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Ministério Público do Trabalho dá prazo de cinco dias para governo de Pernambuco dizer como vai resolver atraso no pagamento de salário de terceirizados de escolas estaduais

Sede do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco, na Zona Norte do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga o atraso no pagamento de salários de cerca de 20 mil funcionários de três empresas terceirizadas contratadas pelo governo do estado para realizar serviços em escolas estaduais. Na quarta (1º), o órgão deu o prazo de cinco dias para a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco apresentar informações para resolver o problema.

Os contratos investigados são os firmados com três empresas: Maranata, que faz a limpeza; Toppus, responsável pelos porteiros; e BBC, pelos vigilantes. No despacho assinado pela procuradora do trabalho Adriana Freitas Evangelista Gondim na quarta (1º), apenas a Maranata é citada.

Entre as medidas solicitadas pelo MPT, o governo deverá esclarecer se:

– há faturas pendentes à empresa Maranata Prestadora de Serviços e Construções LTDA, que é responsável pelo serviço de limpeza de escolas estaduais;
– se há créditos pendentes;
– se houve regularização dos pagamentos em atraso, com indicação das penalidades administrativas aplicadas em razão do atraso.

O MPT também recomendou a retenção administrativa dos valores eventualmente pendentes de pagamento à Maranata, para que seja feito o pagamento direto das verbas para o salário dos trabalhadores.

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