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Incêndio em balsa deixa 31 mortos nas Filipinas

Navio pegou fogo nas Filipinas, deixando 10 mortos — Foto: via REUTERS

Um incêndio em uma balsa nas Fililpinas deixou 31 pessoas mortas nesta quinta-feira (30). A embarcação transportava cerca de 250 passageiros quando pegou fogo.

No momento do incêndio, a balsa navegava nas águas da província de Basilan, no sul das Filipinas. A principal suspeita é de que o fogo teria se iniciado em cabines de ar-condicionado. A maior parte dos sobreviventes pularam na água para se salvar.

Outras nove pessoas ficaram feridas e estão hospitalizadas, segundo a guarda costeira do país.

A embarcação tinha capacidade para transportar 430 passageiros.

Equipes da guarda costeira foram acionadas para fazer o resgate e apagar o incêndio. O órgão disse que irá colaborar com as investigações e avaliar se houve derramamento de óleo.

Em maio de 2022, sete pessoas morreram também em um incêndio em uma balsa, nas Filipinas. À época, mais de cem pessoas estavam a bordo.

Ataque choca Portugal e autoridades temem onda de xenofobia

 (Foto: Vicente Nunes/CB/D.A Press)

Apontado por várias pesquisas como um dos países mais seguros do mundo, Portugal tomou um choque ontem. O afegão Abdul Bashir, de 29 anos, matou a facadas duas mulheres que trabalhavam com refugiados no centro islâmico Ismaili e feriu gravemente um professor de português. O crime ocorreu por volta das 11h e levantou a possibilidade de um ataque terrorista, que não foi confirmado pelas autoridades. O homem, segundo agentes de segurança, portava uma “faca de grandes dimensões” e teve de ser contido com um tiro na perna. Ele foi operado e colocado sob custódia da Polícia Judiciária.

A tragédia só não foi maior porque a Polícia de Segurança Pública (PSP) chegou ao Centro Ismaili em apenas um minuto após ser acionada. Foram mortas Mariana Jadaugy, 24, licenciada em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa e mestra pela Universidade de Lisboa, e Farana Sadrudin, 49, engenheira pela Escola Superior de Tecnologia de Setúbal. As vítimas, que são portuguesas, eram especialistas em acolhimento a imigrantes, auxiliando no preparo de documentos e na busca por emprego e moradia. Elas teriam sido esfaqueadas ao tentarem conter o ataque do afegão ao professor. “Foi um acontecimento terrível”, disse o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

O assassino — pai de três filhos, de 9, 7 e 4 anos — desembarcou em território luso há um ano, dentro de um acordo assinado entre o governo português e autoridades da Grécia, principal porta de entrada de refugiados na Europa. Ele havia perdido a mulher durante um incêndio em um centro de acolhimento grego e acabou entrando em um programa de proteção internacional. Segundo o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, foram seguidos todos os trâmites de segurança para o recebimento de Bashir. O ministro pediu, inclusive, que não se use esse crime para alimentar a xenofobia, defendida por integrantes da extrema direita.

“Todas as informações que temos são de que o homem responsável pelo ataque tinha um comportamento pacífico e frequentava o Centro Ismaili, se relacionando com a comunidade”, afirmou Carneiro. “Portanto, tudo indica que foi um fato isolado, e lamentamos muito o que ocorreu”, acrescentou. O presidente da República endossou esse discurso. “Não podemos generalizar, julgar uma comunidade inteira, com bons serviços prestados a Portugal, por uma pessoa. É injusto”, assinalou. Na avaliação do primeiro-ministro António Costa, é preciso apurar todos os fatos e não fazer julgamentos precipitados.

Nada descartado

A Polícia Judiciária, que assumiu o caso, fez buscas e apreensões no apartamento em que o afegão morava, no município de Odivelas. Os investigadores querem averiguar as relações de Bashir — ainda que, neste momento, o entendimento seja de que ele agiu sozinho. Há indícios de que o homem enfrenta sérios problemas emocionais. Nada, porém, está descartado. O governo, enfatizou o primeiro-ministro, atuará com todo o rigor que o fato exige para dar as explicações que a sociedade portuguesa espera. A pressão política sobre o governo está forte, vinda de todos os lados, da esquerda à direita.

