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Homem abre fogo em boate gay no Colorado, nos EUA, e deixa cinco mortos

Um homem abriu fogo contra uma boate gay no Colorado, nos Estados Unidos, neste domingo (20), de acordo com a polícia local.

O caso ocorreu durante a madrugada no horário local (início da manhã pelo horário de Brasília) no Club Q, uma casa noturna famosa na cidade de Colorado Springs, ao sul de Denver.

Segundo a polícia, o tiroteio deixou cinco mortos e 18 feridos. Um dos feridos, segundo a polícia, é o próprio atirador, que está hospitalizado. Em uma nota em que lamenta o caso, os proprietários da boate afirmaram que o atirador foi detido por frequentadores da casa.

“Nós do Club Q estamos arrasados com o ataque sem sentido à nossa comunidade. Nossas rezas e pensamentos estão com todas as vítimas e suas famílias e amigos. Agradecemos a reação veloz de consumidores heróis que conseguiram controlar o atirador e colocar um fim no ataque”, disse a boate, em comunicado.

COP27 termina com acordo histórico para ajudar países mais vulneráveis

A COP27 terminou, no início da manhã deste domingo (20), com um acordo histórico, mas incompleto.

Depois de quase 30 anos de discussões, os países mais ricos concordaram em criar um fundo para ajudar as nações mais vulneráveis a se recuperar das perdas e danos já causados pelas mudanças climáticas.

No entanto, os detalhes de funcionamento do fundo não foram definidos. Os delegados da COP27 decidiram criar um comitê temporário especial para propor as regras de funcionamento.

O comitê terá um ano para trabalhar e pretende apresentar novas propostas na COP28, que acontecerá no fim de 2023 nos Emirados Árabes Unidos. É preciso definir partes fundamentais, como quais países devem contribuir financeiramente com ele e que nações poderão se beneficiar dos recursos.

A criação do fundo era uma demanda histórica dos países em desenvolvimento, mas a iniciativa vinha sendo constantemente bloqueada pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Os países ricos temiam que a criação do fundo pudesse gerar mais passivos financeiros e legais a eles.

Como historicamente esses países emitiram muito mais gases de efeito estufa, eles são os maiores responsáveis pelas mudanças climáticas. Mas essas nações alegam que não podem ser responsabilizadas legalmente a pagar indenizações aos países mais afetados –e que contribuíram muito menos para a crise do clima.

As negociações para se chegar à criação do fundo foram duras, difíceis e prolongadas.

A COP27 deveria ter acabado na sexta-feira, mas teve que ser prorrogada para que os 197 países presentes conseguissem chegar a um consenso.

Uma proposta anterior, apresentada pela União Europeia, sugeria que não apenas os países ricos mas também as grandes nações em desenvolvimento –como a China, a Índia e o Brasil– deveriam contribuir financeiramente com o fundo.

Essa proposta caiu e foi substituída pelo compromisso de criar um fundo, sem maiores detalhes de como ela vai funcionar. Mas, sob pressão dos EUA e dos europeus, a proposta aprovada também diz explicitamente que nenhum país deverá ser forçado a pagar “indenizações” a outros pelos efeitos climáticos.

Nas negociações do comitê temporário, os americanos e europeus provavelmente continuarão insistindo em contar com contribuições das nações em desenvolvimento. Mas devem enfrentar dura resistência.

A COP27 conseguiu poucos avanços em outras áreas. Uma de suas maiores falhas foi deixar de fora do acordo medidas mais duras para conter o uso de combustíveis fósseis.

Grande explosão é vista em São Petersburgo, na Rússia

Uma grande explosão foi registrada na manhã deste sábado (19) nos arredores de São Petersburgo, na Rússia. As chamas formaram nuvens de fumaça que são vista por quilômetros de distância.

O governador da região, Alexander Drozdenko, afirmou que a explosão ocorreu em um gasoduto local.

Ainda não se sabe se o episódio foi um ataque ou um acidente. Caso seja intencional, seria o primeiro atentado em São Petersburgo desde o início da guerra da Rússia na Ucrânia.

“Bombeiros e equipes de resgate estão extinguindo um incêndio que surgiu como resultado de uma explosão em um gasoduto entre Berngardovka e Kovalevo”, afirmou Drozdenko.

Pelas redes sociais, moradores compartliham imagens das chamas.

São Petersburgo é a segunda maior cidade da Rússia e uma das mais próximas de países europeus.

Nos últimos meses, a Rússia tem feito uma série de ataques a usinas e centrais de energia das principais cidades da Ucrânia. Na semana passada, a capital, Kiev, ficou sem luz após centrais da cidade serem atingidas por bombardeios.

Kim Jong-un da Coreia do Norte afirma que responderá a ameaças com armas nucleares

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que responderá com armas nucleares às constantes ameaças, informou, neste sábado (19, noite de sexta, 18, em Brasília), a agência estatal KCNA.

Kim afirmou que a Coreia do Norte “responderá aos mísseis nucleares com armas nucleares e a um confronto total com um confronto generalizado”, segundo a KCNA.

As declarações foram dadas depois de o exército norte-coreano disparar um míssil intercontinental. Kim supervisionou pessoalmente o lançamento do míssil, de acordo com a rede estatal norte-coreana.

Em setembro, ele tinha afirmado que seu país era um Estado nuclear “de forma irreversível”.

Os Estados Unidos reforçaram a cooperação militar com Japão e Coreia do Sul e buscaram incrementar a defesa na região.

Míssil intercontinental
Pyongyang lançou na sexta-feira (noite de quinta em Brasília) um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) que caiu em águas da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Japão.

Segundo a agência norte-coreana, o lançamento de sexta foi de um “novo tipo de ICBM” do Hwasong-17 e “este teste demonstra claramente a fiabilidade do novo sistema de armas”.

Kim Jong-un estava acompanhado por sua esposa e sua filha quando supervisionou o lançamento do míssil (é raro que a KCNA mencione um filho do líder norte-coreano).

O exército norte-coreano efetuou, na quinta-feira o disparo de um míssil de curto alcance e, há algumas semanas, realizou uma série de lançamentos, incluindo um ICBM.

Os EUA responderam aos testes norte-coreanos com uma ampliação de seus exercícios militares com a Coreia do Sul, incluindo o envio de um avião-bombardeiro estratégico.

Avião prestes a decolar bate em caminhão e pega fogo em aeroporto no Peru

Um avião da Latam prestes a decolar no aeroporto internacional do Peru em Callao (cidade vizinha de Lima) bateu em um caminhão na pista nesta sexta-feira (18). O avião, um Airbus A320Neo, prefixo CC-BHB, começou a soltar muita fumaça quase imediatamente.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a emergência ocorreu às 15h25 de Lima (13h25 de Brasília).

Mario Casaretto, chefe do Corpo de Bombeiros, disse que quatro unidades de atendimento dos bombeiros foram empregadas no incidente, de acordo com o “El Comércio”.

A Latam informou inicialmente que não havia mortos. Mais tarde, no entanto, a administradora do aeroporto, Lima Airport Partners, disse em nota que dois bombeiros que estavam no caminhão na hora do acidente morreram.

A empresa aérea confirmou o acidente com o voo na rota Lima-Juliaca (uma cidade no interior do Peru) durante a decolagem no aeroporto de Lima. A Latam firmou que está neste momento na sala de gerenciamento de crises levantando informações, e que a prioridade é o atendimento aos passageiros, tripulação e equipe de solo.

Segundo dados do site Flightradar24, que faz monitoramento de aeronaves, o avião estava a 238 km/h no momento da decolagem.

A operação no aeroporto de Callao foi suspensa até a tarde de sábado.

No Twitter, dois passageiros publicaram uma imagem já fora da aeronave com a frase “quando a vida te dá uma segunda oportunidade”.

Presidente da Polônia diz que míssil disparado contra o país provavelmente saiu da Ucrânia

O presidente da Polônia, Andrzej Duda, afirmou nesta quarta-feira (16) que o míssil disparado contra o país nesta terça provavelmente saiu da Ucrânia. Duda também declarou não haver provas de que o ataque tenha sido intencional.

A Polônia ainda está analisando a possibilidade de utilizar o Artigo 4 da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas parece que pode não ser necessário usar essa medida, disse o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki.

