O Senado dos Estados Unidos aprovou a nomeação da nova embaixadora do país em Brasília nesta quarta-feira (14). A representante do governo americana no Brasil será Elizabeth Bagley.
O governo dos EUA já havia indicado Bagley em janeiro, mas só agora seu nome foi aprovado pelos senadores americanos.
Em junho, o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA rejeitou a candidatura de Bagley —naquela ocasião, o principal motivo da rejeição ao nome dela foi uma frase que ela disse em 1998. Em uma entrevista, ela lamentou que o “lobby judeu” fizesse o Partido Democrata adotar políticas das quais ela discordava, como defender que Jerusalém é a capital de Israel.
Quem é a nova embaixadora De acordo com a apresentação ao Senado, Bagley tem mais de 20 anos de experiência no Departamento de Estado (o equivalente, nos EUA, o órgão que no Brasil seria o Ministério de Relações Exteriores).
Ela atuou como assistente no acordo de Camp David, que estabeleceu a paz entre Israel e o Egito, foi embaixadora de Portugal durante a gestão de Bill Clinton na presidência dos EUA e também trabalhou como assessora da secretária de Estado Madeleine Albright.
Segundo uma reportagem do “Wall Street Journal”, Bagley também doou dinheiro ao Partido Democrata ao longo da vida.
O ex-presidente peruano Pedro Castillo é acusado de rebelião e conspiração após uma tentativa fracassada de autogolpe. Ele permanecerá preso em uma base policial de Lima, afirmou a Justiça peruana nesta terça-feira (13).
Castillo tentou dissolver o Congresso de forma ilegal, após um impasse de meses no qual os parlamentares tentaram um impeachment por três vezes, finalmente removendo-o do cargo na última tentativa.
O juiz César San Matín decidiu, após uma audiência virtual, “declarar improcedente o recurso interposto pela defesa do réu”, que pediu sua soltura antes que expirassem os sete dias de prisão preventiva.
Protestos no Peru O país vive uma onda de protestos, com pelo menos sete mortos na última semana. Hpa fumaça de incêndios e de gás lacrimogêneo pairando sobre as ruas da capital Lima.
A agitação atual começou com a deposição e prisão de Castillo.
O Peru tem sido uma das estrelas econômicas da América Latina no século 21, com o forte crescimento econômico retirando milhões de pessoas da pobreza. Mas a turbulência política cada vez mais ameaça descarrilar sua estabilidade econômica, com as agências de classificação alertando para rebaixamentos, bloqueios de rodovias afetando grandes minas do segundo maior produtor de cobre do planeta e manifestantes exigindo a renúncia do Congresso e da nova presidente, Dina Boluarte.
Para aqueles que observam o país de perto, não deveria haver surpresa. Os eleitores estão fartos das constantes lutas políticas internas, que viram seis presidentes nos últimos cinco anos e sete tentativas de impeachment.
O Congresso unicameral altamente fragmentado é odiado, com um índice de aprovação de apenas 11%, de acordo com o instituto de pesquisas Datum. A marca é inferior à de Castillo, que, apesar de uma série de acusações de corrupção, tinha 24% de aprovação pouco antes de ser afastado.
“O povo peruano está exausto de todas as maquinações políticas, do crime, da incerteza e do crescimento estagnado”, disse Eric Farnsworth, vice-presidente do Council of the Americas and Americas Society.
Farnsworth diz que a promessa de Boluarte de realizar eleições antecipadas em abril de 2024 pode ajudar a acalmar as tensões no curto prazo, mas que isso não resolveria questões arraigadas em um eleitorado dividido e disputas internas entre Executivo e Congresso.
“É uma sopa tóxica, com um presidente fraco, um Congresso disfuncional, o presidente deposto querendo gerar uma resistência popular ao seu legítimo afastamento, uma população agitada e pouca visão de quem quer que seja para sair dessa confusão”, afirmou.
A Constituição peruana torna relativamente fácil que um Congresso infeliz inicie um impeachment, enquanto a falta de partidos políticos dominantes –o maior deles, a Força Popular, controla apenas 24 das 130 cadeiras– significa que acordos não possuem tanta força. A corrupção também tem sido um problema frequente.
A única maneira de muitos peruanos sentirem que podem fazer suas vozes serem ouvidas é na rua. Nos últimos dias, os manifestantes bloquearam estradas, incendiaram e até tomaram aeroportos. A polícia foi criticada por grupos de direitos humanos pelo uso de armas de fogo e gás lacrimogêneo. Pelo menos sete pessoas, a maioria delas adolescentes, morreram.
Há ecos de protestos em 2020, quando milhares foram às ruas após o impeachment e deposição do popular líder Martin Vizcarra, que foi sucedido pelo presidente do Congresso Manuel Merino. Depois que dois morreram, ele também foi forçado a renunciar.
Castillo, menos popular, mas com uma base de apoio nas regiões rurais que o ajudou a vencer uma eleição apertada no ano passado, tem procurado manter seu apoio vivo da prisão, onde está detido enquanto é investigado por acusações de rebelião e conspiração.
Na segunda-feira, ele chamou Boluarte, sua ex-vice-presidente, de “usurpadora” em uma carta escrita ao povo peruano, na qual afirmava ainda ser o líder legítimo do país.
“O que foi dito recentemente por uma usurpadora nada mais é do que o mesmo ranho e baba da direita golpista”, escreveu, acrescentando um apelo –há muito popular entre a geração mais jovem de peruanos– por uma nova Constituição.
“O povo não deve cair em seus jogos sujos de novas eleições. Chega de abuso! Uma Constituinte agora! Liberdade imediata!” escreveu.
Boluarte, integrante do partido de extrema-esquerda de Castillo e que se desentendeu com seu líder e o criticou após sua tentativa de dissolver o Congresso, pediu calma em todo o país e prometeu um governo de todos. Mas ela enfrenta uma dura realidade, presa entre os manifestantes e um Parlamento hostil.
Dina Boluarte, que era a vice-presidente de Pedro Castillo, assumiu a presidência do Peru nesta quarta-feira (7) e, assim, tornou-se a primeira mulher a liderar o país.
A nova presidente fez seu juramento no Congresso. O presidente da Câmara, José Williams Zapata, passou a faixa para ela.
Ao assumir, Dina disse que houve uma tentativa de golpe de Estado de Pedro Castillo, e que o Congresso evitou isso.
A nova presidente pediu unidade de todos os peruanos e disse que é preciso conversar e tentar chegar a acordos. Dina anunciou que vai pedir para que o Ministério Público a ajude a tirar “as máfias” do governo e que o gabinete dela terá “todas as forças democráticas”.
No salão do Congresso havia representantes das Forças Armadas, que foram aplaudidos durante o discurso de Dina.
Como Dina chegou ao poder Dina Boluarte chegou ao poder depois que o Congresso aprovou o impeachment de Castillo. Ele foi destituído após uma tentativa de dissolver o Legislativo e decretar estado de exceção e toque de recolher no Peru.
A reação no país fui rápida: a Suprema Corte chamou a decisão de golpe de Estado, assim como a polícia, as Forças Armadas e o Ministério Público.
Após a aprovação do impeachment, os deputados convocaram Dina Boluarte para assumir a presidência no próprio Congresso. Os deputados aguardaram a chegada dela.
O presidente do Peru, Pedro Castillo, instituiu nesta quarta-feira (7) um governo de exceção no país, anunciou a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições.
Castillo responde ao terceiro processo de impeachment em um ano e meio de poder. Ele declarou o estado de emergência e impôs um toque de recolher em todo o país horas antes do julgamento do impeachment. Mesmo com o anúncio da dissolução do Congresso, os deputados decidiram votar o impeachment.