Presidente do principal partido de oposição, o PSD, Luís Montenegro afirmou que “esse crime hediondo deve ser punido exemplarmente”. Líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins assinalou que o duplo assassinato precisa de resposta contundente. Para o líder da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, o “ato chocante merece profunda condenação”. Presidente do Chega, da extrema direita, André Ventura disse que o governo “tinha sangue nas mãos” por causa da “bandalheira da política de portas abertas” e que é preciso “um reforço no controle” de imigrantes provenientes de Estados “onde impera uma cultura de violência”. Tais declarações mereceram repúdio de especialistas, por estimularem a perseguição a estrangeiros e um discurso de ódio.

Porta-voz do Centro Ismaili, Faizal Ali afirmou que toda a comunidade muçulmana está de luto e chocada com as mortes de Mariana e Farana. Ele ressaltou que a instituição, conhecida por seu trabalho humanitário, dará todo suporte às famílias das vítimas. O Centro também acolherá os três filhos do assassino. “Confiamos no esclarecimento do caso e de tudo o que aconteceu”, frisou, lembrando que o professor atacado conseguiu se deslocar sozinho para um hospital — de lá, foi levado a um centro especializado para ser operado.

Vizinhos próximos ao Centro Ismaili mostraram-se atordoados pela violência que tirou a vida das duas mulheres. Sem quererem se identificar, afirmaram que nunca haviam presenciado nenhum fato que pudesse remeter ao que se viu ontem. Pelos relatos deles, o clima sempre foi pacífico no local, que recebia centenas de pessoas ao longo do dia para aulas de português e inglês, para alimentação dos mais carentes e para apoio emocional, uma vez que ali era referência para as comunidades islâmicas.

Tráfico de pessoas

Além do rápido esclarecimento das razões que levaram a um crime tão brutal para acalmar a população, o grande desafio de Portugal será integrar os imigrantes à sociedade local. O país enfrenta o mesmo problema de outras nações europeias, onde parte dos estrangeiros fica relegada a guetos, sem o apoio e a infraestrutura necessária para uma vida digna. São comuns os relatos de pessoas vivendo em situações aviltantes. Há imóveis abrigando até 50 cidadãos, a maioria de países asiáticos. Recentemente, dois indianos morreram em um incêndio no centro de Lisboa e quase duas dezenas ficaram feridas.

Há outro problema sério: o tráfico de pessoas. Grupos especializados têm cooptado cidadãos em países com péssimas condições de vida, oferecendo trabalho em Portugal. Quando chegam, são levados para trabalhar na agricultura, principalmente no Alentejo. Quando acaba a colheita, são abandonados à própria sorte. É frequente o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) libertar pessoas em condições análogas à escravidão. O prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, tem criticado muito o que chama de omissão do poder público e de abusos do setor privado. Portugal contabiliza, atualmente, mais de 800 mil estrangeiros formais, sendo que um terço é de brasileiros.

Nível de ameaça terrorista na Irlanda do Norte é elevado para “severo”

O secretário de Estado britânico para a Irlanda do Norte, Chris Heaton-Harris, chega para uma reunião de gabinete em Downing Street em 28 de março de 2023 em Londres, Inglaterra.

O nível de ameaça terrorista na Irlanda do Norte está subindo de “substancial” para “severo”, o que significa que um ataque é muito provável, anunciou nesta terça-feira (28) o secretário de Estado britânico para a Irlanda do Norte, Chris Heaton-Harris.

A decisão de alterar o nível de ameaça foi tomada pelo serviço de segurança do Reino Unido, o MI5.

Heaton-Harris disse que a medida seguiu um aumento nas “atividades relacionadas ao terrorismo relacionadas à Irlanda do Norte”, incluindo a tentativa de assassinato de um policial no mês passado. Embora o público deva “permanecer vigilante”, não deve ficar alarmado, disse ele.

“O futuro político da Irlanda do Norte depende da vontade democrática do povo e não das ações violentas de alguns. Juntos, garantiremos que não haja retorno à violência do passado”, acrescentou Heaton-Harris.

Incêndio em centro de detenção migratório deixa 39 mortos no México

Incêndio em centro de detenção migratório deixa 39 mortos no México

Ao menos 39 migrantes morreram, e 29 ficaram feridos, no incêndio em um centro de detenção em Ciudad Juárez, na fronteira com os Estados Unidos, informou o governo do México nesta terça-feira (28).

