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Lula sanciona lei que amplia em 30% cotas para negros em concursos

Concurso público/Paulo Pinto/Agência Brasil/Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (3) que o Brasil ainda tem poucas mulheres, pessoas negras e indígenas em cargos públicos, ao sancionar o Projeto de Lei 1.958/2021, que aumenta para 30% as vagas de concursos públicos para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas.

“É importante ter clareza disso, de permitir que esse país um dia possa ter uma sociedade com a cara da própria sociedade nas repartições públicas brasileiras. No Ministério Público, no Itamaraty, na Procuradoria Geral, na Fazenda, na Receita. Em tudo quanto é lugar, é preciso que tenha a cara da sociedade. E ainda nós temos poucas mulheres, ainda, nós temos poucos negros, ainda nós temos quase que nenhum indígena”, afirmou durante evento que marcou a sanção do projeto, que havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado

Pela proposta, agora convertida em lei, a reserva das vagas será ofertada nos concursos públicos para cargos efetivos da administração pública federal direta e indireta, das fundações e empresas públicas, além das empresas privadas que têm vínculo com a União.

A cota também valerá para contratações temporárias. O percentual incidirá sobre o número total de vagas previstas nos editais dos processos seletivos.

As pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas optantes pela reserva de vagas concorrerão concomitantemente às vagas destinadas à ampla concorrência. O texto determina que, na hipótese de indeferimento da autodeclaração no procedimento de confirmação, as pessoas poderão prosseguir no concurso público ou no processo seletivo simplificado pela ampla concorrência, desde que possuam, em cada fase anterior do certame, conceito ou pontuação suficiente para as fases seguintes.

Segundo a lei, a nomeação dos candidatos aprovados e classificados observará os critérios de alternância e proporcionalidade, considerada a relação entre o número total de vagas e o número de vagas reservado a pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas e a outros grupos previstos na legislação.

Atualização

A nova lei de cotas substitui a lei anterior, que vigorava desde 2014 e tinha prazo de vigência de 10 anos, que expirou no ano passado.

“Desde que chegamos no governo, discutíamos essa revisão, vendo o que tinha dado errado na lei anterior para melhorar”, explicou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Um dos pontos centrais do debate foi a previsão de realização das chamadas bancas de confirmação da autodeclaração de pessoas negras, como forma de evitar fraudes.

“Uma das nossas maiores batalhas lá foi justamente garantir que nós tivéssemos os comitês de confirmação da autodeclaração. Eles usavam isso contra nós dizendo que muitas pessoas se autodeclaravam negras e não eram, mas foram frontalmente contrários à instituição do comitê alegando que era um tribunal racial que se estava instalando, mas isso é muito importante porque dá mais dá mais garantias de que o processo é absolutamente cristalino”, argumentou o senador Humberto Costa (PT-PE), relator do projeto no Senado.

Pela lei, serão consideradas pessoas negras aquelas que assim se autodeclararem e apresentarem características que possibilitem seu reconhecimento social como negras. Os editais dos concursos deverão prever processos de confirmação complementar à autodeclaração, observando diretrizes como a padronização de regras em todo o país, a participação de especialistas, o uso de critérios que considerem as características regionais, a garantia de recurso e a exigência de decisão unânime para que o colegiado responsável pela confirmação conclua por atribuição identitária diferente da declaração do candidato.

A lei também inclui uma nova reavaliação da política daqui a uma década.

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, também destacou o fato de a nova lei reconhecer indígenas e quilombolas como categorias autônomas no percentual de vagas reservadas.

“Dessa vez, a lei reconhece indígenas e quilombolas como grupos específicos e autônomos dentro das políticas afirmativas. E esse reconhecimento vai muito além do simbolismo. Ele representa uma mudança concreta na estrutura do serviço público brasileiro. Esta lei caminha na direção do que chamamos de aldear o estado ou aquilombar o estado”, disse a ministra.

“Mais um dia que entra para a história. Um dia em que o Estado brasileiro reconhece de forma concreta os direitos dos povos indígenas, quilombolas e da população negra, de ocuparem espaços que historicamente eles foram negados”, observou Guajajara.

Inscrições do Enem 2025 começam na segunda com novidades para alunos de 3º ano e para quem quer concluir o ensino médio

Inscrições do Enem começam amanhã com novidades; tire suas dúvidas - Foto: (Érico Andrade/g1)

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 começam na segunda-feira (26) e vão até 6 de junho. A edição traz novidades para estudantes do 3º ano do ensino médio e para quem busca certificação para a etapa de ensino.

