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Biden diz que defenderia Taiwan de uma invasão da China

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse em uma entrevista transmitida neste domingo (18) que as forças americanas defenderiam Taiwan no caso de uma invasão chinesa.

Questionado pelo programa CBS 60 Minutes se as forças americanas defenderiam a ilha auto-governada reivindicada pela China, ele respondeu:

“Sim, se de fato houver um ataque sem precedentes”, disse Biden.

Perguntado se ele quis dizer que, ao contrário da Ucrânia, forças dos EUA, homens e mulheres, defenderiam Taiwan no caso de uma invasão chinesa, Biden confirmou: “Sim”.

Biden também falou sobre a guerra na Ucrânia. Para o presidente americano, os ucranianos não estão perdendo a guerra e estão conseguindo vencer em algumas regiões.

Joe Biden e sua esposa Jill estão em Londres para o funeral da rainha Elizabeth II, que ocorrerá nesta segunda-feira (19).

ONU reúne líderes mundiais pela 1ª vez desde início da Guerra da Ucrânia

A emergência climática já vinha dominando as últimas cúpulas da Organização das Nações Unidas. Nos últimos dois anos, os líderes mundiais precisaram se debruçar sobre uma pandemia que já matou mais de 6 milhões de pessoas. Agora, sem que as outras duas crises tenham ido embora, há uma guerra na Europa que acirrou ainda mais as divisões políticas globais.

É nesse contexto que começam os debates da 77ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, que reunirão a maior parte dos líderes mundiais pela primeira vez desde a eclosão da Guerra da Ucrânia, em fevereiro. O tema deve dominar não só os discursos das autoridades, que começam na terça-feira (20) com o presidente Jair Bolsonaro, mas também as rodas de negociações e reuniões bilaterais.

De um acordo de paz, é claro, não haverá qualquer vislumbre durante o encontro promovido em Nova York, segundo disse o próprio secretário-geral da ONU, António Guterres. “Sinto que ainda estamos muito longe da paz. Acredito que a paz é essencial, paz de acordo com a Carta das Nações Unidas e com o direito internacional, mas estaria mentindo se dissesse que isso pode acontecer em breve”, afirmou o português.

O grande objetivo da ONU nas discussões que envolvem a guerra é expandir o acordo que permite o comércio de grãos da Ucrânia, aumentando também as exportações de fertilizantes da Rússia em meio à crise de escassez de alimentos que se agrava sem fazer distinção de fronteiras.

Nesta semana, Vladimir Putin ameaçou voltar a barrar as exportações ucranianas pelo mar Negro, principal ponto de escoamento da produção ucraniana, e Guterres tem se envolvido diretamente na mediação do conflito, falando recorrentemente com os presidentes dos dois países.

Putin, aliás, não irá a Nova York. Em seu lugar, mandou o chanceler Serguei Lavrov, que, alvo de sanções da Casa Branca, até o último minuto não sabia se conseguiria viajar aos EUA. A ironia é que foi esta mesma ONU que deu prestígio a Lavrov, já que, antes de se tornar o líder da diplomacia de Moscou, ele foi embaixador na entidade por dez anos e era conhecido pelo bom relacionamento com outras autoridades.

Pelo acordo que estabeleceu em 1947 a sede da ONU em Nova York, os EUA devem garantir vistos a diplomatas estrangeiros para que possam acessar o edifício da organização. A Casa Branca, porém, diz que tem a prerrogativa de negar vistos por razões de segurança.

Ao longo das últimas semanas, o Kremlin reclamou publicamente e afirmou que Washington estava violando suas obrigações, até que o governo americano decidiu na última terça liberar a entrada de uma comitiva russa no país, mas não há expectativa de reuniões entre autoridades dos dois países.

Esta será a primeira edição totalmente presencial desde a eclosão da pandemia de Covid-19, em 2020. Naquele ano, líderes mundiais discursaram de forma totalmente remota, sem que nenhum viajasse a Nova York. Em 2021, parte deles falou de forma presencial, como Bolsonaro, e parte enviou um vídeo, como o líder chinês, Xi Jinping.

A participação remota não estava prevista para a edição deste ano. Houve, no entanto, uma exceção para que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, possa enviar um vídeo gravado previamente e exibi-lo no plenário. A exceção foi aprovada pela Assembleia-Geral com 101 votos a favor e 7 contra, incluindo o da Rússia, que tentou barrar a medida. O Brasil se absteve, votando a favor de uma emenda rejeitada da Belarus para que não só Zelenski mas qualquer autoridade de país em guerra possa participar de forma remota —o que não foi aceito.