O incêndio, sem precedentes neste tipo de instalação, começou na segunda-feira à noite, quando 68 homens estavam detidos no local, todos maiores de idade e procedentes da América Central e da América do Sul.

“O Instituto Nacional de Migração (INM) da secretaria de Governo lamenta o falecimento – até o momento – de 39 migrantes estrangeiros em um incêndio”, afirma um comunicado.

Os 29 feridos, em estado grave, foram levados para quatro hospitais.

“Estabelecemos uma comunicação e coordenação com autoridades consulares de diferentes países para implementar as ações que permitam a identificação plena dos migrantes falecidos”, acrescentou o INM.

O incêndio começou na área em que estavam alojados os estrangeiros sem documentos.

“O INM repudia veementemente os atos que levaram a esta tragédia”, acrescenta.

Uma correspondente da AFP observou o momento em que as equipes de emergência retiravam os cadáveres do local e os carregavam para o estacionamento do centro migratório, antes do transporte por parte dos legistas.

A tragédia no centro de migrantes, perto da fronteira, provocou a mobilização de bombeiros, e dezenas de ambulâncias foram enviadas para o local, que foi isolado por militares e agentes da Guarda Nacional.

Vários migrantes foram transferidos para este centro migratório nos últimos dias, depois que as autoridades locais retiraram vendedores ambulantes, muitos deles estrangeiros, das ruas.

“Não falam nada”
Viangly, uma venezuelana, gritava desesperada do lado de fora do centro migratório, para onde seu marido, de 27 anos, foi levado depois de ser detido, apesar de, segundo a jovem, estar com documentos que autorizam sua permanência no México.

Ela sabe que o marido está entre as vítimas do incêndio, mas não tem informações sobre o estado de saúde. “Ele foi levado em uma ambulância. Eles (agentes migratórios) não falam nada. Um parente pode morrer, e eles não falam ‘está morto'”.

Ciudad Juárez, vizinha de El Paso, no Texas, é uma das localidades fronteiriças em que permanecem retidos vários dos migrantes que tentam chegar aos Estados Unidos para pedir asilo.

Cansados da espera, centenas deles, a maioria venezuelanos, tentaram atravessar a ponte internacional em 13 de março, mas guardas americanos impediram o trajeto.

Um relatório recente da Organização Internacional para as Migrações (OIM) informa que 7.661 migrantes faleceram, ou desapareceram, na travessia para os Estados Unidos desde 2014, e 988 morreram em acidentes, ou por viajarem em condições desumanas.

O presidente americano, Joe Biden, endureceu a política migratória e obrigou os migrantes de Ucrânia, Venezuela, Cuba, Nicarágua e Haiti a pedirem asilo a partir dos países de trânsito, ou por meio de consultas online.

As medidas foram anunciadas depois que o presidente democrata foi acusado pela oposição republicana de perder o controle da fronteira, com mais de 4,5 milhões de pessoas sem documentos interceptadas na região desde que ele assumiu o poder.

Dilma estreia como presidente do banco dos Brics em Xangai, na China

A ex-presidente Dilma Rousseff durante reunião inaugural como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics, em Xangai, na China, em 28 de março de 2023. — Foto: Divulgação/ NDB

A ex-presidente Dilma Rousseff iniciou nesta terça-feira (28) os trabalhos à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos Brics, o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Na sexta-feira (24), Dilma foi confirmada no cargo – para o qual havia sido indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela viajou então à China para tomar posse à frente da presidência da nova instituição, responsável pelo financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável dos países que fazem parte da instituição.

Ela visitou a sede do banco, em Xangai, e participou da primeira reunião como presidente.

O mandato de Dilma como presidente do banco do Brics vai até julho de 2025. Cabia ao Brasil indicar um novo nome para comandar o banco.

O nome de Dilma foi aprovado por um comitê da instituição após a ex-presidente passar por uma espécie de sabatina com ministros da Economia dos outros países membros do bloco – África do Sul, China, Índia e Rússia.

O antecessor de Dilma no cargo era o também brasileiro Marcos Troyjo. Ele é diplomata e foi indicado à presidência do banco do Brics em 2020 por Jair Bolsonaro.

