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Prefeitura de Macapá decreta situação de emergência na capital por conta das fortes chuvas

Ruas alagadas em função das fortes chuvas em Macapá — Foto: Redes sociais/divulgação

Nesta terça-feira (13), a Prefeitura Municipal de Macapá decretou situação de emergência na capital, em função das fortes chuvas. Vários bairros da cidade estão com ruas alagadas. Bueiros entupidos e casas inundadas pela água.

O prefeito de Macapá, Dr Furlan, pretende com o decreto, acionar recursos estaduais e federais para amenizar os danos gerados pelas chuvas à população.

“A prefeitura decreta estado de emergência para poder acionar todos os recursos, todas as instâncias, de apoio federal e estadual pra poder minimizar os transtornos pra nossa população”, explica o gestor.

Por conta do volume de chuvas na cidade, algumas famílias tiveram que levantar os móveis e ficar em alerta desde as primeiras horas desta terça-feira.

“É um momento difícil em Macapá, mas estamos com todas as nossas equipes nas ruas desde as primeiras horas da manhã em vários bairros para poder minimizar esses transtornos para os nossos munícipios”, finaliza Dr Furlan.

Orientação

A prefeitura orienta que a população que fique em casa. Àqueles que estão com as casas alagadas, devem utilizar o bom senso, sair só realmente em caso de extrema necessidade.

O Governo do Estado anunciou que a estrutura estadual está à disposição das prefeituras para auxiliar no socorro aos munícipios.

Chuva forte causa estragos no DF e deixa UnB e hospital de campanha alagados

Vídeo: chuva forte castiga UnB e causa estragos em campus da Asa Norte |  Metrópoles

Uma forte chuva, nesta sexta-feira (9), causou estragos no Distrito Federal. O campus Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília (UnB), na Asa Norte e o hospital de campanha para tratar casos de dengue, em Ceilândia, foram alagados.

Ruas tomadas pela água, carros quase submersos e garagens inundadas também foram consequências das chuvas desta sexta. Os estragos aconteceram principalmente na Asa Norte, como o alagamento da UnB.

Na universidade, o Central de Ciências (ICC) e o Instituto de Física foram tomados pela água. Os vídeos feitos na unidade de ensino mostram que a água arrastou objetos e derrubou portas. A universidade disse que avalia os prejuízos.

Já no hospital de campanha, as imagens mostram que funcionários precisaram retirar a água que invadiu a unidade de saúde. Em nota, a Força Aérea Brasileira informou que, apesar das chuvas, o atendimento no hospital de campanha se manteve normalizado.

“Não houve avaria nos equipamentos, tampouco interrupção no atendimento aos pacientes e no funcionamento da instalação”, disse o texto.

Duas crianças morrem durante temporal na Bahia

Tribuna do Sertão - Compromisso com a verdade

A Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) confirmou neste sábado (27) a morte de duas crianças em decorrência das fortes chuvas que atingem o estado. Até o momento, nove municípios estão em situação de emergência. O governo do estado ainda contabiliza os desalojados e desabrigados.

De acordo com o órgão, as mortes ocorreram no município de Elísio Medrado, após o carro em que que estavam cinco pessoas ter sido arrastado pela correnteza do Rio Paraguaçu. Os municípios que estão em situação de emergência por conta das chuvas são: Brumado, Medeiros Neto, Cícero Dantas, São Miguel das Matas, Anagé, Wanderley, Ilhéus, Cravolândia, Muquém do São Francisco.

“A Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec) informa que está monitorando os municípios baianos, atingidos pelas fortes chuvas das últimas horas, e desenvolvendo ações de resposta imediata a fim de minimizar os impactos sofridos pelas populações afetadas”, diz a Sudec em publicação nas redes sociais.

A Sudec informa ainda que está prestando suporte técnico aos municípios e que kits de ajuda humanitária, contendo cestas básicas, água mineral, itens de higiene e limpeza, colchões e cobertores estão em fase de separação para serem distribuídos às localidades atingidas.

Salvador e cidades do interior da BA registram alagamentos e enxurradas invadem casas por causa das fortes chuvas

Imagem aérea mostra cenário da chuva em Muquém de São Francisco, no oeste da Bahia — Foto: Divulgação/João Batista

Salvador e cidades do interior da Bahia registraram alagamentos por causa de fortes chuvas desde a noite de sexta-feira (26). Em alguns locais, uma enxurrada se formou e invadiu casas. Nos municípios do oeste da Bahia, prefeituras registraram mais de 600 desalojados. Apesar do cenário, não há registro de feridos ou desaparecidos.

