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Coreia do Norte promete mais lançamentos de satélite espião

Kim Jong-un em junho de 2018 — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, disse que um satélite espião militar do país entrará em órbita em breve e prometeu aumentar os esforços de vigilância militar, informou a mídia estatal KCNA na quinta-feira (quarta-feira, 31, no Brasil).

“O que os inimigos têm mais medo é do acesso da Coreia do Norte a meios excelentes de reconhecimento e informação, incluindo satélites de reconhecimento”, disse Kim, poderosa autoridade do governo, em nota divulgada pela agência de notícias. “Portanto, estamos cientes de que devemos direcionar maiores esforços para desenvolver meios de reconhecimento”, acrescentou.

Os comentários dela foram feitos depois que um lançamento do satélite de Pyongyang na quarta-feira terminou em fracasso.

No comunicado, Kim também disse que as amplas críticas ao lançamento de satélite pelo país eram “autocontraditórias”, uma vez que os Estados Unidos e outros países já lançaram “milhares de satélites”.

Rússia diz que tomará “medidas severas” após ataque de drone

Foto mostra um prédio de apartamentos de vários andares danificado após um ataque de drone em Moscou, na Rússia, em 30 de maio.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta terça-feira (30) que se reserva o direito de tomar as “medidas mais severas” em resposta a um ataque de drones na capital Moscou no início do dia.

“As garantias de oficiais da Otan de que o regime de Kiev não lançará ataques em território russo provam ser completamente hipócritas”, disse o ministério em um comunicado. “A Rússia se reserva o direito de tomar as medidas mais duras possíveis em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev”, acrescentou.

Também nesta terça-feira o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que um ataque de drones em Moscou no início do dia visava “alvos civis” e que as defesas aéreas da capital seriam reforçadas.

O ataque de drones na capital da Rússia nesta terça-feira (30) resultou em “danos menores a vários edifícios”, disse o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin.

Todos os oito veículos aéreos não tripulados [UAVs] do tipo aeronave lançados na capital russa foram destruídos, disse o Ministério da Defesa da Rússia em comunicado, ressaltando que a Ucrânia era o autor do ataque.

“Três deles foram suprimidos por guerra eletrônica, perderam o controle e se desviaram de seus alvos pretendidos”, disse o comunicado. “Outros cinco UAVs foram abatidos pelo sistema de mísseis terra-ar Pantsir-S na região de Moscou”.

A mídia estatal afirmou que duas pessoas ficaram feridas e edifícios foram danificados na capital russa. A Ucrânia negou envolvimento direto com o ataque.

Coreia do Norte diz que lançará satélite espião para ‘enfrentar as perigosas ações dos EUA e seus vassalos’

Kim Jong-un e a filha dele, Kim Ju-ae, em 16 de maio de 2023 — Foto: KCNA/Via Reuters

A Coreia do Norte afirmou que vai lançar um satélite de espionagem em junho para monitorar os movimentos militares dos Estados Unidos e seus aliados em tempo real.

O anúncio foi feito pela agência de notícias oficial KCNA. O veículo atribuiu a informação a Ri Pyong Chol, vice-presidente da comissão militar central do partido no poder. Segundo ele, o satélite vai ser usado para “enfrentar as perigosas ações militares dos EUA e seus vassalos”.

Coreia do Norte notificou o Japão
O Japão disse que o governo norte-coreano havia avisado que planejava lançar um satélite nas próximas semanas.

O gabinete do primeiro-ministro Fumio Kishida disse no Twitter que as autoridades japonesas acreditavam que o lançamento envolveria um míssil balístico.

De acordo com os japoneses, a Coreia do Norte informou à guarda costeira japonesa que lançará um foguete entre 31 de maio e 11 de junho e que detritos devem cair nas águas do Mar Amarelo, do Mar da China Oriental ou do leste da Ilha de Luzon, nas Filipinas.

Mísseis norte-coreanos ativaram sistemas de emergência no Japão
A Coreia do Norte intensificou seus lançamentos de mísseis nos últimos meses, alguns dos quais ativaram sistemas de emergência em partes do Japão.

