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Trump chama Lula de “presidente dinâmico” e diz que reunião foi muito boa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a reunião com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (7) foi “muito boa” e que discutiram comércio e tarifas.

Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico Presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito boa“, disse o norte-americano nas redes sociais.

Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário“, disse o americano nas redes sociais”, concluiu.

Lula chegou à Casa Branca às 12h21, no horário de Brasília. Ele foi recebido por Trump, que o cumprimentou com um aperto de mão. O petista deixou o local após cerca de três horas.

Os líderes também participaram de um almoço de trabalho.

Havia a expectativa de que os presidentes pudessem falar no Salão Oval logo ao início do encontro, mas todas as agendas foram fechadas para a imprensa. Segundo apuração de Mariana Janjácomo, correspondente da CNN Brasil, o cronograma foi alterado a pedido do lado brasileiro.

Veja quem participou da reunião na Casa Branca

Além dos presidentes, autoridades dos dois países participaram da reunião na Casa Branca:

Estavam presentes os ministros brasileiros:

Mauro Vieira, das Relações Exteriores;
Wellington Lima e Silva, da Justiça e Segurança;
Dario Durigan, da Fazenda;
Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
Alexandre Silveira, de Minas e Energia.

Já do lado dos EUA, a reunião contou com:

JD Vance, vice-presidente;
Scott Bessent, secretário do Tesouro;
Howard Lutnick, secretário do Comércio;
Susie Wiles, chefe de Gabinete;
Jamieson Greer, representante comercial.

Relatório da PF diz que Ciro Nogueira recebeu vantagens indevidas de Daniel Vorcaro

Alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, o senador Ciro Nogueira seria o principal beneficiário de vantagens fornecidas por Daniel Vorcaro, segundo a Polícia Federal. A nova etapa da investigação, deflagrada nesta quinta-feira (7), mira pela primeira vez o núcleo político por suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master e Vorcaro.

O relatório da PF diz que Ciro Nogueira “instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados” de Daniel Vorcaro. Entre os ganhos financeiros recebidos pelo senador estariam pagamentos mensais, compra de participação em empresa com desconto considerado elevado, pagamento de despesas pessoais e uso de bens de alto valor.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Está sendo cumprido mandado de busca e apreensão contra o parlamentar.

A PF havia encontrado, no celular de Vorcaro, diálogos com o senador e ordens de pagamento do banqueiro para uma pessoa de nome Ciro, citado sem sobrenome. Na época, o presidente do Partido Progressistas disse conhecer Vorcaro, mas afirmou não ter proximidade e negou ter recebido pagamentos.

Também no celular de Vorcaro, foram encontradas mensagens nas quais ele se refere a Ciro Nogueira como um “grande amigo de vida” e comemora uma iniciativa legislativa de Ciro que beneficiava o Master.

A data da mensagem de comemoração ao que chamou de “bomba atômica no mercado financeiro“, 13 de agosto de 2024, coincide com a da emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autonomia financeira do Banco Central, apresentada por Ciro Nogueira, para aumentar o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil por CPF para R$ 1 milhão.

A proposta foi identificada por políticos e integrantes do mercado financeiro como uma das primeiras “digitais” de favorecimento ao Master no Congresso.

De acordo com o relatório da PF, a emenda teria sido enviado pela assessoria do banco a Vorcaro e, em seguida, entregue a Ciro Nogueira em seu endereço residencial. “A proposta apresentada ao Senado reproduziu integralmente a versão encaminhada pelo banco“, afirmou a corporação.

Vorcaro teria afirmado, após a publicação da emenda, que o texto “saiu exatamente como mandei”. “Também há notícia de circulação, a partir de sua residência, de minutas de outros projetos legislativos de interesse do particular, posteriormente remetidas ao gabinete parlamentar“, disse a PF.

Já em novembro de 2023, Vorcaro teria mandado retirar envelopes com minutas de projetos de lei de interesse do particular da residência de Ciro Nogueira. Mais tarde, eles foram levados a “escritório” indicado por ele, revisados e, em seguida, entregues, já processados, a servidor vinculado ao parlamentar.

A cobertura do FGC era uma das principais estratégias do Banco Master para alavancar os investimentos em seus Certificados de Depósitos Bancários (CDBs),como mostrou o Estadão em agosto do ano passado.

