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Mediadores do Catar —onde o Hamas opera um escritório político— buscam negociar um acordo entre o grupo de terrorista e Israel, que incluiria a libertação de cerca de 50 reféns israelenses pelo Hamas em troca de um cessar-fogo de três dias, disse à Reuters uma autoridade informada sobre as negociações nesta quarta-feira (15).
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta uma resolução sobre a guerra que foca em uma pausa nos ataques em Gaza, que deverá permanecer em vigor por tempo suficiente para que a ajuda humanitária chegue à população civil do território palestino, e nas crianças. Israel, contudo, informou que o país rejeitou a proposta até que sejam libertados os reféns feitos pelo Hamas.
O Catar também exigiu uma “investigação internacional” sobre as operações militares israelenses contra hospitais na Faixa de Gaza e denunciou a incursão desta quarta ao complexo de Al-Shifa como um “crime de guerra”.
O acordo, que foi coordenado com os EUA, também permitiria que Israel libertasse algumas mulheres e crianças palestinas de suas prisões e aumentasse a quantidade de ajuda humanitária permitida em Gaza.
Seria a maior libertação de reféns detidos pelo Hamas desde que o grupo terrorista invadiu a fronteira de Gaza, atacou partes de Israel e levou reféns.
Ainda de acordo com o funcionário, o Hamas concordou com as linhas gerais deste acordo, mas Israel não e ainda está negociando os detalhes.
No entanto, o acordo exigiria que o Hamas entregasse uma lista completa dos restantes reféns civis vivos detidos em Gaza.
Também não se sabe quantas mulheres e crianças palestinianas Israel libertaria das suas prisões como parte do acordo em discussão.
Uma libertação mais abrangente de todos os reféns não está atualmente em discussão.