O desenvolvimento de um satélite de reconhecimento foi um dos principais projetos de defesa de Pyongyang revelados no ano passado pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Tiroteio deixa nove feridos em praia na Flórida

Polícia isolou a área após tiroteio em praia da Flórida — Foto: Mike Stocker/South Florida Sun-Sentinel via AP

Um tiroteio deixou nove pessoas feridas em uma praia na Flórida, durante a tarde desta segunda-feira (29). O caso aconteceu em uma praia conhecida como Hollywood Beach, que fica entre Fort Lauderdale e Miami.

Segundo a polícia, várias vítimas foram levadas para um hospital infantil. No entanto, as idades das vítimas não foram divulgadas pelas autoridades.

A praia estava cheia por causa do feriado do Memorial Day, que relembra a morte de soldados norte-americanos em guerras. Imagens que circulam pelas redes sociais mostram pessoas correndo pela praia e por um calçadão.

Segundo uma investigação preliminar, uma briga entre dois grupos teria provocado o tiroteio. Uma pessoa foi presa. A polícia ainda procura por um segundo suspeito.

A área onde o tiroteio aconteceu foi isolada pela polícia. As forças de segurança pediram para que as pessoas não se aproximem da região. O policiamento também foi reforçado.

Cidade no Canadá decreta estado de emergência devido a incêndio florestal

Nuvem de fumaça causada por incêndio florestal em Halifax, no Canadá, em foto de 28 de maio de 2023 — Foto: Meenakshi Guchhait via Reuters

A cidade de Halifax, no leste do Canadá, declarou estado de emergência na noite deste domingo (29) por conta de um incêndio florestal que exigiu evacuações e causou quedas de energia.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram uma enorme nuvem de uma fumaça escura sobre a cidade.

“Os socorristas estão trabalhando sem parar para manter as pessoas seguras e reduzir as ameaças causadas pelos incêndios”, afirmou a prefeitura de Halifax, cidade com pouco mais de 400 mil habitantes.

A empresa de energia elétrica da região informou que desligou temporariamente o fornecimento na área afetada pelo incêndio.

O estado de emergência será mantido por sete dias e, neste intervalo, poderá tanto ser suspenso quanto prorrogado, informou o município.

Com a medida, moradores da região poderão ter que deixar suas casas e retornar apenas quando as autoridades locais indicarem que a situação está sob controle.

No início deste mês, a província de Alberta, no oeste do Canadá, também declarou estado de emergência depois que incêndios florestais forçaram dezenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas.

Erdogan é reeleito na Turquia em segundo turno apertado

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, vota no segundo turno das eleições presidenciais — Foto: Murad Sezer/REUTERS

O atual presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan venceu a concorrência para a presidência durante eleição ocorrida neste domingo (28) e conquistou a reeleição, segundo a agência estatal do país.

Até a última atualização da reportagem, 99,66% das urnas já haviam sido apuradas e Erdogan vencia por 52,13% dos votos, contra 47,87% de seu adversário, Kemal Kilicdaroglu.

Antes mesmo do anúncio oficial, Erdogan já havia reivindicado vitória e deu um discurso em frente à sua casa.

“Gostaria de agradecer a cada membro de nossa nação que mais uma vez nos transmitiu a responsabilidade de governar a Turquia pelos próximos 5 anos”, disse ele diante de apoiadores na frente de sua casa.

“O único vencedor é a Turquia”, disse o presidente que está no poder há vinte anos.

Com a apuração já bastante avançada, o adversário Kilicdaroglu afirmou que “estas foram as eleições mais injustas em anos” na Turquia. O candidato derrotado também considera que o resultado mostrou o desejo da população turca de mudar um governo autoritário.

“Peço que continuem na luta pela democracia”, declarou Kilicdaroglu, dizendo que também continuará batalhando.

