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Adolescente de 16 anos é atingido por raio e internado em estado grave em MG

Hospital Santa Lúcia em Poços de Caldas (MG) — Foto: Divulgação/Prefeitura de Poços de Caldas

Um adolescente de 16 anos foi internado após ser atingido por um raio nesta sexta-feira (3) em Andradas (MG). Segundo o diretor do Hospital Santa Lúcia, em Poços de Caldas, o jovem foi socorrido e levado para o pronto-socorro de Andradas após sofrer a descarga elétrica.

Lá ele sofreu uma parada cardíaca e teve uma arritmia grave, sendo preciso fazer massagem cardíaca e entubá-lo. O adolescente então foi transferido para o Hospital Santa Lúcia em Poços de Caldas, também conhecido como Hospital do Coração.

Ainda de acordo com a direção do hospital, o jovem deu entrada em estado grave e instável. Ele foi internado na UTI e está em coma induzido. O estado de saúde dele é estável.

Chuva deixa seis mortos no estado de SP, diz Defesa Civil; queda de árvores sobre carros e muros foram principal causa dos óbitos

Árvores caem sobre veículos na Avenida Eduardo Sabino de Oliveira, Jd. Helena, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Acervo pessoal

As chuvas fortes que caíram em boa parte do estado de São Paulo na tarde desta sexta-feira (3) deixaram ao menos seis mortes no estado, segundo levantamento da Defesa Civil.

Várias bairros da capital paulista e de cidades de Região Metropolitana continuam sem energia elétrica, mais de 12 horas depois do temporal, em virtude das quedas de árvore sobre a fiação elétrica e postes.

Os óbitos, segundo a Defesa Civil, estão relacionados às causas da chuva, como queda de árvores, muros e paredes.

No levantamento publicado às 06h30, a Defesa Civil informou que as mortes ocorridas desde ontem aconteceram nas seguintes cidades:

São Paulo – 2 pessoas faleceram na Zona Leste em virtude de queda de árvore sobre veículos;
Osasco – 1 pessoa morreu após a queda de uma árvore sobre um muro, que também atingiu um veículo;
Santo André – 1 pessoa morreu após a queda da parede do 18º andar de prédio em construção;
Limeira – 1 morte causada pela queda de um muro sobre pessoa;
Suzano – 1 morte causada pela queda de uma árvore sobre a pessoa.

Enchentes no RS: governo federal repassa R$ 65 milhões para escolas e hospitais de cidades atingidas

Água atingiu todas as áreas do Hospital Roque Gonzales, em Roca Sales, que ficou destruído  — Foto: Reprodução/RBS TV

O governo federal liberou R$ 65 milhões para as áreas de saúde e educação de municípios atingidos pelas enchentes do início de setembro no RS.

Os ministros Camilo Santana, da Educação, e Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação, anunciaram a liberação em reunião em Lajeado, no Vale do Taquari, a região mais afetada pela tragédia. Mais de 100 municípios sofreram danos e 52 pessoas morreram.

Mais de R$ 36 milhões serão destinados para 18 hospitais, que poderão ser reequipados, além de Unidades Básicas de Saúde (UBS) que foram danificadas pelas chuvas e o alagamentos.

R$ 3,5 milhões para UBS: Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum, Roca Sales e Venâncio Aires
R$ 32,6 milhões pra hospitais: Anta Gorda, Arvorezinha, Bom Retiro, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Encantado, Estrela, Ilópolis, Lajeado, Marques de Souza, Muçum, Nova Bréscia, Putinga, Progresso, Roca Sales, Taquari, Teutônia, Venâncio Aires

E R$ 29 milhões vão para a educação, para a aquisição de itens como equipamentos, materiais, mobília e utensílios para as cozinhas das escolas. Também poderão ser usados para aquisição de ônibus escolares. Veja detalhes e cidades abaixo:

R$ 10,7 milhões para escolas e creches: Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum e Roca Sales
R$ 18,3 milhões para compra de ônibus escolares: Arroio do Meio, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Muçum, Roca Sales

As prioridades foram definidas pelas cidades. Os recursos já estão liberados e as compras serão feitas pelas prefeituras.

 “Já está empenhado o recurso de R$ 30 milhões para os 10 municípios que enviaram propostas e tem outros três municípios que estão com as propostas em análise no MEC, e já temos recurso para atender essas novas demandas”, explicou o ministro da Educação.