Na maior parte do país, as provas serão aplicadas em 9 e 16 de novembro. A exceção é para os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, onde as provas serão aplicadas em 30 de novembro e 7 de dezembro. Todos os candidatos devem se inscrever de 26 de maio a 6 de junho pelo site enem.inep.gov.br/participante/.

Tire suas dúvidas abaixo:

Em que site fazer a inscrição? É só entrar na Página do Participante, em enem.inep.gov.br/participante.

Qual é o valor da taxa de inscrição? Ela custa R$ 85 para quem não teve direito à isenção. Somente após o pagamento, a inscrição estará confirmada.

Quais as formas de pagamento? A taxa deve ser paga por boleto, PIX ou cartão de crédito.

Quem está isento da taxa precisa se inscrever no Enem? SIM! Mesmo quem conseguiu a isenção (como os alunos da rede pública) precisa se inscrever. Caso contrário, não poderá fazer a prova.

Para que serve o Enem? Ele é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, utilizado por instituições públicas e privadas como critério de seleção, além de ser um requisito para programas governamentais de auxílio estudantil. Não há como se inscrever no Sisu, no Prouni e no Fies sem ter feito o Enem.

Quando as provas serão aplicadas? Em 9 e 16 de novembro.

Novidades para a edição de 2025

  • Pré-inscrição automática: os estudantes regularmente matriculados no 3º ano do ensino médio estarão automaticamente pré-inscritos e só precisarão acessar a Página do Participante para confirmar as informações e selecionar a opção de línguas que quer em sua prova. Os estudantes de 1º e 2º ano e os candidatos que já concluíram o ensino médio ainda precisarão preencher a solicitação de inscrição.
  • Certificado de conclusão do ensino médio: o exame também poderá ser usado como certificado de conclusão do ensino médio para maiores de 18 anos, dependendo da nota do aluno. A prova havia deixado de ter essa função em 2017, quando ela foi transferida unicamente para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Disciplinas e horários

O Enem será aplicado em dois domingos de novembro (menos em Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará).

9 de novembro

O candidato deverá fazer:

  • 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
  • 45 questões de ciências humanas;
  • redação.

16 de novembro

A prova trará:

  • 45 questões de matemática;
  • 45 questões de ciências da natureza.

Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):

  • Abertura dos portões: 12h
  • Fechamento dos portões: 13h
  • Início das provas: 13h30
  • Término das provas no 1º dia: 19h
  • Término das provas no 2º dia: 18h30

Decreto que proíbe graduações EAD de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia

Governo estipula regras para EAD — Foto: Divulgação

O governo federal publicou, nesta terça-feira (20), no Diário Oficial da União (DOU), o decreto com as novas regras para a educação à distância em cursos de graduação (EAD). Entre os destaques, determina que cinco graduações só poderão ser ofertadas no formato presencial: Direito, Medicina, Enfermagem, Odontologia e Psicologia.

Além disso, cursos das áreas de saúde e licenciatura não poderão ser ofertados no formato EAD. Eles só poderão ser presenciais ou semipresenciais.

Abaixo, veja 10 pontos para entender o decreto:

1. Outras graduações ainda podem ser limitadas

Com a definição dos cinco cursos que serão obrigatoriamente presenciais, internautas levantaram um debate sobre a não-limitação de cursos de Engenharia e Medicina Veterinária.

O decreto não cita ou delimita outros cursos nominalmente, mas um inciso do Artigo 9º diz que o Ministério da Educação (MEC) ainda pode definir, por meio de normativas, outros cursos que serão exclusivamente presenciais ou semipresenciais.

2. EAD, semipresencial e presencial

Além do EAD e do presencial, o decreto estabelece o semipresencial como uma terceira modalidade. Mesmo nos cursos em que a EAD for aceita, nenhum curso poderá ser 100% remoto.

As modalidades têm as seguintes características:

  • Educação à distância: cursos com oferta preponderante de carga horária à distância, com limite mínimo de 10% atividades presenciais e 10% em atividades síncronas mediadas, com provas presenciais.
  • Semipresencial: cursos com, pelo menos, 30% da carga horária em atividades presenciais físicas (estágio, extensão, práticas laboratoriais) e, pelo menos, 20% em atividades presenciais ou síncronas mediadas.
  • Presencial: cursos de graduação com, no mínimo, 70% de carga horária total em atividades presenciais. A carga horária restante, correspondente a 30%, pode ser ofertada no formato EAD.

3. Medicina é exceção: ainda ‘mais’ presencial

O decreto prevê que o MEC publique uma resolução específica para o curso de Medicina, estabelecendo uma carga horária de atividade presencial superior a 70%.

Ou seja, mesmo que os demais cursos presenciais possam ter até 30% de carga horária em EAD, Medicina terá uma carga menor na modalidade.