A Corte Constitucional (Suprema Corte) do Peru chamou o ato de golpe de Estado e pediu que a vice-presidente do país, Dina Boluarte, assuma a presidência – há algumas semanas, Boluarte rompeu com Castillo.
A própria Boluarte declarou ser contrária às medidas de Castillo. Em uma rede social, ela afirmou o seguinte: “Eu rechaço a decisão de Pedro Castillo de perpetrar a quebra da ordem constitucional com o fechamento do Congresso. Trata-se de um golpe de Estado que agrava a crise política e institucional que a sociedade peruana terá que superar seguindo as leis”.
Em pronunciamento na TV aberta, o líder peruano disse ter tomado a decisão de impor um “governo de exceção para restabelecer o estado de direito e a democracia”, e anunciou ainda que governará por decreto temporariamente.
No discurso televisionado, Pedro Castillo anunciou as seguintes medidas:
Dissolver “temporariamente” o Congresso Instaurar governo de emergência excepcional Convocar eleições para um novo Congresso Elaborar uma nova Constituição em até nove meses Estabelecer governo temporário de exceção Impor toque de recolher entre 22h e 04h, no horário local Exigir devolução ao Estado de armas ilegais, sob pena de prisão “Reorganizar” do sistema de judicial, incluindo o Poder Judicial, o Ministério Público, a Junta Nacional de Justiça e o Tribunal Constitucional
Logo após o pronunciamento, os ministros da Economia e das Relações Exteriores renunciaram com a alegação de que a medida violava a Constituição do Peru.
“Decidi renunciar irrevogavelmente ao cargo de ministro das Relações Exteriores, dada a decisão do presidente Castillo de fechar o Congresso… violando a Constituição”, disse o agora ex-chanceler Carlos Landa.
A dissolução do Congresso peruano é uma prática permitida pela Constituição do país e não é incomum que líderes peruanos usem esse recurso. Em 2019, o então presidente do país, Martín Vizcarra, também dissolveu o Congresso e convocou novas eleições. O mesmo ocorreu em 1992, durante a gestão de Alberto Fujimori.
Em sua primeira visita oficial aos Estados Unidos desde a reeleição e desde que Joe Biden chegou ao poder, o presidente francês Emmanuel Macron subiu o tom contra o protecionismo americano, lamentando uma política agressiva de Washington. Biden respondeu que os investimentos em seu país não serão às custas da Europa. Ambos os presidentes destacaram que deveriam reforçar a sua parceira militar. Apesar dos temas delicados em pauta, os dois líderes mostraram, nesta quinta-feira (1°), a solidez da aliança entre os dois países.
Após as críticas de Macron sobre a política industrial americana, Biden prometeu que a “criação de empregos em seu país não será às custas da Europa”. Foi uma resposta à fala do francês na véspera, sobre sua preocupação em relação às consequências para as empresas europeias do plano de investimentos anunciado pelo governo americano para combater a inflação.
“Queremos vencer juntos, não uns contra os outros”, disse Emmanuel Macron, na coletiva de imprensa desta quinta-feira, ao lado de seu colega americano. “Tivemos uma conversa muito boa. Vamos sincronizar nossas abordagens e nossas agendas”, completou o líder francês.
“O presidente Biden quer criar empregos industriais a longo prazo para o seu país, construir uma sociedade forte e garantir suprimentos e isso é uma visão da qual compartilhamos”, afirmou Macron. “Estou saindo confiante, mas também lúcido sobre o que precisa ser feito do lado europeu”, afirmou. “Decidimos que íamos sincronizar nossas abordagens e nossas agendas para investir em indústrias emergentes críticas, como semicondutores, hidrogênio, baterias”, especificou.
EUA e França também querem mostrar que concordam sobre a resposta a ser dada à invasão da Ucrânia pela Rússia. Biden disse estar “pronto para conversar” com Putin se este “buscar uma maneira de acabar com a guerra”.
Macron garante que “nunca” exigirá de Kiev “um compromisso” que seria “inaceitável” para a Ucrânia.