Aumento de 16 vezes da vazão das Cataratas do Iguaçu influencia inundações no Paraguai, e famílias precisam ser removidas de casa

Aumento de vazão nas Cataratas do Iguaçu tem reflexos no Paraguai — Foto: Marcos Landim/RPC Foz do Iguaçu

O aumento da vazão das Cataratas do Iguaçu em mais de 16 vezes, devido às chuvas intensas no Paraná, tem influenciado em inundações no Paraguai, e pelo menos 60 famílias precisaram ser removidas de casa até esta segunda-feira (30), segundo Itaipu Binacional.

As quedas estão com fluxo acima dos 24 milhões de litros de água por segundo, de acordo com o monitoramento hidrológico da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Esta é a segunda maior vazão desde 1997, quando o monitoramento passou a ser automático e medido de hora em hora.

A vazão normal é de 1,5 milhão.

Após passar pelas Cataratas do Iguaçu, o Rio Iguaçu deságua no Rio Paraná, que segue no sentido Paraguai. Conforme a Itaipu, isso tem causado grande aumento no fluxo do rio, que passou de 15 milhões de litros por segundo para mais de 33 milhões em menos de 24 horas.

Ainda conforme Itaipu, cerca de 120 famílias do bairro San Rafael, em Ciudad del Este, no Paraguai, no limite com Foz do Iguaçu, no Paraná, podem ser afetad

Por isso, desde domingo (29), equipes da usina auxiliam na remoção das famílias para áreas seguras, em parceria com os governos locais.

No lado brasileiro, a passarela próxima às quedas está fechada para visitação. Os demais circuitos permanecem abertos.

No lado argentino das Cataratas do Iguaçu, o parque está fechado diante da grande vazão das quedas. Parte da passarela que dá acesso ao circuito Garganta do Diabo foi arrastada pela correnteza.

Chuvas fortes obrigam 1,5 mil pessoas a deixarem casas no Paraná; mais de 4,5 mil imóveis foram danificados, diz Defesa Civil

Chuvas fortes obrigam mais de 600 pessoas a deixarem casas no Paraná; mais  de 4 mil imóveis foram danificados, diz Defesa Civil | Paraná | G1

As chuvas voltaram a ganhar força no Paraná e obrigaram 1.500 pessoas a deixarem as casas desde a última quinta-feira (26). É o que informa boletim da Defesa Civil estadual divulgado às 11h30 deste domingo (29).

De acordo com o órgão, mais de 18,4 mil pessoas foram afetadas pelos temporais e pelo menos 4.545 imóveis foram danificados em 43 cidades paranaenses.

Também de acordo com a Defesa Civil:

604 pessoas permanecem desalojadas, são aquelas que precisaram deixar a casa em virtude do desastre, mas que não precisam de abrigo público por se refugiarem na casa de parentes ou amigos;

398 pessoas permanecem desabrigadas, são aquelas que deixaram as casas em virtude do desastre e que precisam de abrigo público;

14 casas foram destruídas pelos temporais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta sobre perigo em todas as cidades do Paraná, em virtude dos temporais.

Os avisos indicam que pode chover entre 50 e 100 mm por dia, com registro de ventos intensos de 60 a 100 km/h e queda de granizo.

Há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos em todo o Paraná.

O alerta é válido deste domingo (29) até, pelo menos, às 10h de segunda-feira (30).

Mais de 25 mil pessoas sofrem com falta de água após seca histórica de rio no interior de Rondônia

Seca do rio Palmeiras, em Espigão d'Oeste, RO — Foto: Reprodução

A seca do rio Palmeiras, em Espigão d’Oeste (RO), suspendeu os serviços de abastecimento de água da população. Desde quarta-feira (25), as máquinas de captação de água tiveram que ser desligadas pela Caerd e a população, estima pelo IBGE em mais de 25 mil, está sem acesso a água a quase uma semana.

De acordo com o prefeito Wéliton Pereira, um comitê de crise foi criado para tentar solucionar o problema.

Rio Negro continua descendo e fica abaixo dos 13 metros em Manaus

Rio Negro — Foto: Jornal Nacional/Reprodução

Após registrar a pior seca em 121 anos, o Rio Negro continua descendo em Manaus. Desde domingo (22), o nível das águas está abaixo dos 13 metros no Porto de Manaus, onde a medição é realizada diariamente.

No domingo, o Rio Negro baixou para 12,99 metros. Nesta segunda-feira (23), o nível caiu para 12,89. É a primeira vez, em 121 de medição, que o nível das águas chega à casa dos 12 metros.

