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Estudantes do Instituto Federal de Brasília protestam contra bloqueio de verbas feito pelo MEC

Estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB) fizeram um protesto, na tarde desta quinta-feira (6), contra o bloqueio de verbas na educação realizado pelo Ministério da Educação (MEC). O ato foi no Campus da Asa Norte.

A manifestação começou por volta das 14h e terminou no final da tarde. Os estudantes chegaram a interditar parcialmente o trânsito em frente ao instituto, que fica na quadra 610 Norte. A Polícia Militar acompanhou o protesto que não teve incidentes.

Os manifestantes exibiram faixas com frases como “Em defesa dos institutos federais”. Eles também gritaram palavras de ordem contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Esse ato foi uma mobilização dos estudantes do IFB de vários campus contra o corte no orçamento da educação desse desgoverno que sucateia todos os dias nossa educação”, diz a estudante Tainá Santos.

O IFB disse que o bloqueio no orçamento foi percebido nesta quarta-feira (5). Ao todo, o governo federal bloqueou R$ 1 bilhão, especificamente R$ 328 milhões do ensino superior.

O MEC afirma que a medida é reflexo de uma ordem do Ministério da Economia, divulgada no fim de setembro, e que os valores serão desbloqueados em dezembro.

Entidades se posicionam contra corte de 5,8% no orçamento para universidades e institutos federais

Após o Governo Federal publicar uma norma, na última sexta-feira (30), determinando o bloqueio de 5,8% do orçamento do Ministério da Educação, o funcionamento de serviços básicos nas instituições de ensino superior, como a assistência estudantil e manutenção, pode ser, mais uma vez, afetado. Só para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o bloqueio chega a R$ 8,7 milhões. No Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), o bloqueio no orçamento ultrapassa o valor de R$ 2,6 milhões.

Nesta quarta-feira (5), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), que representa os institutos federais, emitiram notas contra o novo corte.

Segundo as entidades, o Decreto 11.216, que estabelece o contingenciamento, retira R$ 328,5 milhões das universidades e R$ 147 milhões dos institutos. Somando com os outros bloqueios realizados ao longo do ano, os déficits são de R$ 763 milhões e R$ 300 milhões, respectivamente.

Na nota publicada nas redes sociais, a Andifes informou ter convocado uma reunião remota para quinta-feira (6), a partir das 10h, com reitores das universidades para debater ações contra a medida. Ainda de acordo com o texto, o secretário de Educação Superior também foi convidado.

Já o Conif afirmou que o contingenciamento terá impactos para os estudantes. “Transporte, alimentação, internet, chip de celular, bolsas de estudo, dentre outros tantos elementos essenciais para o aluno não poderão mais ser custeados pelos Institutos Federais, pelos Cefets e Colégio Pedro II, diante do ocorrido”, ressaltou, acrescentando que “serviços essenciais de limpeza serão descontinuados”.

Por meio de nota, a UFPE informou que o reflexo do corte na instituição é de R$ 8,7 milhões. “A gestão da universidade está conduzindo reuniões com a equipe interna e com todas as demais instituições federais de ensino em Pernambuco para apresentar uma dimensão total desse impacto em contratos e o andamento das atividades”, avaliou, ressaltando que, para o reitor Alfredo Gomes, “o corte é inaceitável, comprometendo o pleno funcionamento da educação em todo país”.

Já a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) disse que só se pronunciará após a reunião com a Andifes. O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) afirmou que está dimensionando os impactos dos cortes no funcionamento da instituição.

Universidades federais dizem que tiveram parte do orçamento bloqueado pelo governo e que estão com atividades em risco

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse nesta quarta-feira (5) que o governo federal formalizou um novo bloqueio de recursos no Ministério da Educação, que afetará as instituições.

Segundo a entidade, dessa vez o contingenciamento foi de 5,8%, o equivalente R$ 328,5 milhões, o que impossibilitará o empenho (reserva para gasto) de despesas das universidades, institutos federais e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“Este valor, se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano”, explicou a Andifes.

Em razão do novo bloqueio de recursos, a diretoria da Andifes convocou uma reunião extraordinária de seu conselho pleno para esta quinta-feira para debater as ações e providências.

“A diretoria da Andifes, que já buscava reverter os bloqueios anteriores para o restabelecimento do orçamento aprovado para 2022, sem os quais o funcionamento das universidades já estava comprometido, aduziu que este novo contingenciamento coloca em risco todo o sistema das universidades”, acrescentou.

Por fim, a Andifes diz lamentar que o novo bloqueio acontece quase no final do ano, “mais uma vez inviabilizando qualquer forma de planejamento institucional, quando se apregoa que a economia nacional estaria em plena recuperação”.

“E lamentamos também que seja a área da educação, mais uma vez, a mais afetada pelos cortes ocorridos”, concluiu.

O g1 questionou os ministérios da Educação e da Economia sobre o novo bloqueio de recursos na educação e aguardava uma resposta até a última atualização desta reportagem.

Escola pernambucana está na etapa final do Prêmio Melhores Escolas do Mundo

Pernambuco estará representado na etapa decisiva do Prêmio Melhores Escolas do Mundo. A Escola de Referência em Ensino Fundamental Evandro Ferreira dos Santos, da rede municipal de ensino de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco, é uma das duas instituições brasileiras de ensino entre as 15 representantes finalistas. Além dos pernambucanos, que concorrem na categoria “Superação de Adversidades”, o Brasil tem a participação da Escola Municipal Professora Adolfina J. M. Diefenthäler, localizada em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, na categoria “Colaboração Comunitária”.

A escola pernambucana, que tem à frente a gestora Elineide Alves, ganhou destaque com o projeto de alfabetização de mães de alunos. “Elas não conseguiam ajudar os filhos nas tarefas escolares”, disse Elineide.

As escolas brasileiras são coordenadas por educadoras que fazem parte da Associação Conectando Saberes, uma rede de apoio sem fins lucrativos que coloca professores no centro das discussões sobre a Educação Básica no Brasil.

O prêmio possui cinco categorias e as grandes vencedoras em cada uma delas serão decididas por votação popular, via internet. Os interessados poderão votar nas escolas até o dia 2 de outubro de 2022 por meio do site worldsbestschool.org/.

O prêmio Melhores Escolas do Mundo tem como objetivo reconhecer escolas do mundo inteiro pelo papel fundamental que desempenham no desenvolvimento da próxima geração de estudantes e pelo enorme empenho e contribuição para o progresso da sociedade, principalmente durante a pandemia da Covid-19.

A Academia Julgadora do Prêmio Melhores Escolas do Mundo, composta por líderes em todo o mundo, incluindo acadêmicos, educadores, ONGs, empreendedores sociais, governo, sociedade civil e setor privado, receberá os resultados da votação da assessoria pública e irá avaliar os finalistas com base em critérios rigorosos.

Todas as escolas listadas nos cinco prêmios são convidadas para compartilhar suas melhores práticas durante eventos na Semana Mundial de Educação e através de kits de Transformação Escolar, com instruções passo a passo sobre como outras escolas podem replicar os projetos para ajudar a melhorar a educação em todo o mundo.

Os vencedores serão anunciados em 19 de outubro, durante a programação da Semana Mundial da Educação. Mas a votação, pela internet, só vai até o próximo domingo, dia 2 de outubro. Quanto mais votos a escola tiver, mais chances de levar o prêmio. A organização do concurso ressalta, no entanto, que a votação popular servirá de indicação da opinião do público. Porém a palavra final será dada por uma Academia de Juízes.

Governo Bolsonaro propõe corte de 97% em recurso para infraestrutura de escolas

Mesmo com a queda de aprendizado dos alunos de escolas públicas após a pandemia, o governo Jair Bolsonaro propôs cortes acima de 90% em vários programas para a educação no próximo ano.

