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Ministro do Esporte pede à CBF paralisação do Campeonato Brasileiro de futebol

Arena do Grêmio foi atingida pelas inundações em Porto Alegre — Foto: Isaac Fontana/EPA-EFE/Shutterstock

O ministro do Esporte, André Fufuca, enviou nesta sexta-feira (10) ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, um ofício em que pede a paralisação do Campeonato Brasileiro de futebol.

O pedido de paralisação total do Brasileirão foi apresentado em razão das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira (9), Fufuca já havia informado que pediria a paralisação da competição para que as atenções do país se voltem à situação do povo gaúcho.

“Em razão de tão fortes chuvas que atingem o RS desde o dia 29/04/2024 e, sendo de amplo conhecimento a tragédia que se instaura naquele estado, entende-se também que todo o país está envolvido no apoio aos jogadores e familiares, bem como a toda a população daquela região. Estas são as razões da presente solicitação, para que seja paralisado do Campeonato Brasileiro de Futebol deste ano de 2024”, afirmou o ministro no documento encaminhado à CBF.

No ofício, Fufuca não sugere um prazo para a paralisação do campeonato. O Rio Grande do Sul tem três times na Série A do Brasileirão: Internacional, Grêmio e Juventude. Além de outras equipes nas divisões inferiores da disputa nacional.

Os times gaúchos da primeira divisão já haviam solicitado a paralisação do Campeonato Brasileiro, via Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

Brasil vence a Itália e é hexa da Copa do Mundo de Futebol de Areia

Brasil vence Itália e é hexa da Copa do Mundo de Futebol de Areia - Sou CG

O Brasil conquistou o hexa da Copa do Mundo de Futebol de Areia. Neste domingo, a Seleção venceu a Itália por 6 a 4 na decisão do torneio disputado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A Itália saiu na frente, mas o Brasil, assim como já havia sido na semifinal contra o Irã, mostrou calma e sabedoria para buscar a virada. Rodrigo marcou três vezes, forçou a expulsão do goleiro Casapieri e foi o grande jogador da final.

O Brasil é disparado o maior campeão da Copa do Mundo de Futebol de Areia. A seleção já havia conquistado o título em 2006, 2007, 2008, 2009 e 2017. A Rússia soma três troféus, Portugal tem dois e a França tem um. A Itália segue sem título e voltou a ser vice para o Brasil, como tinha acontecido na final de 2008.

Neste domingo, com pouco menos de três minutos jogo, Genovali abriu o placar para a Itália, após pegar de primeira a sobra de bola na trave. O Brasil respondeu logo na saída de bola, mas Bertacca salvou de cabeça em cima da linha.

A Seleção seguia na pressão em busca do empate. Casapieri mostrava por que foi eleito neste mês o melhor goleiro do mundo da modalidade, mas o Brasil tinha em campo o melhor jogador do mundo: Rodrigo. E ele empatou a partida a 22 segundos para o fim do primeiro tempo, num chute em que a bola quicou na areia e foi para o ângulo.

O segundo tempo voltou em ritmo mais lento. O Brasil levou perigo em duas cobranças de falta, de Datinha e de Bruno Xavier, ambas defendidas por Casapieri. Já a Itália era inofensiva no ataque.

A sete minutos e meio para o fim, Casapieri foi expulso. Em um erro no recuo da bola, Rodrigo se adiantou, driblou e foi derrubado pelo goleiro italiano. Com isso, o goleiro reserva Carpita entrou e logo fez duas defesas seguidas, na cobrança de falta de Rodrigo e no rebote.

A Itália tinha que ficar com um jogador a menos por dois minutos ou até sofrer um gol. O Brasil quase marcou com Mauricinho, sem goleiro, mas Josep apareceu para salvar. Depois, o mesmo Mauricinho acertou a trave.

O gol parecia questão de tempo, e não demorou a sair. Rodrigo dominou no peito e finalizou de bicicleta para virar a final. Só que, logo na saída de bola, a Itália chegou ao empate com Fazzini.