O Rio Negro registrou a maior seca da história há uma semana, no dia 16 de outubro, atingir 13,59. Nos dias seguintes, as águas continuaram baixando em ritmo mais lento, em média, até 10 centímetros por dia.

De acordo com Jussara Cury, pesquisadora do Serviço Geológico Brasileiro (SGB), antigo CPRM, o nível do Rio Negro deve continuar baixando em Manaus, embora a estiagem já tenha encerrado na calha do Rio Solimões.

Influenciado pelas águas do Rio Solimões, o Rio Negro depende da subida das águas no Peru e na tríplice fronteira, onde está situada a cidade de Tabatinga.

“Há uma estabilidade nesse processo de subida, desde a região que alimenta o Solimões, como é o caso dos Andes e das estações monitoradas no Peru. [Elas] apresentam o mesmo comportamento. Devido às chuvas isoladas na região“, disse Jussara.

SC tem 46% das cidades afetadas pelas chuvas, dois mortos e 67 municípios em situação de emergência

Rio atinge 12 metros e cidade de SC amanhece com ruas inundas ruas e moradores ilhados; VÍDEO — Foto: Videomonitoramento/Reprodução

Sessenta e sete cidades de Santa Catarina já decretaram situação de emergência por causa dos fortes temporais, até esta segunda-feira (9). Dos 295 municípios, 136 registraram algum estrago por conta da chuva – o que representa 46% das cidades catarinenses.

De acordo com o governo estadual, duas pessoas morreram por conta dos temporais e alagamentos e um bebê ficou ferido. Diversas cidades seguem em atendimento nesta segunda, como é caso de Taió, no Vale do Itajaí, que amanheceu coberta por água.

Na cidade de pouco mais de 18 mil habitantes, que sofre a maior enchente da sua história, o Exército foi chamado para tirar pessoas ilhadas das casas.

Entre os atendimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar nesta segunda está o de uma gestante de 26 anos em trabalho de parto em Rio do Campo, no Vale do Itajaí.

A mulher, com 38 semanas de gestação, apresentava hipertensão e pré-eclâmpsia. Ela foi levada de helicóptero ao hospital.

Em Rio do Sul, na mesma região, um homem foi resgatado na tarde de domingo (8) com hipotermia. O cão dele também foi retirado de uma árvore e ajudou o tutor a se aquecer.

De acordo com o governo do estado, cerca de 40 mil itens de ajuda humanitária foram entregues aos municípios. Foram abertos 121 abrigos em 52 municípios.

Após suspender a Oktoberfest, Blumenau decreta situação de emergência por causa das chuvas

Parque Alcântaro Corrêa, em Blumenau, na manhã deste domingo (8) — Foto: Thiago Walter/ NSC TV

Após suspender a 38ª Oktoberfest, Blumenau decretou situação de emergência por causa das chuvas dos últimos dias e da previsão de elevação do nível Rio Itajaí-Açu. Há 107 desabrigados na cidade, segundo a Defesa Civil.

Às 8h15 deste domingo (8), o nível estava em 9,09 metros, condição que deixa a cidade em “alerta máximo”, segundo a Defesa Civil. A cota para configurar enchente é de 8 metros.

A homologação do documento, na noite de sábado (7), segundo a prefeitura, é importante para facilitar a busca por recursos para atender situações causadas pela enchente, como recuperação de locais atingidos, abastecimento do abrigos e ampliação dos trabalhos de desobstrução de vias.

Com a publicação do texto, o Exército Brasileiro também se coloca à disposição da cidade para eventuais necessidades.

As aulas nas escolas e Centros de Educação Infantil do municípios previstas para segunda-feira (9) foram canceladas. A prefeitura também suspendeu o transporte coletivo neste domingo (8).

Santa Catarina soma 93 cidades com estragos causados pela chuva. De acordo com o boletim da Defesa Civil estadual, atualizado na noite de sábado, duas pessoas morreram e 46 municípios emitiram decretos de situação de emergência.

Com duas mortes por causa das chuvas, governador de SC pede para moradores deixarem suas casas

Em razão das fortes chuvas, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), pediu em comunicado à imprensa, neste sábado (7), que a população das áreas mais afetadas deixe suas casas e alagamentos de quase 14 metros em algumas cidades.

“Estamos passando por um momento muito difícil, e ainda vai se agravar até segunda-feira. A maior preocupação, agora, é com a enchente, que deve atingir 14 metros”, afirmou o governador.