A 77ª Assembleia-Geral ocorre ainda em meio a uma série de questionamentos em relação à eficiência da própria ONU em evitar conflitos como a Guerra da Ucrânia. Zelenski chegou a dizer em março, em discurso ao Congresso dos EUA, que “as guerras do passado levaram nossos predecessores a criarem instituições que deveriam evitá-las, mas que, infelizmente, não funcionam.”

Homem morre após levar chifrada em tourada na Espanha

Um funcionário de uma praça de touros de Fuenlabrada, cidade que fica nos arredores de Madrid, na Espanha, morreu após ser chifrado por um touro. O incidente aconteceu neste sábado (17) durante o Grande Concurso de Trimmers.

As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram que o trabalhador tenta fugir entre as cercas portáteis, mas o touro invade o beco. Neste momento, gritos são ouvidos quando o animal atinge o homem e a cerca ao mesmo tempo.

O site de notícias da cidade informou que, segundo testemunhas, a vítima tinha 55 anos e morreu a caminho do hospital. A organização do evento comunicou o falecimento pelo alto-falante.

A Câmara Municipal da cidade cancelou a tourada que estava marcada para este domingo (18) e decretou dois dias de luto oficial. Nas redes sociais, o prefeito da cidade, Javier Ayala, prestou suas condolências à família do trabalhador.

Terremoto atinge sudeste de Taiwan; alerta de tsunami é emitido

Um terremoto de magnitude 6,8 atingiu a parte pouco povoada do sudeste de Taiwan no domingo (18), informou a agência meteorológica da ilha, causando danos, incluindo vagões de trem descarrilados e alertas de tsunami.

A agência meteorológica disse que o epicentro foi no condado de Taitung, e seguiu um tremor de magnitude 6,4 na noite de sábado (17) na mesma área, o que não causou vítimas.

O Serviço Geológico dos EUA mediu o terremoto em magnitude 7,2 e a uma profundidade de 10 km.

Segundo a imprensa de Taiwan, um prédio de baixo nível que abrigava uma loja de conveniência desabou, e os trabalhos de resgate começaram a libertar os que estavam dentro.

A Administração ferroviária de Taiwan disse que três vagões saíram dos trilhos na estação Dongli, no leste de Taiwan, depois que parte do dossel da plataforma desabou, e os cerca de 20 passageiros a bordo foram evacuados.

O Centro de Alerta de Tsunami dos EUA emitiu um aviso em Taiwan após o tremor. O comunicado informava que ondas perigosas de tsunami eram possíveis dentro de 300 km do epicentro ao longo das costas de Taiwan.

Morte de mulher presa por não usar véu gera revolta popular no Irã

“Cara Mahsa, seu nome se tornará um símbolo”, titula a primeira página do jornal de negócios “Asia” neste domingo (18), em uníssono com grande parte da imprensa iraniana, chocada com a morte de uma jovem mulher presa pela polícia moral do Irã por não estar usando o véu islâmico em público.

A unidade policial, responsável pela aplicação do véu muçulmano obrigatório no país, tem sido criticada diversas vezes nos últimos meses por suas intervenções violentas contra mulheres suspeitas de violar o código de vestuário em vigor no país desde a revolução islâmica em 1979.

Mahsa Amini, 22, natural do Curdistão, no noroeste do Irã, estava visitando a capital com sua família quando ela foi presa na terça-feira pela polícia, que impõe regras rígidas de vestuário para as mulheres.

Dias depois, ela foi hospitalizada em Teerã, onde ficou três dias em coma e acabou morrendo no hospital, onde uma multidão já se reunia para protestar contra o caso.

A polícia de Teerã disse que “não houve contato físico” entre os policiais e a jovem mulher. O presidente iraniano, Ebrahim Raissi, pediu uma investigação. “A nação expressou seu pesar pela triste morte de Mahsa”, escreveu o jornal ultraconservador Javan.

Em Saghez, sua cidade natal onde ela foi enterrada no sábado (17), os moradores jogaram pedras no escritório do governador e gritaram slogans hostis. Neste domingo (18), quase toda a imprensa da capital dedicou suas primeiras páginas e páginas inteiras à tragédia.