A vitória de Erdogan contraria as pesquisas iniciais de intenção de voto, que indicavam uma possível derrota arquitetada, principalmente, por uma forte aliança de seis partidos em torno de um candidato comum, Kilicdalogru, e a performance do presidente turco durante os terremotos que atingiram o país no início do ano e deixaram mais de 50 mil mortos.

Erdogan pode assim sair fortalecido rumo à terceira década de governo, na qual especialistas indicam mais medidas autoritárias, uma aproximação da Rússia e afastamento da Europa e dos Estados Unidos.

No primeiro turno, Erdogan, conquistou 49,5% dos votos, não formando maioria e levando a um segundo turno das presidenciais. Kilic alcançou 44,9% e tem um grande desafio pela frente.

Estas eleições decidem não apenas quem lidera a Turquia, mas também como ela é governada, para onde sua economia irá depois de sua moeda cair para um décimo de seu valor em relação ao dólar em uma década, e a forma de sua política externa, que viu a Turquia enfurecer o Ocidente ao cultivar laços com a Rússia e os países do Golfo.

No primeiro turno, metrópoles como a capital Ancara e Istambul, Izmir, na costa oeste, e o leste, com a maioria curda, votaram majoritariamente na oposição. O centro do país, o coração conservador do país, defende Erdogan.

A direita religiosa, que representa mais da metade da sociedade turca, se reconhece em Erdogan, que tem nas mãos a maioria dos órgãos da imprensa do país.

Mexicanos dizem que vulcão Popocatépetl é um ‘homem’ e ‘está irritado’

 (Foto: CLAUDIO CRUZ / AFP)

“Don Goyo está irritado porque não lhe entregaram sua oferenda”, disse José Luis na cidade mexicana de Xalitzintla, convencido de que este é o motivo do seu vizinho, o vulcão Popocatépetl, sacudir a terra e expelir cinzas e pedras incandescentes.

Assim como este comerciante de 55 anos que preferiu não revelar o sobrenome, milhares de moradores veem o monte de 5.452 metros de altura como um ser de alma e corpo, que aparece e tem nome e sobrenome.

Batizado de Popocatépetl – “montanha que emite fumaça” – na língua náuatle dos astecas, “Don Goyo” ou “Popo” são os outros nomes deste monumento natural que exalta a rica tradição oral do México.

José Marcos, de 77 anos, conta que quando criança a montanha, personificada em homem, vinha à sua casa pedir um copo de água e um taco. “Perguntamos a ele: E quem é você? Ele disse: Você não me conhece? Sou Gregorio Chino Popocatépetl, sou o vulcão”, conta o mexicano.

Por isso, no dia 12 de março, dia de São Gregório Magno, homenageia-se o vulcão. Centenas de moradores da região vão até o “umbigo”, uma saliência a 200 metros da cratera, para oferecer pratos típicos, tequila, mezcal, flores e roupas. Eles também cantam “Las Mañanitas” para ele.

Mas este ano as autoridades proibiram a passagem devido ao aumento da atividade do vulcão, que em 1994 acordou de uma letargia de quase sete décadas. Os moradores, infelizes, avisaram que isso iria enfurecer “Don Goyo”.

Isabel, de 54 anos, dona de um pequeno restaurante em Xalitzintla, afirma que quando criança também viu a personificação de “Popo”.

“Ele desce da montanha, é alto, tem cabelos brancos e olhos verdes. Eu o vi com onze anos, ele me assustou, corri para casa e me enfiei debaixo da cama”, conta a mulher de 54 anos.

Segundo a lenda pré-hispânica, “Don Goyo” era um guerreiro apaixonado por “Rosita” (Iztaccíhuatl), filha de um grande senhor que preferia, entretanto, um genro com uma patente maior: o Pico de Orizaba, vulcão chamado Citlaltépetl em Nahuatl e o cume mais alto do México (5.636 metros).

Desconfiado, o sogro mandou Popocatépetl para a guerra na esperança de que morreria. Rosita, ou Iztaccíhuatl (“mulher branca”) entristeceu e dormiu até a morte.