Restavam cinco minutos para o fim da segunda etapa, e o jogo estava aberto. O Brasil voltou a ficar na frente do placar a três minutos para o fim, com gol de Bruno Xavier. Ainda teve tempo para um gol contra bizarro: Genovali recuou mal para Carpita e a bola morreu no fundo da rede.

No terceiro tempo, o Brasil ampliou o placar em um golaço de bicicleta de Brendo, a nove minutos e meio para o fim. A vantagem de três gols, porém, durou pouco. Pazzini cobrou falta com força e descontou para a Itália, a nove minutos e meio para o fim da partida.

A Itália não tinha o que fazer a não ser se arriscar no ataque. Em uma dividida de Bertacca com o goleiro Bobô, a bola estava a caminho do gol, mas Rodrigo apareceu para salvar em cima da linha. E Rodrigo apareceu também no ataque, ao arrancar pela direita, puxar para o meio e chutar para fazer o sexto gol verde e amarelo.

Novamente com três gols de vantagem no placar, o Brasil contralava a posse de bola e ainda teve ótima chance para marcar, mas Carpita defendeu o pênalti cobrado por Breno. Já a Itália, a pouco mais de três minutos para o fim do jogo, diminuiu com Genovali. Com o relógio a seu favor, o Brasil gastou o tempo e conquistou o hexa da Copa do Mundo de Futebol de Areia.

Após condenação de Daniel Alves, moradores de Juazeiro pedem retirada da estátua do ex-jogador

Estátua de Daniel Alves em Juazeiro foi alvo de protestos

Moradores de Juazeiro, na Bahia, têm cobrado da prefeitura da cidade a retirada da estátua em homenagem ao ex-jogador Daniel Alves. A obra, que tem assinatura do artista Leo Santana, está no local desde 2020 e representa o baiano com a camisa da seleção brasileira e a bola no pé.

A estátua já foi alvo de protestos duas vezes. Em uma delas, inclusive, o irmão de Daniel, Ney Alves, saiu em sua defesa.

Os novos pedidos vêm depois que Daniel foi condenado por agressão sexual na Espanha.

O caso
O ex-jogador da seleção brasileira Daniel Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão pelo estupro de uma mulher no banheiro de uma boate de Barcelona.

Os magistrados consideraram, na decisão publicada duas semanas após o fim do julgamento, que “está provado que a vítima não consentiu e que existem elementos de prova, além do depoimento da denunciante, para entender como comprovado o estupro”.

O tribunal também determinou cinco anos adicionais de liberdade condicional, uma ordem de restrição para que ele não se aproxime da vítima por nove anos e meio e o pagamento de uma indenização de 150.000 euros (pouco mais de 800.000 reais).

O ex-jogador do FC Barcelona e do PSG, de 40 anos, pode apresentar recurso contra a sentença.

O Ministério Público, que desde o início das investigações conferiu credibilidade ao relato da denunciante, solicitou pena de nove anos de prisão para o brasileiro.

A defesa, no entanto, havia solicitado a absolvição e, em caso de condenação, havia mencionado o consumo de bebidas alcoólicas como uma das possíveis circunstâncias atenuantes.

Assim como durante o julgamento, que aconteceu entre 5 e 7 de fevereiro, Daniel Alves foi conduzido nesta quinta-feira à Audiência de Barcelona em uma van da polícia, procedente da prisão espanhola na qual está detido há 13 meses.

Polícia Civil tem identificação de alguns suspeitos envolvidos no crime contra o ônibus do Fortaleza

Delegado Renato Rocha, chefe da Polícia Civil de Pernambuco

Depois de iniciar as investigações sobre o atentado ao ônibus do Fortaleza, que aconteceu na última quarta-feira (21) após o duelo contra o Sport pela Copa do Nordeste, a Polícia Civil de Pernambuco informou que já identificou alguns suspeitos de ter praticado o ato de vandalismo.

A informação partiu do delegado Renato Rocha- chefe da Polícia Civil-, após a reunião do Grupo de Trabalho do Futebol nesta sexta-feira (23). Entretanto, não foi divulgado o número de suspeitos identificados até o momento.