O recurso para infraestrutura das escolas do país, por exemplo, terá uma queda de 97% de acordo com o projeto orçamentário de 2023, enviado pelo governo ao Congresso Nacional, na comparação com os recursos propostos para este ano.

O dinheiro destinado à “Infraestrutura para a Educação Básica” saiu de R$ 119,1 milhões para R$ 3,45 milhões. Nessa ação, o governo federal envia recursos para construção, ampliação, reforma e adequação de escolas. O recurso também é usado para compra de mobiliário e outros equipamentos. Com o dinheiro reservado para o ano que vem, só é possível atender quatro projetos.

Há menos de duas semanas, o governo divulgou o resultado da avaliação que mostram que níveis de aprendizagens caíram em Português e Matemática em todas as etapas avaliadas pelo Inep, de acordo com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Na prática, é como se o país tivesse perdido os progressos nos resultados dos seis últimos anos, regredindo em algumas áreas a patamares de aprendizagem de 2015. Os dados indicam que 33,8% das crianças do segundo ano, em 2021, não sabiam ler ou escrever.

A proposta orçamentária de 2023, por outro lado, distribui cortes em ações para educação básica. Uma das ações afetadas é a compra de ônibus escolares por meio do programa Caminho da Escola. Estão previstos R$ 425 mil para este fim, recurso suficiente para comprar um veículo, de acordo com dados da proposta orçamentária. Uma queda de 95% na comparação com este ano.

Também foram afetados recursos para capacitação de professores. Essa atividade sofreu um corte de 95% entre 2022 e 2023, saindo de um orçamento de R$ 136,9 milhões neste ano para R$ 6,4 milhões no ano que vem. Um dinheiro suficiente para atender a três projetos.

Esse recurso é destinado para desenvolvimento de programas, cursos, eventos de capacitação visando à melhoria da qualidade do ensino. A capacitação e a formação para a educação bilíngue de surdos, por exemplo, está nessa rubrica.

Em outra frente, foram reservados R$ 16,8 milhões, no total, para educação de jovens e adultos. Foi um corte de 56% na comparação com este ano.

Além do recurso voltado para infraestrutura, também houve um corte de 95% na ação chamada de “Desenvolvimento da Educação Básica”. Sob essa rubrica, ficam recursos para melhoria do processo educacional em todas as etapas e modalidades da educação básica; como compra de material escolar. O dinheiro dessa ação caiu de R$ 664,5 milhões neste ano para R$ 29,1 milhões na proposta orçamentária do ano que vem.

Enquanto corta recursos para áreas sensíveis, o governo reservou R$ 19,4 bilhões para emendas de relator, que irrigam as negociações políticas com o Congresso Nacional por meio do chamado orçamento secreto. Desse total, R$ 1,1 bilhão foram alocados no Ministério da Educação. É um dinheiro que está indicado para a pasta, mas para o qual não há destinação definida.

O orçamento geral do Ministério da Educação é expressivo, de R$ 147 bilhões. Dentro desta conta estão recursos para a complementação do Fundeb e pagamento de salários de professores de universidades federais. Isso faz o orçamento da pasta ser alto, mas ao mesmo tempo haver cortes em outras despesas, como é o caso da infraestrutura pra escolas e compra de ônibus.

A proposta orçamentária ainda será votada por deputados e senadores, que podem mudar trechos do projeto.

Procurado, o MEC não se manifestou.

Máscaras deixam de ser obrigatórias em escolas, transporte público e farmácias em Pernambuco

O uso de máscara deixa de ser obrigatório em todas as escolas públicas e privadas de Pernambuco a partir de segunda-feira (19). Na data, o uso do item de proteção também passa a ser facultativo no transporte público e em farmácias, permanecendo obrigatório em hospitais e serviços de saúde.

A liberação foi anunciada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), nesta sexta-feira (16), e será publicada na edição do Diario Oficial do sábado (17).

De acordo com a pasta, a decisão foi tomada após análise do atual cenário epidemiológico da Covid-19, que aponta queda de ocorrências e o fim do período sazonal das doenças respiratórias no Estado.