O Artigo 4 da Otan diz que “as Partes consultar-se-ão sempre que, na opinião de qualquer delas, estiver ameaçada a integridade territorial, a independência política ou a segurança de uma das Partes”.

O ataque

Duas pessoas morreram nesta terça-feira na Polônia após o disparo do míssil. A princípio, acreditava-se que o míssil seria da Rússia, porém, a versão mais aceita atualmente é de que ele foi um erro do sistema antiaéreo da Ucrânia.

O míssil caiu em uma fazenda de grãos no vilarejo de Przewodów, que fica no leste da Polônia, próximo à fronteira com a Ucrânia. De acordo com o governo polonês, a cidade foi atingida por volta das 15h40 no horário local (11h40, no horário de Brasília).

O que diz a Rússia

Quando autoridades internacionais informaram acreditar que o o ataque havia sido feito pela Rússia, o Ministério da Defesa da Rússia negou a alegação, que classificou como “uma provocação deliberada com o objetivo de agravar a situação”.

Em comunicado, o governo russo afirmou que “nenhum ataque a alvos perto da fronteira entre Ucrânia e Polônia foi feito por meios de destruição russos”.

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que não tem informações sobre o incidente.

O que diz a Otan?
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que uma investigação está em andamento, mas a análise preliminar “sugere que o incidente foi provavelmente causado por um míssil de defesa aérea ucraniano disparado para defender o próprio território contra ataques de mísseis de cruzeiro russos”

“Deixe-me ser claro, isso não é culpa da Ucrânia. A Rússia tem a responsabilidade final ao continuar sua guerra ilegal contra a Ucrânia”, completou.

Biden diz que Rússia pode não ter disparado míssil contra a Polônia

Os Estados Unidos consideram que o míssil que caiu em território da Polônia na terça-feira (15), matando duas pessoas, pode ter sido um erro de trajetória de um sistema antimísseis da Ucrânia.

A versão ganhou força nesta quarta-feira (16) e ajudou a diminuir a tensão criada entre a Rússia e países ocidentais após o episódio, no qual o artefato atingiu um armazém de grãos no vilarejo polonês de Przewodów, a cerca de 6 quilômetros da fronteira com a Ucrânia.

“Existe uma informação preliminar que contesta isso (a versão de que o míssil partiu da Rússia). Eu não quero afirmar isso antes de a investigação ser concluída, mas pela trajetória do míssil é pouco provável que ele tenha sido disparado da Rússia”, declarou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

A Polônia é membro da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar do Ocidente, que prevê, em seu estatuto, a defesa de todos os sócios em caso de ataque de um terceiro país. Por esse entendimento, os Estados Unidos, que fazem parte do bloco, poderiam atacar a Rússia.

A fala de Biden, no entanto, foi elogiada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que chamou a postura do líder norte-americano de “reação comedida”.

Nesta manhã, o Ministério da Defesa russo voltou a negar que o míssil tenha sido disparado por suas forças.

“Nós concordamos em ajudar a investigação polonesa sobre a explosão perto da fronteira com a Ucrânia. Nós vamos tomar uma decisão coletiva sobre quais serão os próximos passos ao fim da investigação”, afirmou Biden.

Apesar de levantar a hipótese de o disparo contra a Polônia não ter sido feito pela Rússia, o presidente americano voltou a criticar o país por escalar as tensões na Ucrânia com vários ataques nesta terça. “Eles atacaram enquanto nós estávamos reunidos”, disse.

O míssil caiu em uma fazenda de grãos e deixou ao menos dois mortos no vilarejo de Przewodów, que fica no leste da Polônia, próximo à fronteira com a Ucrânia. De acordo com o governo polonês, a cidade foi atingida por volta das 15h40 no horário local (11h40, no horário de Brasília).

A Polônia é um país-membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar formada em 1949 e que hoje conta com 30 países, incluindo EUA, Canadá, Reino Unido e França.

Mísseis na Polônia: Rússia alega que ataques chegaram apenas a até 35 km da fronteira e fala de ‘russofobia histérica’

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta quarta-feira (16) que os mísseis disparados na terça-feira (15) em direção ao território ucraniano chegaram a até 35 quilômetros de distância da fronteira entre Ucrânia e Polônia.

