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SP elege líder de sem-teto, mulher de Moro, ministro da ‘boiada’ e, pela 4ª vez, Tiririca; veja lista

A bancada paulista na Câmara dos Deputados terá, a partir de fevereiro de 2023, líder de sem-teto, a mulher do ex-juiz Sergio Moro, Rosângela Moro, o humorista Tiririca (PL) –pela quarta vez– e o ministro que falou sobre a necessidade de “passar a boiada” na flexibilização ambiental.

Quatro anos depois da onda bolsonarista que tomou o país em 2018, os candidatos que apoiam o governo Jair Bolsonaro (PL) voltaram a mostrar força em São Paulo. Três dos quatro mais votados no estado são aliados do presidente.

Coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos (PSOL) foi o campeão de votos, com 1.001.453 (4,22%), terminado a corrida eleitoral à frente de Carla Zambelli (PL), Eduardo Bolsonaro (PL) e Ricardo Salles (PL).

Boulos se lançou candidato a deputado federal depois de desistir de disputar o governo de São Paulo em março deste ano. Nas redes sociais, ele afirmou que a decisão foi tomada para fortalecer a esquerda no Congresso Nacional. Em 2020, foi candidato à Prefeitura de São Paulo e chegou a avançar para o segundo turno das eleições municipais. No entanto, acabou derrotado pelo ex-prefeito Bruno Covas (PSDB).

Em sua primeira disputa eleitoral, a advogada Rosângela Moro (União Brasil), mulher do ex-juiz federal Sergio Moro (União Brasil), garantiu sua vaga na Câmara depois de receber 217.166 votos (0,91% do total).

Duas semanas antes do pleito, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) autorizou a candidatura da mulher de Moro entendendo que ela comprovou seu vínculo com a capital paulista por meio de atividades profissionais. Em junho, a mesma corte rejeitou a mudança de domicílio eleitoral de Moro do Paraná para São Paulo.

Apesar de já ter ameaçado abandonar a política algumas vezes e de ter uma atuação apagada no Legislativo, o comediante Tiririca (PL) assegurou seu quarto mandato consecutivo como deputado federal, com 71.752 votos (0,30%).

Na eleição deste ano, apelou para uma paródia da música “O Portão”, de Roberto Carlos, em uma performance na qual usava peruca, paletó azul e imitava os trejeitos do cantor. Embora tenha sido reeleito, Tiririca teve um desempenho muito inferior ao de pleitos anteriores.

Com o slogan “Vote por Tiririca. Pior que tá não fica”, o humorista que ficou famoso com a música “Florentina” foi o mais votado do país em sua primeira eleição, em 2010, com 1.353.820 votos. Quatro anos depois se reelegeu com 1.016.796 votos e ficou na segunda posição no ranking. Em 2018, sua votação caiu para menos da metade, 453.855 (quinto lugar).

O campeão de votos em São Paulo e no Brasil, há quatro anos, foi Eduardo Bolsonaro (na época no PSL), filho do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro. Agora, se reelegeu como deputado federal pelo PL com 741.684 votos (3,12%), 1,1 milhão a menos do recorde dos 1.843.735 que registrou em 2018.

Por outro lado, outros aliados bolsonaristas mostraram força. Carla Zambelli contabilizou 946.222 votos (3,99%), mais de 12 vezes os 76.306 que ela somou há quatro anos, quando disputou pela primeira vez um lugar na Câmara na esteira do antipetismo e do bolsonarismo.

Ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles foi o quarto candidato a deputado federal mais votado em São Paulo (640.908). Ele pediu exoneração do cargo em junho do ano passado, em meio a uma investigação da PF sobre um esquema de contrabando de madeira.

Durante sua gestão, o Brasil assistiu ao desmonte de órgãos de fiscalização e gestão e viu o aumento recorde de queimadas e desmatamento. Em abril de 2020, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, Salles sugeriu que o governo aproveitasse que o foco da imprensa estava voltado à pandemia da Covid-19 para “ir passando a boiada” na área ambiental.

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