Essa é a quinta fase da operação e foi deflagrada na mesma semana em que a defesa do banqueiro entregou à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de acordo de delação premiada, ainda sob análise dos investigadores. A nova fase não tem relação com os fatos apresentados na proposta de delação, que no estágio atual não possui valor probatório.

Na quarta fase, deflagrada em 16 de abril, a PF prendeu o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, que também decidiu buscar um acordo de delação. Com informações do portal g1.

Dino proíbe a criação de novos ‘penduricalhos’ após STF extinguir benefícios

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quarta-feira, 6, “absolutamente vedados” a criação, implantação ou pagamento de novas verbas remuneratórias ou indenizatórias além das permitidas pela Corte no julgamento sobre os chamados “penduricalhos“. O descumprimento da determinação está sujeito a “pena de responsabilidade penal, civil e administrativa”.

No dia 25 de março, o STF extinguiu 15 desses benefícios extras, e manteve apenas oito verbas de caráter indenizatório, ou seja, destinadas ao ressarcimento de despesas, e não ao aumento salarial.

A Corte também fixou que a soma desses valores não pode ultrapassar 35% do subsídio dos magistrados, respeitando ainda o teto do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 46.366,19, equivalente ao salário dos ministros do Supremo. Na prática, a decisão permite elevar a remunerações para até R$ 78,7 mil.

Pela decisão, as restrições devem ser aplicadas de forma imediata pelos órgãos do Judiciário e do Ministério Público. No entanto, como mostrou o Estadão, após o julgamento no STF, órgãos públicos tentaram criar uma espécie de “teto duplex” para burlar o limite constitucional de R$ 46,3 mil mensais, inclusive na Câmara e no Senado.

Assim, Dino determinou a proibição do pagamento de novos benefícios, “sob pena de responsabilidade penal, civil e administrativa dos Presidentes do Tribunais, do Procurador-Geral da República, do Advogado Geral da União, do Defensor Público da União, dos Procuradores Gerais de Justiça, dos Procuradores Gerais do Estado, dos Defensores Públicos dos Estados e demais ordenadores de despesa“, segundo o despacho.

Além disso, o ministro reforçou que tribunais, Ministérios Públicos, defensorias públicas, tribunais de contas e advocacias públicas publiquem mensalmente, em seus sites, os valores recebidos por membros e servidores, com detalhamento dos pagamentos. Os gestores que não cumprirem com as determinações de transparência estão sujeitos a “responderem por discrepâncias entre os valores divulgados e os efetivamente pagos”.

O fim de parte dos penduricalhos

Em 25 de março, o Supremo referendou a decisão e determinou a extinção de 15 benefícios pagos à elite do funcionalismo público e manteve oito verbas indenizatórias específicas, cuja soma está limitada a 35% do teto de pagamento de servidores públicos.

Enquanto o Congresso não editar nova legislação sobre o tema, os servidores em geral seguem vinculados ao Regime Estatutário, dentro dos limites já previstos em lei. Não há previsão de votação de uma nova norma, sobretudo porque o Brasil está em ano eleitoral.

Um grupo de trabalho, composto por representantes do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público estão responsáveis por implementar de forma coordenada as diretrizes fixadas pelo STF. O objetivo é garantir uniformidade na aplicação das regras e fortalecer os mecanismos de controle e transparência no pagamento de subsídios e vantagens.

Após novo ataque de Trump, papa Leão diz que missão da Igreja é pregar paz

O papa Leão XIV afirmou nesta terça-feira (5) que espera difundir a mensagem cristã falando sobre a paz, mas que as pessoas são livres para criticá-lo. A declaração é feita após o mais recente ataque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o pontífice.

A missão da Igreja é pregar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém quiser me criticar por pregar o Evangelho, que o faça com a verdade“, disse o papa.

Leão também rejeitou a ideia de que apoia armas nucleares, algo que a Igreja Católica considera imoral “A Igreja se manifesta há anos contra todas as armas nucleares, disso não há dúvida“, afirmou.

E eu sempre acreditei que é muito melhor dialogar do que buscar armas e apoiar a indústria bélica, que lucra bilhões e bilhões de dólares todos os anos, em vez de sentar à mesa para resolver nossos problemas e usar o dinheiro para solucionar questões humanitárias, como a fome no mundo“, adicionou o pontífice.