“Desde o primeiro momento que tivemos conhecimento do fato, a Polícia Civil vem trabalhando incessantemente. Já estamos com um prognóstico bom da investigação e acredito que vamos chegar aos responsáveis por esse ato. Já temos algumas pessoas identificadas. Eu gostaria de não falar [sobre números] para não atrapalhar. Não é apenas uma pessoa”, afirmou Renato Rocha.

As investigações do caso estão sob encargo da Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva e foram iniciadas na última quinta-feira (22). Num primeiro momento, há a suspeita da participação de 80 a 100 pessoas no crime contra a delegação do Fortaleza.

São Silvestre 2023: quenianos são campeões no feminino e no masculino

Johnatas de Oliveira fica em sexto lugar na São Silvestre 2023 — Foto: Marcos Ribolli

Só deu Quênia na 98ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, na manhã deste domingo, com transmissão ao vivo da TV Globo e do ge. A queniana Catherine Reline, de apenas 21 anos, foi a bicampeã da prova com 49min54s. Entre os homens, Timothy Kiplagat Ronoh venceu com 44min52s. Tanto no masculino quanto no feminino, o melhor brasileiro ficou em sexto: Johnatas Oliveira, entre os homens, e a angolana naturalizada brasileira Felismina Cavela, que correu a São Silvestre pela primeira vez, entre as mulheres.

– É um orgulho representar o Brasil. É um país que me acolheu muito bem – disse Felismina após a prova.

Gari, Johnatas de Oliveira abandonou o sonho do futebol para trabalhar, e se encontrou na corrida. Ele comemorou a chegada como brasileiro mais rápido na prova.

– Não deu para realizar o sonho de ser jogador, mas a gente dá para o gasto como atleta – brincou.

A última vez que o Brasil subiu no alto do pódio da prova foi em 2010, com Marílson dos Santos. No feminino, Lucélia Peres foi a última a vencer, em 2006.

Pan 2023: Rafaela Silva é campeã e lidera dia de ouros do Brasil no judô

Rafaela Silva exibe medalha de ouro — Foto: Wander Roberto/COB

Aquele ouro perdido estava engasgado. Rafaela Silva foi a Santiago com a missão de buscar a medalha que ficou pelo caminho há quatro anos, quando perdeu o título em Lima ao ser punida por doping. A vontade era tanta que não abriu espaço para outro resultado. Neste sábado, fez um caminho perfeito para garantir o ouro na categoria até 57kg ao bater a argentina Candela Brisa Gomez na decisão. Era a medalha que faltava à judoca, campeã olímpica e bicampeã mundial. É a primeira judoca a somar conquistas nas três competições.

O sábado foi de medalhas para o Brasil em todas as categorias do dia. Alexia Nascimento, Michel Augusto e Larissa Pimeira conquistaram os primeiros ouros para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santiago. Os três venceram as finais nas categorias até 48kg, até 60kg e até 52kg e subiram ao alto do pódio no Chile. Amanda Lima, também na categoria até 48kg, levou o bronze. Na categoria até 66kg, Willian Lima venceu o peruano Juan Postirgos e também conquistou o bronze.

Para chegar à final, Rafaela Silva venceu a panamenha Kristine Jimenez na estreia por ippon. Na semifinal, bateu a colombiana Maria Giraldo da mesma forma. O ouro também veio de forma rápida. Logo no início da luta contra Candela Brisa Gomez, conseguiu um Wazari. Pouco depois, garantiu a vitória com mais um Wazari.

“Foi isso que vim buscar. Estou muito satisfeita. Todo minha vida, minha luta sempre foi essa. Foi minha quarta edição dos Jogos. Sempre bati na trave, tive o ouro retirado. Hoje finalmente saiu. Saio muito satisfeita. É um dever cumprido. Vim só com um objetivo. Não paramos por aqui. Já voltamos para o próximo ano, porque queremos Paris 2024.”