O governador não especificou os municípios, mas informou que a região do vale do Itajaí é uma das mais afetadas. O estado está em situação de emergência e, pelo menos, 90 cidades foram afetadas pelo temporal. Além do vale, Planalto Norte, Oeste e áreas de divisa com o Rio Grande do Sul concentram os maiores estragos.

“As pessoas têm obrigação de obedecer [a Defesa Civil], é um chamamento para que as pessoas deixem suas casas, até o segundo andar. Quando chega a dez metros, não se consegue fazer a remoção das pessoas. É uma situação dramática”, prosseguiu Mello.

Durante o pronunciamento, a Defesa Civil confirmou duas mortes, uma em Palmeira, na serra de Santa Catarina, e outra na cidade de Rio do Oeste.

“Estamos dizendo com dor no coração, as pessoas têm que sair [de casa] para preservar a vida. Com o volume de chuva, não temos o que fazer. Terça-feira terá uma recuada, mas quarta vem de novo”, disse Mello.

O governador ainda destacou que o Corpo de Bombeiros e o Exército já estão mobilizados para atuar no resgate de pessoas ilhadas pela chuva neste domingo (8), quando há previsão de mais chuva.

Uma das comportas da barra de Ituporanga, no vale do Itajaí, foi fechada. Segundo a Defesa Civil, a decisão foi tomada “após a avaliação técnica de que a barragem poderia perder a operação por conta do alto volume armazenado no equipamento.”

Pelo menos, 16 rodovias tiveram interdições totais e parciais em razão dos deslizamentos de terra e alagamentos.

Tempestades causam enchentes em várias cidades do Sul

Tempestades causam enchentes em várias cidades do Sul; veja imagens |  Economia em Pauta - Conteúdo de valor

As fortes chuvas continuam atingindo o Sul do Brasil, especialmente Santa Catarina.

Nesta quarta-feira (4), a Defesa Civil do estado manteve o alerta de temporais e rajadas de vento durante todo o dia.

Nas redes sociais, moradores de cidades como Blumenau, Camburiú, Erval Velho, São Bento do Sul, Cordilheira Alta e Jaraguá do Sul registraram as consequências.

A forte instabilidade na região Sul do país acontece em decorrência do avanço de uma frente fria associada a um ciclone extratropical.

Comitê autoriza governo a acionar termelétricas para garantir energia em Rondônia e no Acre

Pescador no rio Madeira, em Porto Velho — Foto: Tiago Frota/Rede Amazônica

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o governo a acionar duas usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia em Rondônia e no Acre. A decisão, que atende a uma recomendação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), foi tomada na quarta-feira (4).

A medida será adotada por causa da forte seca que atinge a região Norte do país. Serão acionadas as geradoras Termonorte I e Termonorte II, que ficam em Porto Velho.

O acionamento das usinas termelétricas acontecerá em meio à paralisação das operações da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. A usina é uma das maiores do Brasil e opera no Rio Madeira, que está com os níveis de vazão abaixo da média.

Diante deste cenário, o CMSE sugeriu que seja reconhecida a situação de escassez hídrica na bacia do Rio Madeira e recomendou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o ONS adotem as medidas necessárias para o acionamento das termelétricas.

O comitê determinou ainda que o Ministério de Minas e Energia, com o apoio da Empresa de Pesquisa Energética e do ONS, faça estudos para avaliação do sistema elétrico de Rondônia, Acre e Amapá.

O objetivo desses estudos será manter o fornecimento de energia em futuros cenários de escassez hídrica ou de grandes cheias.

As usinas termelétricas geram energia por meio da queima de combustíveis, como o óleo e o gás natural. A operação é mais cara do que a de uma usina hidrelétrica, por exemplo.

Segundo o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, a conta de luz deve continuar com bandeira verde e sem cobrança extra até o fim do ano mesmo com as termelétricas acionadas.

Chuva segue causando transtornos no Rio Grande do Sul enquanto moradores ainda se recuperam de enchentes

Mau tempo continua causando estragos no Rio Grande do Sul — Foto: Reprodução JN

A chuva causou mais transtornos neste sábado (23), no Rio Grande do Sul, enquanto moradores ainda se recuperam das enchentes que deixaram 49 mortos e milhares de desabrigados.

Moradores de Bagé, na região sul, acordaram com uma forte chuva de granizo. A Defesa Civil recebeu milhares de relatos de telhados e carros danificados pelas pedras.

A chuva também causou alagamentos na região metropolitana de Porto Alegre. Em Alvorada, desde a semana passada, pelo menos mil pessoas já tiveram que sair de casa, segundo a Defesa Civil.

Uma tempestade atingiu também Caxias do Sul, na Serra, onde uma nuvem enorme encobriu o céu.

Na fronteira oeste, aproximadamente 700 pessoas continuam fora de casa por conta das cheias dos rios.

O Vale do Taquari, região mais afetada pela enchente que atingiu o estado há quase três semanas, também está em alerta.

A Defesa Civil em Roca Sales redobrou o monitoramento do rio que ainda está num nível preocupante.

“Não para de chover, a terra tá encharcada e o nível do rio ainda não tá no normal. Faz com que o rio venha a ter uma elevação né, a gente não pode falar em proporção de cheia ainda, mas pela quantidade de chuva que está marcando a gente pode ter ainda uma pequena cheia”, disse Cleber Fernando dos Santos, coordenador da Defesa Civil de Roca Sales.

As doações que vem de vários locais do brasil estão ajudando milhares de pessoas.

Neste sábado (23), o prefeito de Muçum fez um apelo.

“Concentrem as energias talvez em outros produtos como moveis e eletrodomésticos que nós temos uma demanda bastante grande, mas que nesse momento a gente pede por favor que não encaminhem roupas e alimentos porque não temos onde estocar”, disse Mateus Giovanoni Trojan”, prefeito de Muçum (MDB)

Novo ciclone extratropical se forma na costa do RS na noite desta quarta (13)

Um novo ciclone extratropical se forma na costa do Rio Grande do Sul na noite desta quarta-feira (13). Como na semana passada, o fenômeno ocorrerá sobre o oceano Atlântico, após a passagem da frente fria pelo continente.

Nesta quarta-feira houve muita chuva e instabilidade causada pelo avanço de uma área de baixa pressão vinda do nordeste da Argentina e do Paraguai para o estado brasileiro.

Durante a madrugada e a manhã desta quinta-feira (14), o ciclone estará formado e, a partir de então, deve começar a se afastar da costa.

Na medida em que o evento se afastar, a frente fria deve rumar em direção ao Sudeste e o Centro-Oeste, causando queda de temperatura e chuvas nos estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.

Fenômeno será diferente dos anteriores
A previsão é que o fenômeno não seja tão forte quantos os anteriores, sendo diferente dos eventos registrados em junho e julho deste ano.

Em junho, o ciclone teve rota inversa da prevista para agora. Ou seja, começou sobre o oceano e avançou para o continente, permanecendo longo período sobre a costa do Rio Grande do Sul com grande intensidade.

No mês seguinte, o ciclone teve origem sobre o continente e rumou para o mar, também estacionando sobre o litoral gaúcho durante tempo suficiente para causar estragos.

Sobe para 47 o número de vítimas após passagem de ciclone no RS; morte aconteceu em Colinas

Estragos causados pela passagem do ciclone em Colinas — Foto: RBS TV/Reprodução

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou nesta terça-feira (12) mais uma morte causada pela passagem de um ciclone extratropical pelo estado. O último óbito foi registrado em Colinas, no Vale do Taquari, a 124 km de Porto Alegre, que já havia registrado uma vítima anteriormente.

Com isso, chega a 47 o número de mortes causadas pela passagem do ciclone no RS. Veja as cidades onde aconteceram as mortes:

Bom Retiro do Sul: 1
Colinas: 2
Cruzeiro do Sul: 5
Encantado: 1
Estrela: 2
Ibiraiaras: 2
Imigrante: 1
Lajeado: 3
Mato Castelhano: 1
Muçum: 16
Passo Fundo: 1
Roca Sales: 11
Santa Tereza: 1

Em atualização no fim da tarde, o número de mortes foi mantido. Nove pessoas estão desaparecidas: uma em Arroio do Meio, uma em Encantado, duas em Lajeado, quatro em Muçum e uma em Roca Sales.

São ainda 4.794 desabrigados – pessoas que necessitam de abrigo público – e 20.517 desalojados – pessoas que estão em outras residências.

Além disso, o último levantamento apontou um crescimento no número de municípios atingidos pelas chuvas, passando de 96 para 98, além de um aumento no número de feridos.

Desaparecidos: 9
Pessoas resgatadas: 3.130
Municípios afetados: 98
Desabrigados: 4.794
Desalojados: 20.517
Afetados: 342.605
Feridos: 925