Trump havia dito ao apresentador de rádio Hugh Hewitt que “o papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear, e eu não acho isso muito bom”.

Acho que ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas. Mas acho que, se dependesse do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter armas nucleares“, alegou o presidente.

Leão nunca disse que o Irã deveria ter armas nucleares, mas se opôs à guerra que, segundo Trump, visa acabar com o programa nuclear iraniano.

Casa Branca confirma encontro de Lula com Trump em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta-feira (7), em Washington.

O encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.

Os dois presidentes devem aproveitar o encontro para discutir temas econômicos e de segurança de interesse comum.

A reunião é vista pela diplomacia brasileira como um passo importante para tentar normalizar as relações comerciais entre os dois países.

Trump volta a atacar o papa e afirma que Leão XIV ‘está colocando os católicos em perigo’

Presidente dos EUA acusa pontífice de “colocar católicos em perigo” ao comentar suposta posição sobre o Irã; Vaticano reforça defesa da paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (4), que o papa Leão XIV coloca os católicos “em perigo” por acreditar que “não há problema em o Irã ter uma arma nuclear”.

Em entrevista ao programa do comentarista Hugh Hewitt, Trump comentava sobre sua viagem à China, prevista para a próxima semana. Durante a conversa, Hewitt disse que gostaria que o papa falasse sobre o empresário Jimmy Lai, preso em Hong Kong desde 2022 por conspiração contra a segurança nacional chinesa.

Bem, o papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear, e eu não acho isso muito bom“, afirmou Trump. “Acho que ele está colocando muitos católicos e muitas outras pessoas em perigo.”

Mas suponho que, se depender do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear“, acrescentou.

Hewitt respondeu que o papa era de Chicago e, por isso, “precisa aprender algumas coisas“. Leão nasceu em Chicago, mas também tem cidadania peruana.

A declaração se soma a outras críticas públicas feitas pelo presidente ao líder da Igreja Católica nas últimas semanas. Trump chegou a se referir ao pontífice como “fraco” e “péssimo” e disse não ser “” dele, além de acusá-lo de acreditar ser “aceitável que o Irã tenha armas nucleares“.

Leão XIV, no entanto, nunca disse que o Irã deveria ter armas nucleares. Ele condenou a guerra em geral e defendeu as negociações de paz. Após as acusações de Trump, o papa afirmou que a missão da Igreja Católica é defender a paz. “Não tenho medo do governo Trump“, disse.

Rubio se reunirá com o papa no Vaticano

Para tentar amenizar as tensões, o secretario de Estado dos EUA, Marco Rubio, viajará para a Itália nesta semana e se encontrará com o papa na Cidade do Vaticano, na quinta-feira, 7.

O secretário se reunirá com a liderança da Santa Sé para discutir a situação no Oriente Médio e os interesses mútuos no Hemisfério Ocidental”, disse o Departamento de Estado em comunicado.

“A reuniões com os homólogos italianos terão como foco os interesses de segurança compartilhados e o alinhamento estratégico”, acrescentou.

Rubio tem sido frequentemente solicitado a amenizar ou explicar a retórica agressiva de Trump em relação à Europa, à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e ao Oriente Médio. A disputa com o papa, porém. tem implicações políticas internas nos EUA, em meio à aproximação das eleições legislativas de meio de mandato. (Com informações da Associated Press)

Dom Mário Antonio da Silva assume a Arquidiocese de Aparecida

A Arquidiocese de Aparecida celebrou, no dia 2 de maio, às 15h, a posse canônica de Dom Mário Antonio da Silva como seu sexto arcebispo. A nomeação foi feita em março pelo Papa Leão XIV.

A celebração eucarística reuniu bispos, autoridades civis e fiéis no Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida.

Acolhida e rito de posse
A chegada do novo arcebispo ocorreu na Fachada Norte do Santuário. Ele foi recebido pelo Núncio Apostólico, Dom Giambattista Diquattro, e pelo Administrador Apostólico, Dom Orlando Brandes.

Houve reverência ao crucifixo, conduzido pelo reitor do Santuário Nacional, Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., e pelo vigário geral, Pe. Marcus Vinícius da Silva.

Em seguida, Dom Mário aspergiu água benta pelos corredores da Basílica e rezou na Capela do Santíssimo.