“O público está revoltado e irritado com o que aconteceu com Mahsa Amini”, observou o jornal reformista Etemad, observando que a nação tem visto “violência repetida pela polícia de moralidade”. O jornal moderado Jomhouri Eslami advertiu sobre a “fratura social” causada pelo “comportamento violento” dos policiais.

O diário do governo iraniano acusou os reformadores de “explorar as emoções do povo usando um infeliz incidente para virar a nação contra o governo e o presidente”.

O jornal ultraconservador Kayhan observou que “o volume de rumores e mentiras levantados após a morte de Mahsa aumentou consideravelmente”. “Entretanto, a divulgação das filmagens do incidente pela polícia tem confundido oportunistas que queriam usar o incidente”, disse o jornal.

O veículo se refere a um pequeno vídeo de vigilância transmitido pela televisão oficial mostrando uma mulher apresentada como Mahsa desmaiando na delegacia após uma discussão com uma mulher policial.

Tufão Nanmadol: tempestade ‘sem precedentes’ provoca evacuação em massa no Japão

Centenas de milhares de pessoas no Japão foram alertadas para evacuar suas casas em meio a alertas de riscos “sem precedentes” de uma tempestade que se aproxima.

Espera-se que o tufão Nanmadol atinja a ilha de Kyushu no domingo (18/9).

Os ventos podem chegar a 270 km/h, e algumas áreas podem ter 500 mm de chuva em apenas 24 horas.

Um “alerta especial” está em vigor para Kyushu, com avisos de deslizamentos de terra e inundações. Serviços de trem e voos foram cancelados.

Kyushu é a mais meridional das quatro ilhas que compõem o arquipélago principal do Japão e tem uma população de mais de 13 milhões de pessoas.

Este é o primeiro alerta especial já emitido fora da Província de Okinawa, que consiste nas ilhas menores e remotas do Mar da China Oriental, informa o Japan Times.

Quando o tufão atingir terra firme, espera-se que ele vá para nordeste e se mova pelo centro do Japão em direção a Tóquio.

Espera-se também que mantenha grande parte de sua força mesmo depois de fazer contato com o solo.

Um funcionário da agência meteorológica do Japão disse a repórteres no sábado (17/9): “Existem riscos de tempestades sem precedentes, ondas altas, tempestades e chuvas recordes”.

Nanmadol, acrescentou o funcionário, tem potencial para ser pior do que o tufão Jebi em 2018, que deixou 14 pessoas mortas, e o tufão Hagibis, que causou cortes generalizados de energia em 2019.

A agência também alertou que algumas casas, principalmente no sul de Kyushu, correm risco de desmoronar, e pediu aos moradores que busquem refúgio em edifícios mais seguros.

Agressor e namorada são acusados de tentativa de homicídio de vice-presidente da Argentina

Fernando Sabag Montiel e a namorada Brenda Uliarte foram indiciados nesta quinta-feira (15) pela tentativa de homicídio da vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, ocorrida há duas semanas, segundo o texto da resolução judicial.

Sabag “é acusado de ter tentado premeditadamente matar Cristina Elisabet Fernández de Kirchner, contando com o planejamento e acordo prévio de Uliarte e de Agustina Mariel Díaz”, todos presos, informou a juíza María Capuchetti.

Terremoto de magnitude 7,6 atinge Papua-Nova Guiné

Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu o leste de Papua-Nova Guiné. Um alerta para risco de tsunami chegou a ser emitido pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, mas foi posteriormente retirado. O evento sísmico foi registrado às 9h46 (horário local) de domingo, 11, e o epicentro foi localizado a 63 quilômetros da cidade montanhosa de Kainantu.

Um vídeo flagrou o momento exato do tremor. Pelas redes sociais, moradores também compartilharam imagens da destruição provocada pelo abalo. Algumas estradas apresentaram rachaduras e edifícios ficaram danificados. Um exemplo foi a Universidade de Goroka, a cerca de 80 km do epicentro, cujas paredes se racharam e janelas e grades se quebraram com o impacto do terremoto. Apesar dos danos materiais, segundo as autoridades locais, não foram identificadas vítimas.

A ilha da Nova Guiné, cuja metade ocidental pertencente à Indonésia, fica no “Anel de Fogo do Pacífico”, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica que é abalada por cerca de 7 mil tremores a cada ano, a maioria deles moderados.