Rússia dispara mísseis de cruzeiro no Mar do Japão durante manobras

Rússia dispara mísseis de cruzeiro no Mar do Japão durante manobras; veja  vídeo | Mundo | G1

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta terça-feira (28) que uma frota naval disparou mísseis antinavio contra um alvo simulado no Mar do Japão durante exercícios militares.

As manobras acontecem uma semana depois de o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, visitar a Ucrânia. O Japão tem mostrado alinhamento com os Estados Unidos e a Europa na condenação da Rússia pela ofensiva na guerra da Ucrânia e na aplicação de sanções.

“Nas águas do Mar do Japão, navios com mísseis da Frota do Pacífico dispararam mísseis de cruzeiro Moskit contra um alvo inimigo simulado no mar”, afirmou o ministério no Telegram.

Segundo o comunicado, dois navios participaram do exercício e atingiram o alvo simulado, a cerca de 100 quilômetros de distância.

A realização de manobras pela Rússia na região é incomum. Também nesta terça, o ministro das Relações Exteriores do Japão , Yoshimasa Hayashi, afirmou haver uma “multiplicação de atividades do Exército russo no Extremo Oriente, incluindo as áreas próximas do Japão”.

Desde o início deste ano, Moscou tem buscado aproximação com a China – na semana passada, pela primeira vez desde o início da guerra, o presidente chinês, Xi Jinping, visitou a capital russa e se encontrou com o presidente do país, Vladimir Putin.

A Rússia afirmou na semana passada que dois aviões bombardeiros estratégicos Tu-95 fez “voos no espaço aéreo sobre águas neutras no Mar do Japão”.

A costa russa do Pacífico é separada do Japão pelo estreito Mar do Japão.

O governo japonês não comentou o exercício militar russo.

Mulher mata 6 pessoas em escola de Nashville, nos EUA; atiradora foi morta pela polícia

Policiais e serviços de emergência respondem a um tiroteio em uma escola em Nashville, Tennessee, nos EUA, em 27 de março de 2023 — Foto: Reprodução/Polícia Metropolitana de Nashville

Uma mulher de 28 anos entrou em uma escola em Nashville, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (27), e matou 3 crianças e 3 adultos com armas de fogo, segundo a polícia local. A atiradora morreu em confronto com a polícia. Inicialmente, as autoridades disseram que a assassina parecia ser uma adolescente.

O porta-voz da Polícia Metropolitana de Nashville, Don Aaron, disse que policiais responderam a um chamado de um tiroteio às 10h13 no horário local. Ao chegar na escola, ouviram tiros no segundo andar. Lá encontraram a atiradora com dois fuzis e uma pistola.

Aaron confirmou que a atiradora foi morta às 10h27 em um confronto com policiais. Com ela, o total de mortos no incidente são 7 pessoas. As três crianças tinham a mesma idade, 9 anos.

A polícia identificou as seis vítimas:

Evelyn Dieckhaus, de 9 anos;
Hallie Scruggs, de 9 anos;
William Kinney, de 9 anos;
Cynthia Peak, de 61 anos;
Mike Hill, de 61 anos e
Katherine Koonce, de 60 anos.

John Drake, chefe da polícia local, identificou em uma coletiva de imprensa no início da noite a suspeita como Audrey Elizabeth Hale, de 28 anos, residente na área de Nashville, e se referiu a ela por pronomes femininos. Mas, em resposta às perguntas dos repórteres, o chefe disse: “Ela se identifica como transgênero”.

Não ficou claro se a suspeita se identifica como homem ou mulher.

Rússia volta a ameaçar países ocidentais com armas nucleares

Rússia volta a ameaçar países ocidentais com armas nucleares

O governo da Rússia voltou a lançar sobre os países ocidentais a sombra de um conflito nuclear em decorrência da guerra na Ucrânia.

As ameaças de Vladimir Putin ressoam. Dois dias depois que o presidente russo revelou planos para levar armas nucleares para Belarus, nesta segunda o secretário do Conselho de Segurança do Kremlin fez uma ameaça direta. Nikolai Patrushev declarou que as armas russas são capazes de destruir qualquer adversário, inclusive os Estados Unidos.

O presidente de Belarus, aliado de Putin, fez coro na intimidação. Alexander Lukashenko divulgou imagens de treinamentos com lançadores de mísseis Tor-M2K fornecidos pela Rússia.

