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Polícia britânica analisa acusação de agressão sexual contra o ex-príncipe Andrew

Ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor/AFP via Getty Images

A polícia britânica informou nesta sexta-feira (22) que está analisando uma acusação de agressão sexual contra o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, e pediu que qualquer pessoa com informações a respeito colabore com as forças de segurança.

O ex-príncipe foi detido e colocado sob custódia durante várias horas em fevereiro, após novas revelações sobre seus vínculos com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019.

A polícia informou que está analisando relatos segundo os quais “uma mulher teria sido levada a um endereço em Windsor em 2010 com fins sexuais”.

As autoridades policiais entraram em “contato” com a advogada da suposta vítima para informar que, “caso ela deseje denunciar o ocorrido à polícia, a denúncia será levada a sério e tratada com cuidado, sensibilidade e respeito à sua privacidade e ao seu direito ao anonimato”.

O irmão do rei também está sendo investigado por “omissão no exercício de uma função pública“, suspeito de ter repassado documentos econômicos confidenciais a Jeffrey Epstein quando atuou como representante comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011.

As investigações não resultaram, até o momento, em uma acusação formal contra o ex-príncipe.

A investigação contra Andrew Mountbatten-Windsor, iniciada após a divulgação, há vários meses, de documentos pelas autoridades americanas relacionados a Jeffrey Epstein, “continua”, informou a polícia de Thames Valley em um comunicado.

A polícia pediu “paciência” à opinião pública e incentivou qualquer pessoa com informações sobre o ex-príncipe a apresentá-las às autoridades.

O delito de “omissão no exercício de uma função pública” pode acontecer de “diferentes formas, o que torna a investigação complexa”, acrescentou a polícia.

Andrew Mountbatten-Windsor sempre negou qualquer irregularidade cometida em relação ao caso Epstein.

O ex-príncipe foi acusado de agressões sexuais pela americana Virginia Giuffre quando ela tinha 17 anos.

Giuffre cometeu suicídio em abril de 2025, aos 41 anos.

Afastado da família real e destituído de seus títulos, o ex-príncipe Andrew foi obrigado a se mudar para Norfolk (leste da Inglaterra), longe de sua residência na propriedade real de Windsor.

Ex-príncipe Andrew é solto ‘sob investigação’, informa polícia do Reino Unido

Ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor/AFP via Getty Images

A polícia do Reino Unido informou nesta quinta-feira (19) que o ex-príncipe Andrew foi solto “sob investigação“, após ser detido durante o dia por suspeita de conduta indevida quando atuou como representante comercial, uma consequência do caso Epstein.

Podemos confirmar que nossas buscas em Norfolk terminaram“, anunciou a polícia de Thames Valley, aparentemente referindo-se a operações na residência de Andrew em uma propriedade do rei Charles III em Sandringham.

Pouco antes das 19h30 locais (16h30 em Brasília), a rede britânica BBC mostrou o ex-príncipe deixando uma delegacia do condado de Norfolk no banco traseiro de um veículo.

A detenção, sem precedentes na história da família real, coincidiu com o 66º aniversário de Andrew. Após a divulgação da notícia, Charles III expressou que “a Justiça deve seguir seu curso“.

Príncipe Harry diz que ‘adoraria’ se reconciliar com a família: “Devastado”

Príncipe Harry (foto: AFP )

O príncipe Harry, afastado da família real desde 2020, disse nesta sexta-feira (2) que deseja uma reconciliação e acrescentou que está “devastado” por uma decisão judicial que, segundo ele, lhe impede de voltar ao Reino Unido com sua esposa e seus filhos.

Alguns membros da minha família nunca me perdoarão por escrever um livro… mas eu adoraria me reconciliar com eles“, declarou o duque de Sussex à BBC, referindo-se à sua autobiografia publicada há dois anos.

O príncipe, de 40 anos, acrescentou que não tem mais contato com seu pai, o rei Charles III, que desde 2024 sofre de um câncer do qual não foi informou a natureza.

Harry apontou como origem deste distanciamento as ações legais tomadas pelo príncipe contra uma decisão do governo relacionada com a redução das medidas de segurança para ele e sua família, que vivem na Califórnia desde 2020, quando viajam ao Reino Unido.

