Cor Litúrgica: Roxo
3ª Semana do Advento | Quarta-feira
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20 Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 22 Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23 “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. 24 Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa. (Mt 1,18-24)
José e Maria estavam prometidos um ao outro em casamento, porém, uma vez que a ação de Deus começou a acontecer, eles repensaram o que haviam planejado para suas vidas. Caso houvesse adultério, a mulher deveria ser apedrejada.
José entendia que o mistério de Deus existia na história, pois, se duvidasse da honestidade de Maria, teria-lhe entregue, por ser justo, como o próprio Evangelho o descreve. Ao decidir abandonar Maria, ele assume a certeza da pureza de sua noiva. O que mostra que, além de justo, ele era sensível ao agir de Deus.
E mostra-se temente ao assumir que também ele faria parte do projeto de Salvação, ao ser comunicado, em sonho, pelo Anjo do Senhor, que deveria receber Maria por sua esposa, mantendo os planos que ambos tinham inicialmente e que Maria estava grávida pela ação do Espírito Santo.
José soube que era verdade, por conhecer as Escrituras e, assim, a profecia de Isaías que anunciava a vinda do Salvador por meio da Virgem.
Jesus conviveu com esses dois modelos de obediência, compromisso, doação e temor a Deus. Foi modelado por eles e transformou também suas vidas e a de toda a humanidade.
Que também nós desejemos viver as virtudes da Sagrada Família de Nazaré!
Alanny Veras
Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios


