As abstenções no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 chegaram a 20,58% do total de eleitores aptos a vota, o menor registrado desde 2006, totalizando 32,2 milhões de pessoas. Esta é a primeira vez que a abstenção no segundo turno foi menor que a do primeiro turno, que este ano foi de 20,95%, pouco mais de 32,7 milhões de eleitores.
Os votos em branco somaram 1,7 milhão, ou 1,43% do total, neste segundo turno, pouco abaixo dos 2,15% do segundo turno na última eleição presidencial, em 2018. Ao todo, cerca de 3,9 milhões de eleitores anularam o voto, o que representa 3,16% no total, percentual bem menor do que os 7,43% do segundo turno de 2018.
Somando os votos nulos e brancos com as abstenções, houve um contingente de 37,6 milhões de eleitores que não escolheram nenhum dos candidatos, o equivalente a 24% do total. O candidato eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 60,2 milhões de votos enquanto Jair Bolsonaro (PL) teve 58,1 milhões de votos.
Estados Proporcionalmente, os eleitores que estão no exterior foram responsáveis pela maior taxa de abstenção. O Acre e o Amapá vieram em seguida, com 28,4% e 27,1% de abstenções respectivamente. Paraíba e Distrito Federal foram os estados com menor taxa de abstenção.
Catorze horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter confirmado neste domingo (30) a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República, Jair Bolsonaro, candidato derrotado do PL à reeleição, ainda não se manifestou sobre o resultado.
O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.
Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.
A agenda de Bolsonaro para esta segunda-feira (31) não prevê compromissos oficiais. Pela manhã, o ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Cid, se dirigiu ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. O general Walter Souza Braga Netto, que concorreu como candidato a vice de Bolsonaro, também foi visto entrando no Alvorada. Depois, Bolsonaro se dirigiu ao Palácio do Planalto.
Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para o adversário e fazem uma declaração pública reconhecendo a vitória do oponente. Em 2018, por exemplo, o então candidato do PT Fernando Haddad reconheceu a vitória de Bolsonaro ainda no domingo à noite.
Durante discurso a apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula contou que até as 23h45 não havia recebido telefonema de Jair Bolsonaro.
“Vocês sabem que a gente vai ter que ter um governo para conversar com muita gente que está com raiva. Em qualquer lugar do mundo, o presidente derrotado já teria ligado para mim reconhecendo a derrota. Ele, até agora, não ligou, não sei se vai ligar e não sei se vai reconhecer”, disse.
Assim que o TSE declarou a vitória de Lula sobre Bolsonaro, diversos líderes mundiais reconheceram a vitória do petista, entre os quais: Joe Biden (Estados Unidos), Rishi Sunak (Reino Unido), Alberto Fernández (Argentina), Vladimir Putin (Rússia), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Olaf Scholz (Alemanha) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia).
Presidente foi dormir Bolsonaro acompanhou parte da apuração com aliados na Granja do Torto, residência de campo da Presidência que fica a cerca de 15 quilômetros do Centro de Brasília. Depois, dirigiu-se ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência onde, desde 2019, vive com a primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Jornalistas aguardavam manifestação de Bolsonaro em frente à residência oficial, mas até a última atualização desta reportagem não havia previsão de declaração do presidente.
Ao blog da Andréia Sadi, pessoas próximas de Bolsonaro afirmaram que tentaram falar com ele, mas foram informados de que o presidente foi dormir depois de saber o resultado das urnas.
Os três filhos políticos de Bolsonaro – o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) – também não haviam comentado o resultado das eleições até a última atualização desta reportagem.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito o 39º presidente da República neste domingo (30), na votação do segundo turno. Lula derrotou o presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição.
O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas.
Àquela altura, Lula tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava os outros 49,17% de votos válidos.
Para vencer em segundo turno, o candidato à Presidência precisa superar os 50% de votos válidos – mesmo que seja por apenas um voto.
