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Eleições 2026: João Campos tem 52% e Raquel Lyra 30% na disputa pelo Governo de PE, diz Datafolha

O prefeito do Recife, João Campos, lidera, com 52% das intenções de voto, a disputa para o Governo de Pernambuco, segundo pesquisa encomendada pelas Rádios CBN Recife e CBN Caruaru e divulgada nesta quarta-feira (29), pela Datafolha. A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 30%.

Este foi o resultado apresentado na pesquisa estimulada, quando os entrevistados são apresentados os nomes dos candidatos.

Conforme a pesquisa, na sequência aparecem o vereador do Recife Eduardo Moura (NOVO), com 4% das intenções, seguido pelo ex-ministro Gilson Machado (PL), que tem 3%, e, por último, o ex-vereador Ivan Moraes.

Brancos ou nulos somam 8%, enquanto os indecisos são 2%.

Em um possível segundo turno, a vantagem de João sobe para 58% e Raquel fica com 35%.

O cenário muda, entretanto, na pesquisa não estimulada, quando o entrevistador não menciona o nome dos candidatos e, assim, João Campos e Raquel aparecem empatados, com 23%.

Teto de UTI neonatal desaba no Hospital Barão de Lucena, no Recife

Uma parte do teto de gesso da UTI neonatal 2 do Hospital Barão de Lucena, localizado no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife, desabou na manhã desta segunda-feira (27).

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou que nenhum paciente ou profissional ficou ferido.

Ainda segundo a SES-PE, “todos foram realocados com segurança, sem qualquer dano” e “todas as providências necessárias já foram adotadas”.

A reportagem da Folha de Pernambuco apurou que o local onde aconteceu o incidente tem seis leitos. Desses, quatro estavam ocupados quando o teto desabou.

Entretanto, o leito atingido pela queda não tinha nenhum recém-nascido.

Após o ocorrido, os bebês e as mães foram retirados da UTI neonatal 2 e transferidos para a UTI neonatal 1 do Hospital Barão de Lucena.

Afogados: bebê prefeito nasceu neste fim de semana

O bebê prefeito 2025 de Afogados da Ingazeira é um menino! O pequeno Davi Miguel nasceu no último sábado (25), às 14h45, pesando 2,495 kg, de parto normal, no Hospital Regional Emília Câmara.

Filho de Célia Ferreira de Lima e João Vianey Celestino da Silva, Davi Miguel receberá nesta terça-feira (28) as homenagens da gestão municipal, durante a cerimônia de encerramento da Semana do Bebê.

A solenidade acontece às 9h, no Centro de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, localizado na Rua Pedro Pires, no centro de Afogados da Ingazeira.

Prefeitura de Afogados adia evento gospel atendendo recomendação do Ministério Público

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que o evento gospel, que seria realizado nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, foi adiado.

A programação marcaria o aniversário do lançamento das 95 teses de Martinho Lutero, ato que deu início à Reforma Protestante.

A decisão atende a uma recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em razão do decreto municipal de contenção de despesas publicado pelo Governo Municipal.

O prefeito Alessandro Palmeira se reuniu na tarde desta segunda-feira (27) com pastores de diversas denominações religiosas para dialogar sobre a decisão. Uma nova reunião será marcada para definir uma nova data e discutir um possível novo formato para o evento.

Partido de Milei vence eleições legislativas com mais de 40% dos votos

O presidente Javier Milei obteve uma vitória surpreendente e contundente nas eleições legislativas de domingo na Argentina, um “ponto de virada” segundo o líder ultraliberal ,que foi parabenizado por seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua “vitória esmagadora“.

O partido de Milei, A Liberdade Avança (LLA), venceu por uma diferença de nove pontos a nível nacional após quase dois anos de reformas ultraliberais, que o presidente prometeu aprofundar a partir de agora.

