kim Jong-un acusou os Estados Unidos e a Coreia do Sul de aumentar as tensões com os exercícios militares.

Vítimas do ciclone Freddy sobem para 463 na África Austral, 360 delas no Malauí

 (Foto: Amos Gumulira / AFP
)

O ciclone Freddy deixou 463 mortos na África Austral, 360 deles no Malauí, segundo um balanço divulgado nesta sexta-feira no país, um dos mais pobres do mundo, onde as Nações Unidas temem uma crise humanitária.

“Esperamos que o balanço dos danos e mortos aumente à medida que novas áreas se tornem acessíveis”, declarou o presidente do Malauí, Lazarus Chakwera, que está há três dias visitando áreas afetadas pelo temporal. O país decretou duas semanas de luto nacional e estado de emergência.

O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (Ocha) afirmou em sua última atualização que o ciclone “se reduziu a uma zona de baixa pressão e se dissipou por completo em 15 de março”.

O equivalente a seis meses de chuva caiu no sul do país em um intervalo de seis dias, o que provocou inundações e deslizamentos de terra. “Mais de 500 mil pessoas foram afetadas desde 12 de março”, segundo o Ocha. Cerca de 180 mil pessoas de uma população de quase 20 milhões de habitantes perderam suas casas.

Autoridades montaram mais de 300 abrigos para as vítimas e mobilizaram o Exército e a polícia para administrar a crise. A destruição ainda dificulta a chegada de ajuda e equipamentos humanitários, alertou o Programa Mundial de Alimentos (PAM).

O ciclone Freddy, que está no caminho de se tornar uma das tempestades tropicais mais longas do mundo, também deixou 86 mortos em Moçambique e 17 na ilha de Madagascar.

O fenômeno climático atingiu inicialmente o sul da África no fim de fevereiro, mas afetou, principalmente, Madagascar e Moçambique, e causou danos limitados no Malauí, localizado no interior do continente. Segundo meteorologistas, sua duração excepcional e outras características do ciclone estão ligadas às mudanças climáticas.

Mais de 280 mil crianças precisam com urgência de ajuda humanitária, alertou a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) Fungma Fudong. “Existe um risco de que o surto de cólera atual se agrave, uma vez que as crianças são as mais vulneráveis a essa crise”, disse Fungma à AFP.

Executivos de bancos falidos devem ser multados, banidos e privados de remuneração, diz Biden

Presidente americano Joe Biden durante discurso em Monterrey Park, em 14 de março de 2023 — Foto: Evan Vucci/AP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ao Congresso norte-americano que dê aos reguladores maior poder sobre o setor bancário, inclusive dando a possibilidade de aplicação de multas mais altas, de recuperação de fundos e de banir funcionários de bancos falidos. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (17) pela Casa Branca.

“Ninguém está acima da lei e fortalecer a responsabilidade é um fator importante para evitar má administração no futuro”, disse Biden em comunicado

De acordo com o presidente norte-americano, a lei atual “limita a autoridade do governo para responsabilizar os executivos”.

Segundo a Casa Branca, Biden pediu ao Congresso que dê ao Fundo Federal Garantidor de Depósitos (FIDC, na sigla em inglês) uma maior autoridade para recuperar a remuneração, “incluindo ganhos com vendas de ações, de executivos de bancos falidos como o Silicon Valley Bank e o Signature Bank”.

Além disso, o presidente dos EUA também pediu que o fundo tenha mais autoridade para banir executivos do setor bancário quando suas instituições entrarem em concordata e para multar gerentes cujos bancos falirem.

As falas de Biden vem em meio à crise de confiança que atinge o setor bancário norte-americano. Além da falência do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank na semana passada, o First Republic Bank, um banco médio da Califórnia, informou na quinta-feira (16) que pediu socorro aos seus credores após ver uma retirada em massa de recursos por parte dos seus clientes.