O governo ucraniano acusou o vizinho de ser refém nuclear de Moscou e convocou uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

No domingo (26), Vladimir Putin acusou os países ocidentais de instigarem o conflito, ao fornecer armas à Ucrânia.

Nesta segunda, os 18 tanques Leopard 2 prometidos pela Alemanha chegaram ao país. Outros três saíram de Portugal.

O exército alemão também treinou as tripulações ucranianas. Segundo o porta-voz do governo russo, a reação do Ocidente não vai mudar os planos de Putin de levar armas nucleares ao território de Belarus.

A usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, também preocupa. Na quarta-feira (29), o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica vai à usina para avaliar os riscos de acidente.

Aeroporto de Tel Aviv suspende operações por protestos em Israel

Israelenses protestam contra o plano de revisão judicial do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na frente do parlamento, em Jerusalém — Foto: Ariel Schalit / AP Photo

O aeroporto de Tel Aviv, o principal de Israel, suspendeu nesta segunda-feira (27) os voos e operações em terra por conta de fortes protestos nos arredores contra a reforma do Judiciário do governo.

O país vive uma das maiores tensões internas de sua história por conta de uma reforma do Judiciário que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, quer implementar e que, entre outros pontos, determina que o Parlamento pode alterar decisões do Tribunal Supremo do país.

A reforma de Netanyahu tem angariado cada vez mais críticos, que alegam que a subordinação do Judiciário ao Parlmento coloca em risco o caráter democrático do Estado.

Diante dos novos protestos, Benjamin Netanyahu pediu aos manifestantes que protestem sem violência. Mas não se pronunciou sobre o texto da reforma. “Apelo a todos os manifestantes em Jerusalém, à direita e à esquerda, para se comportarem com responsabilidade e não agirem com violência. Somos pessoas fraternas”, declarou.

Exoneração de ministro
No domingo (26), Netanyahu exonerou o ministro da Defesa, Yoav Galant, que no sábado (25) havia pedido uma pausa de um mês no controverso processo de reforma judicial, impulsionado pelo governo.

Em um discurso na noite de sábado, o ministro exonerado, que pertence ao mesmo partido de Netanyahu, o conservador Likud, disse temer que a divisão sobre a reforma crie uma “ameaça real para a segurança de Israel”.

Desde que o governo Netanyahu, um dos mais à direita da história de Israel, apresentou o projeto de reforma judicial, em janeiro, o país está dividido e há manifestações contrárias a cada semana.

Com participação de brasileiros, corais do mundo cantam pela paz na Ucrânia

Integrantes de 46 corais de toda a Espanha começaram a cantar por volta do meio-dia, junto ao museu Rainha Sofia

Corais de uma dezena de países uniram suas vozes, neste domingo (26), de diferentes pontos do planeta, para cantar juntos pela paz na Ucrânia, como em Madri, onde a iniciativa teve início há um ano, reunindo quase 300 participantes.

Integrantes de 46 corais de toda a Espanha começaram a cantar por volta do meio-dia (hora local, 07h de Brasília), junto ao museu Rainha Sofia, em um evento do qual participaram outras milhares de pessoas da Europa e da América Latina.

Este ano, somaram-se aos espanhóis corais de 81 cidades e nove países, com mil coristas da Ucrânia cantando com outros de Brasil, Argentina, Colômbia, Dinamarca, Alemanha, Portugal e Venezuela.

Eles entoaram cânticos como “Dona Nobis Pacem” e “Sing an Anthem For Our Peace”, escrito especialmente pelo compositor americano Jim Papoulis.

O evento simultâneo, transmitido ao vivo pelo YouTube, foi organizado pela Coros pela Paz, uma iniciativa que começou em Madri no ano passado, um mês depois da invasão russa da Ucrânia e que em seu primeiro encontro reuniu 25.000 participantes.

“Estamos aqui para apoiar meu país natal e para dizer que temos que parar a guerra”, afirmou Elena Polyenova, de 48 anos, soprano profissional de Kherson, que trabalhava na ópera de Odessa antes da guerra.

“A música une as pessoas. O coral é um instrumento perfeito para lançar mensagens de unidade e paz”, disse à AFP Mariano García, coordenador da Coros pela Paz e regente da Família Coral Santiago Apóstolo, de Madri.

