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À GloboNews, Marçal promete 2 milhões de empregos e educação integral, diz que ‘direita não tem dono’ e que em eleição ‘vale tudo’

À GloboNews, Marçal promete 2 milhões de empregos e educação integral, diz  que 'direita não tem dono' e que em eleição 'vale tudo' | Eleições 2024 em  São Paulo | G1

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Pablo Marçal, afirmou na noite desta segunda-feira (26) em entrevista à GloboNews que vai facilitar a criação de 2 milhões de empregos na periferia da capital, ampliar a educação integral para crianças a partir de 6 anos, que a direita “não tem dono” e que em eleição “vale tudo”.

O empresário prometeu que, “em 1.460 dias” de mandato, se eleito, “nós, empresariado, porque governo não gera [empregos], tem que facilitar a geração, a gente gera 2 milhões de empregos. Quero criar um cinturão de 120 km de empresas, vou fazer convênio com o governo do estado”.

Questionado sobre educação, afirmou que irá expandir o ensino integral para todas as crianças com mais de 6 anos nos quatro anos de governo.

“Mais de 50% dos lares são liderados por mulheres, que não têm onde deixar os filhos”, afirmou. E seguiu: “A ampliação tem que ser progressiva. Nós vamos progredir nisso. ‘Ah, vamos resolver o problema da Cracolândia’. Não vai agora. É progressão, vou ter de cumprir o que falaram que iam fazer. [Teremos] 100% das crianças em tempo integral em quatro anos. Tem como porque progressão é enxugar a máquina, que precisa de eficiência. Se não, não consigo fazer isso. Reuniões serão como esta, serão transmitidas ao vivo.”

A respeito da direita brasileira, ele afirmou que ela “não está rachada” e também “não tem dono”. “Bolsonaro tem meu respeito”, afirmou, ao citar o ex-presidente como o principal líder do grupo político atual, a despeito de ele não apoiar sua candidatura. , disse.

“Na eleição, vale tudo”, comparando a campanha com uma “guerra”. Segundo Marçal, eles almoçaram juntos recentemente e o ex-presidente teria dito que “não tem como voltar atrás” na decisão do apoio em São Paulo. “Ele [Bolsonaro] vai falar de tudo para defender o candidato”, finalizou, sobre Ricardo Nunes (MDB), que é apoiado pelo ex-presidente.

Questionado sobre acusações ao presidente do seu partido de envolvimento com a facção criminosa PCC e o que tem feito para “limpar” a legenda, afirmou que não é presidente nem dono do partido, que entrou no partido “de última hora” e que todos têm direito à ampla defesa. “Tenho que partir disso, não vou condenar o cara [Leonardo Avalanche, presidente do PRTB]” e “não sou polícia”, ressaltou.

Avalanche foi flagrado em conversas com um membro da legenda dizendo ter ligações com o PCC e responde uma ação na Justiça Eleitoral na qual é acusado de coação, ameaça de morte, fraude e suborno.

“É constrangedor falarem que o partido é do PCC. Não tenho ligação nenhuma, zero”, afirmou. Disse que gostaria que acusados sejam afastados se forem culpados. “Se o partido fosse meu, estavam afastados até a apuração.”

Marçal negou que Avalanche ou indicados do PRTB façam parte de seu governo, caso se eleja em outubro: “Nas minhas empresas não trabalha parente nem competente, não quero ninguém assim, vou atrás de gente competente”.

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