O resultado traz alívio ao governo após semanas marcadas por uma forte pressão sobre o peso argentino, o que levou Milei a pedir um resgate financeiro a Trump, que havia condicionado o apoio ao resultado eleitoral.

“Parabéns ao presidente Javier Milei por sua vitória esmagadora na Argentina“, escreveu o americano na redeTruth Social durante sua viagem pela Ásia.

“Está fazendo um trabalho excelente! Nossa confiança nele foi justificada pelo povo da Argentina“, acrescentou.

O partido governista (LLA) venceu com 40,7% dos votos, superando o peronismo (centro-esquerda), que em suas diversas variantes somou 31,7%, segundo dados provisórios da Direção Nacional Eleitoral após a apuração de 98,9% das urnas.

“Hoje passamos o ponto de virada, hoje começa a construção da Argentina grande“, disse Milei no discurso de vitória, ao som de rock, mas no qual se mostrou comedido e aberto ao diálogo.

O governo terá, a partir de 10 de dezembro, um terço na Câmara dos Deputados para blindar os vetos presidenciais a seus projetos que enfrentam resistência no Congresso. No Senado, no entanto, terá que formar alianças para avançar em reformas estruturais que exijam maiorias.

“Passamos a contar com 101 deputados em vez de 37 e no Senado passamos de seis senadores a 20“, disse Milei, em um discurso mais conciliador do que o habitual, no qual convocou os governadores e outras forças políticas ao diálogo.

A projeção de cadeiras ainda deve ser confirmada pela apuração definitiva.

Os eleitores do LLA celebraram os resultados. “Estou muito feliz e entusiasmado. Não esperava um número tão grande“, disse à AFP Facundo Campos, um consultor de marketing de 38 anos.

O resultado mais surpreendente foi o da província de Buenos Aires, a mais populosa do país, onde o governo havia perdido por mais de 13 pontos nas legislativas locais de setembro e agora ficou praticamente empatado com o peronismo.

A taxa de participação foi de 67,9%, a menor para uma eleição nacional desde o retorno da democracia na Argentina em 1983.

Alívio

Para o cientista político e historiador Sergio Berensztein, o resultado implica “uma ratificação do rumo para o presidente Milei em um momento realmente crítico ou complicadíssimo”.

Depois de promover reformas no Congresso com apoio da oposição em 2024, Milei sofreu uma série de reveses neste ano.

O presidente enfrentou turbulências financeiras e monetárias, uma crise dentro do seu partido após a saída de um candidato acusado de vínculos com o narcotráfico e escândalos por suposta corrupção que envolveram sua irmã e secretária, Karina Milei.

Também começou a enfrentar um Congresso hostil que bloqueou seus últimos vetos a leis que, na opinião de Milei, comprometem o equilíbrio fiscal, âncora de uma gestão com a qual conseguiu reduzir a inflação de 211% em 2023 para 31,8% em termos anuais em setembro de 2025.

“O presidente conseguiu um terço de votos próprios (no Congresso) para evitar um julgamento político e para evitar que rejeitem seus vetos no Congresso, mas agora precisa demonstrar flexibilidade, humildade e capacidade de conseguir acordos com governadores e com as forças opositoras“, destacou Berensztein à AFP.

Redobrar esforços

Após a derrota, o governador peronista de Buenos Aires, Axel Kicillof, disse que é necessário “redobrar os esforços para cuidar das pessoas”.

“Milei se equivoca se comemora este resultado eleitoral, onde 6 de cada 10 argentinos disseram que não concordam com o modelo que propõe“, escreveu na rede social X.

Diante da casa da ex-presidente Cristina Kirchner, liderança peronista que está em prisão domiciliar por acusações de corrupção, centenas de pessoas lamentaram o resultado.

“Evidentemente o que está ganhando é a indiferença, não tenho muito mais a dizer“, disse Mariano, de 61 anos, que não quis revelar seu sobrenome.

Nas semanas anteriores à eleição, o Tesouro dos Estados Unidos comprou pesos para esfriar a corrida cambial e Trump prometeu a Milei até 40 bilhões de dólares.

Para a analista de opinião pública Shila Vilker, o apoio de Trump foi “muito criticado por uma parte da população argentina, mas também foi muito valorizado por outro segmento importante do eleitorado“.

Papa autoriza beatificação de onze novos mártires: nove salesianos poloneses e dois sacerdotes da antiga Tchecoslováquia

A Igreja terá onze novos beatos. Durante a audiência concedida na manhã desta sexta-feira, 24 de outubro, ao prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, o Papa Leão XIV autorizou a promulgação dos decretos relativos ao martírio de nove salesianos poloneses, mortos por ódio à fé entre 1941 e 1942, nos campos de concentração de Auschwitz e Dachau, e de dois sacerdotes diocesanos da antiga Tchecoslováquia, assassinados entre 1951 e 1952 em consequência da perseguição à Igreja Católica pelo regime comunista que passou a controlar o país após a Segunda Guerra Mundial. Também foram promulgados os decretos que reconhecem as virtudes heroicas de quatro Servos de Deus, que assim se tornam Veneráveis: Maria Evangelista Quintero Malfaz, religiosa cisterciense; Angelo Angioni, sacerdote diocesano, fundador do Instituto Missionário do Imaculado Coração de Maria; José Merino Andrés, sacerdote dominicano; Joaquim da Rainha da Paz, frade da Ordem dos Carmelitas Descalços.

Mártires nos campos de concentração nazistas
Os salesianos Jan Świerc, Ignacy Antonowicz, Ignacy Dobiasz, Karol Golda, Franciszek Harazim, Ludwik Mroczek, Włodzimierz Szembek, Kazimierz Wojciechowski e Franciszek Miśka, religiosos comprometidos em atividades pastorais e educacionais, foram vítimas da perseguição nazista durante a ocupação alemã da Polônia, iniciada em 1º de setembro de 1939, desencadeada com particular veemência contra a Igreja Católica. Alheios às tensões políticas da época, foram presos simplesmente por serem sacerdotes católicos. O tratamento a eles reservado reflete a particular implacabilidade reservada ao clero polonês, que foi perseguido e ultrajado. Nos campos de concentração, os religiosos ofereceram conforto espiritual aos companheiros de prisão e, apesar da humilhação e tortura sofridas, continuaram a expressar a própria fé. Insultados em função de seu ministério, foram torturados e mortos, ou mesmo levados à morte pelas condições desumanas de prisão. Conscientes de que seu ministério pastoral era considerado pelos nazistas como uma oposição ao regime, continuaram seu trabalho apostólico, permanecendo fiéis à sua vocação, aceitando serenamente o risco de serem presos, deportados e mortos.

Mártires sob o regime comunista da tchecoslovaco
Os sacerdotes da Diocese de Brno, Jan Bula e Václav Drbola, foram mortos em Jihlava por ódio à fé. Ambos, devido ao seu zelo pastoral, eram considerados perigosos pelo regime comunista que havia se instaurado então Tchecoslováquia desde 1948 e que havia iniciado uma perseguição aberta à Igreja. Preso em 30 de abril de 1951, vítima de uma conspiração da polícia secreta de Estado, Bula, apesar de estar preso, foi acusado de inspirar o assassinato de vários oficiais comunistas em Babice em 2 de julho de 1951. Julgado e condenado à morte, ele foi enforcado em 20 de maio de 1952, na prisão de Jihlava. Drbola, preso por fraude em 17 de junho de 1951, também acusado do assassinato de Babice enquanto estava detido na mesma prisão, foi condenado à morte e executado em 3 de agosto de 1951. Enganados e presos em uma armadilha armada por falsas testemunhas, os dois sacerdotes foram submetidos a violência e tortura que levaram a uma distorção dos acontecimentos e à assinatura forçada de falsas confissões de culpa. Portanto, vítimas de julgamentos de fachada, eles foram condenados à morte. Conscientes dos perigos que corriam no dramático contexto de aversão à Igreja, e apesar da dureza da prisão e das torturas sofridas, aceitaram o seu destino com fé e confiante abandono à vontade de Deus, como atestam as cartas escritas antes da sua execução e o testemunho do sacerdote chamado a ouvir a confissão de Jan Bula.