Nessa ação judicial, o recurso do príncipe contra essa decisão de reduzir sua proteção policial no Reino Unido, que tinha antes de se mudar para os Estados Unidos, foi rejeitado nesta sexta-feira pelo Tribunal de Apelação de Londres.

Não sei quanto tempo resta ao meu pai (…), mas seria bom se nos reconciliássemos. Não serve de nada continuar brigando. A vida é preciosa“, acrescentou Harry.

Príncipe William visitará o Brasil para participar de evento ambiental

objetivo da edição brasileira é ''amplificar essas vozes'' (Crédito: AFP)

O príncipe William, herdeiro do trono britânico, visitará o Brasil em novembro para participar de uma premiação criada por ele em 2020 para reconhecer soluções inovadoras à crise ambiental.

A cerimônia do Earthshot Prize será realizada no Rio de Janeiro, bem próximo à data da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que ocorrerá de 10 a 21 de novembro em Belém, Pará. A presença do príncipe na COP30 não foi confirmada.

De acordo com organização do prêmio, o objetivo da edição brasileira é “amplificar essas vozes” e destacar o papel do país na proteção da saúde do planeta “tanto para as pessoas quanto para a natureza”.

Príncipe Harry é acusado de ‘intimidação e assédio’ pela chefe da ONG que ele cofundou

 (JUSTIN TALLIS / AFP)

O príncipe Harry foi acusado, neste domingo (30), de “intimidação e assédio” pela presidente de uma organização não governamental que atua na África, que ele cofundou, mas da qual se distanciou após um conflito interno.

O filho mais novo do rei Charles III era até agora patrono da ONG Sentebale, um dos poucos compromissos que manteve após sua ruptura explosiva com a monarquia britânica em 2020 e a perda de seu patrocínio real.

O príncipe Harry anunciou na terça-feira, no entanto, que estava “devastado” por deixar a organização beneficente, depois de um conflito entre os administradores e a presidente do conselho de administração, Sophie Chandauka, nomeada em 2023.

Chandauka também foi acusada de má gestão por membros do conselho de administração, que pediram sua renúncia. O caso foi encaminhado ao tribunal.

Em uma entrevista à Sky News no domingo, Chandauka atacou diretamente o príncipe, acusando-o de fazer de tudo para forçá-la a deixar seu cargo na organização.

“O que o príncipe Harry queria fazer era me expulsar e isso continuou por meses. Durou meses, na forma de intimidação e assédio”, disse ela, que também afirmou que “tinha provas disso”.

O canal tentou entrar em contato com o príncipe, que mora na Califórnia com sua esposa Meghan e seus dois filhos, mas não teve sucesso.

De acordo com uma fonte anônima próxima aos administradores, citada pela BBC, eles estavam “esperando” o que descreveram como um “golpe publicitário” inventado por Chandauka.

Rei Charles III é internado com efeitos colaterais de tratamento contra câncer

 Rei Charles III (foto: Chris Jackson / POOL / AFP)

Nesta quinta-feira (27/3), o rei britânico Charles III foi internado para observação após apresentar efeitos colaterais temporários relacionados ao tratamento contra um câncer, de acordo com boletim do Palácio de Buckingham.

Após um tratamento médico programado (…) para o câncer nesta manhã, o rei apresentou efeitos colaterais temporários que exigiram um breve período de observação no hospital“, indicou o comunicado.

O monarca de 76 anos trata a doença – identificada durante exames de próstata – desde fevereiro de 2024, cuja natureza nunca foi tornada pública. Segundo a Família Real, Charles recebeu alta e retornou para a casa, mas os compromissos foram cancelados até sexta (28/3).

Sua Majestade gostaria de pedir desculpas a todos que possam ficar desapontados com isso”, disse o palácio.

No início de 2024, Charles foi internado para uma cirurgia de aumento benigno da próstata, época em que o câncer em estágio inicial foi identificado. No mesmo período, a princesa Kate Middleton também revelou o começo de um tratamento contra o câncer, atualmente em processo de remissão.

Coroado em maio de 2023, Charles III se tornou o monarca mais velho a assumir o trono. Desde jovem, é defensor de questões ambientais e mudanças climáticas. Aos 32 anos, casou-se com Diana Spencer, que morreu em um acidente de carro um ano após a separação do casal, em 1997. Charles se casou com Camilla Parker Bowles em 2005.

