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A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou que Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, seja demitido do cargo que tinha na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) por faltar ao serviço sem justificativas. A portaria com a demissão foi publicada nesta quarta-feira (7).
Em nota, a Universidade informou que o desligamento foi feito nesta quarta (6), e disse que “todo o procedimento e medidas tomadas seguiram os ritos previstos, conforme determina a respectiva legislação.”
“Considerando as medidas adotadas para a instauração e instrução do referido procedimento, o processo foi encaminhado em 2023 à Controladoria Geral da União (CGU) – âmbito no qual também houve um procedimento administrativo e, posteriormente, foi aplicada a penalidade de demissão, conforme a Portaria 362 de 06 de fevereiro de 2024.”
O g1 entrou em contato com a defesa do ex-ministro e aguarda retorno.
Weintraub era alvo de uma investigação interna da Unifesp por causa das faltas injustificadas. De acordo com o Portal da Transparência, o ex-ministro era professor do magistério superior desde 2014 e deveria cumprir carga horária de 40 horas semanais.
Um processo administrativo contra Weintraub foi aberto pela Unifesp após uma denúncia recebida pela ouvidoria da instituição, em abril de 2023.
Após a abertura da investigação por parte da universidade, Weintraub teve o salário suspenso. A mulher dele, Daniela Weintraub, também foi alvo de uma apuração interna por faltas injustificadas.
Além da demissão, a CGU determinou que Weintraub fique impedido de ser nomeado ou tome posse de cargos de comissão ou de confiança do Poder Executivo Federal pelo prazo de 8 anos.
Abraham Weintraub fez parte do governo de Jair Bolsonaro, sendo ministro da Educação entre 2019 e 2020. Ele pediu exoneração do cargo após viajar para os Estados Unidos.