Fábio Mitidieri (PSD) foi eleito governador do estado de Sergipe em segundo turno. Com 97,67% das urnas apuradas até as 19h12 (de Brasília), ele tinha 51,83% dos votos válidos.
Em segundo lugar, seu rival Rogério Carvalho (PT) tinha 48,17% do total de votos. Os números estão sendo divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A disputa ao governo de Sergipe foi bastante apertada na reta final: pesquisa TV Sergipe/Ipec, divulgada na última quinta-feira (20), apontava que Carvalho detinha 51% dos votos válidos, enquanto Mitidieri estava com 49%.
Considerando a margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos estavam empatados.
Fábio Mitidieri (PSD) é natural de Aracaju. O político é formado em administração. Foi vereador da capital sergipana em 2008 e atuou como deputado federal durante dois mandatos.
Mitidieri ganhou notoriedade quando implantou programas como o Bolsa Atleta, que buscava apoiar atletas da capital, e o Economia Solidária, que procurava unir pequenos empreendedores e organizá-los em cooperativas.
Com 96,08% das urnas apuradas até 19h30 deste domingo (30.out.2022), Jerônimo Rodrigues (PT-BA) foi eleito governador do Estado da Bahia no 2º turno das eleições. Ele teve 52,53% dos votos válidos e governará o 4º maior colégio eleitoral do país pela 1ª vez.
Seu vice é o emedebista Geraldo Júnior, presidente da Câmara Municipal de Salvador. ACM Neto (União Brasil-BA), adversário direto de Jerônimo durante toda a campanha no Estado, teve 3.885.858 votos, ou seja, 47,47% dos válidos. Já o petista teve 4.300.473 votos (52,53%).
A vitória de Jerônimo confirmou a preferência do eleitorado baiano que já tinha sido demonstrada no 1º turno. Ao fim da 1ª etapa da eleição, ele ficou à frente com 49,45% dos votos válidos, enquanto ACM Neto teve 40,80%.
Com 97,71% das urnas apuradas, Coronel Marcos Rocha foi reeleito governador de Rondônia neste domingo (30). O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h20min.
O candidato do União Brasil disputou o segundo turno das eleições 2022 com Marcos Rogério, do Partido Liberal (PL), e recebeu 52,59% dos votos válidos, enquanto seu adversário teve 47,41%. Sérgio Gonçalves, 48 anos, também do União Brasil, será o vice-governador a partir de 2023.
Representado pelo número 44 nas urnas, Rocha permaneceu na frente durante toda a apuração. No primeiro turno, entretanto, a disputa foi acirrada: o candidato do União Brasil foi o mais votado, recebendo o total de 330.656 votos — o equivalente a 38,88%. Já Marcos Rogério teve 315.035 votos, ficando com 37,05% no pleito.
Marcos Rocha tem 54 anos e é natural do Rio de Janeiro. Policial Militar da reserva, estreou na política ao candidatar-se ao governo do Estado pelo Partido Social Liberal (PSL) em 2018, tendo como vice o empresário Zé Jodan. À época, também no segundo turno, Marcos Rocha venceu ao angariar 66,34% dos votos válidos.
Com 96,88% das urnas apuradas, Paulo Dantas (MDB) lidera a disputa pelo governo de Alagoas, com 52,38% dos votos válidos. Em seguida, Rodrigo Cunha (União) aparece com 47,62%.
Paulo Dantas (MDB), 43 anos, atual governador do estado, foi eleito de forma indireta em maio. É formado em administração de empresas. Teve 46,64% dos votos válidos no primeiro turno. Deputado estadual, renunciou ao cargo para assumir o mandato-tampão como governador de Alagoas, após renúncia de Renan Filho. Também já foi prefeito de Batalha (AL), por dois mandatos consecutivos. Ronaldo Lessa (PDT), atual vice-prefeito de Maceió, será o candidato a vice.
