
No primeiro semestre de 2024, o Brasil sofreu um total de 372.825 ataques de negação de serviço (DDoS), registrando um aumento de 4,3% em relação ao último relatório, do 2º semestre de 2023, quando o país foi alvo de 357.422 ataques. Os dados foram divulgados no Relatório de Inteligência de Ameaças DDoS 2024.1, do primeiro semestre de 2024, elaborado pela Netscout Brasil, empresa líder global em soluções de cibersegurança.
O ataque DDoS é um tipo de invasão cibernética que tem como alvo sites e servidores, interrompendo serviços de rede na tentativa de sobrecarregar o sistema. Na ação, os hackers ocupam um site, fazendo com que a página fique mais lenta ou seja totalmente derrubada.
De acordo com Geraldo Guazzelli, diretor-geral da Netscout Brasil, destacou que a visibilidade alcançada pelo país é um dos fatores que chama a atenção desse tipo de ataque.
“Hoje, nós temos uma infraestrutura bem desenvolvida. O Brasil, depois da desregulação, em que foi chamado de privatização do mercado de Telecom, chamou a atenção do mundo todo. Nós somos mais de 200 milhões de pessoas, um país em expansão com uma dimensão territorial que é continental, um player no mundo. O Brasil fornece hoje 15% da alimentação global, o Brasil é um país que tem muita visibilidade”, explicou.
De acordo com Geraldo Guazzelli, todo o desenvolvimento do país, se tratando dos avanços tecnológicos, permite que muitos serviços sejam digitais, como bancos e lojas que funcionam por meio de aplicativos. Essa estrutura faz com que o país também seja um dos que mais geram ataques.
“Nós estamos sempre entre o 4º e 6º país mais atacados com alvos, endereços de empresas, entidades de governo ou mesmo ONGs, que são alvos de ataques. Mas o que é muito interessante também é que hoje, ele está também entre o 5º e o 6º país mais mais gerador de ataques”, aponta Geraldo.
Ainda segundo o estudo da Netscout Brasil, os cinco principais setores industriais mais atacadas pelo cibercriminosos foram: Processamento de Dados e Serviços Relacionados (com 24.753 ataques), Operadoras de Telecomunicações com Fio (com 20.438 ataques), Transporte Rodoviário de Cargas Gerais (com 19.851 ataques), Portais de Busca na Web e Outros Serviços de Informação (com 7,511 ataques) e Organizações Religiosas (com 4,204 ataques).
O relatório também revelou que houve um aumento de 43% no número de ataques de nível de aplicação, que são usados por hackers para roubar dados, e aumento de 30% nos ataques volumétricos, que sobrecarregam o sistema e deixam o servidor inoperante, especialmente na Europa e no Oriente Médio.