4. Atividades à distância, presencial, síncrona, mediada…

O decreto apresenta quatro tipos de atividades que podem compor as modalidades de ensino, dentro de seus limites pré-estabelecidos. São elas:

  • Atividade presencial: realizada com a participação do estudante e do docente ou de outro responsável pela atividade formativa em lugar e tempo coincidentes.
  • Atividade síncrona: atividade de educação à distância realizada com recursos de áudio e vídeo, na qual o estudante e o docente ou outro responsável pela atividade formativa estejam em lugares diversos e tempo coincidente.
  • Atividade síncrona mediada: atividade síncrona realizada com participação de grupo de, no máximo, setenta estudantes por docente ou mediador pedagógico e controle de frequência dos estudantes.
  • Atividade assíncrona: atividade de educação à distância na qual o estudante e o docente ou outro responsável pela atividade formativa estejam em lugares e tempos diversos.

5. Requisitos exigidos por modalidade

As universidades que quiserem oferecer cursos semipresenciais e à distância precisarão cumprir com alguns requisitos. Elas deverão, por exemplo, dispor de infraestrutura física, tecnológica e de pessoal, tanto na sede quanto nos polos EAD, que garantam a viabilidade e a qualidade de ensino.

Além disso, independentemente da modalidade dos cursos, todas as instituições de ensino deverão possuir uma sede com:

  • recepção;
  • secretaria acadêmica;
  • salas de professores e de coordenadores;
  • espaço para a realização das atividades;
  • laboratórios e outros espaços formativos compatíveis com as atividades práticas presenciais dos cursos ofertados;
  • salas ou ambientes para estudos individuais e coletivos, com disponibilização de acervo bibliográfico físico ou virtual;
  • equipamentos e dispositivos de acesso à internet e conexão de internet estável e de alta velocidade, compatível com o número de usuários.

6. Infraestrutura de polos EAD

Os cursos semipresenciais e EAD que utilizarem uma unidade descentralizada fora da sede da instituição para suas atividades presenciais também devem garantir uma infraestrutura mínima desses espaços.

Além de espaço e tecnologia adequados aos cursos ofertados, os polos EAD também devem ter sala de coordenação, ambientes para estudos, laboratórios, quando aplicável, e acesso à internet.

Além disso, duas instituições não poderão compartilhar o mesmo polo.

7. Corpo docente

As instituições que oferecerem cursos semipresenciais ou EAD precisam ter um corpo docente composto por:

  • coordenador de curso;
  • professor regente; e
  • professor conteudista.

Definições sobre as atribuições e a formação acadêmica dos profissionais ainda devem ser definidas pelo MEC.

8. Avaliações presenciais no EAD

Dentre as delimitações dos cursos EAD, está a obrigatoriedade de avaliações presenciais. Essas atividades deverão constar no calendário acadêmico do curso e serão realizadas com a presença física do estudante e do professor (ou outro responsável pela atividade formativa), no mesmo tempo e espaço, na sede ou no polo da instituição.

9. Implementação gradual e tempo de adequação

As mudanças não devem ser implementadas imediatamente, mas de maneira gradual. As instituições de ensino terão até dois anos a partir da publicação do decreto para se adaptar.

10. Conclusão garantida para alunos matriculados

Os estudantes que já estão matriculados em cursos que deixarão de ser oferecidos à distância poderão concluí-los no mesmo formato acordado no início do curso.

As instituições deverão garantir continuidade da oferta do curso no formato EAD até a conclusão das turmas.

Enem 2025: prazo para pedido de isenção da taxa de inscrição é prorrogado; veja novo calendário

Professores do Piauí comentam provas de matemática e ciências da natureza no Enem 2024 no Piauí — Foto: Lívia Ferreira/ g1 Piauí

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 podem pedir a isenção da taxa de inscrição até a próxima sexta-feira, 2 de maio.

Inicialmente, o edital previa que o processo fosse encerrado em 25 de abril — o prazo, no entanto, foi prorrogado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Quem tem direito à isenção? Segundo o edital, entra no grupo quem:

  • estiver cursando o último ano do ensino médio no ano de 2025, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica;
  • tiver cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio;
  • declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Como fazer a solicitação? Para pedir a isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025, o participante deve:

  • acessar o site enem.inep.gov.br/participante;
  • informar CPF, data de nascimento, e-mail válido e número de telefone;
  • justificar ausência no Enem 2024 com documentos específicos (para os isentos que não compareceram à prova);
  • preencher corretamente as informações e criar um cadastro na Página do Participante em sso.acesso.gov.br.