Alexia Nascimento leva primeiro ouro
Alexia foi a primeira a subir ao tatame para buscar o ouro. Para chegar à final, começou seu caminho com um ippon contra a venezuelana Maria Ginmenez. Na sequência, passou por Ingrid Keisy, da Argentina, nas quartas de final. Nas semifinais, sofreu, mas bateu a colombiana Erika Arias. Na decisão, garantiu o ouro ao finalizar a mexicana. Na mesma categoria, Amanda Lima ficou com o bronze ao vencer a chilena Mary Dree por estrangulamento.

“Estou muito feliz, mas ainda estou raciocinando. Fui a primeira pessoa a garantir a medalha de ouro no judô. Então, estou muito honrada, muito feliz. Foi um processo muito longo para entrar até aqui” disse Alexia.

Michel Augusto é ouro na categoria até 60kg
Na categoria até 60kg, Michel, de apenas 18 anos, chegou à final depois de uma campanha perfeita. Ele venceu Javier Moreno, de El Salvador, na estreia. Na semifinal, bateu Sebastian Sancho na semifinal para garantir o lugar na decisão. Na decisão contra Johan Rojas, teve dificuldades no início e levou duas punições. Ele, porém, manteve a calma e forçou o Golden Score. O colombiano, então, sofreu três punições, dando a vitória ao brasileiro.

“Esse Pan foi muito importante para mim. Era importante no processo de classificação para as Olimpíadas. Foram lutas bem duras. Dei o melhor de mim. Na final, comecei perdendo, mas consegui virar e fui campeão” disse Michel.

Larissa Pimenta conquista o ouro na categoria até 52kg
Para chegar à final na categoria até 52kg, Larissa Pimenta acumulou ippons. Nas quartas de final, a brasileira passou pela chilena Judith Jaques. Na sequência, passou por Angelica Delgado. Na disputa pelo ouro, teve um duelo duro contra a mexicana Paulina Martinez. A rival, porém, levou três punições, e Larissa garantiu o seu segundo título pan-americano – já havia sido campeã em Lima.

“É a minha segunda medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos. Estou muito feliz. Imaginei que ela fosse vir de um jeito diferente, lutei contra ela há menos de um mês. Foi um jogo mental. Mas foquei o que está dentro de mim. Só queria esbanjar isso.”

Pan 2023: Seleção feminina de vôlei perde para dominicanas e fica com a prata

Brasil x República Dominicana final vôlei Pan Santiago — Foto: Reuters

Depois de uma vitória sofrida para o México, na semifinal, a seleção feminina de vôlei perdeu sua invencibilidade logo no jogo mais importante dos Jogos Pan-Americanos, em Santiago. Com muitos erros de ataque, principalmente no segundo set, o Brasil perdeu na decisão para a República Dominicana por 3 a 0, parciais 26/24, 25/16, 25/19, e levou sua quarta prata no vôlei feminino do Pan. A seleção dominicana conquistou sua segunda medalha de ouro na história da competição.

Com equipe mista, o Brasil manteve campanha brilhante até a grande final, se mantendo invicto desde a primeira partida, até ser batida pelo time comandado pelo também brasileiro Marcos Kwiek. No caminho para o topo do pódio, a seleção derrotou Cuba, a maior vencedora da história da competição, com oito ouros, Argentina e Porto Rico, e garantiu com tranquilidade a liderança do grupo A. Com 15 pontos, cinco por vitória, as brasileiras seguiram diretamente para a semifinal contra o México, que acabou derrotado por 3 a 2, em confronto suado.

A central Lorena, segunda maior pontuadora brasileira na final, com seis pontos, atrás apenas de Sabrina, grande destaque da partida, com doze pontos, comentou a derrota para as dominicanas e as dificuldades por se tratar de uma equipe montada recentemente, com mais reservas que titulares.