Na capital baiana, a atuação na atmosfera da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) associada a um sistema de baixa pressão (cavado), ao longo da costa do Nordeste, mantém o céu nublado com chuvas fracas a fortes, com risco para alagamentos e deslizamentos de terra, neste sábado (27).

Ainda neste sábado, a cidade registrou pontos de alagamentos em algumas das principais vias como Avenida Paralela, Bonocô e Juracy Magalhães. Apesar da situação, não houve registro de grandes danos, mas o trânsito apresentou lentidão na Avenida Juracy Magalhães, por exemplo, onde uma grande poça de água se formou antes do viaduto Rei Pelé.

No bairro do Rio Vermelho, um equipamento da rede elétrica foi danificado pela chuva, o que resultou em falta de energia na Travessa Prudente de Morães. De acordo com a Neoenergia Coelba, responsável pelo fornecimento de energia, equipes técnicas foram encaminhadas ao local e o serviço está previsto para ser concluído no início da tarde deste sábado.

Ainda por causa das fortes chuvas e das más condições de navegação, a travessia Salvador-Mar Grande, que operava normalmente desde as 5h da manhã deste sábado, suspendeu o transporte marítimo das lanchinhas às 8h30, por recomendação da Capitania dos Portos. De acordo com a Associação dos Transportadores Marítimos (Astramab), não existe previsão para a retomada das operações.

Segundo informações da Defesa Civil (Codesal), o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Cemadec) aponta que os maiores acumulados de chuvas registrados nas últimas 12 horas (atualizados às 8h) foram nos seguintes bairros:

Calçada (92,4 mm)
Santa Luzia (93 mm)
Campinas de Brotas (91,8 mm)
Brotas (89,6 mm)
Centro (88,9 mm)

A média histórica da chuva na capital baiana para todo o mês de janeiro é de 76,9 mm, mas nas últimas 24h o volume de chuva ultrapassou essa média, já que alguns bairros contabilizaram mais de 80 mm nas 24h.

Inmet alerta para chuvas intensas em partes de Pernambuco e de 11 estados, além do DF

Chuvas no DF

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para partes de 12 estados e o Distrito Federal, por causa da previsão de chuvas intensas, levando perigo a essas localidades entre esta quarta-feira (24) e a próxima sexta-feira (26), pela manhã.

Há expectativa de chuva entre 50 e 100 mm/dia e de ventos intensos (60-100 km/h). Com isso, há riscos de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

As áreas afetadas serão:

São Francisco Pernambucano,
Sertão Pernambucano,
Leste Goiano,
Centro Sul Baiano,
Vale São-Franciscano da Bahia,
Ocidental do Tocantins,
Sudeste Piauiense,
Vale do Rio Doce,
Sudeste Paraense,
Nordeste Mato-grossense,
Noroeste Espírito-santense,
Centro Norte Baiano,
Vale do Mucuri,
Norte de Minas,
Nordeste Baiano,
Sul Baiano,
Oriental do Tocantins,
Jequitinhonha,
Norte Mato-grossense,
Leste Rondoniense,
Sudoeste Paraense,
Norte Goiano,
Metropolitana de Belo Horizonte,
Sudoeste Piauiense,
Centro-Norte Piauiense,
Metropolitana de Salvador,
Extremo Oeste Baiano,
Noroeste Goiano,
Noroeste de Minas,
Central Mineira,
Leste Maranhense,
Centro Goiano,
Baixo Amazonas,
Distrito Federal,
Madeira-Guaporé,
Sul Maranhense,
Litoral Norte Espírito-santense,
Centro-Sul Mato-grossense,
Sul Cearense e
Oeste Maranhense.

O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, o cidadão não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Se possível, o Inmet sugere o desligamento de aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Sirene de alerta é acionada para evacuação de moradores na Vila Sahy por risco de deslizamento

Sirene é acionada na Vila Sahy, em São Sebastião - 24/01/2024 - Cotidiano -  Folha

As chuvas que atingem o Litoral Norte de SP fizeram com que a sirene instalada na Vila Sahy, em São Sebastião, fosse acionada na noite desta quarta-feira (24) orientando, pela primeira vez, os moradores a deixarem suas casas e irem a locais seguros por risco de deslizamentos.