O reinado de 70 anos da rainha Elizabeth II resultou no maior tempo esperado para um herdeiro assumir a coroa.

Kate Middleton anuncia processo de remissão do câncer

Kate Middleton (Foto: Ricardo Makyn/AFP)

A princesa de Gales Kate Middleton, 43 anos, revelou hoje que o câncer com que foi diagnosticada em março de do ano passado está em remissão.

“É um alívio estar agora em remissão e continuo concentrada na recuperação”, disse Middleton no mesmo dia em que visitou o Royal Marsden Hospital, em Londres, onde se submeteu ao tratamento de quimioterapia contra o câncer.

“Queria aproveitar a oportunidade para agradecer ao The Royal Marsden por ter cuidado tão bem de mim durante o ano passado. Os meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que caminharam silenciosamente ao meu lado e de William enquanto navegávamos por tudo isto. Como qualquer pessoa que tenha sofrido um diagnóstico de câncer sabe, é preciso tempo para se adaptar a uma nova normalidade. No entanto, estou ansiosa por um ano cheio de realizações. Há muito por que esperar. Obrigado a todos pelo apoio contínuo”, afirmou a princesa.

Príncipe Harry teria sofrido tentativa de sequestro na Argentina, diz site

Príncipe Harry (foto: Enterprise)

O príncipe Harry, do Reino Unido, sofreu ataques e quase foi sequestrado durante uma viagem feita a Argentina, em 2004, pouco antes de ir para o Exército. É o que diz uma reportagem do The Sun publicada na última terça-feira (31/12). De acordo com o portal britânico, a polícia não teria avaliado “riscos de sequestro” relativos ao ano sabático do duque de Sussex.

Documentos do Grupo Oficial sobre Segurança de Visitas Reais e Ministeriais ao Exterior, divulgados recentemente pelos Arquivos Nacionais do Reino Unido, apontam que a viagem foi considerada de “baixo risco”. Apesar disso, porém, diz o The Sun, o príncipe “quase foi levado por bandidos”.

Segundo o portal, um jornal argentino noticiou, à época, que “um criminoso havia denunciado uma conspiração para sequestrar o membro da realeza enquanto ele estava em um bar aberto até tarde”. Por conta disso, o duque de Sussex, então com 20 anos, teve de voltar mais cedo para casa.

Em 27 de novembro de 2004, o The Guardian anunciou o retorno prematuro devido a “rumores de sequestro”. “O príncipe Harry chegou em segurança a Londres ontem (26/11/2004), após interromper uma viagem à Argentina atormentada por relatos de mau comportamento e rumores de um plano de sequestro”, escreveu o jornal britânico. “Autoridades do palácio negaram veementemente qualquer ‘comportamento inapropriado’ do príncipe de 20 anos, mas não quiseram comentar se houve problemas de segurança durante a estadia de duas semanas em um rancho de polo a 64 quilômetros de Buenos Aires.”

A família real apontou, à época, que uma “lesão no joelho” teria sido o motivo da interrupção da viagem, mas a imprensa argentina elencou várias outras razões. Inclusive, a de que um oficial de segurança de alto escalão de Buenos Aires teria ligado à embaixada britânica para que autoridades “restringissem” e “controlassem” o príncipe, que constantemente fugia da polícia argentina responsável pela segurança do rancho em que ele estava para visitar bares e casas noturnas.

O The Guardian também contou que, próximo à fazenda, foram ouvidos dois tiros na quarta-feira da semana em que Harry teve de voltar a Inglaterra, em um sábado.

Em 2004, o palácio e autoridades argentinas negaram os rumores de idas do príncipe a bares, afirmando que ele passava a maior parte do tempo no rancho e saía “muito raramente”, nunca tendo ficado “fora até tarde”.

Os documentos divulgados pelos Arquivos Nacionais, porém, informam que devido à ameaça de sequestro e a toda a repercussão que ela gerou, o grupo de segurança passou a considerar, a partir de 2004, “buscar aconselhamento (…) sobre os possíveis riscos de sequestro em países visitados por membros da Família Real e ministros seniores do governo”.