– Eu fiquei na expectativa, um pouquinho. É difícil não ficar, porque é um jogo importante. Era uma situação em que quem estivesse mais entrosado, quem errasse menos talvez levasse o jogo. A gente errou bastante, acredito que por uma inconsistência. Não tem nem vinte dias que estávamos jogando juntas, então, a gente conseguiu fazer muita coisa com o que a gente tinha em mãos. A gente conseguiu chegar até a final, a gente conseguiu fazer um trabalho excelente com tudo que a gente tinha de pessoas, de comissão, então, acredito que foi um bom trabalho – disse Lorena.

Rebeca e Nory levam medalhas de ouro e fazem dobradinhas no Pan 2023

Rebeca Andrade e Flavinha Saraiva: ouro e prata na trave — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Foi uma quarta-feira dourada para o Brasil. Rebeca Andrade, na trave, e Arthur Nory, na barra fixa, conquistaram a medalha de ouro, nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile. E ambos fizeram uma dobradinha: Flavinha Saraiva e Bernardo Miranda ficaram com a prata e festejaram com os compatriotas.

A autora do primeiro ouro foi Rebeca Andrade. Ela marcou 14.166, mesmo cometendo um deslize, que quase a derrubou. Ainda assim, ela assumiu a liderança provisória e aguardou todas as adversárias atuarem. Foi questão de tempo para celebrar com Flavinha (14.033). A canadense Ava Stewart levou o bronze.

“Estou muito feliz e orgulhosa por ter conseguido vir para cá depois de um Mundial tão longo, de fazer boas séries, boas apresentações. Eu me senti preparada e confiante para fazer o que precisava. Foi um ótimo primeiro Jogos Pan-Americanos. Não tenho do que reclamar, o que falar. Estou feliz demais. O carinho das pessoas, como sempre nas competições, de me sentir bem, de poder me divertir. Desde o Mundial, e até aqui também, eu estava muito feliz competindo. Eu estava bem, me sentindo bem, e é isso que eu quero tirar de todas as competições: estar feliz, estar saudável, com a cabeça no lugar, com o corpo bem, e toda a equipe também sempre orgulhosa” declarou Rebeca.

À noite, no encerramento das atividades da ginástica nesta quarta-feira, Arthur Nory (14.333) brilhou na barra fixa. Por meio de uma atuação impecável, o brasileiro assumiu a liderança. E de lá não saiu mais. Ele ainda foi acompanhado por Bernardo Miranda (14.133), o último a exibir sua série, e dono da medalha de prata. O canadense Rene Cournoyer (14.066) pegou o bronze.

“Eu estou muito feliz, muito contente. Estávamos bem desgastados dessa sequência de campeonato, mas felizes de estarmos aqui, de competir em mais um Pan, de ir buscando melhorar o nosso resultado. Estava buscando as medalhas, então em cada aparelho, eu fui na dificuldade, fazendo o meu máximo. Agora é tempo de descansar e comemorar essas medalhas, esse resultado do Pan, que a ginástica artística fez história no masculino e feminino. É comemorar e se preparar para fevereiro nas Copas do Mundo” disse Nory.

Bernardo Miranda e Arthur Nory garantiram mais uma dobradinha na ginástica — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Rebeca Andrade fatura medalha de ouro no salto no Pan 2023

Rebeca Andrade é ouro no salto individual Jogos Pan-Americanos 2023 — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Rebeca Andrade faturou sua primeira medalha de ouro em uma edição de Jogos Pan-Americanos, em Santiago, no Chile. A brasileira alcançou uma média de 14.983 (15.333 e 14.633), nesta terça-feira, na prova de salto sobre a mesa, e adicionou mais um título à coleção. Agora, a ginasta é campeã olímpica, mundial e pan-americana. Jordan Chiles (14.150), dos Estados Unidos, e Natalia Escalera (13.333), do México, terminaram com a prata e o bronze.

Última atleta a entrar em ação, Rebeca Andrade precisava superar a americana Jordan Chiles, que assumiu a liderança ao marcar 14.150. E logo na tentativa inicial a representante do Brasil desbancou a adversária com um “cheng” irretocável. A ginasta saltou com perfeição e cravou os pés no solo, recebendo a nota de 15.333.