Os temores se somaram, ainda, às recentes preocupações envolvendo o Credit Suisse, que também precisou pedir socorro ao Banco Central da Suíça após ter um aporte de capital negado por seu maior acionista, o Saudi National Bank, da Arábia Saudita.

Segundo a mídia internacional, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a SEC (comissão de valores mobiliários norte-americana) agora investigam o colapso do SVB. As investigações estão sendo feitas separadamente e ainda estão em fase preliminar, podendo não levar a acusações ou alegações de irregularidades.

Nações Unidas acusa Belarus de crimes contra a humanidade

 (Foto: Nikolay Petrov/AFP)

De acordo com o relatório publicado nesta sexta-feira (17), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) acusa o governo do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, de cometer crimes contra a humanidade no país. “As violações dos direitos humanos, que incluem detenções arbitrárias, tortura e violência sexual contra os detidos, fazem parte de uma campanha de violência e repressão intencional dirigida contra opositores do Governo ou pessoas que expressam opiniões críticas ao Executivo bielorrusso”, relata o documento.

O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse em um comunicado que o relatório inclui violações da liberdade de expressão, associação e reunião pacífica no país. “A Bielorrússia é uma nação onde o espaço cívico está praticamente destruído e continua a terrível prática de perseguir e punir indivíduos por realizarem um trabalho legítimo em defesa dos direitos humanos”, afirmou Türk, lembrando as recentes condenações da líder da oposição no exílio Svetlana Tikhanovskaya e do ativista e vencedor do Prêmio Nobel da Paz Ales Bialiatski.

A porta-voz do ACNUDH, Elizabeth Throssell, também acrescentou que o documento foi realizado a partir de entrevistas com 207 vítimas e testemunhas, mas sem a colaboração das autoridades bielorrussas, que não permitem a entrada de investigadores das Nações Unidas no país. O documento ainda destaca que as autoridades encerraram 797 organizações não-governamentais (ONG) e as restantes, cerca de 400, interromperam as suas atividades por medo de serem processadas judicialmente. O mesmo aconteceu com a maioria dos meios de comunicação independentes, após alguns destes terem sido acusados de ser “extremistas” e a Associação de Jornalistas da Bielorrússia desistiu das suas atividades.

O órgão sublinhou que o sistema judicial bielorrusso tem sido sistematicamente usado contra personalidades da oposição, bloguers, jornalistas, defensores dos direitos humanos, líderes sindicais e advogados.

O relatório, elaborado a pedido do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), foca nos abusos realizados entre maio de 2020 e dezembro de 2022. O documento apontou que a violenta repressão de manifestantes em 2020 foi aprovada no mais alto nível pelo Governo, que a coordenou e incitou abertamente, usando força desproporcional e que causou ao menos cinco mortos, apesar de que o número real possa ser muito maior. O relatório notificou mais de uma centena de casos de violência sexual e de gênero contra os detidos, outro número que pode ser superior ao relatado.

O documento insta os membros da ONU a considerarem os princípios de jurisdição universal para procurarem responsabilidades nas violações de direitos humanos em Belarus.

Medicamento experimental cura 18 pacientes com leucemia, aponta estudo publicado na Nature

Os pesquisadores testaram o revumenib em pacientes com leucemias agudas com mutações. O comprimido eliminou completamente o câncer em um terço dos participantes. — Foto: Arek Socha | Site: Pixabay.com.pt

Um novo medicamento experimental eliminou completamente o câncer em um terço dos pacientes com leucemias agudas avançadas nos Estados Unidos.

Publicado na revista Nature, o estudo clínico de fase 1/2 administrou uma pílula chamada revumenib em 68 pacientes diagnosticados com a doença com rearranjos KMT2A ou NPM1 mutante. A nova droga foi responsável pela remissão completa do câncer em 18 participantes.

