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Associação denuncia falta de Agentes de Medicina Legal e critica gestão da SDS em Pernambuco

A APEMEPE (Associação dos Agentes de Perícia Criminal e Agentes de Medicina Legal da Polícia Civil de Pernambuco) lamentou publicamente a demora na liberação de corpos registrada no IML de Caruaru no último dia 7 de julho de 2025. Em nota, a entidade se solidarizou com os familiares e amigos das vítimas, que enfrentaram horas de angústia e dor diante da situação.

Segundo a associação, o problema não foi causado pela ausência de médicos legistas, como chegou a ser noticiado, mas sim pela falta de Agentes de Medicina Legal. O único servidor escalado para o plantão daquele dia adoeceu, e o estado não dispõe de mecanismos emergenciais, como o Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES), para cobrir faltas de última hora.

A Secretaria de Defesa Social tem recorrido ao deslocamento de servidores de outras regiões para suprir lacunas, mas essa medida vem agravando o problema. “Além de causar desfalques em outras unidades do interior, isso sobrecarrega ainda mais os servidores em serviço, comprometendo a qualidade e a agilidade dos atendimentos em todo o estado”, destacou a APEMEPE.

A associação também chamou atenção para a defasagem estrutural no número de servidores. Apesar de um concurso público em andamento, apenas 76 candidatos ao cargo de Agente de Medicina Legal foram convocados para o curso de formação. Ao todo, 220 candidatos foram aprovados em todas as etapas. No entanto, os excedentes não serão aproveitados devido a uma cláusula do edital que impede a convocação de candidatos fora do número inicial de vagas, mesmo diante da carência evidente de pessoal.

“Já protocolamos diversos alertas à Secretaria de Defesa Social sobre esse grave problema de planejamento e a necessidade de garantir a continuidade dos serviços de forma eficiente”, informou a entidade.

Outro ponto destacado pela APEMEPE é que o número atual de servidores previsto em lei é insuficiente para atender à demanda, especialmente diante da interiorização dos serviços de perícia criminal e medicina legal.

A associação reforçou seu compromisso com a valorização da categoria e a luta por um serviço digno à população. “Sem medidas concretas e urgentes, quem mais sofre é o povo pernambucano”, conclui a nota.

APEMEPE – Juntos somos mais fortes.

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