Em seguida, em ação de graças, as imagens de Nossa Senhora Aparecida e de Frei Galvão foram acolhidas no altar.

A nomeação pontifícia foi lida pelo chanceler. Depois, Dom Mário recebeu o báculo das mãos do antecessor e saudou o Colégio de Consultores, que manifestou obediência e comunhão.

Participaram da celebração bispos da Província Eclesiástica, entre eles Dom José Valmor Cesar Teixeira, Dom Wilson Luís Angotti Filho, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias e Dom José Carlos Chacorowski.

Também estiveram presentes os cardeais Dom Odilo Scherer, Dom Raymundo Damasceno, Dom Orani Tempesta e também Dom João Justino de Medeiros Silva, que representou a CNBB.

Entre as autoridades civis, participaram o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues.

A primeira homilia de Dom Mario à frente da Arquidiocese se inspirou nas leituras da liturgia. O arcebispo apresentou o que chamou de programa de vida e ministério:

“Aqui está o verdadeiro programa de vida e até mesmo de ministério episcopal: viver a Páscoa e dar muitos frutos.”

Inspirado no Evangelho de João, reforçou:

“A palavra de Jesus ‘eu sou o caminho, a verdade e a vida’ não é apenas uma bela frase, uma afirmação teológica, é uma luz, uma luz concreta para a missão do pastor com o seu rebanho.”

Ele aplicou essa passagem à missão episcopal. O bispo é chamado a discernir, orientar e manter a Igreja unida. Para os fiéis, trata-se de conversão constante. Para os romeiros, cada passo até o Santuário expressa o caminho interior rumo a Deus.

Lula anuncia apoio federal a Pernambuco por causa das chuvas

O presidente Lula (PT) anunciou, nesta sexta-feira (1º), o envio de apoio federal imediato a Pernambuco devido às fortes chuvas. O anúncio ocorreu após conversas com o ex-prefeito e pré-candidato a governador do estado, João Campos (PSB), e o pré-candidato a senador Humberto Costa (PT).

“Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais”, afirma o presidente.

De acordo com Lula, a ajuda inclui o deslocamento de técnicos da Defesa Civil Nacional para reconhecimento de situação de emergência e a mobilização da Força Nacional do SUS para o atendimento às vítimas.

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) renovou o aviso meteorológico para o estado. O comunicado estabelece estado de alerta extremo devido às chuvas na Mata Norte e Região Metropolitana do Recife. A capital decretou Alerta Máximo.

Alerta Máximo

A previsão meteorológica indica que as chuvas devem continuar com intensidade nas próximas horas, aumentando o risco de deslizamentos e inundações.

Como medida preventiva, o Recife abriu oito abrigos emergenciais em diversas localidades (como Cajueiro, Curado e Ibura), oferecendo cerca de 400 vagas com alimentação, kits de higiene e suporte psicossocial. A gestão municipal reforça que moradores de áreas de risco devem procurar locais seguros imediatamente.

Governo de Pernambuco

Em reunião com a Apac, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), declarou que as próximas horas serão de muita chuva no estado. “E essas chuvas estão caminhando para o interior“, disse a governadora. “Estamos acionando as prefeituras para que cada um possa cumprir seu papel”.

Rios

O Rio Capibaribe, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, atingiu a cota de inundação.

Segundo o aviso hidrológico, emitido às 11h28, as cidades de São Lourenço da Mata, Recife e Camaragibe estão sendo afetadas pelo extravasamento do rio.

Mais cedo, o Rio Siriji, em Vicência, na Mata Norte de Pernambuco, também atingiu a cota de inundação.

Além disso, os rios Capibaribe Mirim, em Timbaúba, também na Mata Norte, Tapacurá, em Vitória do Santo Antão, Duas Unas, em Jaboatão, e Tracunhanhém, em Nazaré da Mata, atingiram a cota de alerta.

PL da Dosimetria: Congresso derruba veto de Lula a projeto que reduz pena de Bolsonaro

O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira, 30, o veto presidencial ao projeto da dosimetria, que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Um dos beneficiados será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a pena reduzida de 27 anos para 20 anos e diminuição do tempo de regime fechado para dois anos e quatro meses. O texto seguirá para promulgação, com exceção de trechos retirados por decisão da Mesa Diretora.