Rei Charles aborda o câncer em discurso de Natal, quebrando protocolo

Rei Charles III em discurso de Natal — Foto: Reprodução/Instagram/The Royal Family

Nesta quarta-feira (25/12), dia de Natal, o rei Charles III compartilhou com o Reino Unido uma mensagem de fim de ano profundamente pessoal e emocionante. Embora o discurso faça parte de uma tradição da família real que remonta a quase um século, este ano, o local que o monarca escolheu para transmitir a saudação fugiu dos protocolos reais.

Geralmente gravada nas residências reais, como o Palácio de Buckingham ou o Castelo de Windsor, a mensagem, desta vez, foi filmada na Capela Fitzrovia, no coração de Londres. O local, anteriormente parte do Middlesex Hospital até sua demolição, em 1924, serviu como refúgio para médicos e enfermeiros e agora funciona como espaço de meditação, eventos e celebrações inter-religiosas.

Essa foi a primeira vez em 18 anos que uma mensagem de Natal foi gravada fora dos palácios reais. A última mensagem feita de forma semelhante ocorreu em 2006, quando a falecida Rainha Elizabeth II discursou da Catedral de Southwark.

Kate Middleton pede que as pessoas se dediquem ao ‘amor, não ao medo’ em carta

Kate Middleton faz primeira aparição pública após anunciar câncer — Foto: JUSTIN TALLIS / AFP

Em carta que será entregue aos convidados de uma cerimônia natalina, a princesa Kate Middleton pediu que elas se dediquem ao “amor, não ao medo”.

Será mais uma aparição pública da princesa de Gales desde que anunciou o fim do seu tratamento de quimioterapia contra um câncer em setembro deste ano.

A princesa disse em uma rede social que a carta é “especial e reflete sobre a importância do amor, da empatia e do quanto precisamos uns dos outros nos momentos mais difíceis”.

“Amor é a luz que pode brilhar mais forte, mesmo em nossos momentos mais difíceis”, diz o texto.

A carta será destinada aos participantes de uma cerimônia com canções de Natal que ocorre na próxima sexta-feira (6) na abadia de Westminister, em Londres, e em outros 15 centros regionais em todo o Reino Unido durante o mês de dezembro.

Segundo a abadia, a cerimônia terá 1.600 participantes, acompanhada por membros da família real que “à sua maneira, mostram como o amor pode ajudar os outros a prosperar”.

Entre os convidados do evento, estarão familiares das vítimas de um ataque a crianças que ocorreu em julho na cidade de Southport.

Em setembro, o Palácio de Kensington divulgou um vídeo, narrado por Kate, em que a princesa aparece ao lado do marido, o Príncipe William, e dos três filhos.

Na mensagem, ela afirmou que estava aliviada, que o foco era permanecer livre do câncer e que o percurso até uma recuperação plena ainda seria longo.

Castelo da família real é invadido por homens mascarados

Castelo de Windsor é a residência oficial da família real do Reino Unido (Crédito: Getty Images/Daniel Leal/AFP)

Homens mascarados invadiram o Castelo de Windsor, residência oficial da família real britânica, na noite de 13 de outubro. O caso foi revelado apenas nesta segunda-feira (18/11), pelo jornal britânico The Sun. Dois veículos foram levados na ocasião.

O rei Charles III e a rainha consorte Camilla não estavam na propriedade no momento da invasão, entretanto, o príncipe William — herdeiro do trono —, a esposa, Kate Middleton, e os filhos do casal, George, Charlotte e Louis, estariam dormindo na Adelaide Cottage, localizado a cinco minutos do Castelo de Windsor, onde moram há cerca de dois anos.

Segundo o jornal, os criminosos usaram um caminhão roubado para derrubar um portão de segurança e, depois, escalaram uma cerca de, aproximadamente, dois metros de altura. Uma picape e um quadriciclo foram roubados, e o portão do castelo precisou ser trocado após a ação dos bandidos.

Princesa Kate comparece ao evento do Dia da lembrança em Londres

Princesa Kate e o marido William em evento do Dia da Lembrança em Londres

A princesa Kate, da Grã-Bretanha, compareceu a um evento do Dia da Lembrança em Londres no sábado, sendo compromisso público mais recente após passar por tratamento preventivo contra câncer neste ano.