Como justificar a ausência no Enem 2024? Quem estava isento da taxa na última edição da prova e, ainda assim, faltou a um ou dois dias do exame deverá apresentar uma documentação que comprove o motivo da ausência. Só assim terá direito novamente à gratuidade.

Para isso, é preciso acessar o mesmo sistema de solicitação de isenção da taxa de inscrição (enem.inep.gov.br/participante) e inserir uma das opções abaixo:

  • boletim de ocorrência comprovando assalto, furto ou acidente de trânsito;
  • certidão de casamento ou contrato de união estável no dia da prova;
  • certidão de óbito comprovando morte na família;
  • certidão e nascimento comprovando maternidade ou paternidade;
  • emergência, internação ou repouso médico;
  • mandado de prisão que ateste privação de liberdade;
  • comprovante de mudança de domicílio;
  • documento que comprove mudança de domicílio;
  • documento que comprove intercâmbio acadêmico ou atividade escolar.

Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis. E não é possível justificar ausência no Enem 2024 sem antes solicitar isenção da taxa de inscrição no Enem 2025.

Qual é o cronograma completo?

  • Resultado do recurso da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 22/5/2025
  • Recurso da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 12/5/2025 a 16/5/2025
  • Resultado da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 12/5/2025
  • Justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 14/4/2025 a 02/05/2025

Já dá para fazer a inscrição no Enem? Não. O Inep ainda vai publicar os editais específicos com as regras e datas do Enem 2025.

E atenção: ter a aprovação da justificativa de ausência no Enem 2024 e/ou da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025 não garante a efetivação da inscrição.

Os interessados em realizar o Enem 2025, isentos ou não, deverão realizar sua inscrição na Página do Participante, no período que ainda será divulgado.

Sintepe e governo entram em acordo para aumento de 8,38% no salário de professores

O acordo foi firmado nesta quinta-feira (24) (Foto: Arquivo/Sintepe)

Profissionais da educação aprovaram o acordo feito entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) e o governo do estado sobre o reajuste salarial de 8,38% para professores. A proposta foi aceita por unanimidade entre os sindicalistas na tarde desta quinta-feira (24).

O ajuste também contemplou os analistas e administrativos, que terão um aumento linear de 6,27%, inclusive para o apoio escolar. Analistas e administrativos tiveram suas demandas atendidas para reorganizar a flexibilidade da carga horária entre 30 e 40 horas, da forma que for melhor para o servidor.

O pagamento dos reajustes será realizado em junho de 2025 para toda a categoria, assim como os valores retroativos de janeiro a maio para quem estava abaixo do Piso Salarial, também serão pagos em junho de 2025.

O Governo acatou a reivindicação do Sintepe de destravar a progressão nas faixas salariais da educação. Com isso, houve alteração dos interstícios (intervalos onde há aumento de salário dos servidores). Entre as faixas A e B, haverá mudança de 1% para 1,5%. Entre as classes I e II, haverá mudança de 2 para 2,5%. Deste modo, haverá mobilidade na carreira, apesar de não ser a idealizada pelo Sindicato. Nas faixas C e D e nas classes III e IV continuam os interstícios atuais.

O acúmulo da nossa luta, nosso diálogo com a sociedade e a pressão dessa categoria de luta conquistou um bom resultado, uma boa negociação. Vamos continuar unidos e unidas, lutando pela escola pública, pela valorização dos trabalhadores e trabalhadoras em educação e por investimentos na educação, já que a grande maioria dos jovens pernambucanos estudam nas escolas estaduais, por isso mesmo, a qualidade dessa escola é um dos elementos mais importantes no desenvolvimento de nosso Estado”, disse Ivete Caetano, presidenta do Sintepe.

No que se refere à progressão de desempenho das faixas salariais, continuam as negociações, já que o Sindicato não aceita a vinculação da progressão profissional à avaliação do desempenho dos estudantes. “Para avaliar o desempenho dos estudantes há um conjunto de responsabilidades que não são somente dos professores, mas, da sociedade e do governo. Merenda ruim influencia no desempenho dos estudantes. Calor em excesso influencia no desempenho dos estudantes. Por isso, o projeto de lei de reajuste seguirá com o descongelamento das progressões de desempenho, mas o critério será acordado entre Sintepe e Governo do Estado”, diz Ivete Caetano.

As demais pautas de reivindicação no que diz respeito a estrutura das escolas, merenda escolar, climatização das salas, continuarão sendo discutidas entre Sindicato e Governo nas próximas rodadas da Mesa de Negociação.

Mobilização

De acordo com o Sintepe, mais de 900 escolas da rede estadual paralisaram as atividades em todo o estado na quarta-feira (23). O número representa cerca de 90% das unidades em Pernambuco. No Recife, o Sindicato realizou uma passeata saindo do Parque 13 de Maio, com protesto em frente à Assembleia Legislativa, onde participou também de uma audiência pública que tratou da qualidade da merenda escolar.

A paralisação teve como principal objetivo denunciar os problemas enfrentados pelas unidades escolares em Pernambuco. O Sintepe alega que os profissionais trabalham com pouca infraestrutura, precarização das condições de trabalho, ausência de climatização nas salas de aula, atraso na entrega dos kits escolares e a baixa qualidade da merenda oferecida aos estudantes.

Ministério da Educação diz que necessidade de manutenção das universidades é consequência de governos anteriores

 (Rafael Vieira/DP Foto)

Após reunião dos reitores das universidades federais em Pernambuco, que fizeram um alerta, nesta terça (15), sobre o corte dos repasses e falta de dinheiro para cumprir despesas, o Ministério da Educação (MEC) emitiu uma nota.

Nela, diz que “a necessidade de manutenção da infraestrutura de universidades federais não é um desafio atual” e explica que se trata de uma consequência da “política implementada nos últimos anos, no período de 2016 a 2022, que reduziu drasticamente os valores para manutenção e investimentos nas instituições federais de ensino superior”.

A nota diz ainda que: “As estruturas físicas foram se deteriorando, o que gerou um passivo que é objeto de atuação efetiva do governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), desde 2023. Nesse contexto, o MEC vem fazendo um esforço consistente para recuperar o orçamento das universidades federais. Esse esforço foi materializado nas suplementações ocorridas nos anos de 2023 e 2024”.

Enem 2025: alunos já podem solicitar isenção da taxa de inscrição; veja quem tem direito

Professores do Piauí comentam provas de matemática e ciências da natureza no Enem 2024 no Piauí — Foto: Lívia Ferreira/ g1 Piauí

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 podem pedir a isenção da taxa de inscrição a partir desta segunda-feira (14). O período de solicitação vai até 25 de abril.

Quem tem direito à isenção? Segundo o edital do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entra no grupo quem:

  • estiver cursando o último ano do ensino médio no ano de 2025, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica;
  • tiver cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio;
  • declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Como fazer a solicitação? Para pedir a isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025, o participante deve:

  • acessar o site enem.inep.gov.br/participante;
  • informar CPF, data de nascimento, e-mail válido e número de telefone;
    justificar ausência no Enem 2024 com documentos específicos (para os isentos que não compareceram à prova);
  • preencher corretamente as informações e criar um cadastro na Página do Participante em sso.acesso.gov.br.

Como justificar a ausência no Enem 2024? Quem estava isento da taxa na última edição da prova e, ainda assim, faltou a um ou dois dias do exame deverá apresentar uma documentação que comprove o motivo da ausência. Só assim terá direito novamente à gratuidade.

Para isso, é preciso acessar o mesmo sistema de solicitação de isenção da taxa de inscrição (enem.inep.gov.br/participante) e inserir uma das opções abaixo:

  • boletim de ocorrência comprovando assalto, furto ou acidente de trânsito;
  • certidão de casamento ou contrato de união estável no dia da prova;
  • certidão de óbito comprovando morte na família;
  • certidão e nascimento comprovando maternidade ou paternidade;
  • emergência, internação ou repouso médico;
  • mandado de prisão que ateste privação de liberdade;
  • comprovante de mudança de domicílio;
  • documento que comprove mudança de domicílio;
  • documento que comprove intercâmbio acadêmico ou atividade escolar.

Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis. E não é possível justificar ausência no Enem 2024 sem antes solicitar isenção da taxa de inscrição no Enem 2025.

Qual é o cronograma completo?

  • Resultado do recurso da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 22/5/2025
  • Recurso da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 12/5/2025 a 16/5/2025
  • Resultado da justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 12/5/2025
  • Justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025: 14/4/2025 a 25/4/2025

Já dá para fazer a inscrição no Enem? Não. O Inep ainda vai publicar os editais específicos com as regras e datas do Enem 2025.

E atenção: ter a aprovação da justificativa de ausência no Enem 2024 e/ou da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2025 não garante a efetivação da inscrição.

Os interessados em realizar o Enem 2025, isentos ou não, deverão realizar sua inscrição na Página do Participante, no período que ainda será divulgado.

Dino suspende emendas para universidades e fundações de oito estados, incluindo Pernambuco

 (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta terça-feira (1°) a imediata suspensão de emendas parlamentares para universidades estaduais e suas respectivas fundações de apoio em oito estados.

A liminar do ministro vale para instituições do Acre, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia e Sergipe.