O presidente esquerdista do Peru, Pedro Castillo, aceitou a renúncia de seu primeiro-ministro e anunciou, nesta quinta-feira (24), que vai reorganizar seu gabinete mais uma vez, em meio a uma longa batalha entre os poderes Executivo e Legislativo do país.
O ex-primeiro-ministro Anibal Torres, um fiel aliado de Castillo, desafiou o Congresso controlado pela oposição a um voto de confiança na semana passada. Mas o Congresso se recusou a realizar tal votação nesta quinta-feira, dizendo que as condições para isso não foram atendidas.
“Tendo aceitado a renúncia do primeiro-ministro, a quem agradeço por seu trabalho em nome do país, renovarei o gabinete”, disse Castillo em um discurso transmitido nacionalmente pela televisão.
O instrumento do voto de confiança visava pressionar o Congresso em meio às tensas relações entre os dois poderes.
Os legisladores da oposição acusaram Castillo duas vezes, mas não conseguiram derrubá-lo, embora tenham conseguido censurar e demitir vários membros do gabinete.
“Peço ao Congresso que respeite o Estado de Direito, os direitos do povo, a democracia e o equilíbrio dos poderes do Estado”, acrescentou Castillo.
Sua presidência foi marcada pela rotatividade em altos cargos do governo. Castillo agora deve nomear um quinto primeiro-ministro – seu principal conselheiro e porta-voz – desde que assumiu o cargo em julho do ano passado.
Os votos de confiança são controversos no Peru, pois podem trazer consequências significativas.
Se o Congresso tivesse rejeitado o voto de confiança, Torres e todo o gabinete de ministros teriam sido forçados a renunciar.
Mas um novo gabinete poderia então pedir um segundo voto de confiança que, se também negado, permitiria ao Executivo fechar o Congresso e convocar novas eleições legislativas.
Na semana passada, Torres disse que interpretaria a ausência de votação como equivalente à rejeição do voto de confiança.
Castillo não chegou a dizer que o Congresso rejeitou um voto de confiança, embora pelo menos um aliado próximo, o ex-ministro do Comércio Roberto Sanchez, tenha dito que a decisão do Legislativo significa que o instrumento político foi negado.
Em 2019, o então presidente peruano Martin Vizcarra fechou o Congresso e convocou novas eleições após dois votos de confiança negados pelos legisladores.
O Congresso aprovou então uma lei limitando as situações que merecem votos de confiança, que agora está sendo testada pela primeira vez.
A tensão entre os diferentes ramos do governo do Peru é comum, e os peruanos viveram sob cinco presidentes diferentes desde 2016.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (22) que as declarações fiscais do ex-presidente Donald Trump devem ser entregues a um comitê da Câmara dos Representantes —o Partido Democrata, adversário de Trump, ainda domina a Câmara dos Representantes até o fim da legislatura atual.
Trump, de 76 anos, anunciou na semana passada que voltará a concorrer à Casa Branca em 2024.
Desde a década de 1970 os presidentes americanos divulgam suas declarações fiscais. Trump, no entanto, passou anos lutando para manter suas declarações fiscais em segredo. Ele se recusou a divulgar suas declarações fiscais enquanto estava no cargo e recorreu ao tribunal para bloquear o pedido do Congresso.
Essa luta legal parece ter chegado ao fim nesta terça-feira, quando a Suprema Corte decidiu que as declarações deveriam ser entregues ao Comitê de Meios e Recursos da Câmara dos Representantes.
Esse comitê solicitou declarações fiscais de Trump e de suas entidades comerciais relacionadas para o período de 2015 a 2020.
Entregar as declarações ao comitê não significa necessariamente que estas se tornarão públicas.
A medida ocorre com apenas algumas semanas de legislatura restantes no atual Congresso e os republicanos assumirão o controle da Câmara dos Representantes em janeiro, depois de conquistar uma maioria apertada nas eleições de meio de mandato de 8 de novembro.
