/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/b/6/2oMAqiRMKCfCAGRZ777Q/2023-10-09t151338z-1840621234-rc22p3aizhuh-rtrmadp-3-israel-palestinians.jpg)
Na terça-feira (10), o chefe de política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, acusou o governo de Israel de violar a lei internacional ao impor um bloqueio total a Gaza em resposta ao ataque do grupo palestino Hamas ao país. Ele se pronunciou durante uma reunião do bloco que aconteceu em Mascate, em Omã.
Borrell condenou os ataques do Hamas, que, desde sábado (7), mataram mais de 1.200 israelenses, a maioria civis. Contudo, o chefe de política externa da UE disse que a resposta de Israel, que até agora matou pelo menos 900 habitantes de Gaza, tem de estar em conformidade com o direito humanitário internacional e que uma decisão de impor um bloqueio total à região viola esta norma.
“Israel tem o direito de se defender, mas isso tem que ser feito de acordo com o direito internacional, o direito humanitário, e algumas decisões são contrárias ao direito internacional”, disse ele à imprensa. “Pedimos também a libertação dos reféns, assim como o acesso a água, alimentos e remédios, que devem também estar de acordo com as leis.”
O chefe da UE convidou Eli Cohen e Riyad al-Maliki, ministros das Relações Exteriores de Israel e da Palestina, respectivamente, para participarem por videoconferência da reunião. O israelense, no entanto, não quis participar de um encontro que também seria dirigida ao seu colega palestino.
“Nem todos os palestinos são terroristas”, disse ele. “Uma punição coletiva contra todos os palestinos será injusta e improdutiva. Contra nossos interesses e contra os interesses da paz.”
Borrell fez sua declaração um dia depois de o comissário europeu Oliver Varhelyi, um diplomata húngaro, ter dito que toda a ajuda de desenvolvimento da UE aos palestinos foi suspensa — o que foi negado pela Comissão horas depois. Segundo ele, uma “esmagadora maioria” dos ministros de Relações Exteriores do bloco apoia a continuação dos pagamentos de ajuda à Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia.