Após assistir ao evento no ano passado, Elena Redondo, de 54 anos, decidiu participar este ano.

“Nós nos esquecemos de que não há apenas esta guerra na Ucrânia, mas muitas outras em todo o mundo e parece que nos habituamos. Acredito que atos como estes são chamados de atenção importantes”, afirmou.

Rússia e China não estão criando aliança militar, diz Putin

Putin se pronunciou depois de visita do presidente chinês Xi Jinping no Kremlin

Rússia e China não estão criando uma aliança militar e a cooperação entre suas forças armadas é “transparente”, disse o presidente Vladimir Putin em comentários transmitidos neste domingo, dias depois de receber o líder chinês Xi Jinping no Kremlin.

Putin e Xi professaram amizade e prometeram laços mais estreitos, inclusive na esfera militar, durante a cúpula de 20 e 21 de março, enquanto a Rússia luta para obter ganhos no campo de batalha no que chama de “operação militar especial” na Ucrânia.

“Não estamos criando nenhuma aliança militar com a China”, disse Putin na televisão estatal. “Sim, temos cooperação na esfera da interação técnico-militar. Não estamos escondendo isso.

“Tudo é transparente, não há nada secreto.”

A China e a Rússia assinaram um acordo de parceria “sem limites” no início de 2022, apenas algumas semanas antes de Putin enviar dezenas de milhares de soldados à Ucrânia. Pequim se absteve de criticar a decisão de Putin e divulgou um plano de paz para a Ucrânia.

O Ocidente rejeitou suas propostas uma vez que as avaliou como uma manobra para ganhar mais tempo para Putin reconstruir suas forças na Ucrânia.

Washington disse recentemente que teme que Pequim possa armar a Rússia, algo que a China nega.

Em seus comentários televisionados, Putin rejeitou sugestões de que o aumento dos laços de Moscou com Pequim em áreas como energia e finanças significava que a Rússia estava se tornando excessivamente dependente da China, dizendo que essas eram as opiniões de “pessoas invejosas”.

“Durante décadas, muitos desejaram virar a China contra a União Soviética e a Rússia, e vice-versa”, disse ele. “Entendemos o mundo em que vivemos. Nós realmente valorizamos nossas relações mútuas e o nível que elas atingiram nos últimos anos.”

Embarcações naufragam na costa da Tunísia e deixam 29 mortos

Embarcações naufragam na costa da Tunísia e deixam 29 mortos - TV Pampa

Pelo menos 29 pessoas morreram depois que embarcações transportando migrantes que tentavam cruzar o Mediterrâneo afundaram na costa da Tunísia neste domingo (26).

Segundo informou um funcionário da força de segurança local à agência de notícias Reuters, cerca de 10 corpos foram resgatados no litoral da cidade de Mádia, na costa oriental do país.

Nas últimas semanas, houve um aumento significativo de barcos saindo da Tunísia rumo à Itália.

Somente nos últimos 4 dias, a Guarda Costeira da Tunísia disse ter impedido cerca de 80 barcos com destino ao país europeu e detido mais de 3.000 migrantes, a maioria de países da África subsaariana.

Putin diz que vai posicionar armas nucleares táticas em Belarus; país aliado e vizinho da UE

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e de Belarus, Alexander Lukashenko — Foto: Tatyana Zenkovich /AP

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou, neste sábado (25), que Moscou prevê instalar armas nucleares “táticas” no território de Belarus.

O território, aliado da Rússia, faz fronteira com três membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan): Polônia, Letônia e Lituânia.

É a primeira vez desde a metade da década de 1990 que a Rússia posiciona armas nucleares fora de seu país, segundo a agência Reuters.

“Aqui não há nada inédito: os Estados Unidos fazem isso há décadas. Eles têm suas armas nucleares tácticas posicionadas há muito tempo em território de seus aliados”, justificou Putin em uma entrevista difundida pela televisão russa.

“Nós decidimos fazer o mesmo”, acrescentou, afirmando que contava com o aval do governo bielorrusso.

Especialistas disseram à Reuters que o anúncio é significativo, já que a Rússia até agora se orgulhava de não usar armas nucleares fora de suas fronteiras, ao contrário dos Estados Unidos.