“As leucemias agudas com rearranjos KMT2A são difíceis de tratar e as mutações NPM1 são a alteração genética mais comum na leucemia mieloide aguda (LMA). Esses subconjuntos não têm terapias direcionadas especificamente aprovadas”, disse Ghayas Issa, líder do estudo

A LMA é um tipo de câncer produzido nas células da linha mielóide (originária da medula) dos leucócitos. Ele se caracteriza pela rápida proliferação de células anormais que se acumulam na medula óssea e interferem na produção de glóbulos vermelhos normais. Por ser aguda, ela apresenta rápido desenvolvimento, o que torna extremamente importante dar início ao tratamento o quanto antes.

Os resultados são preliminares e não sugerem uma cura definitiva, mas os autores do estudo estão otimistas.

“Estou animado com esses resultados, que sugerem que o revumenib pode ser uma terapia oral direcionada eficaz para pacientes com leucemia aguda causada por essas alterações genéticas. Essas taxas de resposta, especialmente as taxas de eliminação da doença residual, são as mais altas que já vimos com qualquer monoterapia usada para esses subconjuntos de leucemia resistente”, explicou Issa.

Governo Biden apoia projeto de lei que pode banir TikTok dos EUA

Sede da TikTok nos Estados Unidos — Foto: Mike Blake/REUTERS

O porta-voz da Casa Branca, John Kirby, disse nesta quinta-feira (16) que os Estados Unidos (EUA) apoiam o Restrict Act, projeto de lei que pode dar ao presidente Joe Biden novos poderes para enfrentar ameaças tecnológicas estrangeiras, como proibir o TikTok no país.

O TikTok, de propriedade da ByteDance, tem mais de 100 milhões de usuários nos EUA.

Na quarta (15), a porta-voz do TikTok, Brooke Oberwetter, disse à Reuters que o Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS), liderado pelo Tesouro dos EUA, exigiu que os proprietários chineses do aplicativo vendessem suas ações e que, caso contrário, eles enfrentariam um possível banimento do aplicativo de vídeo nos EUA.

A ByteDance afirmou que 60% de suas ações são de propriedade de investidores globais, 20% de funcionários e 20% de seus fundadores.

A medida é a mais dramática de série de ações recentes de autoridades e legisladores dos EUA contra a rede social. No final de fevereiro, a Casa Branca deu 30 dias para que órgãos do governo excluam o TikTok.

O país teme que dados de usuários do TikTok nos EUA possam ser repassados ​​ao governo da China.

Também é a primeira vez que o TikTok é ameaçado sob a administração do presidente democrata Joe Biden. Seu antecessor, o republicano Donald Trump, tentou banir a rede social em 2020, mas foi bloqueado pelos tribunais dos EUA.

China cobra evidência de ameaças
O Ministério das Relações Exteriores da China respondeu nesta quinta-feira, dizendo que os Estados Unidos ainda não forneceram evidências de que o TikTok ameaçava a segurança nacional. O porta-voz do ministério, Wang Wenbin, disse que os EUA deveriam parar de reprimir essas empresas.

O CFIUS, um poderoso órgão de segurança nacional, recomendou unanimemente em 2020 que a ByteDance alienasse o TikTok. Sob pressão do então presidente Trump, a ByteDance no final de 2020 tentou, sem sucesso, finalizar um acordo com o Walmart e a Oracle Corp para transferir os ativos do TikTok nos Estados Unidos para uma nova entidade.

“Se proteger a segurança nacional é o objetivo, o desinvestimento não resolve o problema: uma mudança de propriedade não imporia novas restrições aos fluxos de dados ou acesso”, disse Oberwetter, da Tiktok, em comunicado.

A Casa Branca se recusou a comentar.

O presidente-executivo da TikTok, Shou Zi Chew, deve comparecer ao Congresso dos EUA na próxima semana. Não está claro se o governo chinês aprovaria qualquer desinvestimento e a Embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

No mês passado, a Casa Branca deu às agências governamentais 30 dias para garantir que não tenham o TikTok em dispositivos e sistemas federais. Mais de 30 estados dos EUA também proibiram os funcionários de usar o TikTok em dispositivos de propriedade do governo.