A sirene foi instalada na Vila Sahy na primeira quinzena de dezembro, após a tragédia que matou 64 pessoas na cidade. Anteriormente, o equipamento já havia tocado, mas alertando sobre chuvas no bairro. Dessa vez, a orientação foi para a evacuação em massa dos moradores.

Em um vídeo gravado por um dos moradores é possível ver a sirene tocando e orientando as pessoas a se abrigarem em locais seguros, devido aos riscos de novos deslizamentos no bairro.

“A Defesa Civil informa: há risco de deslizamentos nessa área. Atenção moradores: dirijam-se para locais seguros e pontos de encontro”, diz o comunicado.

À reportagem, um dos moradores relatou que chove durante todo o dia em São Sebastião e que, na Vila Sahy, algumas ruas estão alagadas.

Segundo a Prefeitura de São Sebastião, a Escola Municipal Henrique Tavares de Jesus está aberta como ponto de abrigo para a comunidade do Sahy. A Defesa Civil informou que os moradores estão sendo orientados e conduzidos à escola.

Ainda de acordo com a Administração, o Centro de Operações Integradas (COI) está acompanhando a situação das chuvas em vários pontos do município. O acionamento da sirene foi determinado de forma preventiva pela Prefeitura.

Em nota, a Defesa Civil do Estado informou que o acionamento foi feito pela Defesa Civil Municipal devido ao ‘risco geológico ocasionado pelos acumulados de chuva na região’.

“Na noite desta quarta-feira (24), a Defesa Civil Municipal de São Sebastião acionou a sirene instalada na Vila Sahy, devido ao risco geológico ocasionado pelos acumulados de chuva na região. As equipes municipais encontram-se na comunidade monitorando e avaliando os riscos de um possível deslizamento. Também estão orientando e conduzindo os moradores para o abrigo emergencial localizado na Escola Municipal Henrique Tavares”, disse o órgão.

Inmet emite avisos de perigo devido a chuvas intensas

Inmet emite aviso de chuvas intensas e perigo potencial na região de  Itabira, Monlevade, Rio Piracicaba e principais rodovias de Minas Gerais,  veja as cidades | Minas em Dia

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, publicou nesta segunda-feira (22) dois avisos meteorológicos especiais de perigo, devido à previsão de chuvas intensas em diversos estados. O instituto se baseia em três cores para sinalizar o grau de perigo: amarelo (perigo potencial), laranja (perigo) e vermelho (grande perigo). A atenção especial é para a região que se estende do recôncavo baiano, a partir do entorno da Baía de Todos-os-Santos, até parte do sul do estado.

O primeiro alerta de perigo do Inmet, no nível laranja, foi iniciado às 10h15 desta segunda-feira, e terminará na terça-feira (23), às 10h. Além do norte de Minas Gerais, centro-sul baiano e centro-norte do Espírito Santo, o aviso é válido para o Mato Grosso, todo o Mato Grosso do Sul, centro e sudoeste do Pará; norte, noroeste e centro-sul de Goiás, noroeste do Paraná, leste de Rondônia, centro-sul e sudeste do Amazonas, faixa ocidental do Tocantins, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, sudeste Paraense, além de Araçatuba e Presidente Prudente (SP).

De acordo com o Inmet, nessas localidades as chuvas podem variar entre 30 e 60 milímetros (mm) por hora ou entre 50 e 100 mm por dia.

Os ventos intensos podem atingir de 60 a 100 km/h. O aviso alerta para o risco de descargas elétricas e cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e outros.

Já o aviso meteorológico no nível amarelo do Inmet teve início às 10h44 desta segunda-feira e terminará na terça-feira, às 10h.

De acordo com o órgão, o volume de chuva poderá variar no período de 20 mm/h a 30 mm/h ou até 50 mm/dia, em áreas da Bahia, Piauí, Pernambuco, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, parte do Amazonas, Pará, Ceará, Maranhão, Paraíba.

Os ventos devem ser intensos, com velocidade estimada entre 40 km/h e 60 km/h. Porém, o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas foi avaliado como baixo pelos meteorologistas.

Em estado de calamidade, Sorocaba recebeu em 72 horas 80% da chuva prevista para o mês

Ônibus ficaram presos em alagamento na cidade de Sorocaba

Porta-voz da Defesa Civil do estado de São Paulo, tenente Maxwel afirmou, em entrevista à CNN neste domingo (21), que Sorocaba recebeu em 72 horas cerca de 80% do volume de chuvas previsto para o mês na região.