No segundo salto, Rebeca Andrade, já ciente de que havia assumido a liderança, assinalou 14.633 (média de 14.983) e comemorou o resultado. O Brasil não subia ao lugar mais alto do pódio em um Pan desde a edição de 2007, no Rio de Janeiro, com Jade Barbosa.

“Toda medalha é especial. Estar aqui, conseguir um ouro, não tem palavras. Eu fiquei orgulhosa, porque eu fico quando dou um salto. Foi um ouro merecido, sabe? Foi (perfeito). Sempre pode melhorar, mas foi” disse Rebeca.

Nory leva a prata, e Yuri Guimarães fica em último
O susto na prova do individual geral ficou para trás. Arthur Nory levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima no solo faturar a medalha de prata. A felicidade do ginasta ao terminar a sua apresentação já sinalizava que havia grandes chances de chegar ao pódio. O brasileiro teve uma ótima performance, anotou 13.933 e ficou em segundo lugar, atrás do canadense Felix Dolci (14.233), dono de mais um ouro no Pan. O bronze ficou com o colombiano Juan Larrahondo.

“Estou muito feliz. Ontem (segunda-feira) foi um dia bem cansativo, difícil, então é virar a chavinha. Vou comemorar um pouquinho hoje (terça), mas já virar a chavinha porque quarta tem duas finais bem difíceis. Vim para buscar essa medalha no solo. Foi minha terceira final de Jogos Pan-Americanos, e consegui minha primeira medalha. Estou muito feliz com isso.”

“Eu sabia que seria puxado esse final de ano. A gente se prende nessa felicidade de estar aqui, poder representar, poder vestir a camisa do Time Brasil, poder participar do Pan, então isso apaga um pouco desse cansaço. Estar aqui, poder competir mais uma vez, não tem como explicar. Está todo mundo bem cansado, mas todo mundo muito feliz de estar aqui.”

Rayssa Leal fatura 1º ouro do Brasil no Pan de Santiago, Pâmela é prata

Rayssa Leal, ouro no Pan — Foto: Alexandre Loureiro/COB

Rayssa Leal conquistou neste sábado o primeiro ouro do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santiago. A vice-campeã olímpica dominou o skate street, modalidade estreante dos Jogos. A skatista de 15 anos confirmou o favoritismo com um show de manobras e se tornou a primeira campeã pan-americana do skate, puxando uma dobradinha brasileira com Pâmela Rosa. A americana Paige Heyn ficou com o bronze.

Rayssa e Pâmela espantaram o frio de 12ºC de Santiago com um show. Parecia que as brasileiras estavam em uma competição à parte tamanho o domínio das duas. Nesse duelo brasuca, a vice-campeã olímpica levou a melhor, com manobras de dificuldade superior, só não liderou a quarta rodada, quando falhou em uma manobra única, mas rapidamente descartou o erro com um notão. A skatista de 15 anos somou 236,98 pontos (76,03 como melhor volta + 76,72 e 84,23 nas manobras únicas).

– Foi muito especial essa medalha. Mais um vez representando muito bem o skate feminino e o Brasil. Tava a galera toda. Parecia que eu tava competindo no Brasil. Vai ficar na história, porque é o primeiro campeonato pan-americano de skate. Pra mim, é surreal. Consegui acertar minha manobra, então é só felicidade. Tô muito feliz. Tava dividindo o quarto com a Pam. A gente se aproximou bem mais. Tamo fazendo tudo junto. Menos no banheiro, né!? Mais um campeonato conseguindo dobradinha. Espero que continue assim. O Pan vai todo mundo da seleção brasileira, então é muito divertido – disse Rayssa.

Rebeca Andrade é prata e Flávia Saraiva leva bronze no solo do Mundial

Rebeca Andrade é prata e Flávia Saraiva leva bronze no solo do Mundial |  ginástica artística | ge

Rebeca Andrade escreveu mais um capítulo da história da ginástica artística do Brasil neste domingo. A ginasta de 24 anos abriu o último dia de competições do Mundial da Antuérpia com um bronze na trave, único pódio que lhe faltava no currículo. No solo, embalada por hits de Beyoncé e Anitta, puxou uma dobradinha nos degraus mais baixos do pódio com Flávia Saraiva, bronze em uma série com ritmos brasileiros. Nas duas provas, a americana Simone Biles ficou no topo, somando 23 ouros em Mundiais.