Qualquer proibição nos EUA enfrentaria obstáculos legais significativos e possíveis ramificações políticas, já que o TikTok é popular entre milhões de jovens americanos.

Na semana passada, o senador democrata Mark Warner disse que era importante que o governo dos EUA fizesse mais para deixar claro o que acredita serem os riscos à segurança nacional do TikTok. “Cabe ao governo mostrar suas cartas em termos de como isso é uma ameaça”, disse Warner.

TikTok e CFIUS negociam há mais de dois anos sobre requisitos de segurança de dados. O TikTok disse que gastou mais de US$ 1,5 bilhão em rigorosos esforços de segurança de dados e rejeita as alegações de espionagem.

O TikTok disse na quarta-feira que “a melhor maneira de lidar com as preocupações com a segurança nacional é com a proteção transparente baseada nos EUA de dados e sistemas de usuários dos EUA, com monitoramento, verificação e verificação robustos de terceiros”.

Na semana passada, a Casa Branca apoiou uma legislação de uma dúzia de senadores para dar ao governo novos poderes para proibir o TikTok e outras tecnologias estrangeiras se representarem ameaças à segurança nacional. Isso poderia dar ao governo Biden nova munição no tribunal se eles tentassem banir o TikTok.

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, elogiou o projeto de lei bipartidário, dizendo que “reforçaria nossa capacidade de lidar com riscos discretos apresentados por transações individuais e riscos sistêmicos apresentados por certas classes de transações envolvendo países de interesse em setores tecnológicos sensíveis”.

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados votou este mês em linhas partidárias em um projeto de lei muito mais amplo voltado para o Tiktok, patrocinado pelo deputado republicano Michael McCaul, que os democratas disseram que exigiria que o governo banisse efetivamente o TikTok e outras subsidiárias da ByteDance.

O dia de protestos na França após decreto de Macron para reforma da previdência

Milhares de manifestantes voltaram às ruas de Paris nesta quinta-feira (16/3) para protestar contra a reforma da previdência que o governo de Emmanuel Macron quer implementar sem passar pelo voto dos deputados da Assembleia Nacional francesa.

O governo Macron, por meio da primeira-ministra Elisabeth Borne, acionou um dispositivo especial para aumentar a idade mínima para aposentadoria de 62 para 64 anos.

O artigo 49.3 permite ao governo forçar a aprovação de um projeto de lei sem passar pela Assembleia Nacional.

A única forma de barrar isso é a aprovação de uma moção de desconfiança contra o governo em 24 horas que rejeitaria a implementação da lei e forçaria a dissolução do Congresso e a convocação de eleições antecipadas.

Em entrevista à TV francesa, Borne disse que não possível financiar o sistema previdenciário francês com débitos e que “alguns grupos querem o caos e é o francês humilde que paga pelas consequências”.

Críticos da reforma afirmam que o projeto é “brutal”, “desumano” e “degradante”.

Franceses protestam contra mudanças na aposentadoria
Além das manifestações e greves — a interrupção do serviço de coleta de lixo em Paris já se aproxima de duas semanas — contra a mudança previdenciária, que já ocorrem há semanas, parlamentares protestaram com vaias e gritos contra a manobra em cenas de raro caos na Assembleia Nacional.

Polônia enviará 4 caças MiG-29 à Ucrânia nos próximos dias

Uma aeronave MiG-29 da Força Aérea Polonesa dispara sinalizadores durante uma apresentação em 24 de agosto de 2013 — Foto: REUTERS/Kacper Pempel

A Polônia enviará à Ucrânia 4 caças MiG-29 nos próximos dias, disse o presidente polonês Andrzej Duda nesta quinta-feira (16), tornando-se o primeiro dos aliados ocidentais a fornecer tais aeronaves.

Um dos mais ferrenhos apoiadores da Ucrânia, o governo polonês assumiu um papel de liderança ao persuadir aliados a fornecer armamento pesado à Ucrânia.