“Na região choveu muito, muita água realmente, com muitos pontos de alagamento. Estamos com equipes da defesa civil do estado reunidas com as autoridades locais, vistoriando as áreas mais atingidas, e enviamos ajuda humanitária”, disse.

A cidade do interior de São Paulo decretou estado de calamidade por causa das fortes chuvas no sábado (20). Segundo levantamento do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba, desde 1981 não se registrava na cidade um volume de alagamento nestas proporçõe.

A chuva matou uma mulher, arrastou carros, alagou ruas e derrubou muros. Segundo o tenente, o volume de água está diminuindo na cidade, mas deve haver ainda um trabalho para recolher lixo e dejetos.

Ainda de acordo com Maxwel, os alertas para chuvas no estado permanecem para este domingo — apesar de ter menor intensidade. Ele reitera cuidados que a população deve ter, especialmente quanto a descargas elétricas.

Durante chuvas com descargas elétricas, não se deve ficar em áreas abertas, nem próximo a árvores. Procure um lugar coberto, e lugar fechado é teto, não um simples guarda-sol.

Chuva alaga hospital, arrasta carro e mata mulher em Sorocaba; mortes no estado chegam a 3 em 24 horas

Chuva provoca estragos e alagamentos em Sorocaba (SP) — Foto: Carla de Campos/TV TEM

A chuva provocou estragos e alagamentos em várias cidades paulistas nas últimas 24 horas. Uma das cidades mais afetadas foi Sorocaba (SP), a cerca de 100 quilômetros da capital. Uma mulher de 74 anos morreu após o carro em que ela estava com outra pessoa ser arrastado. A vítima ficou presa no veículo.

Esta é a terceira morte no estado nas últimas 24 horas. Na sexta-feira, mãe e filha foram arrastadas pela força de uma enxurrada em Limeira (SP). Ao todo, nove pessoas morreram no estado desde o início do verão, conforme a Defesa Civil.

23 de dezembro – Ribeirão Preto – pessoa morta eletrocutada após entrar em alagamento;
23 de dezembro – São Paulo – vítima arrastada por enxurrada;
8 de janeiro – Itupeva – morador atingido por queda de árvore;
9 de janeiro – São Paulo – veículo atingido por cabo energizado;
12 de janeiro – São Bernardo do Campo – vítima de deslizamento;
12 de janeiro – Juquitiba – veículo arrastado por enxurrada;
19 de janeiro – Limeira – arrastada por enxurrada;
19 de janeiro – Limeira – arrastada por enxurrada;
20 de janeiro – Sorocaba – veículo arrastado por enxurrada.

A Defesa Civil informou que, por volta de 1h30, a chuva intensa com fortes rajadas de vento atingiu Sorocaba. Dois hospitais foram tomados pela água. O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) decretou estado de calamidade.

Restabelecimento total da energia deve ocorrer até domingo, diz CEEE Equatorial em nova previsão

Temporal provocou queda de postes de energia — Foto: Reprodução/RBS TV

Os moradores dos municípios da área de concessão da CEEE Equatorial podem ter que aguardar um prazo ainda maior pela normalização do serviço. Em entrevista ao programa Gaúcha Mais, da Rádio Gaúcha, o superintendente da companhia estimou que o restabelecimento total da energia elétrica deve ocorrer até domingo (21). Ao todo, são 266 mil consumidores afetados, incluindo os da RGE.

“A nossa expectativa, caso não venha acontecer nenhum evento climático extremo como esse, é concluir os serviços até o final de semana [domingo]. Lógico que a gente tem trabalhado fortemente para tentar antecipar”, disse Sergio Valinho.

Na quarta-feira (17), a direção da concessionária estimou, à RBS TV, a previsão de restabelecimento total da energia “até sexta, sábado”. A dificuldade na retomada do fornecimento do serviço se dá, segundo a CEEE Equatorial, na intensidade do temporal que atingiu o estado, provocando estragos na rede elétrica.

“Nós temos presenciado grandes danos ocasionados ao nosso circuito. Árvores que caíram, que derrubaram estruturas, que quebraram cabos. Esse tipo de reparo aponta pra necessidade de uma equipe especializada, e o tempo é maior”, pontuou o superintendente.