Assim que o guerreiro a encontrou, carregou Rosita nos braços e a levou para a montanha, onde ambos foram cobertos de neve e se tornaram majestosos vulcões.

Isabel conta que Citlaltépetl chegou furioso de ciúmes na montanha, cortou a cabeça de Popocatépetl e por isso a cratera foi formada.

A vida em Xalitzintla, com cerca de 2.000 habitantes, gira em torno de vulcões. As paredes são pontilhadas com imagens de “Don Goyo” e “Rosita” com a neve que uma vez os cobriu. Agora quase não deixa manchas brancas.

Serviço geológico dos EUA faz alerta sobre Nova York: famosos arranha-céus estão ajudando a afundar a cidade

Serviço geológico dos EUA faz alerta sobre Nova York: famosos arranha-céus  estão ajudando a afundar a cidade – Jornal Floripa

O serviço geológico dos Estados Unidos alerta: a cidade de Nova York está afundando. Em parte, por causa do peso dos famosos arranha-céus.

Quem olha do céu vê que Nova York cresce, principalmente para cima. Mas, embaixo, a história é diferente. Nova York está afundando. Um estudo do serviço geológico dos Estados Unidos descobriu que a cidade afunda de 1 a 2 mm por ano.

O Jornal Nacional conversou com o geofísico Tom Parsons, um dos autores do estudo. Ele explicou que há muitos fatores que contribuem para isso.

“Quando você bombeia a água do solo para beber, isso faz com que essa área afunde, porque a água não está mais lá. Quando você tem uma cidade grande, há uma tendência de desviar córregos e rios e mudar os padrões de drenagem, e isso também pode afetar a elevação no terreno. E o nosso estudo descobriu que o peso dos edifícios já é suficiente para causar compressão no solo”, explica.

Nova York é famosa por seus arranha-céus. São toneladas de concreto, aço, cimento. Essas estruturas enormes são pesadas: 842 milhões de toneladas, que pressionam o terreno da cidade e colocam em risco a população de mais de 8 milhões de pessoas.

O prédio com maior massa é o quase centenário Empire State. Mas os edifícios que fazem mais pressão sobre o solo são o moderníssimo Central Park Tower e o novo World Trade Center.

Um fator importante é o tipo de solo sob os edifícios. Há uma taxa de afundamento mais alta em áreas com solos ricos em argila. Um afundamento de 1 mm por ano pode parecer pouco. Mas, as águas que banham a ilha de Manhattan subiram 22 cm nos últimos 70 anos. Ou seja, toda e qualquer pressão no solo joga contra a cidade.

A previsão é que até 2050 o nível do mar suba de 20 cm a 76 cm, dependendo de quanto o mundo limitar as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Tom Parsons ressaltou que o estudo focou em Nova York, mas que o problema de afundamento é comum em dezenas de cidades costeiras. Veneza, por exemplo, afunda na mesma intensidade que Nova York.

“Nosso estudo concluiu que há 99 cidades no mundo todo com mudanças na elevação. A grande maioria está afundando, provavelmente, por causa de uma combinação de efeitos tectônicos e também da presença de pessoas. Se olharmos para as estatísticas da ONU, elas estimam que até 2050 cerca de 70% da população mundial vai viver em grandes cidades. A maioria, em áreas costeiras ou perto delas. Então, esta é uma questão para o mundo inteiro observar”, diz Tom Parsons.

Autoridades mexicanas encontram 175 imigrantes em caminhão perto da fronteira sul

Autoridades mexicanas encontraram 175 imigrantes, a maioria da Guatemala, amontoados em um caminhão no estado de Chiapas, no sul do país, informou o Instituto Nacional de Migração (INM) nesta sexta-feira (26).

Agentes da imigração ouviram gritos e batidas vindos de dentro do veículo quando ele foi parado em um posto de controle em Chiapas, informou o INM em comunicado.

Embora o motorista tenha se recusado a abrir a porta traseira do caminhão, os rostos dos migrantes podiam ser vistos pelas aberturas do compartimento, disse o INM.