Kate chegou ao evento em Londres usando um vestido preto adornado com uma papoula vermelha, que se tornou um símbolo de respeito por aqueles que perderam suas vidas em conflitos.

Ela estava acompanhada pelo marido William e outros membros da família real e foi seguida logo depois pelo rei Charles, cuja esposa, a rainha Camilla, cancelou compromissos enquanto se recuperava de uma infecção no pulmonar.

A Princesa de Gales disse em setembro que havia terminado a quimioterapia, mas que seu caminho para a recuperação total seria longo. Na época, Kete de 42 anos disse que realizaria alguns compromissos públicos no final do ano.

Sua última aparição pública foi em outubro, quando ela conheceu as famílias enlutadas de três meninas que foram assassinadas em uma aula de dança no noroeste da Inglaterra.

Kate também deve comparecer à cerimônia principal do Dia da Lembrança no domingo, informou o Palácio de Buckingham na sexta-feira (8).

A cerimônia no memorial de guerra Cenotáfio é realizada no domingo mais próximo de 11 de novembro para marcar o fim da Primeira Guerra Mundial e presta homenagem àqueles que perderam suas vidas em conflitos.

Camilla espera retornar aos deveres públicos no início da semana que vem, disse o palácio. Ela desistiu de compromissos planejados esta semana depois que seus médicos recomendaram um período de descanso.

Rainha Camilla segue doente e não irá a comemorações militares neste fim de semana

O rei Charles III caminha ao lado da rainha consorte Camilla em nova imagem divulgada pelo Palácio de Buckingham, em abril de 2024. — Foto: Divulgação/ Palácio de Buckingham

A rainha Camilla, que está sofrendo de uma infecção pulmonar, não participará das comemorações militares planejadas em Londres neste fim de semana, anunciou o Palácio de Buckingham neste sábado (9).

“A conselho dos médicos e para garantir uma recuperação completa” da rainha, bem como “para proteger os outros”, Camilla, 77 anos, não participará dos eventos comemorativos neste sábado e no domingo, disse um porta-voz do palácio em um comunicado.

Essas comemorações fazem alusão aos mortos na Primeira Guerra Mundial e incluem um evento no salão de espetáculos em Londres Royal Albert Hall na noite deste sábado e uma cerimônia de homenagem no domingo no memorial de guerra oficial da Grã-Bretanha, o Cenotaph.

A princesa Katherine, esposa do príncipe William, estará presente em ambas as comemorações.

Em setembro, a princesa anunciou o fim de sua quimioterapia em um vídeo gravado com seu marido William e seus três filhos, abrindo caminho para uma retomada gradual de seus compromissos públicos.

Por sua vez, a rainha “espera retomar suas funções públicas no início da próxima semana”, acrescentou o palácio.

O Palácio de Buckingham havia anunciado na terça-feira que Camilla está sofrendo de “uma infecção pulmonar”, sem dar mais informações sobre a gravidade de sua doença.

De acordo com a imprensa britânica, a rainha está sob supervisão médica.

Charles III e Camilla, que se casaram em 2005, retornaram no final de outubro de um giro pelo Pacífico que os levou à Austrália e Samoa.

O casal real fez uma parada na Índia em uma visita particular.

O rei, de 75 anos, anunciou no início deste ano que está com câncer, cuja natureza é desconhecida e para o qual ele ainda está em tratamento.

As cerimônias deste fim de semana, com Charles III e Catherine, serão a primeira aparição da princesa em um evento real oficial desde que ela anunciou o fim de seu tratamento de quimioterapia em setembro.

Anteriormente, em 11 de outubro, Catherine, juntamente com seu marido, o príncipe William, em seu primeiro compromisso público após a quimioterapia, visitou Southport (noroeste), onde três meninas foram mortas no final de julho em um ataque com faca que provocou vários dias de tumultos na Inglaterra.

Rainha consorte Camilla está com infecção pulmonar, diz Palácio de Buckingham

O rei Charles III e a rainha Camilla na sacada do Palácio de Buckingham após a cerimônia de coroação em Londres, em 6 de maio de 2023 — Foto: Frank Augstein/AP

A rainha consorte Camilla Parker Bowles está com uma infecção pulmonar, informou nesta terça-feira (5) o Palácio de Buckingham. A monarca de 77 anos cancelou os compromissos reais desta semana.