Os quatro novos veneráveis
Com os decretos promulgados nesta sexta-feira, são quatro os novos Veneráveis: Maria Evangelista Quintero Malfaz, que viveu entre os séculos XVI e XVII. Nascida em Cigales, Espanha, em 6 de janeiro de 1591, em uma família profundamente cristã. Órfã de ambos os pais, seguiu sua vocação religiosa e ingressou no Mosteiro cisterciense de Santa Ana, em Valladolid. Exemplar no cumprimento das tarefas que lhe foram confiadas, teve experiências místicas, que relatou por escrito, guiada por seus confessores, Gaspar de la Figuera e Francisco de Vivar. Em 1632, após a fundação de um mosteiro cisterciense em Casarrubios del Monte, na província de Toledo, foi enviada à nova comunidade e tornou-se sua abadessa em 27 de novembro de 1634, incentivando uma vida de oração e contemplação. Continua a ter experiências místicas, que deixam marcas visíveis em seu exterior. Em 1648, sua saúde piora. Acometida por uma doença grave, ela faleceu em 27 de novembro do mesmo ano. Sepultada na Sala Capitular do Mosteiro, cinco anos depois, após um exame, seus restos mortais foram encontrados incorruptos, enquanto sua fama de santidade crescia. O diálogo constante com Deus foi o elemento dominante de sua jornada espiritual, levando-a a perceber a necessidade de se oferecer como vítima com Cristo pela conversão de seus irmãos pecadores. Ela praticou ardentemente as virtudes teologais, confiando no Senhor para enfrentar as dificuldades da vida, e suportou pacientemente a adversidade e a fragilidade física. Ela também praticou a caridade para com Deus, comprometendo-se a cumprir Sua vontade em todas as circunstâncias com grande humildade.

Lula se retrata após dizer que traficantes são ‘vítimas’ de usuários de drogas: ‘Fiz frase mal colocada’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se retratou nesta sexta-feira (24) por uma frase em que comparou traficantes a vítimas de usuários de drogas.

O comentário foi feito durante uma coletiva de imprensa em Jacarta, na Indonésia, e repercutiu negativamente, principalmente entre a oposição.

“Fiz uma frase mal colocada nesta quinta e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado”, escreveu em uma rede social.

Durante a coletiva, o petista falava sobre o enfrentamento às drogas e disse que seria “mais fácil”, para Brasil e Estados Unidos, “combater viciados”.

Para reforçar seu posicionamento, Lula afirmou: “Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”.

Lula fez o comentário ao ser questionado sobre falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse não ser necessária uma declaração de guerra para matar traficantes de drogas.

Ao se justificar nesta sexta, o presidente brasileiro minimizou o seus discurso e frisou: “mais do que palavras são as ações” que o governo dele vem realizando.

Nesse contexto citou iniciativas do Executivo no combate ao crime e a operação Carbono Oculto, que desarticulou um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país”, destacou na mensagem.

“Continuaremos firmes no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, prosseguiu.

O governo Trump tem travado uma ofensiva no mar do Caribe sob o argumento de mirar traficantes de drogas. Nesta semana, o presidente americano também admitiu ter autorizado operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) na Venezuela, de Nicolás Maduro.

Lula e Trump devem se encontrar neste domingo (26) em uma agenda paralela à cúpula do sudeste asiático. O presidente brasileiro dá a reunião como certa e afirmou que não há assunto proibido entre os dois mandatários.