As imagens divulgadas pelo instituto mostraram pessoas próximas umas das outras dentro do caminhão antes de descer uma a uma com a ajuda de agentes do INM.

A maioria dos migrantes era da Guatemala, com outros do Equador, El Salvador e Honduras. Uma pessoa era da República Dominicana e outra do Paquistão.

O grupo incluía 28 menores desacompanhados da Guatemala e dois de El Salvador.

Migrantes que fogem da pobreza e da violência na América Latina frequentemente pagam contrabandistas em uma tentativa de passar clandestinamente pelo México em sua rota para os Estados Unidos. Um grupo detectado neste ano incluía mais de 300 pessoas em um caminhão no Estado oriental de Veracruz.

Gripe aviária se espalha no Chile e mata quase 9 mil animais marinhos

Chile registrou mais de 9 mil mamíferos marinhos mortos por conta da gripe aviária — Foto: Divulgação/Sernapesca

Quase 9 mil animais marinhos morreram em 2023 devido à gripe aviária que está afetando severamente a costa norte do Chile. O Serviço Nacional de Pesca (Sernapesca) aponta que a doença conseguiu ser transmitida para mamíferos no país, que representam a maioria dos animais mortos e está presente em 12 das 16 regiões do país.

Entre os animais mortos estão lobos-marinhos, pinguins-de-Humboldt e lontras-marinhas.

A última espécie afetada é o huillín, um tipo de lontra – que também é um mamífero marinho -, que encalhou na região de Magalhães, no sul do Chile.

Até agora, no total, “foram contabilizados 7.654 exemplares de lobos-marinhos, 1.186 pinguins-de-Humboldt, 25 lontras-marinhas, 19 marsopas, 12 golfinhos-chilenos e 1 huillín encalhados mortos nas costas do país”, informou o Sernageomín em um comunicado.

“Ao ter uma nova espécie e região confirmada, ativam-se os protocolos de vigilância ativa da costa, coordenando o enterro dos animais encalhados com as autoridades responsáveis, buscando, assim, evitar a propagação do vírus”, afirmou o diretor nacional em exercício do Sernapesca, Esteban Donoso.

As costas do norte do país são as mais afetadas. No último final de semana, nas praias da região de Chañaral, foram encontrados mortos mais de 227 lobos-marinhos e 45 pinguins-de-Humboldt.

No final de março, o Chile relatou o primeiro caso de contágio de gripe aviária em humanos: um homem de 53 anos que teve um quadro de influenza “grave”.

De acordo com as autoridades de Saúde do Chile, não há transmissão de pessoa para pessoa. Os humanos contraem a gripe aviária apenas por contato com animais doentes.

O país também detectou o vírus em aves silvestres.

Tina Turner, cantora americana rainha do rock n’ roll, morre aos 83 anos

Tina Turner canta "Wildest Dream" durante apresentação em Basel, na Suíça, em julho de 1996 — Foto: REUTERS/Stringer/Arquivo

Tina Turner, cantora americana considerada a rainha do rock n’ roll, morreu aos 83 anos. A morte foi confirmada pelo assessor dela nesta quarta-feira (24). A causa da morte não foi divulgada, mas ela morreu “após uma longa doença” em sua casa na Suíça.

A cantora de sucessos como “What’s Love Got to Do with It”, “The Best” e “We Don’t Need Another Hero” se lançou em carreira solo nos anos 1980. Antes, Tina e o ex-marido, Ike Turner, que morreu de uma overdose de cocaína em 2007, fizeram sucesso no final dos anos 1960 e início dos anos 1970.

Tina ganhou oito prêmios Grammy e vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo.

Do soul ao rock
Anna Mae Bullock nasceu em uma família pobre dos Estados Unidos. Aos 15 anos, foi abandonada pelos pais e cantou em boates para se sustentar.

Em uma das apresentações, conheceu Ike Turner com a banda The Kings of Rhythm. Anna Mae pediu para ser backing vocal e em pouco tempo se tornou uma das vozes principais. Ike e a cantora decidiram formar uma dupla e, após se casarem, ela adotou o nome artístico Tina Turner. Ao lado do marido, dominou o cenário da música soul nos anos 60 e 70.