Dessa forma, Moscou voltou a negar que um de seus artefatos tenha ultrapassado o limite entre os dois países e alcançado território polonês. A possibilidade foi levantada na terça após o Ministério de Relações Exteriores polonês afirmar que dois mísseis caíram em uma armazém de grãos no vilarejo de Przewodów, a cerca de 6 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, matando duas pessoas.

A Polônia é membro da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar do Ocidente, que prevê, em seu estatuto, a defesa de todos os sócios em caso de ataque de um terceiro país. Por esse entendimento, os Estados Unidos, que fazem parte do bloco, poderiam atacar a Rússia.

Em nota o Ministério da Defesa russo culpou a Ucrânia pelo lançamento.

“As fotos publicadas na noite de 15 de novembro na Polônia dos destroços encontrados na vila de Przewodow são inequivocamente identificadas por especialistas da indústria de defesa russa como elementos de um míssil guiado antiaéreo do sistema de defesa aérea S-300 do ucraniano força do ar,” afirmou a nota.

Também nesta quarta (16), o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o episódio mostrou uma “russofobia histérica” por parte de países do Ocidente.

Até agora, no entanto, os governos dos EUA e da Rússia dizem que os mísseis não parecem ter sido disparados por forças de Moscou.

Fontes da Otan ouvidas pela agência de notícias Reuters afirmaram que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, informou ao G7 – o grupo dos países mais ricos do mundo – e os parceiros da aliança militar que a explosão na Polônia foi causada por um míssil de defesa aérea ucraniano.

Polônia, país-membro da Otan, confirma que míssil russo atingiu seu território

Duas pessoas morreram nesta terça-feira (15) na Polônia depois que o país foi atingido por um míssil russo. A informação foi confirmada pelo Ministério de Relações Exteriores da Polônia, que convocou o embaixador russo para tratar do caso.

O míssil caiu em uma fazenda de grãos no vilarejo de Przewodów, que fica no leste da Polônia, próximo à fronteira com a Ucrânia. De acordo com o governo polonês, a cidade foi atingida por volta das 15h40 no horário local (11h40, no horário de Brasília).

A Polônia é um país-membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar formada em 1949 e que hoje conta com 30 países, incluindo EUA, Canadá, Reino Unido e França.

Os membros concordam em ajudar uns aos outros no caso de um ataque armado contra qualquer Estado membro. Na prática, um ataque a um país da Otan é considerado um ataque a todos os outros integrantes da aliança.

O presidente da Polônia, Andrzej Duda, afirmou que é muito provável que o país acione o Artigo 4 da Otan em uma reunião marcada para esta quarta-feira (16).

O Artigo 4 da Otan diz que “as Partes consultar-se-ão sempre que, na opinião de qualquer delas, estiver ameaçada a integridade territorial, a independência política ou a segurança de uma das Partes”.

Como consequência do bombardeio, o G7, clube das nações mais ricas do mundo, estão organizando uma reunião na quarta-feira, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo.

O que diz a Rússia
Antes de a Polônia afirmar que seu território foi sido atingido por um míssil russo, o Ministério da Defesa da Rússia negou a alegação, que classificou como “uma provocação deliberada com o objetivo de agravar a situação”.

Em comunicado, o governo russo afirmou que “nenhum ataque a alvos perto da fronteira entre Ucrânia e Polônia foi feito por meios de destruição russos”.

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que não tem informações sobre o incidente.

A informação sobre a queda de mísseis russos foi revelada por um alto funcionário da inteligência dos Estados Unidos, que falou à Associated Press em condição de anonimato.

Inicialmente, o Pentágono afirmou que não era possível confirmar a informação de que mísseis russos atingiram a Polônia. “Não temos nenhuma informação neste momento para corroborar esses relatos e estamos investigando isso mais a fundo”, disse o porta-voz do Pentágono, Patrick Ryder.

O presidente da Ucrânia Volodymir Zelensky acusou a Rússia de ter atacado a Ucrânia.

“Quanto mais a Rússia sentir impunidade, mais ameaças haverá para qualquer um ao alcance dos mísseis russos. Disparar mísseis conta o território da Otan. Este é um ataque de mísseis russos contra a segurança coletiva. Esta é uma escalada muito significativa. Devemos agir”, afirmou Zelensky.