Essa será a primeira vez que os dois se reúnem oficialmente desde o início da crise provocada pelo tarifaço de 50% aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Antes disso, Lula e Trump apenas se falaram por telefone e se encontraram rapidamente na Assembleia Geral das Nações Unidas, nos Estados Unidos, em setembro, quando Trump descreveu ter tido uma “química excelente” com Lula.

Lula diz que traficantes ‘são vítimas dos usuários de drogas’ e que seria ‘mais fácil’ combater viciados

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) causou polêmica nesta sexta-feira (24) durante coletiva de imprensa em Jacarta, na Indonésia. Ao falar sobre o enfrentamento às drogas, o petista disse que traficantes são “vítimas dos usuários” e que seria “mais fácil”, para Brasil e Estados Unidos, “combater viciados”.

“Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente, fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, disse Lula.
“Ou seja, você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, e tem gente que compra porque tem gente que vende”, acrescentou o presidente.

Lula fez a afirmação ao ser questionado sobre falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse não ser necessária uma declaração de guerra para matar traficantes de drogas. Os dois devem se encontrar neste domingo (26) em uma agenda paralela à cúpula do sudeste asiático.

O governo Trump tem travado uma ofensiva no mar do Caribe sob o argumento de mirar traficantes de drogas. Nesta semana, o presidente americano também admitiu ter autorizado operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) na Venezuela, de Nicolás Maduro.

Na avaliação do petista, é preciso maior “cuidado” dos países no combate às drogas.

A declaração de Lula, feita durante a madrugada no Brasil, repercutiu negativamente e tem sido criticada por parlamentares de oposição ao governo.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), por exemplo, afirmou que a gestão Lula “prefere passar pano para o crime”.

“É inacreditável. O homem que governa o país defende quem destrói famílias, quem enche os cemitérios e quem espalha violência nas ruas. Para ele, o bandido é vítima e o cidadão de bem é o culpado”, declarou Sóstenes em uma rede social.

Metanol: Pernambuco confirma nova morte por intoxicação

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), em conjunto com a Secretaria de Defesa Social do estado, confirmou, na manhã desta quinta-feira (23), um novo óbito causado por intoxicação por metanol.

Além da morte, outro caso de intoxicação também foi confirmado. Com a atualização, o estado agora tem um total de cinco confirmações de intoxicação por metanol, sendo três mortes.

Os novos casos foram registrados no município de Salgueiro, no Sertão do estado. Segundo a SDS, a investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Polícia de Salgueiro.

Confira o resumo dos casos de Pernambuco:

Total de notificações: 83

Total de casos descartados: 60

Total de casos confirmados: 5

Situação dos pacientes em Pernambuco:

16 internados (8 descartados)
42 altas (2 confirmados e 35 descartados)
12 óbitos (3 confirmados e 5 descartados)
13 evadiram-se (12 descartados)

“Vou disputar um quarto mandato”, diz Lula em encontro com presidente da Indonésia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou nesta quinta-feira (23) a assinatura de acordos econômicos com a Indonésia, no início de uma viagem pelo sudeste asiático, também afetado pelas tarifas dos Estados Unidos.

Em Jacarta, Lula foi recebido no palácio presidencial da capital indonésia por seu homólogo Prabowo Subianto. Os dois acompanharam a assinatura de acordos sobre petróleo, gás, energia elétrica, tecnologia, mineração e agricultura.

“Eu vou completar 80 anos, mas pode ter certeza: estou com a mesma energia de quando eu tinha 30 anos de idade. Vou disputar o quarto mandato no Brasil”, disse Lula a Subianto, na ocasião.

“Então, eu estou lhe dizendo isso porque nós ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas eu estou preparado para disputar outras eleições e tentar fazer com que a relação entre Indonésia e Brasil seja uma relação, sabe, por demais valorosa, e que a nossa relação traga mais empresários brasileiros para visitar a Indonésia”, completou o presidente brasileiro.