Na vida pessoal, o casamento foi marcado por brigas e escândalos. Alcóolatra e dependente de drogas, Ike culpava Tina pelo declínio da dupla, a agredia, humilhava e traía. Ela apareceu em público diversas vezes com o olho roxo ou com o lábio inchado. Depois de 18 anos, ela pediu o divórcio. Na justiça, propôs abrir mão de todo o patrimônio em troca de manter o sobrenome Turner.

Brasil se abstêm em votações da ONU sobre guerra na Ucrânia

Logo da ONU do lado de fora da sede em Nova York — Foto: Carlo Allegri/Reuters

O Brasil se absteve em uma votação da ONU feita durante a Assembleia Mundial da Saúde nesta quarta-feira (24). A resolução apresentada para condenar a agressão russa à Ucrânia foi aprovada, porém o Brasil se uniu a outros 51 países em votos de abstenção.

No final da votação, foram 80 votos a favor, 9 contra e 52 abstenções.

Em uma outra votação, dessa vez apresentada pela Rússia, o Brasil também optou por se abster.

Na ocasião, Moscou apresentou uma contraproposta que reconhecia a emergência de saúde na Ucrânia.

Nesse caso, a Rússia não mencionou seu papel na guerra.

Essa moção foi rejeitada pela assembleia imediatamente após a primeira, por 62 votos a 13, com 61 abstenções e 41 países ausentes.

O caos na economia mundial que viria com possível calote da dívida dos EUA

O teto da dívida que obriga os EUA a cortes de emergência para evitar  catástrofe financeira - BBC News Brasil

O governo dos EUA está atualmente envolvido em uma disputa que pode se tornar uma das mais caras da história.

Se democratas e republicanos não concordarem em permitir que o governo dos EUA tome mais empréstimos ou, para usar o jargão das finanças públicas, aumente o teto da dívida, a maior economia do mundo deixará de pagar sua dívida de US$ 31,4 trilhões.

Eles precisam chegar a um acordo até 1º de junho, data conhecida como “dia X”.

Em troca de apoio para aumentar o teto da dívida, os republicanos estão exigindo cortes orçamentários na ordem de US$ 4,5 trilhões, o que frustraria várias prioridades da agenda do presidente Joe Biden.

A Casa Branca chamou a exigência republicana de “um plano para devastar famílias americanas trabalhadoras”, embora tenha sinalizado nos últimos dias que pode fazer algumas concessões orçamentárias.

Tanto Biden quanto o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, estão sob pressão de alas dos seus respectivos partidos para não ceder. Com uma estreita maioria democrata no Senado, de diferença de apenas uma cadeira, e o controle também apertado dos republicanos na Câmara dos Representantes, chegar a um acordo até agora se mostrou complicado.

Biden afirmou, durante a cúpula do G7, no Japão, que planejava conversar com McCarthy ainda neste domingo (21/5) para tentar uma nova negociação. Na véspera, McCarthy havia dito a jornalistas que não esperava avanços no diálogo até que Biden voltasse do Japão.

Se não houver acordo, o impacto seria “devastador” não só nos EUA como no resto do mundo, de acordo com o ministro britânico das Finanças, Jeremy Hunt.

“Seria absolutamente devastador se os EUA, um dos maiores motores da economia global, tiver seu PIB (Produto Interno Bruto) tirado dos trilhos pela ausência de um acordo”, disse ele, também durante o G7.

A economia
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer algo: todos os especialistas com quem a BBC conversou acham que os EUA não vão dar calote em sua dívida.

No entanto, se isso acontecesse, “a crise financeira global [de 2008] pareceria apenas uma pequena festinha” em comparação, diz Simon French, economista-chefe do banco de investimentos Panmure Gordon.

Se os EUA não elevarem o teto de sua dívida, não poderão tomar mais dinheiro emprestado — e rapidamente ficarão sem verba para pagar suas obrigações.