Conforme balanço divulgado na manhã desta sexta-feira (19), 81 mil clientes da CEEE Equatorial ainda estão sem luz. A maior parte é da Região Metropolitana.

“Eventos desse porte, mundo afora, demoram entre uma semana e duas semanas para que o problema seja totalmente resolvido”, comparou Valinho.

Na área da RGE, 185 mil clientes aguardam a retomada do serviço. Região Metropolitana (131 mil), Vale do Rio Pardo (17 mil), Vale do Taquari (16 mil), Central (8 mil) e Vale do Sinos (6 mil) concentram o maior número de consumidores afetados, segundo a concessionária.

Após calorão, SC deve ter temporais com risco alto para alagamentos e deslizamentos

Raios em Santa Catarina — Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação

Após dias de temperaturas elevadas, Santa Catarina tem previsão de temporais a partir desta quarta-feira (17), com risco alto para enxurradas, alagamentos e deslizamentos, informou a Defesa Civil do estado.

A formação de uma área de baixa pressão, até quinta-feira (18), reforça as chuvas no Planalto e Litoral Sul, segundo o órgão, onde acumulados podem superar os 100 mm.

Nesta quarta-feira, o calor intenso se concentra nas áreas entre o Vale do Itajaí e o Norte de Santa Catarina, onde as máximas novamente superam os 35 °C. No restante do estado, com o avanço das chuvas, as temperaturas sobem menos em comparação aos dias anteriores.

Na terça-feira (16), as os termômetros marcaram mais de 36 °C em regiões do estado, conforme a Epagri/Ciram, órgão que monitora as condições do tempo em Santa Catarina.

Enchente em Acari invadiu casas de 20 mil pessoas, segundo associação de moradores

Rio Acari coberto de lixo  — Foto: Reprodução/ TV Globo

Cerca de 20 mil moradores de Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro, perderam móveis, eletrodomésticos e documentos durante a enchente provocada pelas chuvas do final de semana, segundo a associação de moradores do bairro. Em todo o estado, 13 pessoas morreram por conta das chuvas.

As enchentes não são novidades para quem mora na região cercada pelo Rio Acari. O bairro sofre com grandes alagamentos há anos. A falta de dragagem do rio é alvo de críticas de moradores e especialistas.

Quem mora em Acari já perdeu as contas de quantas vezes viu o rio transbordar e invadir casas. Eles também já não sabem dizer quantas promessas foram feitas para resolver o problema.

“Eles prometeram fazer a obra do rio, vieram e não concluíram. Vejam aqui, venham ver. Não adianta prometer e não fazer. Até chegar a próxima chuva e perder tudo de novo“, reclamou Milene Andressa, coordenadora da Associação de Moradores de Acari.

Sobe para 13 o número de mortos nas chuvas no RJ

Bombeiros encontram corpo de Ricardo Augusto Carvalho da Silva, de 32 anos — Foto: Reprodução

Subiu para 13 o número de pessoas que morreram em decorrência das chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Rio entre o último sábado e o domingo. A informação foi confirmada pelo g1 com o Corpo de Bombeiros.

A mais recente vítima confirmada é Ricardo Augusto Carvalho da Silva, de 32 anos, que foi encontrado na manhã desta terça-feira, no Rio Meriti, em Coelho Neto. Ele estava desaparecido desde o sábado à noite e a família registrou ocorrência na 31ª (Ricardo de Albuquerque).

Ele não constava na lista de desaparecidos procurados pelos bombeiros – que segue com duas pessoas.

A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado no Rio informou na tarde desta terça-feira (16) que um balanço parcial aponta para mais de 9 mil pessoas desalojadas, mais de 300 pessoas desabrigadas e, no total, mais de 15 mil pessoas afetadas pelas chuvas do fim de semana nas cidades de Belford Roxo, Jeperi, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São Gonçalo e São João De Meriti.

O balanço de desabrigados e desalojados é considerado parcial porque, segundo a secretaria, os dados são enviados pela prefeitura de cada município afetado.

O órgão informou ainda que os municípios também são responsáveis pelo processo de análise de elegibilidade e cadastramento das famílias aptas ao Cartão Recomeçar. Nova Iguaçu, Nilópolis, Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti e Mesquita já começaram esse processo com os moradores afetados pelas chuvas.