O Brasil encerrou a participação no Mundial da Antuérpia com um recorde: foram seis medalhas – um ouro (salto de Rebeca), três pratas (individual geral e solo de Rebeca, além de por equipes) e dois bronze (trave de Rebeca e solo de Flavinha). É também a primeira vez que duas brasileiras dividem um pódio de um Mundial.

“Foi o pódio mais especial. Há uns dias me fizeram a pergunta de com que ginasta eu queria dividir um pódio. A primeira e única pessoa que passou pela minha cabeça foi ela (Flávia). É minha companheira, sempre torci muito por ela. É um prazer dividir treino e esse pódio com ela” disse Rebeca.

“É uma medalha muito importante para mim e para toda a equipe. É um sonho que está sendo realizado. Depois de tudo o que aconteceu comigo, cirurgia (no tornozelo), poder estar de voltar e ganhar a medalha é indescritível, é dever cumprido, mesmo com dor e com toda batalha. É muito bom estar aqui” disse Flavinha.

Rebeca Andrade tirou 14,500 pontos em uma série quase cravada. Flavinha também teve um notão: 13,966. As brasileiras só não superaram Simone Biles. A ginasta mais condecorada da história da ginástica artística tirou 14,633 pontos para fechar com mais um ouro o Mundial. Na Antuérpia, a americana de 26 anos conquistou quatro ouros e uma prata. Na história, agora soma 30 medalhas em Mundiais (23 ouros, quatro pratas e três bronzes) e sete em Olimpíadas (quatro ouros, uma prata e dois bronzes)

Brasil vence a Itália e garante vaga nas Olimpíadas de Paris 2024

Brasil comemora vaga para Paris após Pré-Olímpico masculino de vôlei — Foto: Marcelo de Jesus

O roteiro de superação foi construído a cada jogo. Depois de um início ruim no Pré-Olímpico, o Brasil precisou se reinventar. Não foi fácil, é verdade. Mas, no embalo de um Maracanãzinho lotado, a seleção brasileira venceu um de seus maiores rivais para garantir seu lugar nos Jogos de Paris. Em 3 sets a 2, parciais 25/23, 23/25, 15/25, 25/17 e 15/11, o time da casa venceu a Itália e carimbou o passaporte rumo a mais uma Olimpíada. Logo após a partida, o técnico Renan Dal Zotto anunciou sua saída do comando da seleção.

Com a vitória, o Brasil garante a segunda vaga em disputa no Grupo A do Pré-Olímpico. A seleção termina em segundo lugar, atrás da Alemanha, maior surpresa da competição. A Itália, por sua vez, vai precisar buscar seu lugar nos Jogos através do ranking, assim como Cuba, outra equipe da chave que buscava a classificação.

Darlan saiu de quadra como maior pontuador da partida, com 19 pontos. Lucarelli, um dos destaques da partida, fechou com 17. A seleção, porém, mostrou brilho conjunto. Bruninho foi um dos melhores mesmo diante das próprias limitações. Alan, que perdeu espaço diante do momento do irmão, também foi bem quando acionado.

Rebeca Andrade é prata, e Simone Biles fatura o hexa no Mundial

Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Simone Biles e Rebeca Andrade ficaram lado a lado para receber suas medalhas. Pela primeira vez as duas estrelas da ginástica artística dividiram um pódio em uma prova individual.

Nesta sexta-feira, a americana retomou o posto de número 1 do mundo e conquistou o hexa do individual geral no Mundial da Antuérpia. Campeã no ano passado, a brasileira também brilhou com a prata. A americana Shilese Jones completou o primeiro pódio 100% de mulheres pretas da prova mais nobre de um Mundial. Flávia Saraiva acabou na 15ª posição depois de ter sofrido duas quedas.

