:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2023/1/G/OylFQVRoumeVcNZLIbqA/103849412-topshot-brazils-forward-10-marta-waves-to-the-crowd-after-the-australia-and-new-zealan.jpg)
Aos 35 do segundo tempo, a placa de substituições subiu. O número 10 em vermelho significava que Marta sairia de campo. A rainha notou, tirou a faixa de capitã do braço e chamou a companheira Rafa. Ela, então, entregou a braçadeira para Rafaelle, zagueira da Seleção. Diante de muitos aplausos, Marta deixou o campo pela última vez em um Mundial.
No estádio de Melbourne, a maior de todos os tempos encerrou seu ciclo em copas do mundo. Em seis mundiais, Marta participou efetivamente da evolução do futebol feminino no Brasil, mas não teve a despedida que esperava.
“Não era nem nos piores pesadelos a Copa que eu sonhava”, lamentou a craque.
Foi um jogo de muitas despedidas em copas. O último hino do Brasil cantado com toda a vontade, mesmo quando a organização do estádio cortou uma parte, e também os últimos momentos em campo.
No primeiro jogo como titular na Austrália, mostrou categoria para dominar e já encontrar a colega mais bem posicionada e usou a experiência para indicar os melhores caminhos. O chute no primeiro tempo saiu prensado e as entradas duras incomodavam, é claro, mas pareciam ser muito pouco para quem já passou por tantos obstáculos para chegar até aqui.
A maior artilheira em copas do mundo, entre homens e mulheres, com 17 gols, não conseguiu marcar nesse Mundial.
Veio a substituição e, do banco, ela torceu para o Brasil desempatar a partida. Quanta história deve ter passado pela cabeça da rainha ao ouvir o apito final.
“Eu termino aqui, mas elas continuam. E vocês pediram renovação, está tendo renovação. Eu quero que as pessoas no nosso Brasil continuem tendo o mesmo entusiasmo que estavam tendo quando começou a Copa, que continuem apoiando, porque as coisas não acontecem de um dia para o outro”, disse Marta.
E muita coisa mudou desde que Marta disputou o primeiro Mundial, em 2003, com 17 anos.
“A Marta acaba por aqui, não tem mais Copa para a Marta. Eu estou muito grata pela oportunidade que eu tive de jogar mais uma Copa e muito contente com tudo isso que vem acontecendo no futebol feminino do Brasil e do mundo. Porque, para elas, é só o começo. Para mim, é o fim da linha agora. Obrigada”, se despediu Marta.

