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Carnaval da Alemanha satiriza Putin em carros alegóricos

Carro alegório no carnaval da Colônia, na Alemanha, mostrou bonecos de Vladimir Putin e de um diabo se beijando, em alusão à famosa imagem do beijo entre os então líderes da União Soviética, Leonid Brezhnevat, e da Alemanha Oriental, Erich Honecker, em 14 de fevereiro de 2023. — Foto: Martin Meissner/ AP

Um carro alegórico retrata o presidente russo, Vladimir Putin, se banhando em sangue dentro de uma bandeira. Em outro, um boneco imitando o líder russo beija o diabo. Num terceiro, uma alegoria de Putin assopra forte diante de um guarda-chuva com a bandeira da União Europeia.

Vladimir Putin foi o grande alvo das crítcas no carnaval da Alemanha, um dos principais da Europa e que tem por tradição fazer carros alegóricos com sátiras políticas.

Na cidade de Frankfurt, onde milhares de pessoas acompanharam o desfile de carnaval, um dos carros alegóricos exibia um boneco de Putin tentando engolir o mapa da Alemanha, com a frase: “Engasgue com isto!!!”.

Dezenas de milhares de foliões celebraram a festa nas ruas de Colônia, Duesseldorf, Bonn e outras cidades e vilas da Renânia.

Esta também foi a primeira vez desde o início da pandemia que o Carnaval é celebrado na Alemanha sem nenhuma restrição do coronavírus.

Ao longo do último ano, Berlim e Moscou têm travado duras batalhas por conta do abastecimento de gás russo na Alemanha. O governo alemão, seguindo a linha da União Europeia, aplicou um amplo leque de sanções à Rússia. Em resposta, Putin começou a cortar o envio de gás ao território alemão, que é altamente dependendo do produto russo.

Boneco de Vladimir Putin em uma banheira de sangue desfila pelas ruas de Dusseldorf, na Alemanha, durante carnaval, em 20 de fevereiro de 2023. — Foto: Martin Meissner/ AP

Site da TV estatal russa é desativado durante discurso de Putin

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião nos arredores de Moscou

Os sites da mídia estatal russa que transmitiam o discurso anual do presidente russo Vladimir Putin, no centro de Moscou, nesta terça-feira (21), sofreram uma interrupção durante a fala de Putin.

Jornalistas da Reuters em vários locais não conseguiram acessar o site da All-Russia State Television and Radio Broadcasting Company (VGTRK) ou a plataforma de transmissão ao vivo Smotrim por períodos durante o discurso.

Uma mensagem no site do VGTRK dizia que “trabalhos técnicos estavam sendo realizados” enquanto o site do Smotrim não carregava.

Pouco antes do início do discurso, os canais de TV estatais transmitiram um segmento sobre os preparativos técnicos para a transmissão do discurso, dizendo que a transmissão ao vivo seria transmitida por todos os principais canais de TV russos.

A agência de notícias estatal RIA Novosti disse que a interrupção foi resultado de um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS).

A Reuters não conseguiu verificar de forma independente o motivo das interrupções.

Novo terremoto deixa 3 mortos e 213 feridos na Turquia e Síria

Mulher recebe atendimento médico após terremoto desta segunda-feira (20) na Turquia - Reuters

Três pessoas morreram e 213 ficaram feridas após novo terremoto de magnitude 6,3 na fronteira entre a Turquia e a Síria, nesta segunda-feira (20). A confirmação foi feita pelo ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, de acordo com a AP.

O epicentro do novo terremoto foi na localidade de Defne, na província de Hatay, na Turquia, uma das regiões mais atingidas no terremoto de magnitude 7,8 de 6 de fevereiro. O tremor aconteceu às 20h04 no horário local (14h04, no horário de Brasília) e foi sentido em Antakya e Adana.

Segundo o grupo de defesa civil Capacetes Brancos, mais de 130 pessoas feridas, a maioria sem risco de vida —incluindo fraturas e casos de desmaios de medo—, foram resgatadas enquanto prédios desabaram. O terremoto também foi sentido na Síria, Jordânia, Chipre, Israel e até no Egito. O novo terremoto acontece duas semanas depois de um terremoto de magnitude 7,8 que devastou a região e deixou mais de 46 mil mortos, a maioria turca, e mais de um milhão e meio de pessoas estão em abrigos temporários.