Com 90,9% das urnas apuradas até às 18h55 deste domingo (30.out.2022), Wilson Lima (União Brasil) está matematicamente reeleito governador do Amazonas. Ele teve, até o momento, 56,99% dos votos válidos no 2º turno das eleições e governará o 15º maior colégio eleitoral do país por mais 4 anos.
Eduardo Braga (MDB), adversário direto do governador reeleito durante toda a campanha no Estado, teve 732.282 dos votos, ou seja, 43,01% dos votos válidos. Wilson Lima recebeu 958.323 dos votos.
A vitória confirma a preferência que já havia sido demonstrada no 1º turno pelo eleitorado amazonense. Ao fim da 1ª etapa da eleição, Lima terminou à frente com 42,8% dos votos válidos, enquanto Eduardo Braga teve 21%.
O ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) foi matematicamente eleito governador de São Paulo após vencer a disputa contra Fernando Haddad (PT) neste domingo (30), no segundo turno. Com 96,30%, Tarcísio tinha com 55,29% dos votos válidos. Desde 1994, o estado não tinha um governador que não fosse do PSDB.
Naquela eleição, o tucano Mário Covas foi eleito ao derrotar Francisco Rossi (PDT), dando início a um ciclo vitorioso do partido. Depois dele, Geraldo Alckmin, José Serra e João Doria se elegeram para o comando de São Paulo.
Em março deste ano, o então governador João Doria (PSDB) renunciou ao cargo tentar uma candidatura à Presidência. Apesar de ter vencido as prévias do partido, divergências internas inviabilizaram sua candidatura.
Após a renúncia, o então vice de Doria, Rodrigo Garcia, assumiu o comando do estado em abril. Ele disputou a reeleição, mas ficou de fora do segundo turno, em terceiro lugar, com 18,4% dos votos. No segundo turno, ele anunciou apoio à candidatura de Tarcísio Gomes de Freitas.
Jorginho Mello (PL) venceu a disputa em segundo turno para o governo de Santa Catarina. Com 77,27% das urnas apuradas no estado até as 19h03, matematicamente não há mais chance de virada para seu adversário, Décio Lima (PT).
Até o momento, Mello tem 70,76% do total de votos, enquanto Lima registra 29,24%. Os números estão sendo divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mello passou para o segundo turno com quase 1,6 milhão de votos, o equivalente a 38,61% do eleitorado catarinense. Professor universitário, bancário e advogado, ele contou com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo Poder Executivo do estado.
Nascido em Ibicaré, interior do estado, Mello tem longa trajetória política, começando como vereador na cidade de Herval D’Oeste, entre 1976 e 1980. Mais tarde, entre 1995 e 2007, foi deputado estadual e, entre 2011 e 2019, foi deputado federal. Atualmente, ele representa Santa Catarina no Senado Federal.
Eduardo Leite (PSDB) venceu no segundo turno a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. Com 90,43% das urnas apuradas às 19h01 (de Brasília), Leite registrava 3.358.271 votos (57,11% do total).
Onyx Lorenzoni (PL) ficou em segundo lugar. Ele tinha 2.521.574 votos (42,89% do total), às 19h01. Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com isso, o tucano conseguiu reverter o cenário visto no primeiro turno, quando Onyx ficou à frente com 37,50% dos votos, contra 26,81% de Leite. Há cerca de duas semanas, as pesquisas começaram a indicar essa virada na situação, ainda que os dois estivessem em empate técnico.
Eduardo Leite consegue um feito inédito na política gaúcha desde a redemocratização do país: ficar dois mandatos seguidos no Palácio Piratini. Desde 1982, quando houve a primeira eleição direta em quase duas décadas, nenhum partido ficou por oito anos no comando do governo gaúcho.
Raquel Lyra (PSDB), 43, foi eleita a primeira mulher governadora de Pernambuco neste domingo (30), projeta o Datafolha. A candidata venceu, no segundo turno, a disputa contra Marília Arraes (Solidariedade).
O resultado representa uma virada, pois, no primeiro turno, ela havia ficado em segundo lugar.