A decisão foi tomada após os estados não enviarem ao Supremo manifestação sobre a determinação de Dino para que sejam criadas normas e orientações sobre a aplicação e prestação de contas referentes às emendas que são destinadas às instituições. A exigência consta em uma decisão assinada no dia 12 de janeiro deste ano.

Na mesma decisão, Flávio Dino também determinou que estados e municípios têm 90 dias para prestarem contas sobre 6.247 planos de trabalho não cadastrados que envolvem as chamadas “Emendas Pix”.

Entenda

O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.

No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento.

Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original da ação, Flávio Dino assumiu a condução do caso.

Em agosto do ano passado, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) auditasse os repasses dos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.

Em fevereiro deste ano, o ministro homologou o plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses.

A decisão do ministro também liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores que estavam suspensas por decisões da Corte.

Tabira abre seleção para contratação de alfabetizadores do Programa Brasil Alfabetizado

A Prefeitura de Tabira anunciou a abertura de seleção para a contratação de alfabetizadores para o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), com o objetivo de promover a alfabetização de jovens, adultos e idosos, contribuindo para o aumento da escolaridade e o fortalecimento da cidadania.

O programa que integra o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e a Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (EJA), promove a universalização da alfabetização entre pessoas com 15 anos ou mais.

A também oferece uma iniciativa de formação continuada aos alfabetizadores, com suporte de plataformas online e ações presenciais de capacitação.

Para se inscrever na seleção, os interessados ​​devem atender a alguns requisitos essenciais: ser brasileiro, ter 18 anos ou mais, ter concluído o ensino médio e estar disponível para participar dos cursos de formação. Os selecionados terão direito a uma bolsa mensal no valor de R$ 1.200,00.

As turmas formadas pelos alfabetizadores devem atender aos requisitos mínimos de alunos, variando conforme a localidade. Na zona urbana, o número mínimo de alunos por turma é 15, com um máximo de 25. Já na zona rural, a turma precisa contar com no mínimo 10 alunos, podendo chegar até 25.

O cronograma de seleção prevê que a apresentação dos currículos ocorrerá nos dias 18 e 19 de março. Para mais informações, os interessados ​​podem procurar a Secretaria Municipal de Educação e Esportes ou entrar em contato através do WhatsApp (87) 9 9934-0399.

Censo: proporção da população com nível superior completo sobe de 6,8% em 2000 para 18,4% em 2022

Entre os brasileiros com mais de 25 anos, 18,4% concluíram o ensino superior. É o que mostra o Censo Demográfico de 2022, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostrou avanços em relação aos censos anteriores.
Em 2000, apenas 6,8% dos adultos (com 25 anos ou mais) tinham ensino superior. Em 2010, eram 11,3%. Apesar disso, quatro em cinco brasileiros ainda não têm curso de graduação.
O pesquisador do IBGE Bruno Perez destaca que parte dessa população sem ensino superior é composta por pessoas mais velhas.
“A gente sabe que tem uma população mais envelhecida para a qual o acesso à educação foi mais difícil na sua juventude. Então, essa população mais velha também pesa aqui quando a gente está olhando a proporção da população de 25 anos ou mais com nível superior completo. Tem esse peso no estoque de décadas de população”.
O Censo 2022 mostra ainda que:
32,3% das pessoas com 25 anos ou mais tinham ensino médio completo ou superior incompleto (acima das 16,3% de 2000)
14% tinham ensino fundamental completo ou médio incompleto (acima dos 12,8% de 2000)
Cor e raça
Fazendo uma análise por cor e raça dos dados do Censo 2022, é possível perceber que os brancos ainda têm mais acesso ao ensino superior que os pretos e pardos.
Completaram o ensino superior:
11,7% dos pretos
12,3% pardos

Em evento com professores, Sandrinho reafirma compromisso de pagar o piso da categoria: “não vamos precisar nem sentar pra negociar”

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira realizou ontem (04) o seminário de abertura do ano letivo 2025. O seminário reuniu professores, gestores e profissionais que atuam na rede municipal de ensino. A abertura ficou por conta do escritor e poeta Paulo Matricó, com o espetáculo Cordel Operístico Lua Alegria.

Com o tema “Garantia e promoção do direito à educação inclusiva: um debate interdisciplinar”, o encontro aconteceu no espaco Wilson Brito e contou com a apresentação das experiências exitosas vivenciadas no âmbito da educação especializada. As experiências foram apresentadas pelas professoras da rede municipal Rossana Márcia (CEI Maria Genedi) e Aline Micheli (Escola Dom Mota).