Somente após a finalização do levantamento de famílias elegíveis ao Recomeçar será possível apresentar o quantitativo de pessoas e municípios atendidos pelo programa, que distribui cartões de débito em parcela única de R$ 3 mil, voltados para compra de material de construção, mobiliário residencial e eletrodomésticos.

Em um ano, 75 mil pessoas ficaram desabrigadas em cidades reconhecidas em emergência por temporais pelo Governo Federal

Alagamento devido as fortes chuvas na cidade de Betim, MG.

De janeiro de 2023 a 1º de janeiro deste ano, 1.256 municípios brasileiros foram reconhecidos em estado de emergência pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) apenas por desastres naturais ligados a temporais, de acordo com levantamento feito pela CNN.

Entre alagamentos, ciclones, deslizamentos, enxurradas, inundações e tempestades, 45 milhões e 251 mil pessoas foram afetadas e 114 mortes foram registradas. Cerca de 2.500 pessoas ficaram feridas e mais de 75 mil desabrigadas. No total, 22.502 pessoas desapareceram nos desastres.

Durante o período, 6 mil residências foram destruídas e cerca de 240 mil danificadas em 23 estados do país. Somente até este domingo (14), 54 municípios foram reconhecidos em emergência por temporais, segundo o Sistema Nacional De Proteção e Defesa Civi (Sinpdec).

De 1916 até este ano, o Brasil já teve um prejuízo público na ordem de R$852,74 bilhões devido a desastres naturais de todos os tipos.

Apenas no estado do Rio de Janeiro, 19 municípios foram reconhecidos em emergência, com impacto em 1 milhão e 896 mil habitantes. No estado 52 casas foram destruídas e mais de 14 milhões danificadas — mais de 1.425 pessoas foram desabrigadas. Foram registradas oito mortes e 37 pessoas ficaram feridas.

Temporais no Rio de Janeiro
Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec-RJ) e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), na noite deste domingo, 11 mortes foram confirmadas no estado pelos temporais.

A corporação já realizou 268 salvamentos relacionados às chuvas, nas últimas 24 horas: 118 no Rio de Janeiro, 79 em Belford Roxo, 45 em Nova Iguaçu, onze em Mesquita, sete em Nilópolis, quatro em São João de Meriti depois em Seropédica e em Duque de Caxias.

Confira os municípios em risco pelas chuvas:

Cidades com risco hidrológico muito alto: Rio de Janeiro, Japeri, Queimados, Seropédica, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Maricá e Niterói.
Cidades com risco hidrológico alto: Itaocara, Paraty, Petrópolis, Paracambi, Porciúncula, Teresópolis, São Gonçalo e Santo Antônio de Pádua.
Cidades com risco geológico muito alto: Seropédica, Rio de Janeiro, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Duque de Caxias, Niterói e Queimados.
Cidades com risco geológico alto: São Gonçalo, Japeri, Maricá, Belford Roxo, Parati, Magé, Teresópolis, Angra dos Reis, Nova Iguaçu e Paracambi.

Temporal no Rio: “Trabalho preventivo não se mostrou suficiente”, diz vice-governador

Temporal no Rio: “Trabalho preventivo não se mostrou suficiente”, diz vice- governador • Portal BR230

Em entrevista à CNN, nesta segunda-feira (15), o vice-governador do estado do Rio de Janeiro, Thiago Pampolha, afirmou que os trabalhos preventivos feitos ao longo de 2023, de dragagem e desassoreamento de rios, não se mostraram suficientes.

A fala acontece um dia após 11 pessoas morrerem e uma pessoa estar desaparecida em decorrência do temporal que atingiu o Rio. O governador Cláudio Castro voltou às presas de uma viagem internacional após o ocorrido.

“Vamos investir cada vez mais em ações preventivas, mas não é só isso que da conta. É necessário também que as prefeituras façam o trabalho de microdrenagem, de limpeza urbana e manutenção de suas galerias”, afirma Pampolha.

O vice-governador ainda disse à CNN que todo verão acontece o mesmo, portanto, não é um evento imprevisível, mas acabou sendo uma chuva acima do esperado, foram 260 milímetros em 24 horas.

“Isso não pode ser desculpa para o que ocorreu, precisamos estar mais preparados. É uma obra muito grande e o estado sozinho não tem condições de suportar. É preciso investir mais, se planejar melhor e ter uma integração mais efetiva”, afirma.