Embora a Suprema Corte tenha sido profundamente renovada por Trump, seus magistrados nunca decidiram a seu favor, principalmente ao autorizar em 2020 a transferência de seus registros fiscais e documentos empresariais para o escritório do promotor distrital de Manhattan.
Os promotores de Manhattan acusaram a Trump Organization de ocultar a remuneração que pagou aos principais executivos entre 2005 e 2021.
O Partido Republicano voltou a ganhar maioria na Câmara dos Representantes nos Estados Unidos com o resultado das eleições de meio de mandato realizadas em 8 de novembro, de acordo com projeções da mídia do país divulgadas nesta quarta-feira (16).
Segundo a agência Associated Press, os conservadores conquistaram a 218º cadeira na Casa, suficiente para controlá-la e adotar medidas que podem impedir planos mais ambiciosos do governo de Joe Biden.
O comando do Senado foi definido no domingo (13) e segue nas mãos do Partido Democrata.
A contagem de votos demorou mais de uma semana. Ainda há 7 assentos indefinidos do Congresso. Até as 21h desta quarta, a divisão estava da seguinte maneira:
Partido Republicano: 218 deputados Partido Democrata: 210 deputados
As eleições de meio de mandato renderam ganhos bem menos significativos do que o esperado pelos republicanos, que projetavam um “massacre vermelho” como resultado das disputas.
Ainda assim, a vitória do Partido Republicano na Câmara significa que os deputados do partido vão conseguir interromper os projetos do presidente Joe Biden e dos democratas e, provavelmente, vão fazer inquéritos sobre a gestão do atual presidente.
Os EUA fizeram eleições para todos as 435 vagas para deputados federais (lá, chamados de representantes) e cerca de um terço do Senado. Antes da votação, o Partido Democrata controlava essas duas casas.
Os eleitores também escolhem os governadores da maioria dos estados. Esses governadores estarão no comando nas próximas eleições e terão poder de influenciar as leis de votação estaduais ou mesmo a certificação dos resultados.
Além disso, há diversas leis locais e autoridades estaduais que foram escolhidas.
O que disseram os eleitores
Segundo a agência de notícias Associated Press, metade dos eleitores diz que a inflação influenciou significativamente no voto. Os custos dispararam no ano passado e deram aos republicanos um motivo para criticar o presidente Biden. Nem todos os eleitores dizem que as políticas de Biden causaram preços mais altos.
Já uma parcela um pouco menor do eleitorado (44), diz que o futuro da democracia era sua principal consideração na hora de votar. Muitos líderes do Partido Republicano continuam a lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral dos EUA, alegando falsamente que a eleição presidencial de 2020, que Donald Trump perdeu, foi fraudada.
Desde a eleição de 2018, os eleitores ficaram cada vez mais desmoralizados à medida que as divisões políticas do país se endureceram. Aproximadamente, três quartos dizem que o país está indo na direção errada.
Donald Trump anunciou nesta terça-feira (15) sua pré-candidatura à Presidência dos Estados Unidos em 2024. O ex-presidente fez um discurso de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, acompanhado de apoiadores.
O republicano voltou a usar o slogan de campanhas passadas durante sua fala. “Para fazer a América voltar a ser grande de novo, estou anunciando esta noite minha candidatura para presidente dos Estados Unidos”.
Mais cedo, assessores do ex-presidente protocolaram na Comissão Eleitoral Federal dos EUA os documentos necessários para a formalização da campanha.
Trump ainda vai ter que passar pela disputa interna do partido republicano e sair vitorioso para voltar a enfrentar o atual presidente Joe Biden nas urnas.
O ex-presidente esperava usar os ganhos da sigla nas eleições como um trampolim para se lançar à indicação de seu partido. Diante de um resultado dos republicanos mais contido que o esperado, no entanto, ele vem sendo apontado como culpado por apoiar uma série de candidatos derrotados depois que o partido não conseguiu assumir o controle do Senado.