Simone Biles fez uma competição à parte, como de costume. Nem precisou apresentar seu novo salto homologado, o Yurchenko Double Pike. Se deu ao luxo de tropeçar no solo, uma cena raríssima que não a tirou dos trilhos. A americana de 26 anos já era recordista de títulos e estendeu seu reinado para seis ouros no individual geral, somando 58,399 pontos.

Campeã no Mundial de 2022, Rebeca Andrade também deu show. Pequenos erros na trave e um passinho para fora na última acrobacia do solo a impediram de se aproximar de Simone, mas não tiraram da brasileira a prata. Somou 56,766 pontos, superando o duelo com Shilese Jones. A americana, vice-campeã no ano passado, acabou com o bronze somando 56,332 pontos.

Goleiro do Waalwijk deixa campo desacordado, e jogo contra Ajax é interrompido

Atendimento ao goleiro holandês Etienne Vaessen, do Waalwijk — Foto: Reprodução

O goleiro holandês Etienne Vaessen, do Waalwijk, sofreu uma grave lesão nos minutos finais da partida contra o Ajax, no último sábado, pelo Campeonato Holandês.

Ao sair para dividir a jogada com Brian Brobbey, Vaessen foi atingido na cabeça e ficou no chão, desacordado. O jogo, que era vencido pelo Ajax por 3 a 2 naquele momento, foi interrompido aos 38 minutos. Cerca de dez minutos depois, o árbitro confirmou o encerramento da partida.

Segundo a atualização mais recente divulgada nas redes sociais do clube, compartilhada na manhã de domingo, Vaessen segue em recuperação. O Waalwjik pediu que os torcedores o apoiassem ao longo dos próximos dias, enquanto o atleta recebe o atendimento médico especializado.

A primeira informação oficial por parte do Waalwijk foi divulgada cerca de uma hora e 15 minutos após a interrupção da partida.

De acordo com a reportagem da ESPN holandesa, Vaessen precisou ser reanimado no gramado e depois levado para a área médica do estádio, antes de ser transferido para o hospital de ambulância.

A conta Espreme a Laranja, especializada no futebol holandês, reproduziu informações dadas pelo diretor-geral do RKC Waalwijk, Frank van Mosselveld, à emissora ESPN holandesa.

– Quando estava sendo trazido para fora (do estádio), já recobrou a consciência, mas não sabia onde estava – disse o dirigente.

Pré-Olímpico: Brasil briga, mas cai para Turquia em meio a luto por Walewska

Gabi disputa bola com Melissa Vargas na rede — Foto: Divulgação

O silêncio preencheu cada espaço do ginásio Yoyogi por trinta segundos. A homenagem organizada às pressas para lembrar Walewska, que morreu na noite de quinta-feira, transformou a partida contra a Turquia em algo menor. Ainda assim, porém, era preciso jogar. O Brasil até tentou fazer frente às rivais. Mas, no fim, não conseguiu ir além. Em 3 sets a 0, parciais 25/21, 29/27 e 25/19, perdeu a primeira na disputa do Pré-Olímpico, em Tóquio.

Na frieza dos números, a derrota é um novo baque. A seleção, no entanto, ainda depende apenas de si. Para ficar com uma das vagas para os Jogos de Paris, precisa vencer Bélgica e Japão na reta final do Pré-Olímpico. Invictas até aqui, as donas da casa, mais do que nunca, são as principais rivais. As japonesas, porém, ainda têm a Turquia pela frente.

O Brasil volta à quadra na madrugada deste sábado. A seleção encara a Bélgica às 4h, no horário de Brasília, com transmissão da Globo e do sportv2. No domingo, às 7h25, fecha a competição contra o Japão.

Luto em quadra
A seleção foi à quadra de mãos dadas. Nos braços, fitas em homenagem a Walewska. Durante os 30 segundos de silêncio e na execução do hino, jogadoras e comissão técnica tinham a dor estampada nos rostos. Aos poucos, porém, a seleção tentou mudar o foco. Mas não era assim tão simples.