De acordo com a AFAD (Autoridade de Gestão de Emergências e Desastres), mais de 6 mil tremores secundários sucederam o terremoto de magnitude 7,8 que devastou o sul da Turquia e a Síria início do mês.

Ciclone na Nova Zelândia deixa 11 mortos

Pessoas no telhado de uma casa esperando por resgate na Nova Zelândia, após passagem do ciclone Gabrielle — Foto: Força Aérea da Nova Zelândia / via AP Photo

Ao menos 11 pessoas morreram na Nova Zelândia após a passagem do ciclone Gabrielle, há uma semana, informaram autoridades neste domingo (19).

Entre os mortos está uma menina de 2 anos que foi arrastada pelas águas.

A tempestade deixou um rastro de destruição na Ilha Norte, uma das duas principais do país.

Segundo o governo, mais de 6 mil pessoas são consideradas desaparecidas.

Quase 10 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas e várias cidades continuam sem energia elétrica, água potável e comunicação. O governo informou que 62 mil casas em todo o país continuam sem eletricidade.

De acordo com as administrações locais, há dezenas de estradas interditadas e comunidades isoladas. As cadeias de abastecimento estão interrompidas e muitas plantações foram destruídas.

O ciclone atingiu a região mais ao norte da ilha em 12 de fevereiro e se espalhou pela costa leste, causando destruição.

O primeiro-ministro Chris Hipkins chamou Gabrielle de “o maior desastre natural da Nova Zelândia neste século”. Ele assumiu o cargo há menos de um mês, após a renúncia da primeira-ministra Jacinda Ardern.

Bruce Willis é diagnosticado com demência

Bruce Willis no lançamento de um filme em Nova York em outubro de 2019 — Foto: Charles Sykes/Invision/AP

A família de Bruce Willis anunciou nesta quinta-feira (16) que o ator de 67 anos foi diagnosticado com demência frontotemporal (DFT).

O ator se aposentou em 2022 depois de um diagnóstico de afasia. Desde então, sua condição progrediu.

“Infelizmente, desafios com comunicação são apenas um sintoma da doença que Bruce enfrenta. Enquanto isso é doloroso, é um alívio finalmente chegar a um diagnóstico claro”, afirmou a família do ator em comunicado no site da Associação para a Degeneração Frontotemporal.

“DFT é uma doença cruel que muitos de nós nunca ouvimos falar e que pode atingir qualquer um. Para pessoas com menos de 60 anos, DFT é a forma mais comum de demência, e como o diagnóstico pode levar anos, DFT é provavelmente muito mais dominante do que sabemos. Atualmente, não há tratamentos para a doença, uma realidade que esperamos poder mudar nos anos à frente.”

Nascido na Alemanha, mas criado nos Estados Unidos, Bruce Willis estourou na televisão ao lado de Cybill Shepherd na série “A gata e o rato”.

Em uma das pausas da série, ele foi convidado para atuar em “Duro de matar” (1988). Foi quando a carreira em Hollywood decolou. O filme de ação teve quatro continuações.

Rússia coloca em marcha a maior ofensiva da guerra contra a Ucrânia

Prédio destruído por míssil russo em Kramatorsk, Ucrânia

A Rússia iniciou nesta semana a maior ofensiva contra a Ucrânia desde que invadiu o país do Leste Europeu, em fevereiro do ano passado. Entretanto, a grande operação de ataque, que já era esperada, não alterou significativamente em qualquer ponto a linha de frente de combate.

Mas a ofensiva está apenas no começo e os russos estão mobilizando um enorme contingente de homens e material. Nesta quinta-feira (16), a Rússia lançou um “ataque maciço de mísseis contra instalações de infraestrutura”, disparando pelo menos 32 mísseis, segundo a Força Aérea Ucraniana em uma publicação no Telegram.

O foco no momento da ofensiva é em torno de cidades na região do Donbass, que já estão há tempos nas manchetes da guerra. Bakhmut, com cerca de 70 mil habitantes, continuava em mãos ucranianas, mas já cercada por três lados pelos russos.

Moscou está empregando um enorme número de soldados recentemente mobilizados e, de acordo com os ucranianos, mal treinados.

O próprio ministério da defesa russo, Sergei Shoigu, está mandando para a guerra prisioneiros em troca de eventual anistia, se ainda estiverem vivos.

