
As emissões de CO2 das energias fósseis aumentaram 0,9% em 2022 e atingiram um nível recorde, embora abaixo do esperado graças às energias verdes que compensaram parcialmente a maior demanda de petróleo e carvão, indicou nesta quinta-feira (2) a Agência Internacional de Energia (AIE).
“O risco de crescimento desenfreado de emissões devido a um maior uso do carvão em um contexto de crise energética não se concretizou”, diz o relatório, com base em dados públicos nacionais.
“A ascensão das energias solar e eólica, de veículos elétricos, da eficiência energética e outros fatores interromperam o aumento do CO2”, explica a entidade, criada em 1974 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para assessorar países ricos em questões energéticas.
Mas as boas notícias são mais do que relativas, dado que as emissões de dióxido de carbono (CO2) procedentes do uso da energia fóssil (que representam 75% dos gases de efeito estufa), mantêm “uma trajetória de crescimento insustentável” e aumentam os desajustes climáticos, adverte a AIE.
Em 2022, as emissões planetárias de CO2 das energias fósseis aumentaram 0,9%, atingindo um recorde de 36,8 bilhões de toneladas, indica o relatório.
As emissões globais de CO2 vieram da maior demanda por energias fósseis relacionadas principalmente a episódios climáticos extremos e com os problemas de funcionamento de inúmeros reatores nucleares.
As emissões geradas pela combustão de carvão aumentaram 1,6%, porque na Ásia e na Europa esse combustível era frequentemente uma alternativa ao aumento dos preços do gás.
As emissões provocadas pelo uso do petróleo cresceram 2,5%, embora tenham permanecido abaixo dos níveis anteriores à pandemia. Metade do aumento é explicada pela retomada do tráfego aéreo, diz a AIE.