Ela está descansando em casa enquanto se recupera, mas não foram dados mais detalhes sobre sua doença.

“Sua Majestade, a Rainha, está atualmente indisposta com uma infecção no peito, para a qual seus médicos aconselharam um curto período de repouso”, disse um porta-voz do palácio.

“Ela pede desculpas a todos aqueles que podem ser incomodados ou desapontados como resultado”, completa o comunicado.

O próprio rei Charles III ainda está em tratamento contra o câncer que foi diagnosticado em fevereiro, o que o forçou a reduzir alguns de seus compromissos. O monarca, no entanto, viajou viajado recentemente com Camilla para a Austrália e Samoa.

“Você não é meu rei”: senadora indígena confronta Charles III no Parlamento australiano

O rei britânico Charles III havia acabado de fazer um discurso no Parlamento australiano nesta segunda-feira (21) quando uma senadora indígena começou a gritar: “Você não é meu rei!”.

Do fundo da sala, a senadora independente Lidia Thorpe gritou para o casal real: “Devolvam nossas terras, devolvam o que vocês roubaram”, enquanto os agentes de segurança se moviam para escoltá-la para longe.

A interjeição ocorreu enquanto o rei Charles e a rainha Camilla visitavam a capital australiana, Canberra, para se encontrar com os líderes do país, incluindo o primeiro-ministro Anthony Albanese.

Durante seu discurso, o rei Charles reconheceu os povos das Primeiras Nações da Austrália, que viveram na terra por dezenas de milhares de anos antes da chegada dos colonos britânicos há mais de 230 anos.

Ao longo da minha vida, os povos das Primeiras Nações da Austrália me deram a grande honra de compartilhar tão generosamente suas histórias e culturas”, disse o Rei Charles.

Só posso dizer o quanto minha própria experiência foi moldada e fortalecida por essa sabedoria tradicional.

Anteriormente, uma tradicional cerimônia de boas-vindas aborígene foi realizada do lado de fora do Parlamento para o casal real, mas para grande parte da população indígena do país, eles não são bem-vindos.

A chegada de colonos britânicos à Austrália levou ao massacre de povos indígenas em centenas de locais ao redor do país até recentemente, na década de 1930. Seus ancestrais ainda sofrem com racismo e discriminação sistêmica em um país que falhou em reverter séculos de desvantagem.

Thorpe, uma mulher DjabWurrung Gunnai Gunditjmara, faz campanha há muito tempo por um tratado e já expressou suas ferozes objeções à monarquia britânica.

O povo indígena australiano nunca cedeu soberania e nunca se envolveu em um processo de tratado com a Coroa Britânica. A Austrália continua sendo um país da Commonwealth com o Rei como seu Chefe de Estado.

Durante sua cerimônia de posse em 2022, Thorpe se referiu à então Chefe de Estado da Austrália como “a colonizadora Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II”, e foi convidada a fazer o juramento novamente.

Ela fez isso enquanto levantava um punho no ar.

Nesta segunda-feira, manifestantes estavam com uma bandeira aborígene enquanto o casal real visitava o Australian War Memorial. Um homem de 62 anos foi preso por não obedecer a uma ordem policial.

Antes de gritar com o rei, Thorpe virou as costas durante um recital de “God Save the King”, informou a mídia australiana. As imagens a mostraram usando um casaco de pele de gambá, parada na direção oposta dos outros participantes.

O Partido Verde [Greens party] disse em um comunicado que a presença do rei foi “uma ocasião importante para alguns”, mas também um “lembrete visual do trauma colonial em curso e dos legados do colonialismo britânico” para muitos povos das Primeiras Nações.

Na declaração, a senadora do Partido Verde Dorinda Cox, uma mulher Yamatji Noongar, pediu que o rei fosse claro em seu reconhecimento e apoio à “justiça, à verdade e à cura das Primeiras Nações”.

Ele agora precisa estar do lado certo da história”, acrescentou ela.

A Liga Monarquista Australiana exigiu a renúncia de Thorpe após o que chamou de “manifestação infantil”.