Uma série de terremotos vem atingindo a região nos últimos dias. No sábado, ao menos três tremores foram sentidos na ilha de Nova Guiné, cuja parte da área ainda pertence ao território de Papua-Nova Guiné. Em fevereiro de 2018, um terremoto de magnitude 7,5 deixou mais de 145 mortos e centenas de feridos em uma área montanhosa remota do país.

Hong Kong condena cinco fonoaudiólogos a 19 meses de prisão por livros para crianças

Cinco fonoaudiólogos de Hong Kong foram condenados a 19 meses de prisão neste sábado(10) por publicarem livros infantis que retratam apoiadores da democracia local como ovelhas defendendo sua aldeia contra lobos que supostamente representam Pequim.

Eles foram condenados por “sedição” na quarta-feira, sob uma lei herdada da colonização britânica e usada pelas autoridades atuais para reprimir as dissidências junto com a lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020.

Os autores dos livros, Lai Man-ling, Melody Yeung, Sidney Ng, Samuel Chan e Fong Tsz-ho, são fundadores do sindicato dos fonoaudiólogos e permaneceram na prisão por mais de um ano antes do julgamento.

Os livros foram publicados em 2020, um ano após as enormes e muitas vezes violentas manifestações do movimento pró-democracia.

Neste sábado, diante do juiz Kwok Wai Kin, que chamou as obras de “lavagem cerebral”, três deles disseram não se arrepender.-

Melody Yeung, 28, afirmou ainda que espera ficar do lado das ovelhas. “A única coisa que lamento é não poder publicar mais livros antes de ser presa”, disse ela no tribunal.

Sidney Ng, 27, afirmou por meio de seu advogado que as ações legais estavam “intimidando a sociedade civil e alienando os habitantes de Hong Kong”.

Para a promotoria, os livros ilustrados exibem um “sentimento anti-chinês” e pretendem “incitar o ódio dos leitores às autoridades chinesas continentais”.

Cerimônia de coroação de Charles deve ocorrer em até um ano

O filho primogênito da rainha Elizabeth II, o agora chamado rei Charles III, assumiu o trono inglês após a morte da mãe nesta quinta-feira (8). No entanto, a coroação segue uma série de protocolos e costuma ocorrer meses depois da sua ascensão, podendo chegar a um ano.

Diversos eventos oficiais vão se estender pelos próximos nove dias, como o tour do novo rei pelos países que compõem o Reino Unido e o enterro da rainha Elizabeth II.

O país passa por um período de luto e isso permite tempo o suficiente para que a coroação seja planejada. Ela é uma das mais ricas tradições da Inglaterra e esse momento é como de alegria – por isso, também, acontece meses depois da morte do monarca.

A cerimônia é realizada pelo arcebispo de Cantuária, o clérigo mais graduado da Igreja da Inglaterra. Os costumes do evento são praticamente os mesmos dos últimos mil anos.

O novo monarca é apresentado pela primeira vez ao povo e é aclamado pelas pessoas. Em seguida, ele faz o juramento.

Charles se comprometerá a governar de acordo com a lei, a exercer a justiça com misericórdia – promessas simbolizadas pelas quatro espadas nas insígnias da coroação – e a manter a Igreja Católica na Inglaterra.

O monarca é então “ungido, abençoado e consagrado” pelo arcebispo, enquanto está sentado na cadeira do Rei Eduardo – feita em 1300 e usada por todos os soberanos desde 1626).

Depois, o arcebispo coloca a Coroa de Santo Eduardo na cabeça do novo rei, recebe homenagens e então é celebrada a Sagrada Comunhão.

Simone Tebet diz que rainha Elizabeth 2ª foi exemplo de liderança feminina

A senadora e candidata à presidência Simone Tebet (MDB) lamentou a morte da Rainha Elizabeth 2ª, nesta quinta-feira (8), ressaltando que ela foi um exemplo de liderança feminina.

Tebet também acrescentou que seus atos e trajetórias servem como modelo.

“A rainha Elizabeth 2ª é exemplo de liderança feminina que, ao longo de décadas, serviu como ponto de equilíbrio de uma nação poderosa como o Reino Unido. Modelo de estabilidade, de convivência respeitosa entre instituições de Estado”, escreveu em suas redes sociais.

“Sua vida, seus atos, sua trajetória servem como modelo num mundo em que valores como estes têm sido cada vez mais aviltados, como vem acontecendo, infelizmente, em nosso país. Em suas próprias palavras: ‘Foram as mulheres que inspiraram gentileza e cuidado no duro progresso da humanidade’. ‘Descanse em paz”, completou.