“Isso faz parte do jogo de Putin para tentar intimidar a Otan, porque não há utilidade militar em fazer isso em Belarus, já que a Rússia tem muitas dessas armas e forças dentro da Rússia”, disse Hans Kristensen, diretor do projeto de informação nuclear da Federação de Cientistas Americanos, à Reuters.

Carne bovina: Arábia Saudita, Palestina, Jordânia e Malásia voltam a comprar produto brasileiro

Países voltam a comprar carne bovina do Brasil após embargo. — Foto: Fabiana Assis/G1

Arábia Saudita, Palestina, Jordânia e Malásia reabriram seus mercados e liberaram a compra da carne bovina brasileira, informou o Itamaraty. Os países tinham decidido pelo embargo do produto após detecção de caso isolado da doença da vaca louca no Pará.

A suspensão de exportação da carne brasileira também havia atingido a China, maior parceira comercial do Brasil. O embargo, no entanto, caiu nesta semana, conforme informou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, à TV Globo. A liberação passou a valer para animais abatidos a partir da sexta-feira (24).

A retomada das compras pelos chineses foi informada dias antes da previsão inicial de embarque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a China, onde deve se encontrar com Xi Jinping e discutir, entre outros temas, avanços na pauta comercial entre os países.

A viagem, no entanto, foi adiada após Lula ser diagnosticado com pneumonia viral leve. Reagendada para este domingo (26), a ida do presidente foi suspensa novamente por orientação médica. A nova data está sendo negociada pelo governo brasileiro com as autoridades chinesas e ainda não foi definida.

Semanas de suspensão
No total, cinco países tiveram os mercados momentaneamente fechados, mas já reabertos. De acordo com o Itamaraty, outros seis continuam com suspensões totais ou parciais sobre a compra da carne bovina brasileira: Bahrein, Cazaquistão, Catar, Irã, Rússia e Tailândia.

As suspensões começaram no início de março, após a identificação do caso de vaca louca no Pará no fim de fevereiro.

Laboratórios internacionais, naquele momento, já tinham identificado que o caso de vaca louca era atípico e resultado do envelhecimento natural do animal. Na prática, isso significa que não havia risco de contaminação do rebanho.

A vaca louca é uma doença fatal e acomete bovinos adultos de idade mais avançada, provocando a degeneração do sistema nervoso. Como consequência, uma vaca que, a princípio, era calma e de fácil manejo, por exemplo, se torna agressiva, daí o apelido do distúrbio.

Segundo Vanessa Felipe de Souza, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, em 20 anos de monitoramento da doença, o Brasil nunca identificou sua forma mais tradicional, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimentação.

Ucrânia afirma ter conseguido ‘estabilizar’ a situação perto da cidade de Bakhmut

Morador local caminha em uma rua vazia em Bakhmut, Ucrânia, em 3 de março de 2023 — Foto: REUTERS/Oleksandr Ratushniak

A Ucrânia afirmou que suas tropas estão “conseguindo estabilizar” a situação em torno de Bakhmut, no leste do país e epicentro dos confrontos com as forças russas.

Em Bakhmut – que antes da guerra tinha cerca de 70.000 habitantes – acontece a batalha mais longa desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

A situação no front é “muito difícil na direção de Bakhmut”, disse o chefe das forças armadas ucranianas Valery Zaluzhny na sexta-feira em uma conversa por telefone com o chefe do Estado-Maior da Defesa do Reino Unido, almirante Tony Radakin.

“Graças aos enormes esforços das forças de defesa, estamos conseguindo estabilizar a situação”, disse Zaluzhny no Facebook.

Nos últimos meses, as forças russas proclamaram avanços e conquistas na cidade, que se tornou um símbolo devido aos combates persistentes.

De acordo com o último relatório do Ministério da Defesa britânico neste sábado, o ataque da Rússia a Bakhmut “está muito paralisado”.

“Isso se deve principalmente ao desgaste extremo das forças russas”, segundo o comunicado do ministério, acrescentando que a Ucrânia também registrou “inúmeras vítimas”.

O comandante ucraniano Oleksandr Syrsky disse na quinta-feira que em breve lançaria uma contraofensiva contra as forças russas “exaustas” perto de Bakhmut.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, visitou a linha de frente perto da cidade devastada no meio da semana.

O chefe do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgeny Prigozhin, garantiu na segunda-feira que as suas forças controlam cerca de 70% da cidade.