Os participantes do seminário também puderam conferir a palestra da Pedagoga Rejane Maia, sobre o tema do seminário. Rejane tem habilitação em supervisão educacional e administração escolar pela UFPE, é Mestra em Psicologia Congnitiva (UAM/FLACSO), dentre outras especializações.

O Prefeito Alessandro Palmeira participou do seminário e destacou a importância da educação inclusiva como garantia do direito universal à educação pública. Sandrinho também tranquilizou os professores quando ao reajuste do piso salarial da categoria.

“Quero dizer e reafirmar que a gente não vai precisar sentar para negociar o reajuste salarial dos professores, que iremos garantir de forma integral o percentual que está sendo posto de 6,87%. Estamos também estudando alternativas para melhorar o salário dos prestadores de serviço da Educação de Afogados”, afirmou o Prefeito Sandrinho.

O evento também contou com as presenças do vice-prefeito Daniel Valadares, da Secretária de Educação, Wiviane Fonseca, e integrantes da equipe gestora da Secretaria Municipal de Educação.

Sisu 2025: matrículas nas universidades terminam nesta segunda-feira

 (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Os aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025 podem realizar a matrícula na instituição pública de ensino superior para a qual foram selecionados até esta segunda-feira (3).

A maioria das instituições participantes do Sisu são da rede federal de ensino superior, com destaque para universidades e institutos federais.

Ao todo, esta edição do Sisu de 2025 teve 254.899 candidatos aprovados, sendo 128.691 na ampla concorrência, 111.655 na modalidade de cotas e 14.553 por meio de ações afirmativas das próprias instituições de ensino superior.

Os resultados do processo seletivo foram divulgados há uma semana, em 27 de janeiro, com um dia de atraso, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Em seguida, o Ministério da Educação (MEC) ampliou o período de matrículas ou registro acadêmico nas instituições públicas de ensino superior participantes do Sisu. O prazo anterior terminaria na sexta-feira (31).

Matrícula

O MEC avisa que é responsabilidade do estudante observar as condições, os procedimentos e os documentos para matrícula, conforme o edital de cada instituição pública de ensino superior escolhida pelo estudante no momento de inscrição no processo seletivo.

O candidato deve também ficar atento aos dias, horários e locais de atendimento definidos pela universidade. A unidade pode, por exemplo, definir se as matrículas serão de forma remota ou presencial. Por isso, é preciso consultar o edital próprio de cada universidade.

Após o período de matrículas dos estudantes, as instituições terão até 6 de fevereiro para lançar no sistema as vagas ocupadas no Sisu.

Entre 12 de fevereiro e 30 de setembro deste ano, as universidades poderão publicar listas de classificados na lista de espera do Sisu 2025. Os candidatos que não foram classificados em nenhuma de suas duas opções de cursos na chamada regular puderam manifestaram interesse em participar da lista de espera do Sisu até esta sexta-feira (31).

O Sisu

Desde 2010, o Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil, que participam do processo seletivo vigente.

A seleção dos estudantes é feita com base na média das notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano anterior, respeitando o limite de vagas disponíveis para cada curso e modalidade de concorrência.

O programa do governo federal tem o objetivo de democratizar o acesso às instituições públicas de ensino superior no país.

Adicionalmente, nesta edição do Sisu de 2025, o MEC destaca o programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que oferece%u202Fincentivo%u202Ffinanceiro de R$ 1.050 a estudantes com alto desempenho (nota igual ou superior a 650 pontos) no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 que optarem por cursos%u202Fpresenciais%u202Fde licenciatura.%u202F

O MEC estima que a iniciativa%u202Fdeve aumentar o ingresso, a permanência e a conclusão nos cursos de licenciatura no país e deve aumentar, em mais de 23% , a procura de docentes por%u202Fcursos presenciais que formam professores.

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes

MEC orienta escolas sobre a proibição de celulares; veja os detalhes

O Ministério da Educação (MEC) realizou, na manhã desta sexta-feira (31), um evento virtual para orientar as escolas na proibição do uso de celulares durante aulas e intervalos. Esse veto aos aparelhos foi formalizado em 15 de janeiro, após o presidente Lula sancionar uma lei que se estende a toda a educação básica, pública e particular (ou seja, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).

A pasta anunciou também que duas novas medidas devem ser tomadas em fevereiro:

  • um decreto presidencial que esclarecerá pontos específicos da lei;
  • uma resolução com diretrizes operacionais a ser emitida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

A gente quer otimizar o uso, potencializar os benefícios e mitigar os efeitos nocivos [da tecnologia]“, afirma Kátia Schweickardt, secretária da Educação Básica do MEC.