Até aqui, esse é um esquema utilizado apenas pelo grupo Wagner de mercenários, cujo chefe tem exagerado bastante a própria contribuição nos pequenos avanços russos.
As baixas foram consideráveis, mas o emprego deles é acompanhado em alguns pontos de tropas profissionais de melhor nível, principalmente aerotransportadas.

Também houve aumento no ritmo de disparos da artilharia russa, uma arma tradicional na doutrina militar de Moscou.

Os ucranianos e fontes ocidentais esperam, desta vez, um emprego bem mais amplo da força aérea russa.

Há relatos de que os russos estão concentrando grande número de jatos de combate e helicópteros de ataque em áreas bem próximas ao Donbass.

Os russos terão de ser capazes de suprimir as defesas antiaéreas da Ucrânia, que empregou, até aqui, de forma bem sucedida a tática de negar o espaço aéreo ao inimigo, especialmente em baixa altitude.

É a aviação russa da qual se espera que seja capaz de neutralizar os sistemas de artilharia ocidentais que deram aos ucranianos grande vantagem em destruir a logística dos invasores no ano passado.

China queria enviar balão chinês abatido ao Havaí, mas foi desviado do curso, dizem EUA

Balão abatido pelos EUA: China apresenta queixa formal – Observador

A trajetória original do balão chinês que foi abatido pelas Forças Armadas dos Estados Unidos era sobrevoar o Havaí e o território norte-americano de Guam, no Pacífico, afirmou nesta quinta-feira (16) um funcionário do governo dos EUA ouvido pela agência de notícias Reuters.

O balão, que, segundo Washington, tinha fins de espionagem, abriu uma grande crise diplomática entre China e Estados Unidos, que colocaram suas Forças Aéreas em alerta máximo por ameaça aérea. Só no último fim de semana, militares derrubaram outros quatro objetos voadores ainda não identificados.

Segundo o funcionário ouvido pela Reuters na condição de anonimato, o balão teve seu curso original desviado por conta de ventos predominantes, que acabaram levanto o equipamento até a costa oeste dos Estados Unidos.

No caminho, o balão então cruzou as ilhas Aleutas, no Alasca, depois o Canadá e o centro dos Estados Unidos antes de ser abatido pelos militares norte-americanos na costa da Carolina do Sul no início do mês.

Na terça-feira (14), o jornal “Washington Post” afirmou que as agências militares e de inteligência dos Estados Unidos rastrearam o balão desde quando ele decolou da ilha de Hainan, perto da costa sul da China.

Também nesta quinta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, não respondeu a uma pergunta sobre se o balão deveria sobrevoar Guam e o Havaí antes de ser desviado de sua trajetória, repetindo a posição chinesa de que os Estados Unidos não deveriam ” exagerar”.

Já Washington afirmou na segunda-feira (13) ter recuperado no mar radares que estavam dentro do balão e que provariam a espionagem. Pequim nega.

O incidente prejudicou ainda mais as relações EUA-China e levou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, a adiar uma visita planejada a Pequim na semana passada.

Dez dias depois do terremoto, adolescente é resgatada com vida na Turquia

Pessoas recolhem itens em escombros na província de Hatay, Turquia — Foto: Eloisa Lopez/REUTERS

Dez dias após o terremoto de magnitude 7,8 que abalou a Turquia e a Síria e já deixou mais de 40 mil mortos, as forças de resgate ainda conseguem tirar pessoas com vida debaixo das milhares de toneladas de escombros.

Nesta quinta-feira (16), uma adolescente de 17 anos, identificada pela agência de notícias turca Anadolu como Aleyna Olmez, foi resgatada ainda viva na cidade de Kahramanmaras, uma das mais afetadas pelo tremor. Foram quase 250 horas sob os destroços de um prédio que desabou.

Olmez foi retirada já com o auxílio de uma equipe médica, que colocou máscara de oxigênio e soro nela. Seu estado de saúde ainda não era conhecido até a última atualização desta notícia.

Na quarta-feira (16), uma mulher de 77 anos também foi encontrada com vida sob escobros.

Os resgates, quase inacreditáveis, incentiva as centenas de equipes de resgate que se revezam em turnos curtos de descanso na busca por sobreviventes ou corpos de vítimas. Nesta quinta, o número de mortos por conta do tremor subiu para 41.987 – 36.187 deles na Turquia e 5.800 na Síria, segundo os atuais registros.

A triste cifra superou, em apenas dez dias, o número estimado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de vítimas, no total, por conta do terremoto.