Zelensky acusa a Rússia de atacar a Polônia e fala em ‘escalada significativa’ do conflito

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (15) que foram mísseis russos que atingiram a Polônia e fala em uma “escalada significativa” do conflito.

“Quanto mais a Rússia sentir impunidade, mais ameaças haverá para qualquer um ao alcance dos mísseis russos. Disparar mísseis contra o território da Otan! Este é um ataque de mísseis russos contra a segurança coletiva! Esta é uma escalada muito significativa. Devemos agir”, disse.

O Ministério da Defesa da Rússia negou a acusação, que tratou como “uma provocação deliberada com o objetivo de agravar a situação”. Em comunicado, o governo russo afirmou que “nenhum ataque a alvos perto da fronteira entre Ucrânia e Polônia foi feito por meios de destruição russos”.

Mísseis russos
Duas pessoas morreram nesta terça-feira em uma explosão em Przewodów, no leste da Polônia, próximo à fronteira com a Ucrânia. A informação foi confirmada pelo corpo de bombeiros local, de acordo com a agência Reuters.

Segundo a agência Associated Press, um alto funcionário da inteligência dos Estados Unidos que não teve o nome revelado afirma que a explosão foi causada por mísseis russos. A Polônia é país-membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

A Otan é uma aliança militar formada em 1949 por 12 países, como EUA, Canadá, Reino Unido e França. Os membros concordam em ajudar uns aos outros no caso de um ataque armado contra qualquer Estado membro.

O Pentágono afirma que não pode confirmar a informação de que mísseis russos atingiram a Polônia. “Não temos nenhuma informação neste momento para corroborar esses relatos e estamos investigando isso mais a fundo”, disse o porta-voz do Pentágono, Patrick Ryder.

A informação sobre os mísseis também não foi confirmada imediatamente pelo porta-voz do governo polonês Piotr Mueller. Ele afirmou, porém, que o governo estava realizando uma reunião de emergência por conta de uma “situação de crise”.

“O primeiro-ministro Mateusz Morawiecki convocou com urgência a Comissão do Conselho de Ministros para os assuntos de Segurança e Defesa Nacional”, afirmou Mueller em uma rede social.

Os bombeiros foram ao local da explosão, mas não informaram como ela foi causada. “Não está claro o que aconteceu”, disse Lukasz Kucy, um oficial no posto dos bombeiros da região.

Explosão mata duas pessoas na Polônia perto da fronteira com a Ucrânia

Duas pessoas morreram após uma explosão na Polônia, em uma região próxima à fronteira com Ucrânia. Segundo a mídia polonesa, dois mísseis ou foguetes teriam sido responsáveis pelo ocorrido.

Até o momento, no entanto, não está claro de onde vieram os supostos projéteis.

“Os bombeiros estão no local, não está claro o que aconteceu”, disse Lukasz Kucy, oficial de plantão em um posto de bombeiros próximo ao vilarejo de Przewodow, onde ocorreu a explosão.

Um porta-voz do governo informou que o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki convocou o Comitê do Conselho de Ministros de Segurança Nacional e Assuntos de Defesa.

Vale ressaltar que, desde 1999, a Polônia integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo o artigo 4º do tratado, “as partes se consultarão sempre que, na opinião de qualquer uma delas, a integridade territorial, a independência política ou a segurança de qualquer uma das partes estiver ameaçada”.

Em uma publicação nas redes sociais, o perfil oficial do Ministério das Relações Exteriores da Estônia manifestou preocupação com os relatos e fez menção ao vínculo do país com a Otan.

“As últimas notícias da Polônia são muito preocupantes. Estamos consultando de perto a Polônia e outros aliados. A Estônia está pronta para defender cada centímetro do território da Otan”, diz a publicação no Twitter.

O Pentágono também confirmou que os Estados Unidos estão cientes dos relatos e que “defenderão cada centímetro do território da Otan”.

O general Patrick Ryder, do Departamento de Defesa dos EUA, afirmou que seu país está “muito confiante” em relação à proteção de força na Europa.