Na Indonésia, o quarto país mais populoso do mundo e novo membro dos Brics, o presidente do Brasil inicia uma visita à região que recordou ser o quinto maior parceiro comercial do seu país.

A viagem o levará em seguida à Malásia para participar na reunião de cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que começa no domingo e durante a qual poderia se reunir com o presidente americano Donald Trump.

Rei Charles III e papa Leão XIV rezam juntos no Vaticano em gesto inédito desde ruptura religiosa há 500 anos

O rei Charles III visitou o Vaticano nesta quinta-feira (23) para um encontro histórico com o papa Leão XIV onde os dois rezarão juntos na Capela Sistina, em uma cerimônia ecumênica sem precedentes desde o cisma anglicano há cinco séculos.

O rei britânico, que exerce o papel de governador supremo da Igreja Anglicana, da Inglaterra, chegou ao Vaticano pouco antes das 6h no horário de Brasília. Ele está acompanhado de sua esposa Camilla. A reza com o papa Leão XIV, o ponto alto da visita, teve início pouco depois das 7h, também de Brasília.

A religião anglicana nasceu em 1534, em uma cisão provocada pelo rei inglês Henrique VIII por conta de uma recusa do papa em anular seu casamento com Catarina de Aragão. Desde então, as Igrejas Católica e Anglicana são separadas.

Tanto o Vaticano quanto o Palácio de Buckingham chamaram o encontro desta quinta de histórico. “Um momento histórico nas relações entre anglicanos e católicos e terá dois temas centrais: unidade cristã e cuidado com o meio ambiente”, afirmou a Santa Sé. Segundo a realeza britânica, a reza entre os dois líderes religiosos “marcará um momento importante nas relações entre a Igreja Católica e a Anglicana”.

Em 1961, a rainha Elizabeth II, mãe de Charles III, tornou-se a primeira monarca britânica a visitar o Vaticano desde o cisma entre católicos e anglicanos. Para Charles III, este é seu primeiro encontro com o novo chefe da Igreja Católica, que sucedeu o papa Francisco após sua morte em abril. Leão XIV foi eleito em conclave em maio.

Embora papas tenham construído durante décadas relações amistosas com a Igreja da Inglaterra e a Comunhão Anglicana mais ampla, rumo a uma maior unidade, as duas igrejas continuam divididas por questões como a ordenação de mulheres sacerdotes, que a Igreja Católica proíbe.

Durante a visita a Roma, Charles também receberá formalmente um novo título e reconhecimento em uma basílica pontifícia que tem fortes laços tradicionais com a Igreja da Inglaterra, São Paulo Extramuros. O título “Confrade Real” é um sinal de comunhão espiritual e foi retribuído por Charles: Leão XIV recebeu o título de “Confrade Papal da Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor”.

A visita do rei Charles III ao Vaticano ocorre em um momento delicado para o monarca britânico, porque seu irmão Andrew enfrenta novas revelações comprometedoras no caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Presidente do Peru declara estado de emergência em Lima

O presidente do Peru, José Jerí, declarou um estado de emergência de 30 dias na capital Lima para tentar conter a onda de criminalidade e violência na cidade. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) e tem início à meia-noite no horário local — 2h, no horário de Brasília.

Na última semana, o governo já havia declarado que pretendia declarar a emergência. A decisão foi tomada após novos protestos da ‘Geração Z’. Na quarta (15), uma pessoa morreu durante os atos.

Entre as reivindicações do grupo estão ações contra o aumento da criminalidade. Além disso, os manifestantes pedem a saída do presidente interino, o fechamento do Congresso, a convocação de uma assembleia constituinte para redigir uma nova Constituição.

As manifestações da última quarta (15), organizadas por meio das redes sociais, se concentraram na Praça San Martín, no centro da cidade. Em Imagens do local, é possível ver jovens incendiando cercas e lançando coquetéis molotov, fogos de artifício e outros objetos contra as linhas policiais.