O tremor principal, de 7,8, ocorreu na madrugada de 6 de fevereiro e foi seguido de mais de 4.500 réplicas menores, segundo informou nesta quinta-feira a agência de serviços emergenciais e desastres da Turquia.

33 migrantes que tentavam chegar aos EUA morrem após ônibus cair de penhasco no Panamá

Ônibus que transportava migrantes no Panamá, destruído após cair em um penhasco no desfiladeiro de Darién, no Panamá, em 15 de fevereiro de 2023.  — Foto: Corpo de Bombeiros de Chiriqui via AFP

Trinta e três migrantes que tentavam chegar aos Estados Unidos morreram no Panamá depois de que o ônibus em que estavam cair em um penhasco nesta quarta-feira (15), segundo o governo do país.

O veículo passava pelo desfiladeiro de Darién, região onde fica a selva considerada a mais perigosa da América Latina e que tem sido uma das principais rotas dos migrantes latino-americanos que tentam chegar aos Estados Unidos, principalmente de venezuelanos.

O ônibus levava os passageiros a um abrigo localizado na província de Chiriqui, na fronteira com a Costa Rica. De lá, eles seguiriam viagem a pé.

A vice-diretora de Migração do Panamá, Maria Isabel Saravia, confirmou as mortes, mas não detalhou a nacionalidade das vítimas.

“O governo do Panamá está prestando atenção médica aos feridos”, disse o presidente do país, Laurentino Cortizo, nas redes sociais.

Nova Zelândia declara estado de emergência nacional pelo ciclone Gabrielle

A Nova Zelândia declarou estado de emergência nacional nesta terça-feira (14) pela terceira vez em sua história, após o ciclone Gabrielle atingir a Ilha Norte com ventos e chuva, derrubando a energia de dezenas de milhares de casas.

Rajadas de vento de mais de 140 quilômetros por hora foram registradas ao longo da costa, com ondas de aproximadamente 11 metros de altura na Baía das Ilhas, segundo o Serviço Meteorológico da Nova Zelândia.

O primeiro-ministro Chris Hipkins disse que a escala total do desastre só se tornou aparente quando o país acordou nesta terça-feira.

“Com um evento do tamanho e da escala que vimos nas últimas 24 horas, o que temos a fazer é garantir que estamos lidando com as necessidades mais urgentes em todo o país o mais rápido possível”, disse ele a repórteres.

O ciclone é o segundo evento climático significativo a atingir Auckland e a parte superior da Ilha do Norte em apenas algumas semanas. No mês passado, Auckland e arredores foram atingidos por chuvas recorde que provocaram inundações e mataram quatro pessoas.

Este último desastre é o terceiro estado de emergência nacional após o terremoto de Christchurch em 2011 e a pandemia de Covid em 2020.

O sistema climático ao norte do país está seguindo para o sul e leste ao longo da costa.

Durante a noite, 150 membros da Força de Defesa da Nova Zelândia uniram esforços para distribuir suprimentos e evacuar moradores de áreas onde o aumento da água forçou alguns proprietários a subir nos telhados. A eletricidade acabou para dezenas de milhares de residentes, e o serviço de celular é irregular em algumas áreas, dificultando a coordenação dos serviços e o contato com as pessoas que ficaram presas.

Várias comunidades e regiões foram isoladas, disse o Met Service em um post no Facebook. “Mais de 30 fechamentos de rodovias estaduais e a paralisação do transporte aéreo, marítimo e ferroviário em grande parte da metade norte da Ilha do Norte”, disse o post.

A Air New Zealand cancelou todos os voos domésticos de e para o Aeroporto de Auckland – cerca de 55 – pelo restante da terça-feira devido aos fortes ventos.

Japão “suspeita fortemente” que balões espiões chineses entraram em seu espaço aéreo

Jato dos EUA passa perto de suposto balão de espionagem chinês na costa de Surfside Beach, no Estado norte-americano da Carolina do Sul

O Japão disse na terça-feira (14) que “suspeita fortemente” que três balões espiões chineses entraram em seu espaço aéreo entre 2019 e 2021.

Três “objetos voadores em forma de balão” foram detectados entre novembro de 2019 e setembro de 2021, disse o Ministério da Defesa do Japão, acrescentando que “presume-se fortemente” que sejam aeronaves de “reconhecimento não tripulado” pilotadas pela China.