O resultado é a segunda derrota ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em dois dias. Ontem, 29, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

Ao todo, 318 deputados votaram a favor da derrubada de veto, 144 contra e cinco se abstiveram. No Senado, foram 49 favoráveis à derrubada e 24 contrários. O projeto da dosimetria foi aprovado pelo Congresso em dezembro. Em 8 de janeiro, Lula vetou integralmente o projeto. Na ocasião, o petista argumentou que “inimigos da democracia tentaram demolir” um “País mais justo e menos desigual” – característica que atribuiu a resultados de seu governo.

Desde então, a direita pressiona o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar o veto. Em clima de insatisfação com o governo, Alcolumbre atendeu ao pedido da oposição e marcou uma sessão conjunta com o veto da dosimetria como item único, o que causou críticas de governistas, que argumentaram que há vetos mais antigos pendentes de análise.

A sessão

A sessão que derrubou o veto contou com uma série de discursos contra e a favor. Oposicionistas afirmaram que a redução de penas serve para ajustar as condenações e que a redução de penas é uma primeira etapa antes de uma anistia ampla aos condenados pelo 8 de Janeiro.

“É o primeiro degrau que há de ser a anistia. E, depois da anistia, haverá uma investigação sobre o inquérito de 8 de janeiro, que transgrediu todas as normas do direito nacional e internacional”, disse o senador Esperidião Amin (PP-SC).

Já os governistas disseram que derrubar o veto é um estímulo para novos episódios semelhantes ao 8 de janeiro. “Esse projeto de dosimetria, que é salvo-conduto para golpe, é aval para golpismo, pretende é aliviar a pena não daquele anônimo que está lá – aliás, hoje, são 180 aprisionados que cumprem penas -, e sim dos chefes da organização criminosa, a começar pelo ex-Presidente Jair Bolsonaro”, declarou o deputado Chico Alencar (Psol-RJ).

O relator do projeto na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), defendeu a derrubada do veto e disse que a decisão mostra a força dos parlamentares. “O Congresso Nacional não é carimbador do Executivo, não é subordinado a governo nenhum, somos um Poder independente”, falou.

Soma de penas e crimes de multidão

Atualmente, o Decreto-Lei nº 2.848 determina 4 a 12 anos de reclusão para o crime de tentativa de golpe de Estado e 4 a 8 anos de reclusão para tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, possibilitando a soma das penas. O projeto propõe que as penas dos crimes não poderão ser somadas, mesmo que praticadas no mesmo contexto.

O texto também estabelece que, quando esses crimes forem cometidos em contexto de multidão, a pena será “reduzida de um terço a dois terços, desde que o agente não tenha praticado ato de financiamento ou exercido papel de liderança”. As regras favorecerão pessoas que participaram da depredação de prédios públicos em 8 de janeiro de 2023, mas não aquelas que financiaram ou lideraram os atos.

Derrota de Messias impõe dilema a Lula sobre nova indicação

A derrota de Jorge Messias no Senado impõe um dilema ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com as eleições próximas e o tempo escasso para uma nova votação ainda este ano, o Planalto avalia dois caminhos: forçar uma indicação imediata em rito acelerado ou adiar a decisão para o ano que vem, correndo o risco de deixar a escolha para uma nova gestão.

Senadores da base do governo ouvidos pela CNN entendem que o Planalto precisa fazer um cálculo político para uma possível nova indicação. Eles consideram que Lula pode partir para o enfrentamento ao Senado e apresentar um novo nome na tentativa de capitalizar politicamente o embate.

A ideia seria indicar um nome mais palatável que, em caso de nova rejeição, desgastaria a imagem do Congresso como um agente político com intenção deliberada de prejudicar o Executivo. Uma possibilidade, por exemplo, seria indicar atendendo à cobrança de movimentos sociais que, desde o início da gestão petista, pleiteiam maior presença feminina no Supremo. Atualmente, o STF conta apenas com Cármen Lúcia e outros nove ministros.

Essa alternativa, no entanto, colide com a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo parlamentares ouvidos pela reportagem, o senador tem sinalizado que não pretende submeter a plenário nenhum outro nome indicado pelo governo antes das eleições.

Nesse caso, a votação poderia ocorrer no final deste ano, após o pleito, ou ficaria para o ano que vem, já sob uma nova composição da Casa Alta. Interlocutores da base governista entendem que, se Alcolumbre seguisse esse caminho, reforçaria a narrativa do Planalto de que o “Congresso é inimigo do povo” e quer barrar o trabalho do governo.