“O governo pararia de distribuir pagamentos de benefícios sociais e apoio às pessoas, o que afetaria a capacidade delas de consumir e pagar suas contas”, diz Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell. “Portanto, isso afetaria a economia.”

O Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca estima que, se o governo não chegar a um acordo sobre o teto da dívida por um período prolongado, a economia americana poderá encolher até 6,1%.

O economista Mohamed El-Erian, presidente do Queens’ College da Universidade de Cambridge, diz que um calote “provavelmente levaria os EUA à recessão”.

Isso teria grandes efeitos no resto do mundo.

“Os EUA são um dos maiores parceiros comerciais do mundo. [Nesse cenário de calote] Eles comprariam menos produtos do resto do mundo”, diz.

El-Erian não acha que uma recessão nos EUA levaria a uma desaceleração econômica em outros países. Já French está “100% convencido” de que isso aconteceria.

Imprensa internacional repercute escândalo no futebol brasileiro após manipulação de resultados com esquema de apostas

Reportagem do The Washington Post com o presodente do Vila Nova - Goiás — Foto: Reprodução/The Washington Post

O esquema de manipulação de jogos no Brasileirão da Série A e B, além dos campeonatos regionais, repercutiu não só nacionalmente, como internacionalmente. O g1 identificou que jornais de pelo menos nove países de três continentes noticiaram os crimes que vieram à tona após operação do Ministério Público de Goiás (MP), que tomou conhecimento do escândalo a partir de uma denúncia do presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo.

O esquema foi noticiado por veículos de comunicação de grande alcance internacional, como o jornal americano The Washington Post e o site espanhol AS, que é especialista em coberturas esportivas. A manipulação de jogos também virou notícia na Itália, Grécia, Inglaterra, Alemanha, França, Arabia e China.

O jornal AS, por exemplo, afirmou que “a máfia do jogo abala o Brasil”. A reportagem explica que “vários jogadores da primeira e segunda divisão do futebol brasileiro têm colaborado para que várias apostas sejam realizadas em suas partidas”.

O The Washington Post, que entrevistou Hugo Jorge, diz que: “presidente de clube brasileiro que ajudou a desvendar suposto escândalo de manipulação de resultados não se arrepende”. Os times goianos também são lembrados por outros jornais como o PKFoot, da França. O site, inclusive, cita uma partida entre Goiás e Goiânia pelo campeonato estadual, onde o lateral esquerdo Denner Barbosa “piorou a derrota do time visitante no primeiro tempo”.

Forças militares e paramilitares no Sudão assinam cessar-fogo de sete dias

Nuvens de fumaça preta tomam os céus de Cartum do Norte, no Sudão, em 1 de maio de 2023 — Foto: Mohamed Nureldin Abdallah/REUTERS

As forças militares e paramilitares que estão em conflito há seis semanas no Sudão assinaram um acordo de cessar-fogo de sete dias neste sábado (20). De acordo com a agência de notícias Reuters, a trégua entra em vigor a partir de segunda-feira (22).

O anúncio foi feito em um comunicado conjunto dos mediadores do tratado, os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Os países afirmam que o acordo vai ser monitorado, já que inúmeras tentativas anteriores foram violadas.

O tratado também engloba a distribuição de assistência humanitária, a restauração de serviços essenciais e a retirada de forças de hospitais e instalações públicas essenciais.

O conflito entre o exército do Sudão e as unidades paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR) levou a um colapso das estruturas do país. Estoques de alimento, dinheiro e outros itens básicos estão em queda acentuada, e saques em massa têm atingido bancos, embaixadas, armazéns de assistência e até igrejas.

Grupos de ajuda afirmam que não conseguem prestar socorro adequado na capital, Cartum, na ausência de passagem segura e de garantias de segurança para suas equipes.

O conflito, que teve início em 15 de abril, já desalojou 1,1 milhões de habitantes no país e motivou o deslocamento de milhares para países vizinhos. Cerca de 705 pessoas foram mortas e ao menos 5,287 foram feridas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.