O ministério disse que pediu ao governo chinês para “confirmar os fatos sobre este assunto por meio dos canais diplomáticos” e pediu veementemente que isso não aconteça novamente.

Pequim rejeitou as alegações de Tóquio nesta quarta-feira (15).

“Nós nos opomos firmemente à campanha de difamação do lado japonês contra a China na ausência de evidências conclusivas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, em uma entrevista regular à imprensa.

As alegações japonesas seguem o registro de um balão chinês de alta altitude sobre a parte continental dos Estados Unidos no início deste mês.

Autoridades dos EUA afirmaram que o balão, que foi abatido por um jato da Força Aérea na costa Leste, perto das Carolinas, fazia parte de um grande programa de vigilância militar chinês que conduziu pelo menos duas dúzias de missões em pelo menos cinco continentes nos últimos anos.

A China, no entanto, alegou que era um equipamento de pesquisa civil desviado do curso.

Wang, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, acusou Tóquio de estar de acordo com Washington com suas novas alegações.

O Japão deve “manter uma posição objetiva e imparcial” e “parar de seguir os EUA” envolvendo-se em “especulação deliberada”, disse Wang.

O Ministério da Defesa do Japão alertou em seu comunicado que “se esforçaria para coletar e monitorar” quaisquer balões que invadissem o espaço aéreo do Japão sem permissão.

Questionado se os jatos da Força Aérea de Autodefesa do Japão derrubariam quaisquer balões não autorizados, o ministro da Defesa, Yasukazu Hamada, disse que isso era possível.

As medidas necessárias podem ser tomadas quando consideradas necessárias para proteger a vida e a propriedade dos cidadãos”, disse Hamada.

EUA dizem não ter evidência de que objetos voadores abatidos eram da China e podem ter objetivos comerciais

Por que a crise do balão chinês pode ser um momento decisivo na nova Guerra  Fria

O governo dos Estados Unidos disse nesta terça-feira (14) não ter indícios, até agora, de que os três objetos voadores avistados no céu do país e derrubados pelas Forças Armadas norte-americanas neste fim de semana pertençam ao governo chinês.

Ainda de acordo com o governo americano, existe a possibilidade de que os objetos voadores não identificados tenham objetivos comerciais.

Um dos objetos foi derrubado no Alasca, outro no Canadá e mais um no Lago Huron.

John Kirby, porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, disse a repórteres que os Estados Unidos ainda não tinham um entendimento da origem dos três objetos. Ele disse que haverá mais informações se e quando os destroços puderem ser coletados, mas que as partes estão em áreas de difícil acesso. Kirby disse que não há indicação de que os três objetos estejam ligados ao programa de balões espiões da China.

A Casa Branca diz, porém, não ter identificado a origem desses novos artefatos. Nenhum grupo, país ou indivíduo reivindicou autoria dos objetos até agora, ainda segundo Washington.

Segundo Washington, o primeiro balão avistado no espaço aéreo americano tinha origem chinesa. Ele foi derrubado sobre o mar no estado da Carolina do Sul.

Membros do FBI, o serviço de investigação da polícia, já começaram a analisar e investigar os restos do balão.

A análise será possível após novos restos do balão – entre eles sensores – terem sido recuperados na segunda-feira (13), segundo anunciou a Casa Branca.

Falha na derrubada

O primeiro dos dois mísseis disparados de um caça F-16 contra um objeto não identificado sobre o Lago Huron no domingo errou o objeto, mas caiu inofensivamente na água, disse o principal general dos EUA, Mark Milley, nesta terça-feira.

“Nós certamente rastreamos isso até o fim”, disse Milley a repórteres em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.

Vizinha da Ucrânia, Moldávia fecha espaço aéreo, reabre e acusa Rússia de conspiração para golpe

Moldávia fecha seu espaço aéreo e Belarus parte do seu após invasão à  Ucrânia | O TEMPO

A Moldávia fechou temporariamente seu espaço aéreo nesta terça-feira (14), um dia depois de a presidente do país, Maia Sandu, acusar a Rússia de conspirar para derrubar seu governo.

Sandu vem expressando nas últimas semanas preocupação com ameaças de invasão da Rússia. Na semana passada, a então primeira-ministra do país renunciou por conta das tensões com Moscou. O Kremlin nega as ameaças.

Vizinha da Ucrânia, a Moldávia é uma das ex-repúblicas soviéticas e apoia Kiev na guerra.