Ele comemorou a retomada da Câmara mesmo antes da concretização. Os republicanos ainda dependem de mais uma cadeira para controlar a Casa. Trump admitiu o resultado abaixo do esperado, mas negou qualquer responsabilidade.
Durante o seu discurso, Trump atacou Biden e falou sobre a alta inflação e a escalada dos preços dos combustíveis.
Além de problemas da atual gestão, ele voltou a minimizar os efeitos das mudanças climáticas e chamou o coronavírus de vírus da China e falar sobre a fronteira com o México. Trump também usou termos nacionalistas como “América grande” e “sonho americano”.
Com a nova campanha, o ex-presidente pretende superar a mancha gerada em seu governo, que terminou com seus apoiadores invadindo o Capitólio para contestar a vitória de Joe Biden, em 2021. Trump foi ainda o primeiro presidente do país a sofrer um processo de impeachment duas vezes.
Apenas um presidente na História dos EUA foi eleito para dois mandatos não consecutivos: Grover Cleveland, em 1884 e 1892.
O ex-presidente também enfrenta uma série de investigações criminais, incluindo a do Departamento de Justiça sobre as centenas de documentos classificadas como secretos que foram descobertos em caixas e gavetas em seu clube Mar-a-Lago após ele deixar a Presidência dos EUA.
Assessores e aliados pediram a Trump que esperasse até depois do fim do mandato – e depois até depois do segundo turno da eleição para o Senado em 6 de dezembro na Geórgia – para anunciar seus planos. Mas Trump, ansioso para voltar aos holofotes, também espera evitar uma longa lista de potenciais adversários, incluindo o governador da Flórida Ron DeSantis, que foi reeleito na semana passada e agora está sendo instado por muitos em seu partido a concorrer à Presidência.
O ex-presidente tentou culpar o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, pelo desempenho abaixo do esperado do Partido Republicano, mas acabou recebendo o peso das críticas por apoiar candidatos derrotados em estados como Pensilvânia e Arizona.
Questionada se ela apoiaria Trump em 2024, a senadora republicana Cynthia Lummis, de Wyoming, disse a repórteres na segunda-feira: “Não acho que essa seja a pergunta certa. Acho que a questão é: quem é o atual líder do Partido Republicano?”
O ex-presidente Donald Trump está se preparando para lançar sua terceira campanha para a Casa Branca nesta terça-feira (15). A nova candidatura de Trump vai buscar superar derrotas inesperadas para o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e desafiar a História em meio a sinais de que seu controle sobre o Partido Republicano está diminuindo.
Trump esperava usar os ganhos da sigla nas eleições como um trampolim para se lançar à indicação de seu partido. Diante de um resultado dos republicanos mais contido que o esperado, no entanto, ele vem sendo apontado como culpado por apoiar uma série de candidatos derrotados depois que os republicanos não conseguiram assumir o controle do Senado.
“Espero que amanhã seja um dos dias mais importantes da história do nosso país!” Trump escreveu em sua rede social na segunda-feira. O anúncio estava previsto para a noite desta terça-feira e será feito de seu clube em Palm Beach, na Flórida.
Com a nova campanha, Trump pretende superar a mancha gerada em seu governo, que terminou com seus apoiadores invadindo o Capitólio para contestar a vitória de Joe Biden, em 2021. Ele foi ainda o primeiro presidente do país a sofrer impeachment duas vezes.
Apenas um presidente na História dos EUA foi eleito para dois mandatos não consecutivos: Grover Cleveland, em 1884 e 1892.
O ex-presidente também enfrenta uma série de investigações criminais, incluindo a do Departamento de Justiça sobre as centenas de documentos classificadas como secretos que foram descobertos em caixas e gavetas em seu clube Mar-a-Lago após ele deixar a Presidência dos EUA.
Assessores e aliados pediram a Trump que esperasse até depois do fim do mandato – e depois até depois do segundo turno da eleição para o Senado em 6 de dezembro na Geórgia – para anunciar seus planos. Mas Trump, ansioso para voltar aos holofotes, também espera evitar uma longa lista de potenciais adversários, incluindo o governador da Flórida Ron DeSantis, que foi reeleito na semana passada e agora está sendo instado por muitos em seu partido a concorrer à Presidência.
O ex-presidente tentou culpar o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, pelo desempenho abaixo do esperado do Partido Republicano, mas acabou recebendo o peso das críticas por apoiar candidatos derrotados em estados como Pensilvânia e Arizona.
Questionada se ela apoiaria Trump em 2024, a senadora republicana Cynthia Lummis, de Wyoming, disse a repórteres na segunda-feira: “Não acho que essa seja a pergunta certa. Acho que a questão é: quem é o atual líder do Partido Republicano?”
Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Joe Biden, se encontraram nesta segunda-feira (14) em Bali, na Indonésia, onde acontece esta semana a cúpula do G20.
É o primeiro encontro pessoal entre os dois desde que Biden assumiu o governo americano e desde que Xi foi reeleito para um terceiro mandato na China, se consolidando como o líder mais influente do país desde Mao Tse Tung.
A expectativa é que o Biden e Xi discutam durante o encontro temas como a tensão em Taiwan, a guerra na Ucrânia e as ambições nucleares da Coreia do Norte, questões chave para os dois países, que se consolidam como os grandes rivais na atual geopolítica mundial.
Antes de encontrar o líder chinês, Biden já havia dito que os Estados Unidos vão “competir vigorosamente” com Pequim, ainda que “garantindo que a concorrência não se transforme em conflito”.
“Como líderes de nossas duas nações, compartilhamos a responsabilidade, na minha opinião, de mostrar que a China e os Estados Unidos podem gerenciar nossas diferenças, impedir que a concorrência se torne algo próximo de um conflito e encontrar maneiras de trabalhar juntos em questões globais urgentes. que exigem nossa cooperação mútua”, disse Biden na abertura da reunião.
A cúpula do G20 acontece ao longo de terça-feira (15). O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não irá ao encontro, e seu país será representado por Serguei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores.
Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou que Lavrov foi levado ao hospital após chegar a Bali. O governo russo, entretanto, negou e classificou a informação como “o cúmulo da falsificação.”
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quarta-feira (9) que pretende concorrer à reeleição e provavelmente tomará uma decisão final no início do próximo ano, depois de declarar que os resultados das eleições de meio de mandato de terça-feira são bons para a democracia.
“Nossa intenção é concorrer novamente, essa tem sido nossa intenção”, disse Biden a repórteres na Casa Branca, com sua esposa Jill sentada nas proximidades. “Esta é, em última análise, uma decisão da família.”
Autoridades da Casa Branca expressaram um sentimento de defesa de que os colegas democratas de Biden se saíram melhor do que o esperado.
Biden, que completa 80 anos este mês, enfrenta dúvidas sobre se ele buscará um segundo mandato. Um conselheiro de Biden disse que as discussões preparatórias para uma campanha de 2024 estão em andamento.
Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (9) que o resultado mais chamativo das eleições de meio de mandato é que a “grande onda vermelha” (ou seja, uma vitória significativa do Partido Republicano nas urnas) não se verificou.
Biden disse que o Partido Democrata perdeu poucos assentos e que ainda há uma chance de manter o controle da Casa dos Representantes (a contagem ainda não terminou), e que o resultado vai ser muito apertado.
Ele se disse disposto a trabalhar com o Partido Republicano e afirmou que vai procurar o líder republicano, Kevin McCarthy.
“A despeito do voto final, quero trabalhar com meus colegas republicanos. E os americanos esperam que os republicanos trabalhem comigo”, disse ele.
Biden disse que algumas das demandas dos republicanos não podem ser atendidas, mas que está disposto a conversar com os membros do partido adversário.
Ele afirmou que a maioria dos republicanos é decente e que é possível negociar com aqueles que não são ligados a Donald Trump (ele usou a expressão “republicanos MAGA”; em uma referência ao slogan de Trump, Make America Great Again).
O presidente Joe Biden, dos Estados Unidos, conversou nesta segunda-feira (31) com Lula pelo telefone para cumprimentar o brasileiro pela vitória nas eleições no domingo. A ligação durou cerca de 20 minutos, segundo o governo americano. Biden disse que os EUA estão montando uma equipe para discutir o que pode ser feito em conjunto.
De acordo com uma nota do governo dos EUA, durante a conversa Biden elogiou a força das instituições democráticas brasileiras após eleições livres, justas e confiáveis.
“Os dois líderes discutiram o forte relacionamento entre os EUA e o Brasil e se comprometeram a continuar trabalhando como parceiros para enfrentar desafios comuns, incluindo o combate às mudanças climáticas, salvaguarda da segurança alimentar, promoção da inclusão e democracia e gestão da migração regional”, diz o texto.
Segundo autoridades americanas, o governo Biden pretende ter um engajamento forte e imediato com a equipe de Lula e reconhecer a importância do Brasil no cenário global.
Já houve dois acenos de aproximação Nas próximas semanas, dirigentes do governo dos EUA devem ir ao Brasil para iniciar as conversas —um dos que devem chegar é Jake Sullivan, o assessor de segurança nacional de Biden.
Mesmo antes da vitória do petista, funcionários do governo americano tiveram contato com a campanha de Lula. Douglas Koneff, o encarregado de negócios entre EUA e Brasil, se reuniu com Lula antes do primeiro turno.
O senador Jacques Wagner, um dirigente do PT, veio até Washington e manteve reuniões com autoridades no departamento de Estado.
De acordo com fontes do governo dos EUA, as conversas foram produtivas.
Biden: estamos montando uma equipe Horas depois da eleição, Biden afirmou que a chamada foi boa. “Estamos montando uma equipe para se reunir e discutir o que podemos fazer juntos. Ele quer focar no meio ambiente, na democracia, lidar com os pobres em seu país e salvar a Amazônia.”
Segundo uma autoridade da Casa Branca, há intenção de criar uma relação forte e imediata com a equipe de Lula.
Sem concorrência, Rishi Sunak foi anunciado como o novo primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira (24), depois que seu rival Boris Johnson desistiu da disputa e Sunak foi o único candidato a conseguir apoio suficiente nas eleições internas para líder do Partido Conservador.
A britânica Liz Truss renunciou aos postos de líder do Partido Conservador e de primeira-ministra do Reino Unido nesta quinta-feira (20), abrindo novamente eleições para o cargo. A última eleição havia sido definida há pouco mais de um mês, no dia 5 de setembro.
Rishi Sunak ainda precisa ser convidado pelo monarca britânico, o Rei Charles III, antes de ser considerado oficialmente o primeiro-ministro, mas esse procedimento é considerado uma formalidade.
Johnson, um dos favoritos para a disputa, admitiu que não poderia mais unir o partido após um dos períodos mais turbulentos da história política britânica e não chegou a se candidatar.
A outra possível concorrente era Penny Mordaunt, líder da Câmara dos Comuns do Parlamento, mas ela não conseguiu o mínimo de 100 apoiadores que era necessário e retirou sua candidatura minutos antes do anúncio.
Sunak, ex-ministro das Finanças de 42 anos, é o terceiro primeiro-ministro do Reino Unido em menos de dois meses.
O ex-chefe de fundos enfrentará grandes desafios, encarregado de reconstruir a reputação fiscal do Reino Unido por meio de profundos cortes de gastos, em meio ao aumento das taxas de energia, alimentos e hipotecas.
Ele também vai presidir um partido que saltou de uma crise para outra nos últimos meses, muito dividido em linhas ideológicas, e um país que está ficando cada vez mais irritado com a conduta de seus políticos.
“O Reino Unido é um grande país, mas enfrentamos uma profunda crise econômica”, disse Sunak em um comunicado declarando sua candidatura no domingo.