“Esta medida que anunciamos hoje é fruto, essencialmente, do avanço da vacinação, que tem trazido os indicadores da doença para patamares de controle. Também reforço que, mesmo com essa desobrigação, o uso de máscara ainda é fortemente recomendável para pessoas com sintomas gripais, mesmo que leves, pacientes imunossuprimidos e os idosos que ainda não tomaram todas as quatro doses da vacina”, afirmou o secretário André Longo.

Cenário epidemiológico
A SES informou que os indicadores da Covid-19 apontam para uma tendência geral de redução da circulação viral em Pernambuco e, consequentemente, queda da ocorrência de casos graves, óbitos e da demanda por leitos de internação. Os dados levam em consideração o fim do período sazonal da doenças respiratória que, geralmente tem início em fevereiro, podendo se estender até o fim do mês de agosto. Atualmente, a positividade para Covid-19 está menor que 1%.

Na última semana epidemiológica (SE 36), que compreende o período entre 04 e 10 de setembro, o estado registrou 190 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), o menor patamar em dois anos. O número representa uma queda de 21% em relação à semana 35 (239 casos de Srag) e de 34% em relação à SE 34 (286).

Já em relação às solicitações de internação em leitos de UTI, foram 124 na semana passada – uma redução 14% na comparação de uma semana, e de 41% em 15 dias. Na análise de leitos de UTI pediátricos, foram registradas 60 solicitações – uma queda de 15% em comparação à SE 35 e de 47% em relação à SE 34.

Porcentagem de crianças do 2º ano que não sabem ler e escrever nem palavras isoladas mais do que dobra na pandemia, diz Inep

No Brasil, a porcentagem de crianças do 2º ano do ensino fundamental que ainda não sabem ler e escrever nem mesmo palavras isoladas (como “mesa” e “vovô”) mais do que dobrou de 2019 a 2021, mostram os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Calculado a partir do desempenho de uma amostra de alunos de escolas públicas e privadas em uma prova nacional, o índice subiu de 15% para 34% nesses dois anos, justamente quando as aulas presenciais foram suspensas por causa da pandemia de Covid-19. As edições anteriores do exame ainda não contemplavam essa faixa etária.

São dados que indicam um atraso pedagógico, já que, desde 2019, a Política Nacional de Alfabetização estipula que o processo de aprendizagem da leitura e da escrita aconteça no 1º ano do ensino fundamental, quando os estudantes têm, em média, 6 anos.

“Isso não foge do esperado. Nessa faixa etária, a mediação presencial [do professor] é especialmente importante”, afirma Clara Machado da Silva Alarcão, coordenadora-geral substituta do Saeb.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) afirma que, diante dos resultados, “é importante que as redes municipais (…) reúnam seus profissionais da educação para analisar o impacto da pandemia na aprendizagem dos alunos”.

“O Saeb 2021 também atesta os efeitos mais acentuados da pandemia nas redes de ensino com menor infraestrutura, que não puderam oferecer conectividade a seus estudantes e professores, o que foi agravado pela condição socioeconômica das famílias mais vulneráveis”, diz o órgão.

Em matemática, 2 de cada 10 alunos não sabem somar e subtrair
O Saeb avalia também os conhecimentos dos alunos em matemática.

No 2º ano do ensino fundamental, 22% das crianças não conseguiam fazer operações básicas, como soma e subtração, em 2021. Em 2019, antes da pandemia, eram 16%.

Problemas na aprendizagem podem ser ainda mais alarmantes
Segundo especialistas, a situação pode ser ainda mais preocupante, já que, quando a avaliação foi aplicada (em novembro e dezembro do ano passado), muitas escolas ainda não haviam voltado para o formato 100% presencial. Provavelmente, no caso delas, a adesão ao exame foi menor do que a registrada nos colégios que já estavam funcionando normalmente.