Representantes do Aeroporto Internacional de Chisinau, na capital da Moldávia, disse à agência de notícias Reuters que o fechamento foi ordenado por questões de segurança. O espaço aéreo foi reaberto horas depois, também nesta terça.

No aeroporto, todos os voos foram cancelados, segundo a agência de notícias russa RIA. A Air Moldova, companhia aérea do país, informou a seus passageiros que os voos estavam suspensos por conta do fechament do espaço aéreo do país.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou na semana passada que seu país descobriu um plano de inteligência russo “para a destruição da Moldávia”. Dias depois, o governo da Moldávia renunciou.

A Moldávia disse na sexta-feira passada que um míssil russo violou seu espaço aéreo durante um ataque à infraestrutura ucraniana e convocou o embaixador russo para protestar.

EUA dizem a seus cidadãos para saírem da Rússia imediatamente

Prédio do De´partamento de Estado dos EUA em Washington

Os Estados Unidos disseram a seus cidadãos que deixem a Rússia imediatamente devido à guerra na Ucrânia e ao risco de prisão ou assédio arbitrário por parte das agências de aplicação da lei russas.

Os cidadãos americanos que residem ou viajam na Rússia devem partir imediatamente”, disse a embaixada dos Estados Unidos em Moscou. “Exercer maior cautela devido ao risco de detenções injustas.”

“Não viajem para a Rússia”, disse a embaixada.

Os Estados Unidos advertiram repetidamente seus cidadãos para que deixassem a Rússia. O último aviso público foi em setembro, depois que o presidente Vladimir Putin ordenou uma mobilização militar parcial.

“Os serviços de segurança russos prenderam cidadãos norte-americanos sob acusações espúrias, apontaram cidadãos norte-americanos na Rússia por detenção e assédio, negaram-lhes tratamento justo e transparente e os condenaram em julgamentos secretos ou sem apresentar provas confiáveis”, disse a embaixada.

“As autoridades russas aplicam arbitrariamente as leis locais contra trabalhadores religiosos cidadãos americanos e abriram investigações criminais questionáveis contra cidadãos americanos envolvidos em atividades religiosas”

A Rússia abriu um processo criminal contra um cidadão dos Estados Unidos por suspeita de espionagem, disse o Serviço Federal de Segurança (FSB) do país em janeiro.

EUA derrubam terceiro objeto voador em três dias

Imagem do modelo de um dos aviões militares que sobrevoam o Lago Huron pouco após um objeto não identificado ter sido abatido no local — Foto: Reprodução/Wikipedia

Os militares dos Estados Unidos derrubaram um outro objeto voador neste domingo (12), na região do Lago Huron, perto da fronteira entre EUA e o Canadá. Essa é a quarta interceptação desse tipo por caças americanos neste mês.

A informação inicial foi dada pelo deputado Jack Bergman, do estado de Michigan. Ele disse no Twitter que os militares “desativaram outro ‘objeto’ sobre o Lago Huron. Agradeço a ação decisiva de nossos pilotos de caça”.

Autoridades do governo confirmaram a ação para a agência Reuters.

Os oficiais das Forças Armadas falaram sob condição de anonimato e não deram detalhes sobre a última aparição do objeto. Eles também não disseram se era manobrável ou se estava simplesmente flutuando com as correntes de ar.

Um oficial das Forças Armadas disse também que o objeto tinha uma estrutura octagonal, que aparentemente não carregava nenhuma carga e que os EUA não têm nenhuma indicação de que o objeto poderia ser uma ameaça ou que tivesse propósito de vigilância.

O objeto havia sido detectado recentemente sobre o estado de Montana, o que levou ao fechamento do espaço aéreo dos EUA, disse a autoridade.

Esse objeto foi abatido por um míssil Sidewinder, no espaço aéreo dos EUA, a uma altitude de 6.100 metros (a essa altura, o objeto poderia interferir no tráfego aéreo doméstico).

Esse é o terceiro objeto voador que os EUA derrubaram em três dias. Além disso, em 4 de fevereiro um caça militar americano derrubou um balão chinês que seria usado para espionagem.

O outro objeto abatido ainda é procurando
Investigadores canadenses estão procurando os destroços de um objeto voador não identificado que foi abatido por um jato dos EUA sobre o território de Yukon no sábado.

“Equipes de resgate estão no local, procurando encontrar e analisar o objeto”, disse o primeiro-ministro Justin Trudeau a repórteres neste domingo.