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Argentina vence Holanda em partida dramática e avança para as semifinais

A adversária da Croácia na semifinal da Copa vai ser a Argentina, que disputou com a Holanda uma partida dramática.

Holanda e Argentina entraram em campo já sabendo que não teriam o Brasil pela frente. Pela sexta vez se enfrentavam em uma Copa e só um poderia seguir em frente.

Um jogo estudado, muitas vezes duro, que teve recordes de cartões na Copa do Mundo: nada menos que 17 amarelos e um vermelho. Foram tantos que até quem estava no banco foi advertido.

O assistente técnico argentino Walter Samuel e o atacante holandês Weghorst, então na reserva. E que seria personagem importante dessas quartas de final.

Mas só depois de assistir ao craque adversário dar uma arrancada de Messi, um passe de Messi para um gol que Messi talvez não fizesse de bico. Mas foi assim que o lateral Molina, bem menos acostumado com a situação, concluiu a jogada.

Pela primeira vez a Holanda ficava atrás do placar no torneio e ficaria ainda mais. Não na cobrança de falta que passou raspando e tirou aquele “uh” da torcida argentina.

Mas quando Acuña sofreu pênalti, Messi bateu com categoria e tranquilidade chegando a 10 gols em copas e igualando Batistuta como maior goleador do país em mundiais.

A Argentina, em nove duelos na história, nunca tinha derrotado a Holanda em 90 minutos e não seria nesta sexta (9) que essa escrita acabaria, porque a reação laranja veio na reta final. Aos 37 minutos Weghorst, aquele que levou cartão no banco e tinha entrado no segundo tempo, completou de cabeça o cruzamento de Berghuis.

No calor do 2 a 1, Paredes fez uma falta dura e ainda chutou a bola nos reservas holandeses. Contra o sangue quente latino, a frieza de uma jogada ensaiada no último dos 10 minutos de acréscimo. Koopmeiners deu um passe na medida para Weghorst empatar.

A Holanda estava viva e resistiu também durante uma prorrogação em que a Argentina teve mais chances de ficar com a vaga, até com bola na trave, mas não conseguiu o gol da vitória.

O destino do futebol sul-americano no Catar outra vez na marca do pênalti. O zagueirão Van Dijk tomou pouca distância e o goleiro Dibu Martínez pegou. Lá foi Messi, para abrir as cobranças argentinas e repetiu o jeito de bater na bola, com muita calma.

Berghuis também desperdiçou, outra bela defesa de Martínez.

Paredes fez o dele. Koopmeiners, o da falta ensaiada, dessa vez deu uma pancada para o gol. A argentina seguiu 100% com Montiel.

Weghorst, autor dos dois da Holanda, marcou. Enzo Fernandez, para fora. Nova chance para Holanda, De Jong.

Até que Lautaro Martínez, criticado pelos gols perdidos contra a Austrália nas oitavas, levou a Argentina para a semifinal.

Até agora a Argentina fez três das suas cinco partidas, no estádio Lusail. Na terça-feira (13), estará de volta para enfrentar a Croácia e então quem sabe, no dia 18, poder transformar o lugar em uma imensa lâmpada dourada dos sonhos e, pelos pés de um gênio, dar fim a um jejum que já dura 36 anos.

Depois do jogo, Messi disse que a vontade de ser campeão é grande e a esperança não cabe no coração. “Precisávamos das esta alegria a todos os argentinos”, disse.

Só um povo que nasce aprendendo a gritar gol, sabe a felicidade que uma vitória assim pode proporcionar.

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