“Em primeiro lugar, literalmente nos próximos dias, entregaremos, até onde me lembro, quatro aeronaves à Ucrânia em pleno funcionamento”, disse Duda em entrevista coletiva. “O resto está sendo preparado, atendido.”

Duda disse que a Polônia tinha cerca de 10 a 20 jatos MiG 29.

Na terça-feira, o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, havia dito que as entregas poderiam ser feitas em quatro a seis semanas.

Os aliados da Otan no antigo leste comunista, como Polônia e Eslováquia, têm sido apoiadores da Ucrânia desde que a Rússia invadiu a país em 24 de fevereiro de 2022.

A Eslováquia também está considerando enviar jatos MiG-29 para a Ucrânia, mas ainda não chegou a uma decisão.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse nesta quinta-feira que o debate sobre o envio de caças do país está em andamento. “Isso é algo que estamos discutindo no grupo de países aliados. É um grande desejo da Ucrânia”, disse ela.

A Polônia já enviou 14 tanques Leopard 2 de fabricação alemã para a Ucrânia.

Os caças MiG-29 são aeronaves de origem soviética, projetadas para o combate aéreo e usadas desde 1983.

Crise na Europa eleva temor de contaminação no sistema financeiro mundial

Credit Suisse tem em 2022 maior prejuízo anual desde a crise de 2008 e  projeta mais perdas em 2023; ações caem forte - InfoMoney

Após a recente quebra do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank, nos Estados Unidos, o mercado financeiro teve ontem mais um dia de tensão diante da possibilidade de o tradicional banco europeu Credit Suisse, um gigante com presença em todo o mundo, enfrentar uma crise de liquidez e contaminar o sistema financeiro internacional. As ações do banco sofreram baixa de 13,9%, mas chegaram a cair mais de 26% durante o dia.

As bolsas recuaram em todo o mundo, mas as perdas foram amenizadas depois que o Banco Nacional da Suíça (SNB) prometeu fornecer liquidez ao Credit, em caso de necessidade.

No Brasil, o nervosismo levou o dólar a fechar em alta de 0,70%, cotado a R$ 5,294 para venda — o maior valor desde 5 de janeiro. Nos momentos de maior estresse, no início dos negócios, a divisa bateu na máxima de R$ 5,33 ( 1,36%), com investidores fugindo de aplicações de risco e buscando refúgio na moeda norte-americana. No começo do pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) mostrou queda de 2,18%, mas acabou fechando com recuo de 0,25%, aos 102.675 pontos, o menor patamar desde 1º de agosto do ano passado.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que está acompanhando com sua equipe a crise do Credit Suisse e informou ter entrado em contato com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto para tratar de eventuais efeitos na economia brasileira.

Para o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, “o Brasil não está imune, apesar de o impacto da crise ser maior na Europa. Esse é um risco a ser monitorado”, afirmou. Segundo Mesquita, a crise está claramente afetando o mercado de capitais, mas a preocupação maior é com a possibilidade de uma desaceleração brusca do crédito. Segundo Mesquita, haverá muita volatilidade nos próximos dias, mas ainda é cedo para saber o tamanho dos efeitos no mercado global.

Casos pontuais
De acordo com Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, o impacto no Brasil ainda vai depender dos desdobramentos nas próximas semanas. Ele lembrou que o mercado de crédito local já estava retraído por causa da crise na Americanas e pelo aperto monetário. “Já tínhamos problemas conhecidos e que apontavam para um crédito mais caro. Agora, temos esse fato novo, mas é difícil mensurá-lo.”

O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, não vê perigo de uma crise global. “Não estamos em uma situação como a de 2008, que teve um problema sistêmico e muito mais grave. Agora, são crises em bancos que foram mal conduzidos e que estão pagando o preço por isso”, disse.