O lema foi amplamente difundido pela ala governista nas redes sociais durante a aprovação do PL (Projeto de Lei) da Dosimetria, que reduz as penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A sessão para derrubar o veto presidencial está marcada para esta quinta-feira (29), com alta chance de aprovação.

A outra alternativa de Lula é deixar a indicação para o próximo governo — seja para um eventual quarto mandato do petista ou para um novo presidente. Essa possibilidade, no entanto, é vista por congressistas como uma forma de “acusar o golpe” e admitir que o Congresso hoje é dominante em relação ao Executivo.

Caso fique sem um novo nome até 2027, um tabu será quebrado: o STF passará mais de um ano com a composição incompleta. Desde 2002, o maior período em que a Corte atuou com um desfalque foi em 2021, após a indicação de André Mendonça. Naquela ocasião, o Supremo aguardou 140 dias até ter as 11 cadeiras preenchidas novamente.

Reunião

Logo após ser rejeitado pelo Senado, nesta quarta-feira (29), Jorge Messias, se reuniu com Lula no Alvorada. Também participam da reunião o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, após quase duas horas de reunião, o governo não chegou a conclusão sobre caminho seguir.

‘Lutei como bom cristão’, diz Messias após ter nome rejeitado pelo Senado para vaga no STF

Em sua primeira manifestação após ter o nome rejeitado para o Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29) que participou de forma “íntegra” e “franca” de todo o processo de indicação. Ele agradeceu o voto recebido por senadores e disse aceitar o resultado.

Me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve, espírito franco. Falei a verdade, falei o que penso, falei o que sinto, demonstrei o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Temos que aceitar, o Senado é soberano, o plenário do Senado é soberano. O plenário falou. Agradeço os votos que recebi, faz parte do processo democrático saber ganhar, saber perder“, disse o ministro da AGU em declaração a jornalistas, após o resultado.

O nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para que a indicação de Messias fosse aprovada eram necessários pelo menos 41 votos dos 81 senadores. Com a rejeição, a indicação foi arquivada.

Não é simples alguém com a minha trajetória passar por uma reprovação. Mas eu quero dizer algo muito importante, eu aprendi que a minha está nas mãos de Deus, e Deus sabe de todas as coisas. Deus tem um plano para a nossa vida, para a vida de cada um de nós. Lutei o bom combate, como todo cristão e preciso aceitar o plano de Deus na minha vida“, prosseguiu Jorge Messias, que é evangélico e tinha apoio de segmentos religiosos.

A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril.

Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal em outubro de 2025.

Ainda na declaração a jornalistas, Messias afirmou que passou por cinco meses de um processo de desconstrução de sua imagem, afirmou ter “vida limpa” e agradeceu ao presidente Lula pela indicação.

O presidente Lula me deu uma grande honra de ter participado desse processo e agradeço a ele pela oportunidade. Eu não encaro isso aqui como um fim, isso aqui é uma etapa do processo da minha vida”, acrescentou.

Messias disse que é servidor público de carreira e que não precisava de um cargo público para prosseguir sua trajetória profissional.

A rejeição de Messias rompeu um intervalo de 132 anos sem que a Casa barrasse uma indicação ao Supremo. A decisão impõe uma derrota política ao governo do presidente Lula e resgata um capítulo pouco comum da história institucional brasileira.

Messias foi rejeitado após votação no plenário do Senado, tornando-se o primeiro indicado recusado desde 1894. O intervalo atravessa toda a República recente e reforça o caráter excepcional do episódio. Desde então, todas as indicações presidenciais ao STF haviam sido aprovadas pelos senadores, consolidando uma tradição de aval quase automático às escolhas do Executivo.

Ao longo de mais de um século, apenas cinco nomes foram rejeitados pelo Senado; todos concentrados em um único momento histórico, durante o governo de Floriano Peixoto. Naquele período, marcado por instabilidade política nos primeiros anos da República, o embate entre os Poderes resultou em sucessivas recusas de indicados à Corte.

