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Advogado diz que Justiça mandou desocupar área do Pilar, mas moradores recorreram por não terem para onde ir

Animal foi resgatado com vida na manhã desta terça (7)/Foto: Marina Torres/DP

A área da tragédia do Pilar, no Centro do Recife, é alvo de uma disputa judicial, segundo o advogado que defende os moradores da comunidade.

Nesta terça (7), horas depois de um casarão desabar e provocar a morte de um casal e deixar outras duas pessoas feridas, o defensor Marcondes Lins, que representa parte das famílias da localidade, detalhou o problema.

Ele afirmou que, no ano passado, a Justiça havia determinado a saída dos moradores que viviam no entorno e até dentro dos muros do casarão, em moradias irregulares.

No entanto, como não havia “alternativas concretas” para propor aos moradores, a defesa optou por recorrer da decisão judicial, fazendo com que as pessoas ficassem na área de risco.

A Justiça mandou desocupar, mas não apresentou plano para levar as pessoas. Era para colocar eles na rua. Ninguém tinha para onde ir”, observou, em entrevista à TV Guararapes.

Ainda de acordo com Marcondes, com a entrada de agravo de instrumento, a decisão da Justiça foi suspensa.

A prefeitura veio procurar moradores para propor indenização, só que eles acharam irrisório o valor. Tinha proposta de R$ 10 mil”, observou.

Marcondes disse, ainda, que o processo está parado na Justiça.

A procuradoria da Prefeitura ingressou com petição. O Ministério Público recomendou a acomodação das pessoas, mas não aconteceu. A prefeitura disse que tem prazo para resolver a situação”, declarou.

Diante disso, Marcondes afirmou que espera que a prefeitura procure os moradores para propor uma indenização ou acomodação e auxílio moradia.

“O imóvel não tem propriedade. É de uso do município”, acrescentou.

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