Vale observou que, no caso do SVB — o “banco das startups” —, o problema foi o maciço investimento feito pela instituição em títulos de longo prazo do Tesouro americano que, na época, pagavam juros baixos. Com a alta dos juros promovida pelo Fed, o banco central dos Estados Unidos, os ativos perderam valor. Ao mesmo tempo, muitos clientes passaram a sacar seus recursos, porque o financiamento para empresas de tecnologia secou.

Felipe Salles, economista do banco C6, observou que a regulação do sistema bancário americano hoje é muito mais robusta do que a de 2008 e as instituições estão mais capitalizadas, o que dificulta um colapso como o ocorrido 15 anos atrás.

De acordo com analistas, o Credit Suisse foi colocado no centro da turbulência porque enfrenta problemas de confiança desde novembro do ano passado, depois de passar por acusações de acobertar lavagem de dinheiro e apresentar maus resultados. Na última terça-feira, a instituição surpreendeu o mercado ao informar ter identificado “debilidades significativas” em seus sistemas de controle nos últimos dois anos. Ontem, a queda do valor das ações se intensificou após o principal acionista do Credit, o Saudi National Bank (SNB), descartar mais assistência financeira à instituição.

Além do banco suíço, a turbulência afetou também as ações de outros grandes bancos europeus. Na França, os papéis do Société Générale e do BNP Paribas, os dois maiores do país, sofreram quedas de mais de 10%. As ações do alemão Deutsche Bank caíram 8%.

Com a derrocada dos bancos, as bolsas europeias registraram baixas significativas: 3,83% em Londres, 3,27% em Frankfurt 3,58% em Paris.

Explosão em mina de carvão mata 11 pessoas na Colômbia

 (Foto: Raul Arboleda/AFP)

Do lado de fora da mina de carvão de Sutatausa, no departamento de Cundinamarca (centro da Colômbia), familiares dos trabalhadores viviam momentos de desespero e angústia. No interior das galerias, bombeiros corriam contra o tempo para socorrer quatro homens presos a cerca de 900m de profundidade — outros seis tinham sido resgatados com vida. Às 20h45 de terça-feira (22h45 em Brasília), explosões provocadas pelo acúmulo de gás mataram 11 mineradores e feriram nove. “Cada minuto que passa é menos tempo de oxigênio”, afirmou Nicolás García Bustos, governador de Cundinamarca, em entrevista à Rádio Blu. Segundo ele, as explosões ocorreram em uma galeria de seis minas legais “que se comunicam entre si”.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou o perfil no Twitter para comentar o acidente. “Uma lamentável tragédia ocorreu na mina de Sutatausa, onde morreram 11 pessoas. Estamos fazendo todos os esforços com o governo de Cundinamarca para resgatar com vida as pessoas presas. Um abraço de solidariedade às vítimas e a seus familiares”, escreveu.

“Eu estava trabalhando normalmente quando senti (o estrondo). Senti como se fosse me afogar, e não via nada”, contou à agência France-Presse o minerador Joselito Rodríguez, um sobrevivente de 33 anos. “Graças a Deus, estamos bem, mas outros estão sem vida”, acrescentou, depois de ser atendido em um hospital. O acúmulo de gases tóxicos no subsolo é o motivo mais comum de tragédias em minas de carvão na América do Sul. Em junho do ano passado, 15 trabalhadores morreram em uma mina do município de Zulia, perto da fronteira com a Venezuela.

Multidão transforma rua em garimpo no meio de cidade colombiana após rumores sobre ouro

Multidão transforma rua em garimpo no meio de cidade colombiana após rumores sobre ouro — Foto: Reprodução/Redes sociais

Moradores da cidade de Saragoça, na Colômbia, invadiram uma obra de saneamento no meio da área urbana e a transformaram em um garimpo improvisado. O motivo: um boato de que haveria ouro no local.

Vídeos com uma multidão cavando a rua, carregando sacos de terra e procurando o metal precioso no meio da água viralizaram nas redes sociais.

Segundo a imprensa local, o rumor começou quando alguém disse que encontrou ouro em uma obra na rede de esgoto do município na Rua Bolívar, local normalmente dedicado ao comércio.