Este é o primeiro grande ato contra o presidente interino José Jerí, que assumiu o cargo após há 6 dias, após o impeachment de Dina Boluarte.

A polícia revidou com gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar a multidão, segundo a imprensa local. O presidente do país afirmou que ao menos 55 policiais e 20 civis ficaram feridos. Dez pessoas foram presas.

O rapper Eduardo Ruiz Sanz, mais conhecido como Trvko, morreu nos atos em decorrência de um disparo feito por um policial.

A morte de Ruiz gerou forte comoção e críticas a Jerí.

Em publicação nas redes sociais, o presidente desejou força a família e “que as investigações determinem com objetividade os fatos e responsabilidades”.

Além da saída do presidente interino, os manifestantes pedem ações contra o aumento da criminalidade, o fechamento do Congresso, a convocação de uma assembleia constituinte para redigir uma nova Constituição.

Antes da queda de Boluarte, uma forte onda de protestos feitos pela juventude já vinha tomando conta do país. As manifestações passaram a ser chamadas pela imprensa de “protestos da Geração Z”.

Os atos, assim como o desta quarta (15), também registraram feridos e confrontos com a polícia. Eles começaram em setembro, após uma reforma no sistema de aposentadoria do país movida pelo governo de Dina Boluarte, que passaria a obrigar todos os peruanos acima de 18 anos a aderir a um provedor de pensão.

As manifestações também foram impulsionadas por uma insatisfação duradoura da população contra Boluarte e o Congresso, além de um descontentamento de longa data com escândalos de corrupção, insegurança econômica e o aumento da criminalidade no país.

Tentativa de golpe: STF forma maioria para condenar réus de grupo responsável por espalhar fake news

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (21) para condenar os sete réus do núcleo 4 da trama golpista.

O grupo é acusado de disseminar notícias falsas para criar uma instabilidade institucional que favorece uma tentativa de golpe de Estado.

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), os réus usaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para espionar adversários políticos, criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses golpistas.

O voto da maioria foi dado pela ministra Cármen Lúcia. A Primeira Turma tem 5 integrantes. .

Papa Leão XIV faz 1º encontro com sobreviventes de abuso sexual dentro da Igreja Católica

O papa Leão XIV se encontrou nesta segunda-feira (20) com sobreviventes de abuso sexual cometido pelo clero da Igreja Católica. O encontro ocorreu em Roma, na Itália, próximo ao Vaticano.

Esta foi a primeira vez que o novo pontífice se reuniu com pessoas ligadas a casos de abuso dentro da Igreja, um tema sobre o qual ele evita falar. Leão XIV realizou uma reunião com o Ending Clergy Abuse, uma coalizão internacional de sobreviventes de abuso sexual.

O grupo disse que o encontro durou cerca de uma hora e foi “um momento significativo de diálogo”. Ao todo, seis sobreviventes da coalizão participaram do evento com o papa.

O encontro ocorre dias depois de a comissão de proteção à criança do Vaticano ter acusado altos líderes da Igreja de serem lentos demais para ajudar as vítimas.

Em um relatório incomumente crítico, a comissão responsabilizou bispos de alto escalão por não fornecerem informações às vítimas sobre como seus relatos de abuso estavam sendo tratados ou se bispos negligentes haviam sido punidos. A comissão foi estabelecida pelo papa Francisco, que morreu em abril.

Lula anuncia Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência

O presidente Lula escolheu o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Boulos substitui o ex-deputado Márcio Macêdo (PT-SE), que estava no cargo desde o começo do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023.

Com a mudança, Lula avança na reforma ministerial fatiada que tem promovido desde janeiro, quando demitiu o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e nomeou o publicitário Sidônio Palmeira como ministro da Secretaria de Comunicação (Secom).

A Secretaria-Geral é um dos cinco ministérios que funciona no Palácio do Planalto, o que facilita o acesso ao presidente. A mudança abre espaço ao PSOL no palácio e retira um ministério da cota do PT.