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Criança de 8 anos finge dormir para não ir ao colégio; mãe aciona Samu

O médico percebeu que o garoto estava simulando, logo no primeiro contato, quando ele bateu o dedo na testa da criança e ela mexeu os olhos. O caso ocorreu em Maringá, norte do Paraná
 (Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação)

Em desespero, a mãe do garoto, em Maringá, no norte do Paraná, passou sufoco ao não conseguir acordar o filho para ir à escola. Ela resolve ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), alegando que o filho estava a uma hora sem reagir. O médico percebeu a simulação do garoto quando ele piscou, durante um teste inicial, conhecido como olhos de borboleta, procedimento que ocorre quando o profissional de saúde bate o dedo na testa do paciente.

No primeiro atendimento do dia, uma equipe de atendimento com médico, enfermeira e um estagiário do sexto período de medicina percorreram cerca de 10km para chegar até a casa do garoto. O médico Joel Darte, 46 anos, logo duvidou que o quadro de saúde da criança fosse realmente grave. O profissional afirma que o paciente não apresentava nenhuma alteração fisiológica e estava deitado na cama, com os braços rente ao corpo e os pés juntos, além dos olhos fechados, no momento em que foi atendido.

“Assim que entrei no quarto e vi o garoto, aconselhei os outros profissionais a não descerem com os equipamentos médicos de respiração, por não se tratar de nada preocupante. Ao examiná-lo, percebi que a pele estava normal, e não cianótica (roxa), assim como a respiração dele. No fim estava tudo normal”, explica o profissional sobre o estado da criança.

O despertar da criança ocorre quando a enfermeira, para realizar o teste de glicemia, fura o dedo dele. Em um susto, ele acorda chorando e comenta com a mãe que não conseguia abrir os olhos para ir ao colégio.

O médico conclui que o aluno não apresentou nenhuma anomalia no teste realizado e que transtornos do sono poderiam ser descartados pelo fato dele estar consciente.

“Na área da saúde cada minuto é importante. Temos poucas ambulâncias aqui em Maringá, temos que otimizar nosso tempo, para salvar a vida do máximo de pacientes possíveis”, constata o paranaense.

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