“Quando se trata de proteção de força, sempre levamos muito a sério a proteção e seguranças das nossas tropas, não importa onde estejam servindo”, disse Ryder.

Muitos prisioneiros de guerra ucranianos e russos são torturados, alerta ONU

Muitos prisioneiros de guerra capturados pelas forças russas e ucranianas no conflito na Ucrânia são submetidos a tortura e maus-tratos, incluindo choques elétricos, alertou a ONU nesta terça-feira (15).

“A proibição de tortura e maus-tratos é absoluta, mesmo, sobretudo, em períodos de conflito armado”, disse a chefe da Missão de Monitoramento de Direitos Humanos na Ucrânia, Matilda Bogner, durante uma videoconferência em Kiev.

A responsável lembrou que ambos os países são signatários da Terceira Convenção de Genebra, que estabelece o tratamento dos prisioneiros de guerra.

Nos últimos meses, a missão entrevistou 159 prisioneiros de guerra (139 homens e 20 mulheres) detidos pela Rússia e seus grupos armados afiliados e 175 prisioneiros de guerra (todos homens) detidos pela Ucrânia.

Embora a ONU tenha acesso a instalações de internação de prisioneiros de guerra controladas pelo governo ucraniano, ainda não recebeu acesso confidencial aos prisioneiros de guerra internados pela Rússia e seus grupos armados afiliados.

A missão conseguiu entrevistar prisioneiros de guerra ucranianos que foram libertados.

Bogner explicou que os detidos pelas forças russas são torturados de forma quase “sistemática” e que os soldados comuns são tratados com menos severidade do que os franco-atiradores ou artilheiros.

“A grande maioria” dos entrevistados que foram capturados pelas forças russas disse que foram torturados ou maltratados”, disse Bogner.

O objetivo não era apenas obter informações, mas também “intimidá-los e humilhá-los” diariamente. Ao chegar aos locais de detenção, vários prisioneiros de guerra disseram à ONU que foram espancados, atacados por cães e despidos. Há também relatos de violência sexual.

“Os prisioneiros de guerra relataram ter sido espancados com porretes e martelos de madeira, chutados e receberam choques elétricos”, realizados com pistolas, disse Bogner.

A ONU também recebeu “denúncias críveis” de execuções sumárias de prisioneiros de guerra russos capturados por forças ucranianas e vários casos de tortura e maus-tratos.

“Documentamos casos de tortura e maus-tratos, especialmente quando pessoas foram capturadas (pela Ucrânia) ou quando foram submetidas a um primeiro interrogatório ou transferidas para campos de trânsito ou para locais de detenção”, disse Bogner.

Vários foram esfaqueados ou receberam choques elétricos por oficiais de segurança ou militares ucranianos.

Mike Pence diz que Trump ‘decidiu ser parte do problema’ durante a invasão ao Capitólio

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence afirmou que o ex-presidente Donald Trump “decidiu ser parte do problema” no dia da invasão ao Congresso americano, que suas palavras colocaram a sua vida e de sua família em risco e que a situação o deixou “furioso”.

Pence comentou o episódio pela primeira vez em entrevista ao canal ABC News, que vai ao ar na noite desta segunda-feira (14). Nesta semana, ele lança um livro de memórias sobre seu período no cargo.

No dia 6 de janeiro de 2021, milhares de simpatizantes de Trump invadiram o Capitólio, em uma tentativa impedir que o Legislativo certificasse a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020. Pence era considerado um “traidor” por aceitar a declaração de Biden como novo presidente.

Na entrevista, ele foi perguntado sobre o post que Trump fez nas redes sociais enquanto acontecia o motim. O ex-presidente disse que Pence “não teve a coragem de fazer o que deveria ser feito”.

Ao descrever o sentimento, Pence afirma: “Me deixou furioso. Mas disse para minha filha, que estava por perto: ‘Não é preciso coragem para infringir a lei. É preciso coragem para defender a lei.”

“Quer dizer, as palavras do presidente foram inescrupulosas. Ficou claro que ele decidiu ser parte do problema”, disse Pence.

“As palavras do presidente naquele dia no comício [antes do tumulto] colocaram em perigo a mim, minha família e a todos no prédio do Capitólio”, prosseguiu.

