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Aviões israelenses atacam Hezbollah, dizem militares após atentado que matou 12 pessoas em área ocupada por Israel

Feridos são resgatados nas Colinas de Golã, região controlada por Israel, após um foguete atingir um campo de futebol da aldeia local — Foto: Forças de segurança e médicos israelitas transportam feridos, juntamente com residentes locais, no local onde caiu um ataque do Líbano, na aldeia de Majdal Shams, na zona de Golã anexada a Israel, a 27 de julho de 2024 - Foto: Jalaa MAREY / AFP

Aviões de Israel realizaram ataques contra o Hezbollah, no Líbano, na noite deste sábado (27). É o que disseram militares israelenses no madrugada do domingo, um dia após acusarem o grupo pelo atentado que matou e feriu pessoas num campo de futebol nas Colinas de Golã — o Hezbollah nega ter culpa.

“Durante a noite, a IAF [Força Aérea Israelense] atingiu uma série de alvos terroristas do Hezbollah tanto no interior do território libanês quanto no sul do Líbano, incluindo esconderijos de armas e infraestrutura terrorista nas áreas de Chabriha, Borj El Chmali e Beqaa, Kfarkela, Rab El Thalathine, Khiam e Tayr Harfa”, disseram os militares.

O ataque no sábado
No sábado, 12 pessoas morreram e 13 ficaram feridas em um ataque com foguete contra um campo de futebol nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel, em meio de uma escalada de tensão entre Israel e grupos armados no Líbano.

Os mortos tinham entre 10 e 20 anos, disse o serviço de ambulância de Israel. Um médico descreveu grande destruição e incêndio no local, um campo de futebol na vila de Majdal Shams. O território sírio é ocupado por Israel e formado por maioria drusa.

Segundo o Exército israelense, o ataque foi o mais mortal desde o início da guerra contra o grupo terrorista Hamas, aliado do Hezbollah, em outubro.

Em um comunicado, o Hezbollah “negou categoricamente as acusações”. O alto representante do grupo na comunicação social, Mohammad Afif, confirmou a informação à Reuters. O governo do Líbano também condenou os ataques contra civis e pediu o “fim das hostilidades em todas as frentes”.

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