“É complicado comparar uma rede em que 95% dos alunos fizeram a prova com outra em que 50% prestaram o exame. Aqueles alunos que não compareceram tendem a ser os que estavam em maior vulnerabilidade, afastados da escola. Mesmo que de forma não proposital, isso seleciona os alunos participantes e interfere na nota”, explica Gabriel Corrêa, líder de Políticas Educacionais da ONG Todos Pela Educação.

O Inep já divulgou que, na média nacional, 71,3% dos alunos-alvo fizeram a prova em 2021 – em 2019, a taxa foi de 80,99%. Há desigualdades entre os estados: em Roraima, por exemplo, apenas 27% dos municípios entraram nos cálculos nacionais dos anos iniciais do ensino fundamental, já que a adesão à avaliação foi insuficiente.

“A comparação entre os resultados deve ser evitada”, afirma Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Ensino médio teve 347 mil matrículas a menos em 2022, mostram dados preliminares do Censo Escolar

O número de matrículas no ensino médio em 2022 foi 5,3% menor do que em 2021, indicam os dados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica divulgados nesta sexta-feira (16).

No contexto de reabertura gradual dos colégios, após o pico de contaminação da Covid-19, há indícios de um aumento na evasão escolar na última etapa de ensino, justamente quando o risco de ingressar precocemente no mercado de trabalho é maior.

Comparando os números preliminares de 2021 e de 2022, o índice de matriculados no ensino médio caiu de 6.564.625 para 6.217.486.

Em dezembro, o Inep divulgará os dados finais, com eventuais correções solicitadas pelos municípios e estados. Será possível, então, traçar uma comparação com o balanço consolidado do ano anterior (6.446.002 matrículas).

Crescimento no ensino integral
Já é possível ver reflexos do novo ensino médio no Censo 2022.

Analisando os dados preliminares, mesmo com a redução no número total de matrículas, o número de alunos em tempo integral aumentou 10,5% – esse é justamente um dos pilares da reforma.

Números totais de matrículas
O ensino básico como um todo — da creche ao ensino médio, incluindo a educação de jovens e adultos — somou 35.760.081 matrículas em 2022.

O número é 2,07% menor se comparado aos dados preliminares de 2021. São 758.005 matrículas a menos na rede pública, que em 2021 tinha 36.518.086 estudantes.

Os dados sobre matrículas são importantes para a distribuição de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e para a execução de programas na área da educação.

Em e-mail às universidades, MEC diz que errou e ofertou bolsas duplicadas do Prouni na 2ª chamada

O Ministério da Educação (MEC) afirmou nesta quinta-feira (8), em e-mail aos coordenadores de instituições de ensino, que errou e ofertou bolsas duplicadas na 2ª chamada do Programa Universidade Para Todos (Prouni).

Na mensagem à qual o g1 teve acesso, a pasta diz que as inconsistências detectadas serão corrigidas “com a exclusão das bolsas equivocadamente geradas pelo sistema”. Informa também que todas as operações realizadas no SisProuni desde 4 de setembro deverão ser refeitas pelas universidades.

Até a última atualização desta reportagem, o MEC não havia respondido se alguns dos alunos pré-selecionados na lista divulgada em 1º de setembro perderão suas vagas no Prouni.

Histórico de problemas

Por meio das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Prouni oferta bolsas de estudo parciais e integrais em instituições de ensino privadas.

São duas edições por ano. A do 2º semestre de 2022 vem sendo marcada por uma série de problemas:

SUMIÇO DE VAGAS: Em 3 de agosto, candidatos relataram que vagas ofertadas no sistema durante as inscrição “sumiram” e que a classificação parcial não estava aparecendo no site.

ATRASO NOS DADOS: Em 12 de agosto, universidades e entidades do ensino superior acusaram o MEC de atrasar a divulgação de dados do Prouni e comprometer o processo de matrícula dos alunos.

INSTABILIDADE NO SISTEMA: Em 29 de agosto, data em que a 2ª chamada deveria ter sido divulgada, o sistema ficou instável e impediu que os alunos visualizassem os resultados. No dia seguinte, o MEC adiou os prazos do processo seletivo.