Antes da invasão, Trump pediu aos seus apoiadores que “lutassem como o inferno” contra a suposta “fraude eleitoral maciça”. Em seguida, voltou para a Casa Branca, enquanto a multidão lançava o ataque.

Mais de um ano depois, a comissão do Congresso americano responsável por investigar a invasão do Capitólio revelou que Trump tentou se juntar aos seus apoiadores que atacavam o Congresso. Trump pode ser processado e, se condenado, pode se tornar inelegível.

Mais de 850 pessoas foram presas pelo ataque ao Congresso, que deixou 5 mortos e 140 policiais feridos.

Lula desembarca no Egito para participar da COP-27

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou nesta segunda-feira (14) no Egito para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP 27). A edição de 2022 vai até o dia 18 de novembro, na cidade de Sharm El Sheikh.

Lula foi convidado pela organização da COP-27 logo após ter vencido as eleições. É a primeira viagem dele ao exterior como presidente eleito. O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), também foi convidado, mas ainda não confirmou presença.

No Twitter, antes de embarcar, Lula escreveu sobre a ida à conferência do clima:

“Bom dia. Hoje viajo ao Egito para participar da COP 27. O combate às mudanças climáticas deve ser um compromisso do Estado brasileiro. Trabalharemos pelo futuro do nosso país e do planeta, que é um só e de todos”.

Na comitiva do presidente eleito estão a próxima primeira dama, Janja, e o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Também fazem parte da equipe do presidente eleito na COP-27 a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Agenda
A agenda do presidente eleito na conferência inclui encontro com governadores da Amazônia, pronunciamento na área da ONU, além de reuniões com autoridades de outros países.

Na quarta-feira (16), Lula deve participar do evento “Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática”, junto com os governadores Waldez Góes (PDT-AP) Gladson Cameli (PP-AC), Mauro Mendes (União-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO), e Marcos Rocha (União-RO).

Às 17h15 (12h15 no fuso de Brasília) de quarta, o petista deve se encontrar com representantes da sociedade civil brasileira, e, às 15h (hora local), participará do Fórum Internacional dos Povos Indígenas sobre Mudança Climática.

De acordo com o blog da Julia Duailibi, Lula recebeu dez pedidos de reuniões bilaterais durante a COP-27.

Entre as demandas estão encontros com representantes da China, Estados Unidos e Alemanha, além do presidente do Banco Mundial, David Malpass. Outro pedido é do parlamentar britânico Alok Sharma, que presidiu a COP 26, realizada em Glasgow, na Escócia, no ano passado.

Após a COP, Lula vai para Portugal, onde terá encontros com autoridades do país. Ele retornará no fim de semana para o Brasil.

Encontro de líderes do G20 começa em Bali, na Indonésia

Líderes de governo das principais economias do mundo se reúnem para o encontro do G20, que começou às 22h desta segunda (14) (9h de terça-feira no horário local) na ilha indonésia de Bali, onde um dos principais assuntos em debate será a invasão da Ucrânia.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, anfitrião da cúpula do G20, disse esperar que a reunião possa “entregar parcerias concretas que possam ajudar o mundo em sua recuperação econômica”, isso frente a uma crise global de abastecimento causada pela pandemia da Covid-19 e da guerra causada pela Rússia.

O Grupo dos 20, conhecido como G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes de Banco Centrais de 19 países e da União Europeia. Juntas, essas nações representam cerca de 80% de toda a economia global. O Brasil faz parte desse grupo.

Além da guerra, que influencia vários temas da agenda do G20, em particular a possibilidade de uma recessão econômica em 2023, o presidente da Indonésia estabeleceu três prioridades na agenda: fortalecer a infraestrutura global de saúde, garantir uma transformação inclusiva da economia digital e promover uma transição energética sustentável.

A cúpula de dois dias é a primeira entre os líderes dos países do G20 desde que a Rússia invadiu a Ucrânia no dia 24 de fevereiro.

Brasil
De acordo com o Itamaraty, a delegação brasileira vai ser chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Carlos França. A comitiva também inclui o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos e dois servidores da Coordenação-Geral de G20, ligada ao ministério.

O nome do presidente Jair Bolsonaro não está na lista da comitiva fornecida pelo governo.