
Sai a TV a cabo, entram as plataformas de streaming. Em 2022, 31,1 milhões de lares brasileiros – ou 43,4% dos que tinham televisão – tinham assinatura paga de streaming de vídeo.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Tecnologia da Informação e Comunicação , divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. É a primeira vez que o levantamento, realizado todos os anos, traz informações sobre esse tipo de serviço.
As regiões onde o streaming está mais presente são Sul e Centro-Oeste, onde metade dos domicílios com TV têm serviço de streaming pago. O Sudeste vem em seguida, com 48% dos lares. São as regiões onde o rendimento da população é maior.
Segundo o IBGE, o rendimento médio mensal real per capita nos domicílios que tinham acesso a serviço pago de streaming de vídeo era de R$ 2.454 no ano passado. É mais que o dobro daqueles que não usufruíam desse serviço (R$ 1 140).
Essa mudança no comportamento do brasileiro, que cada vez mais escolher séries para maratonar, se reflete na perda de espaço da TV a cabo. Em 2022, menos de um terço dos domicílios com televisão tinham contrato de serviços de canais fechados – 27,7% ou 19,8 milhões de lares.
Foi uma ligeira queda de 0,1%, reafirmando uma tendência dos últimos anos. O que está mudando são as razões que explicam por que as pessoas estão deixando a TV por assinatura de lado.