O site colombiano Caracol Notícias disse que em questão de minutos a rua foi tomada por centenas de pessoas com esperança de encontrar um pouco do metal.

O jornal “El Colombiano” disse que as autoridades municipais não tinham muito o que fazer, apenas aguardar que os garimpeiros urbanos deixassem o local, para que eles finalizassem a obra pública. O comércio da rua permanece fechado desde segunda-feira (13).

Segundo a rádio local Blu Radio, o estado da Rua Bolívar é desconhecido já que alguns habitantes continuam garimpando o local.

Não há certeza se alguém realmente encontrou ouro até a última atualização dessa reportagem.

A região do Bajo Cauca, em Antioquia, onde fica a cidade em questão, é uma das áreas da Colômbia devastadas por práticas ilegais de mineração, que destruíram cerca de 400.000 hectares de florestas nativas e fontes de água, segundo reportagem da imprensa local.

Coreia do Norte lança dois mísseis em exercício militar, diz agência estatal

Imagem mostra um míssil disparado pelos militares norte-coreanos em foto divulgada pela agência estatal da Coreia do Norte (KCNA) em 14 de março de 2023 — Foto: KCNA via Reuters

Os militares norte-coreanos dispararam dois mísseis durante um exercício militar nesta terça-feira (14), disse a mídia estatal da Coreia do Norte, KCNA.

Dois mísseis balísticos táticos foram disparados do solo da província de Hwanghae do Sul, perto da costa oeste do país, voando cerca de 611 quilômetros antes de atingir um alvo também em solo, disse o relatório da KCNA.

O disparo dos mísseis ocorre enquanto forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos fazem exercícios conjuntos, treinamento que recebeu o nome de “Freedom Shield 23” (Escudo da Liberdade 23, em tradução livre).

Na segunda-feira, outros dois mísseis balísticos, de longo alcance, foram disparados da costa leste da Coreia do Norte , disseram militares da Coreia do Sul para a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Menina de 3 anos mata irmã de 4 anos após encontrar arma em casa nos EUA

Uma criança matou sua irmã de 4 anos neste domingo, no que a polícia acredita ser um disparo não intencional.

Uma menina de 3 anos matou sua irmã de 4 anos em um disparo de arma de fogo não intencional no Texas, nos Estados Unidos, disse o xerife do condado de Harris, Ed Gonzalez.

“Isso envolve basicamente uma criança de 3 anos e outra de 4 anos”, disse Gonzalez. “A criança de 3 anos é a suposta atiradora. Parece ser [um caso de disparo] não intencional”, acrescentou.

Chamando o incidente de “trágico”, mas “muito evitável”, o xerife disse que um grupo de familiares e amigos – cinco adultos e duas crianças – estavam dentro de um apartamento em Houston neste último domingo (12).

A certa altura, as crianças ficaram sem supervisão em um quarto porque cada um dos pais pensou que o outro os estava observando, disse ele.

A menina de 3 anos pegou uma pistola semiautomática carregada, disse Gonzalez. A família ouviu um tiro e correu para o quarto, onde encontraram a menina de 4 anos inconsciente no chão.

“Parece apenas outra história trágica de outra criança obtendo acesso a uma arma de fogo e ferindo outra pessoa”, disse Gonzalez.

Lixo se acumula nas ruas de Paris em meio a greves contra reforma da Previdência

Milhares de sacos de lixo se acumulam pelas ruas de Paris, na França, onde 5.400 toneladas de resíduos não foram recolhidos devido à greve dos garis, que protestam contra a reforma da Previdência, segundo a prefeitura.

O projeto de lei, apoiado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, pretende aumentar a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos a partir de 2030. Além disso, antecipa para 2027 a exigência de 43 anos de contribuição (e não 42 como atualmente) para o direito a receber pensão integral.

Três centrais de incineração de lixo também estão paradas. Em alguns bairros, os sacos ocupam toda a calçada.