O caso mais emblemático daquela época foi o de Cândido Barata Ribeiro. Indicado ao Supremo, ele chegou a assumir o cargo e atuar por cerca de dez meses antes de ter seu nome rejeitado pelos senadores, algo permitido pelas regras vigentes à época. Após a decisão, foi obrigado a deixar o posto, em um episódio que se tornou referência histórica sobre os limites da relação entre Executivo e Legislativo na formação do STF.

A rejeição de Jorge Messias recoloca esse tema no centro do debate político. O atual chefe da Advocacia-Geral da União foi Indicado por Lula em novembro de 2025 para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Raquel fala com exclusividade à Rádio Pajeú

A governadora Raquel Lyra falou com exclusividade à Rádio Pajeú.

A governadora recebeu nossa equipe no Palácio do Campo das Princesas, e aborda vários temas de gestão ligados ao interior.

Infraestrutura viária, saúde, Compesa, segurança pública e outros temas na pauta.

A entrevista também está no ar nas multiplataformas da Pajeú e em parceria com as rádios Itapuama FM, Cultura FM, Blog Nill Júnior e Blog Alyson Nascimento.

A entrevista foi ao ar nesta terça-feira, nove da manhã, no Programa Manhã Total.

Municipalização do trânsito: Afogados vivenciou dia histórico

Nesta segunda (27) a Prefeitura de Afogados da Ingazeira deu um passo importante no processo de municipalização do trânsito com o início das autuações por infrações de trânsito por parte dos agentes municipais de trânsito.

Durante todo o dia, os agentes de trânsito fizeram rondas nos bairros e também nas via de maior fluxo, como Manoel Borba, Henrique Dias, Antônio Rafael de Freitas e Rio Branco.

As autuações, na grande maioria, aconteceram devido a estacionamento indevido – veículos em calçadas, faixas de pedestres, faixas amarelas, dentre outros. Também houve autuação por por avanço de sinal vermelho.

Para a Secretária Municipal de Transportes e Trânsito, Flaviana Rosa, o trabalho de fiscalização foi bastante efetivo. “Consideramos também um avanço a liberação de vias e de vagas, antes guardadas indevidamente com cones e cavaletes, assim como a colaboração de muitos comerciantes que já iniciaram o recolhimento de produtos para o interior dos seus comércios,” destacou Flaviana.

A secretária também informou que foram recebidas muitas demandas de comerciantes que serão analisadas na próxima quinta (30), mediante análise técnica da equipe de engenharia de trânsito.

Justiça Eleitoral cassa mandato em Afogados da Ingazeira; defesa anuncia recurso ao TRE

A decisão da Justiça Eleitoral em primeira instância, divulgada nesta segunda-feira (27), determinou a cassação relacionada ao pleito em Afogados da Ingazeira e já provoca repercussão no meio político local. A medida ainda cabe recurso.

Em nota oficial, a defesa da Frente Popular, representada pelo advogado Walber Agra, afirmou ter recebido a decisão com “absoluta serenidade” e contestou os fundamentos adotados. Segundo ele, “as provas dos autos não justificam a decisão pela cassação”.

A defesa também destacou que as contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, com trânsito em julgado, argumento que, na avaliação dos advogados, reforça a inconsistência da decisão.

Ainda de acordo com a nota, há confiança de que o caso será revisto pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. “Temos plena convicção de que essa decisão de primeira instância será reformada, restabelecendo a vontade popular expressa nas urnas”, afirmou Walber Agra.

O caso deve seguir agora para análise do TRE, que poderá confirmar ou reverter a decisão. Enquanto isso, o cenário político do município segue em expectativa quanto aos desdobramentos do processo.

Endividamento das famílias sobe para 49,9% e bate recorde, aponta BC

O endividamento das famílias subiu para 49,9% em fevereiro, alcançando o maior patamar da série histórica do BC (Banco Central). Os dados constam no Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgado nesta segunda-feira (27).

Segundo o documento, o comprometimento da renda das pessoas físicas também avançou no período, quando alcançou 29,7%. É uma alta de 0,2 p.p. no mês e 1,9 p.p em 12 meses.

Os dados do Banco Central mostram que 10,63% da renda das famílias é destinada ao pagamento dos juros da dívida. Outra fatia, cerca de 19%, vai para honrar o principal.

O avanço do endividamento das famílias está na mira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prepara um pacote para mudar este cenário. A equipe econômica gesta um Desenrola 2.0 para que a população renegocie suas dívidas a partir de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Em atualização.