Aléssio Costa Lima, presidente da Undime, que une as secretarias municipais de ensino, reforçou a importância desses direcionamentos mais específicos. “Essa lei precisa constar nos regimentos escolares. Como vai ser a materialização dela no dia a dia? Isso precisa ser detalhado”, diz.

Veja as principais recomendações da pasta, transmitidas tanto no evento quanto em guias disponibilizados publicamente para as redes:

As escolas devem reforçar que a medida foi tomada para proteger os alunos. “Vai haver resistência, como também houve quando os cintos de segurança passaram a ser obrigatórios”, diz Anita Stefani, diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC.

As exceções devem ser respeitadas. O uso de celular é permitido em situações relacionadas:

  • a fins pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor, em atividades planejadas;
  • à inclusão e à acessibilidade de estudantes com deficiência;

ao atendimento a condições de saúde e garantia de direitos fundamentais.

A lei não tira a tecnologia da educação. É sobre como utilizar os dispositivos de forma intencional. Os professores precisam saber usá-los a seu favor”, afirma Stefani.

O local onde os celulares ficarão guardados será uma decisão de cada escola. O MEC não estipulará se os aparelhos devem permanecer na mochila do aluno ou em uma caixa controlada pelo professor. “Não há uma imposição única. Colocamos algumas possibilidades no material de referência para as escolas“, afirma Stefani.

O guia diz que o ideal é que os alunos sequer levem os celulares para a aula. Mas, como é uma medida por vezes inviável, é preciso “indicar um lugar seguro para que [os smartphones] fiquem retidos“.

As secretarias de educação deverão desenvolver ações de apoio à saúde mental dos alunos. Nas escolas, a recomendação é que haja um processo de escuta e acolhimento.

Washington Bandeira, secretário da Educação do Piauí e membro do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), destacou a importância de os professores lidarem com a “abstinência” que crianças e jovens podem enfrentar quando forem privados de usar a tecnologia. O g1 noticiou casos de bebês que, em escolas que já proibiam o celular, sequer aceitavam comer sem ver um vídeo ao mesmo tempo.

A restrição ao uso dos celulares deve se manter inclusive no “tempo livre”. “Precisa reservar o recreio e os intervalos para favorecer a necessidade social do convívio”, diz Lima. Ele ressaltou a importância de as crianças poderem brincar longe das telas.

As práticas adotadas devem ser revistas periodicamente para ajustes e melhorias.

Entre a última segunda-feira (27) e a 1ª semana de fevereiro, a maior parte dos colégios públicos e dos particulares no Brasil inicia o ano letivo de 2025. No caso das instituições que ainda permitiam o uso do celular em sala de aula, é o início de uma “nova era”.

MEC divulga resultados do Sisu 2025; saiba como consultar

 (Foto: Jacqueline Lisboa/Esp. Metrópoles)

Os resultados dos selecionados no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025 foram disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) na manhã desta segunda-feira (27/1). Para consultá-los, o candidato deve acessar o site do programa (https://acessounico.mec.gov.br/sisu).

Os candidatos podem verificar se foram aprovados no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O período de matrícula nas instituições vai de 27 a 31 de janeiro.

São oferecidas 261.779 vagas em 6.851 cursos de graduação em 124 instituições públicas, com a seleção dos aprovados baseada na nota do Enem.

Candidatos reclamam da falta de informações sobre a divulgação do SiSU

Resultado do SiSU será divulgado neste domingo (Foto: DINO)

O Ministério da Educação divulga neste domingo (26/1) o resultado do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Os estudantes que realizaram o Enem em 2024 poderão consultar a lista de aprovados no portal do SiSU.

Apesar de a data estar confirmada, diversos candidatos alegam nas redes sociais que o edital do programa não esclarece o horário em que o resultado será publicado. ‘Vai dar 10h e nada do SiSU abrir. Olha, sinceramente, espero que essa enrolação faça pelo menos valer a pena’, disse um estudante.

‘Podem tentar voltar a dormir, o SiSU só vai decepcionar’, compartilhou uma segunda. ‘Anda, SiSU, libera logo o resultado para ver se vou pagar menos com o Spotify universitário’, brincou uma terceira.

Mesmo com o nervosismo e as altas expectativas pelos resultados, os internautas aproveitaram o momento para fazer piadas e compartilhar memes.

Que horas o resultado será publicado?

No ano passado, o resultado do SiSU estava previsto para sair às 9h; no entanto, a divulgação ocorreu apenas no fim do dia, por volta das 18h. Já em 2023, a lista de aprovados foi publicada às 9h44.

Alguns internautas compartilharam uma publicação de um perfil do Plano Nacional de Educação no Instagram, que informa que o resultado sairá às 18h de hoje (26). No entanto, não se sabe se o post é verdadeiro.