“A maioria dos funcionários do departamento de gestão de lixo e águas tem uma expectativa de vida entre 12 a 17 anos inferior ao restantes dos trabalhadores”, destaca o sindicato.

“É terrível, há ratos e ratazanas”, declarou Romain Gaia, um confeiteiro de 36 anos. Para ele, obrigar os garis a trabalhar mais tempo “é um delírio”.

As greves contínuas pelo país, iniciadas na semana passada, não são apenas no serviço de coleta de lixo. Elas afetam outros setores da economia, como o fornecimento de combustível das refinarias francesas e o transporte ferroviário.

Fechamento de dois bancos em três dias nos EUA coloca mercado financeiro internacional em alerta

Falência do Silicon Valley Bank é a 2º maior dos EUA - 10/03/2023 - Mercado  - Folha

O fechamento de dois bancos em três dias nos Estados Unidos pôs o mercado financeiro internacional em alerta.

O Signature Bank ocupava a posição 73 no ranking dos melhores bancos da revista Forbes e quebrou em pleno domingo (12).

David foi nesta segunda-feira (13) a uma agência. Ele não consegue acreditar no que aconteceu e queria sacar o dinheiro depositado.

O temor era de um efeito cascata no sistema financeiro americano. É que o Signature foi o segundo banco a sofrer uma intervenção do governo em apenas três dias. Na sexta-feira (10), o Silicon Valley Bank, o SVB, conhecido como o “banco das startups”, também foi fechado pelas autoridades dos Estados Unidos. Agora, os dois são administrados por uma instituição federal de seguros de depósitos.

O SVB era a 16ª maior instituição financeira do país, com ativos estimados em mais de US$ 200 bilhões, mas foi muito afetado pela recente queda das ações de empresas de tecnologia e pelo grande investimento que havia feito em títulos do Tesouro americano. O aumento rápido das taxas de juros desde o ano passado fez com que o valor desses títulos despencasse.

Na quarta-feira (8), o banco vendeu uma grande quantidade desses títulos, em uma transação que resultou em um prejuízo de quase US$ 2 bilhões. No dia seguinte, os clientes, preocupados, começaram a fazer saques. Em apenas um dia, as retiradas chegaram a US$ 42 bilhões.

Na sexta, ficou claro que o SVB não teria dinheiro suficiente para pagar os clientes e foi fechado pelos reguladores.

Nesta segunda, clientes do Silicon Valley Bank e do Signature começaram a sacar seus depósitos. Neste domingo, o governo federal assegurou que eles vão receber integralmente o que tinham nos dois bancos e que o dinheiro não vai sair do bolso do contribuinte, mas de um seguro pago por instituições financeiras.

O fundo criado depois da crise financeira de 2008 tem US$ 100 bilhões. Ainda não está claro se será suficiente para cobrir todos os saques. O Banco Central também lançou um programa de financiamento de US$ 25 bilhões para ajudar bancos em crise.

O principal índice da Bolsa de Valores americana fechou em leve baixa (-0,28%), mas o Nasdaq, índice das empresas de tecnologia, registrou alta (+0,45%).

Os investidores acreditam que o Banco Central americano pode desacelerar a subida dos juros no país.

A preocupação foi além das fronteiras americanas. A estimativa é que quase metade das startups do Reino Unido tenham negócios com o SVB. Lá, o HSBC, um dos maiores bancos do mundo, anunciou a compra da subsidiária britânica do Silicon Valley Bank pelo preço simbólico de “uma libra”, o correspondente a pouco mais de R$ 6.

Uma startup inglesa tinha 85% do capital aplicado no banco americano. O diretor comemorou, afirmando que a transação evitou um “efeito cascata” de falências no setor de tecnologia britânico.

O comissário europeu para a economia, Paolo Gentiloni, tranquilizou o mercado afirmando que os bancos da Europa são maiores do que os que quebraram nos Estados Unidos. Ele descartou o risco de contaminação das instituições financeiras europeias.