Filha do ex-governador João Lyra Neto, Raquel Lyra terá como vice também uma mulher, Priscila Krause (Cidadania).
No primeiro turno, Pernambuco também elegeu a primeira senadora, Teresa Leitão (PT), e teve recorde de deputadas federais eleitas de uma vez só (foram três).
A tucana sucederá Paulo Câmara (PSB). O antecessor dele foi o pai de Raquel, que assumiu como tampão por nove meses após a saída de Eduardo Campos (1965-2014) do cargo.
O êxito da candidata do PSDB nas urnas representa uma vitória de um palanque de centro-direita após 20 anos em Pernambuco.
Com 97,19% das urnas apuradas até 18:50 deste domingo (30.out.2022), João Azevedo (PSB) foi reeleito governador do Estado da Paraíba no 2º turno das eleições. Ele teve 52,33% dos votos válidos e governará o 13º maior colégio eleitoral do país por mais 4 anos.
Pedro Cunha Lima (PSDB), adversário direto de João Azevedo durante toda a campanha no Estado, teve 1.079.450 dos votos, ou seja, 47,67% dos válidos. João Azevedo teve 1.184.799 dos votos (52,33%).
A vitória de João Azevedo confirmou a preferência do eleitorado no Estado que já tinha sido demonstrada no 1º turno. Ao fim da 1ª etapa da eleição, ele ficou à frente com 39,65% dos votos válidos, enquanto Pedro Cunha Lima teve 23,90%.
Renato Casagrande (PSB) foi reeleito governador do estado do Espírito Santo. Com 95,53% das urnas apuradas, o chefe do executivo estadual alcançou 53,90% dos votos válidos e não pode mais ser alcançado. No segundo lugar estava Carlos Humberto Manato (PL), que recebeu 46,10% votos.
No primeiro turno das eleições, em 02 de outubro, Casagrande obteve 976.652 votos (46,94% dos votos válidos), contra 38,48% de Manato.
Com currículo extenso na política, ele já foi senador, deputado federal, vice-governador e deputado estadual.
Também já atuou como secretário de Estado de Agricultura, secretário municipal do Meio Ambiente da Serra e secretário municipal de Desenvolvimento Rural do município de Castelo. Seu vice é o ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB).
O empresário Eduardo Riedel (PSDB), 53, foi eleito governador de Mato Grosso do Sul neste domingo (30) mesmo com um apoio bastante discreto do presidente Jair Bolsonaro (PL). Estreante na disputa, o político enfrentou o capitão do Exército Renan Barbosa Contar (PRTB), 38.
Foi para Contar que Bolsonaro pediu votos durante o debate da TV Globo no primeiro turno após ser provocado pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil), à época candidata à Presidência. Ela em seguida brincou que Contar ficava “lhe devendo uma”.
A declaração estremeceu a aliança com o PP, base do governo e que apoiava oficialmente o tucano, principalmente na figura da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP). Eleita senadora no último dia 2, ela ajudou a montar o programa de governo de Riedel e foi sua principal fiadora.
Além disso, o PP indicou o vice da chapa, o deputado estadual Barbosinha. Bolsonaro depois foi a público para dizer que ia se manter neutro na disputa estadual. No dia 2, Contar teve 384.275 votos (26,71% do total), enquanto Riedel conquistou 361.981 eleitores (25,16%). Ao final, o empresário conseguiu reverter a desvantagem e se elegeu.
Ele tinha uma aliança com Republicanos, PP, PSB, PL e PDT, além da federação entre PSDB e Cidadania. Em sabatina UOL/Folha, ele afirmou ter um “posicionamento liberal, em absoluto respeito ao desenvolvimento socioambiental”.
O empresário se disse intolerante com a prostituição infantil e o trabalho escravo, além de ter de conscientizar a população sobre as queimadas na região.
Também se colocou contra as câmeras nos uniformes de policiais militares, contra a legalização da maconha, a favor da privatização da Petrobras e a favor do porte e posse de armas nos territórios rurais.