Elizabeth 2ª foi símbolo de superação e devotamento a uma nação, diz Ciro Gomes

Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes se manifestou em uma rede social sobre a morte da rainha Elizabeth 2ª e elogiou a soberana, que teve o mais longo reinado da Inglaterra.

“Com a morte da Rainha Elizabeth II se fecha um ciclo da monarquia britânica e se abrem as portas da história para uma mulher que foi um símbolo de superação, sacrifício pessoal e devotamento à causa de uma nação”, escreveu. “Que ela descanse, merecidamente, em paz.”

Lula diz que rainha ‘marcou era como Chefe de Estado’ e relembra encontros

O ex-presidente e candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prestou solidariedade à família real britânica pela morte da rainha Elizabeth 2ª.

Lula afirmou que a rainha participou de diversos processos históricos e eventos dos últimos 80 anos e ressaltou a boa convivência da soberana com premiês de diferentes linhas ideológicas, dizendo que ela “marcou era como Chefe de Estado”.

O candidato também fez menção às relações diplomáticas entre brasileiros e britânicos durante seu mandato. “Em nosso governo, o Reino Unido e o Brasil tiveram excelentes relações diplomáticas, políticas e comerciais, marcadas pela visita de Estado em que ela nos recebeu, em 2006. Gravo na memória nosso encontro na reunião do G-20 em Londres, em 2009“, escreveu nas redes sociais.

Rainha ‘foi mais que uma monarca, definiu uma era’, diz Biden, 14º presidente dos EUA contemporâneo de Elizabeth

Décimo quarto presidente dos Estados Unidos a ocupar o posto durante o reinado da Elizabeth 2ª, Joe Biden afirmou, em nota de pesar pela morte da britânica nesta quinta-feira (8), que ela “foi mais que uma monarca, definiu uma era”.

“Em um mundo em constante mudança, ela foi uma presença estabilizadora e fonte de conforto e orgulho”, diz o texto assinado pelo presidente e pela primeira-dama, Jill Biden.

“Ela foi a primeira monarca britânica com quem pessoas de todo o mundo podiam sentir uma conexão pessoal e imediata -fosse a ouvindo pelo rádio como uma jovem princesa falando a crianças no Reino Unido, reunindo-se em volta de suas televisões para ver a coroação ou assistindo seu último discurso de Natal ou ao Jubileu de platina por seus telefones.”

O presidente e a primeira-dama afirmam que conheceram a rainha em 1982, em uma viagem de senadores americanos ao Reino Unido, e elogiam a hospitalidade de Elizabeth na primeira viagem para o exterior após o casal se mudar para a Casa Branca, em 2021. “Ela nos encantou com sua inteligência, nos comoveu com sua gentileza e generosamente compartilhou conosco sua sabedoria”.

“Ela ajudou os americanos a comemorarem tanto o aniversário da fundação de Jamestown [primeiro assentamento britânico na América, fundado em 1607] e o bicentenário de nossa independência.” Os Estados Unidos foram colônia britânica até

“E ela se manteve solidária aos Estados Unidos durante nosso período mais sombrio, depois do 11 de setembro, quando tristemente nos lembrou que ‘o luto é o preço que pagamos por amar'”, diz o texto.

“Estamos ansiosos por continuar nossa amizade próxima com o rei e a rainha consorte”, afirma o casal.

Donald e Melania Trump, antecessores do casal Biden na Casa Branca, também expressaram a “profunda tristeza com a perda” da rainha, em texto divulgado à imprensa.

“O reinado histórico e notável da rainha Elizabeth deixou um tremendo legado de paz e prosperidade para a Grã-Bretanha. Sua liderança e diplomacia duradoura garantiram e avançaram alianças com os Estados Unidos e países ao redor do mundo. No entanto, ela sempre será lembrada por sua fidelidade ao seu país e sua devoção inabalável aos seus compatriotas e mulheres”, afirma o casal.

Rei Charles 3º discursará nesta sexta-feira

O agora rei Charles 3º fará um discurso ao Reino Unido nesta sexta-feira (9), segundo seu porta-voz. Será a primeira mensagem do monarca desde a confirmação da morte da rainha Elizabeth 2ª.

Nesta quinta, Charles divulgou um comunicado lamentando a morte da mãe e disse que é um “momento de grande tristeza para mim e minha família”.