Cor Litúrgica: Verde
24ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira
Naquele tempo, 36 um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37 Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38 e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39 Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40 Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41 “Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43 Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44 Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45 Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46 Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47 Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48 E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49 Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50 Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!” (Lc 7,36-50)
Caríssimos irmãos de fé!
Embora vivendo numa sociedade cheia de preconceitos, Jesus não se deixava levar por eles. Sua ação era norteada pelas exigências do Reino, e sua liberdade não dependia da opinião alheia. Por isso, Ele não deixava de fazer o bem quando necessário, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado.
O fariseu que convidara Jesus para uma refeição tinha uma série de preconceitos. Ele olhava para as mulheres com desprezo. No caso das prostitutas, esse desprezo transformava-se em verdadeiro repúdio. Na sua opinião, os mestres deveriam guardar distância dessas mulheres e não se deixar tocar por elas. Esse fariseu também confundia ser profeta com ser capaz de conhecer as intenções dos outros.
Embora fosse o convidado, Jesus censurou seu anfitrião. O fariseu observou, com malícia, o gesto amoroso de uma pecadora da cidade que, em sua casa, prostrando-se a seus pés, regou-os com suas lágrimas, enxugou-os com seus cabelos e os cobriu de beijos. Para Jesus, isso era uma manifestação de amor; porém, o fariseu não passava de um hipócrita. Para o fariseu, o gesto da mulher era uma substituição da falta de delicadeza de Jesus e chamava atenção, pois o gesto dela não causava escândalo, mas sim uma homenagem de quem se arrependera. O fariseu, com sua malícia, reprovava o gesto da mulher, embora ele mesmo fosse o anfitrião mal-educado e preconceituoso.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Apolônia Ribeiro
Missionária da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira




