O jogador brasileiro Neymar afirmou nesta terça-feira (18) que apenas assinava os documentos que seu pai apresentava, durante o julgamento em Barcelona sobre as supostas irregularidades na polêmica transferência do Santos ao Barcelona em 2013.
“Meu pai sempre cuidou das negociações de contrato. Eu assino o que ele pede”, afirmou Neymar ao ser questionado pela Promotoria, que o acusa de corrupção e pede dois anos de prisão para o jogador, além do pagamento de multa de 10 milhões de euros (R$ 51 milhões).
Após comparecer ao tribunal, em Barcelona, na segunda-feira (17), Neymar voltou hoje à corte, desta vez para prestar depoimento.
O julgamento, que acontecerá entre 17 e 31 de outubro, marca a etapa final de um grande imbróglio que o brasileiro enfrentou na Justiça espanhola e que causou a demissão do então presidente do Barcelona, Sandro Rossel, além do desgaste do jogador na Espanha.
A ação foi apresentada há sete anos pelo grupo DIS, fundo que possuía parte dos direitos econômicos do atleta quando ele era atacante do Santos. A DIS alega que recebeu menos do que o que deveria pela transferência, já que, segundo o grupo, o valor total do passe foi diluído em contratos fictícios.
Por isso, Neymar, que a partir de 20 de novembro vai liderar a seleção na Copa do Catar, é acusado do crime de corrupção empresarial pelo Ministério Público da Espanha.
A apenas um mês da Copa do Mundo do Catar, o jogador Neymar enfrenta a partir desta segunda-feira (17) uma disputa judicial na Espanha: o julgamento final do caso que investiga irregularidades em sua polêmica contratação pelo Barcelona há quase uma década. O jogador do Paris Saint-Germain, que saiu do clube espanhol em 2017 em uma contratação milionária do time francês, foi a um tribunal em Barcelona nesta manhã ao lado dos pais, também processados no caso.
Ele passou duas horas na sessão e foi dispensado pelo juiz, mas terá que voltar para prestar depoimento, o que deve acontecer na sexta-feira (21).
O julgamento, que acontecerá entre 17 e 31 de outubro, marca a etapa final de um grande imbróglio que o brasileiro enfrentou na Justiça espanhola e que causou a demissão do então presidente do Barcelona, Sandro Rossel, além do desgaste do jogador na Espanha.
A extensa saga judicial provocada pela transferência de Neymar em 2013 dos Santos para o Barcelona tem um novo capítulo em um tribunal da cidade espanhola, com o início do julgamento da ação apresentada há sete anos pelo grupo DIS, fundo que possuía parte dos direitos econômicos do atleta quando ele era um promissor atacante do clube paulista.
Neymar, que a partir de 20 de novembro vai liderar a seleção do Brasil no Mundial do Catar, é acusado do crime de corrupção empresarial pelo Ministério Público, que pede dois anos de prisão e o pagamento de multa de 10 milhões de euros (cerca de R$ 51 milhões).
Os advogados de Neymar afirmam que o jogador não cometeu crime e questionam se a Espanha tem competência lega para o caso.
Ao lado do jogador do PSG também são processados seus pais, os ex-presidentes do FC Barcelona Sandro Rosell – para quem o MP solicita cinco anos de prisão por corrupção e fraude – e Josep Maria Bartomeu, assim como o ex-presidente do Santos Odílio Rodrigues Filho.
Os outros acusados são três pessoas jurídicas: FC Barcelona, Santos FC e a empresa fundada pelos pais de Neymar para administrar sua carreira.
Todos foram convocados para a primeira das sete audiências do julgamento, que deve prosseguir até 31 de outubro.
De acordo com o cronograma inicial, o depoimento do jogador está previsto para acontecer no dia 21 ou 28 de outubro. O documento, porém, não indica se ele prestará depoimento de maneira presencial.
Pré-acordo secreto Antes, acontecerá outro depoimento muito aguardado: o do presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, que testemunhará na terça-feira (18) por videoconferência para explicar, a pedido da DIS, como o pré-acordo assinado em segredo entre o Barça e o jogador em 2011 influenciou o mercado.
O FC Barcelona anunciou em um primeiro momento que a contratação de Neymar custou 57,1 milhões de euros (40 milhões para a família e 17,1 para o Santos), mas a justiça espanhola calculou que a operação custou ao menos 83 milhões de euros (cerca de R$ 431 milhões).
Para o DIS – fundo de investimento esportivo que pertencia ao grupo brasileiro de supermercados Sonda -, o Barça, Neymar e mais tarde o Santos se aliaram para ocultar o valor real da operação por meio de outros contratos dos quais ficou de fora.
A empresa, que adquiriu 40% dos direitos econômicos do jogador em 2009, recebeu 6,8 milhões de euros dos 17,1 pagos oficialmente ao clube brasileiro.
“Neymar Júnior, com a conivência de seus pais e do FC Barcelona, e seus dirigentes no momento, e do Santos FC (…) fraudou os legítimos interesses econômicos do DIS”, afirmou Paulo Nasser, advogado da empresa, que denuncia que os direitos do jogador “não foram vendidos para a maior proposta”.
Por considerar-se duplamente prejudicado, tanto por não ter recebido sua parte da transferência real quanto pelo contrato de exclusividade assinado por Neymar e o Barça – que impediu outros clubes de disputar a contratação do atacante -, o fundo DIS pede a restituição dos 35 milhões de euros que calcula ter perdido.
Como acusação particular, o grupo pede ainda cinco anos de prisão para o jogador, Rosell e Bartomeu, além de multas milionárias.
Os advogados de Neymar argumentam, no entanto, que o cliente não cometeu nenhum crime, já que os 40 milhões de euros corresponderam a um “bônus de contratação legal e habitual no mercado do futebol”, e questionam se a Espanha tem a competência legal para o caso.
As mortes de adolescentes por overdose nunca foram tão altas nos EUA. Os jovens americanos são cada vez mais afetados pelo fentanil, um medicamento da classe dos opioides.
Mais de 100 mil americanos morreram de overdose no ano passado — a grande maioria deles adultos. Mas o grupo que apresentou um maior crescimento na taxa de óbitos por esse motivo foi justamente o de adolescentes.
A família de Melanie Ramos sabe muito bem disso. A menina de 15 anos morreu dentro do banheiro de sua escola no mês passado, depois de tomar um comprimido que continha fentanil.
Ramos e uma amiga pensaram que estavam ingerindo oxicodona e paracetamol. Mas as pílulas falsificadas foram misturadas com fentanil — e ela acabou intoxicada.
“Ela era uma menina linda e doce, com pais trabalhadores”, relatou Oscar, tio dela, durante uma vigília à luz de velas nos degraus da escola Bernstein High School, onde amigos e familiares rezaram em espanhol e colocaram flores em um santuário criado para Ramos.
O fentanil normalmente é contrabandeado para os Estados Unidos por cartéis de drogas mexicanos.
Embora costumasse ser misturado com drogas mais pesadas, como a heroína, os cartéis agora produzem em massa pílulas de fentanil nas cores do arco-íris para imitar comprimidos comuns e, de acordo com especialistas, para atingir crianças que ficam mais dispostas a experimentá-las.
Em Los Angeles, uma série de mortes por overdose tem preocupado as autoridades. Na quarta-feira (12/10), o Estado da Califórnia apreendeu 24 quilos de pó de fentanil — o suficiente para fazer 250 mil pílulas — como parte de uma operação liderada pelo Departamento de Justiça.
Mas o problema se estende pelos EUA. Em Nova York, na semana passada, as autoridades apreenderam 15 mil pílulas coloridas escondidas em uma caixa de brinquedos Lego.
Os Estados Unidos são uma exceção quando se trata de overdoses, com uma taxa de mortalidade 20 vezes maior do que a média global.
“Infelizmente, somos de longe os líderes mundiais em mortes por overdose”, lamenta Joseph Friedman, pesquisador da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
A taxa de overdose entre crianças americanas em idade escolar dobrou entre 2019 e 2020 — e aumentou mais 20% no ano passado, calcula o acadêmico.
“O uso de drogas por adolescentes está se tornando mais perigoso, mas não mais comum”, diferencia Friedman.
Ele explica que o culpado é o fentanil, e não o estresse da pandemia de covid-19: o uso de drogas por adolescentes caiu drasticamente durante a crise sanitária, porque elas geralmente são consumidas em eventos sociais (que foram drasticamente reduzidos em 2020 e 2021).
Em uma reunião na Bernstein High School, onde Ramos morreu, autoridades e policiais alertaram famílias e crianças sobre “a pílula que pode matar”.
O aumento de mortes entre os mais jovens levou o poder público de Los Angeles a estocar em todas as escolas doses de Narcan, um medicamento para a reversão da overdose.
Esse fármaco, que geralmente vem na forma de um spray nasal, pode ser usado por qualquer pessoa para reverter os efeitos colaterais.
Aumentar o acesso ao Narcan também faz parte de uma resposta federal à crise dos opioides anunciada este mês pelo governo de Joe Biden.
O presidente americano disse que investirá US$ 1,5 bilhão para financiar programas e apoiar a aplicação da lei no combate ao tráfico de drogas.
Especialistas entendem que os adolescentes experimentarão drogas, não importa o que seja dito ou ensinado nas escolas. Assim, a prevenção da overdose é a única maneira de retardar o crescimento das mortes pelo abuso dessas substâncias.
Trabalhadores do Projeto de Saúde Comunitária de Los Angeles fornecem tiras de teste gratuitas de Narcan e fentanil — para que as pessoas possam medir o nível de drogas que têm no organismo antes tomar novas doses.
Esses profissionais avaliam como positivo o fato de as escolas agora manterem o Narcan por perto. Eles também pedem que pais e filhos carreguem esse fármaco nas mochilas.
Em um treinamento recente realizado nas escolas, a conselheira sobre álcool e drogas Sandra Mims demonstrou como usar o spray — uma borrifada no nariz, seguida de uma massagem no esterno, no meio do peito.
Se a pessoa que está em overdose não responder em dois ou três minutos, deve-se aplicar uma nova dose do spray.
“Muitas vezes, as crianças começam experimentar drogas a partir dos 12 anos”, diz Mims.
“E esse hábito é muito mais mortal agora com o fentanil e as pílulas sintéticas.”
Nick Angelo, que usou opioides no passado, trabalha agora para uma organização sem fins lucrativos. Ele conta que salvou três pessoas com o Narcan em uma única semana.
Mas o tom que ele usou ao comentar sobre esses episódios transparecia mais cansaço do que heroísmo.
“Quando eu e meus amigos tomávamos opioides, não precisávamos nos preocupar com o risco de que cada comprimido poderia ser o último”, diz.
O número de mortos após uma explosão em uma mina de carvão na província de Bartin, no norte da Turquia, nesta sexta-feira (14) chegou a 41, disse o presidente turco, Tayyip Erdogan, neste sábado.
Anteriormente, o ministro do Interior, Suleyman Soylu, disse que 58 das 110 pessoas que trabalhavam na mina quando a explosão ocorreu foram resgatadas pelas equipes ou saíram sozinhas.
Soylu também disse que um mineiro recebeu alta do hospital enquanto 10 ainda estavam recebendo tratamento em Bartin e Istambul.
As autoridades disseram que os promotores turcos iniciaram uma investigação sobre a causa do incidente, mas as indicações iniciais eram de que a explosão foi causada por grisu, um termo que se refere ao metano nas minas de carvão.
O ministro da Energia, Fatih Donmez, disse que um incêndio na mina foi amplamente contido, mas os esforços de isolamento e resfriamento do fogo continuaram após o incidente que ocorreu a 350 metros (0,2 milhas) abaixo do solo.
A explosão ocorreu por volta de 12h15 (horário de Brasília), disse o gabinete do governador de Bartin. A mina pertence à estatal Turkish Hard Coal Enterprises.
Imagens da televisão turca mostraram o que seriam as famílias dos mineiros assistindo do lado de fora enquanto equipes de saúde e de resgate se amontoavam em torno da entrada da mina. Alguns trabalhadores foram retirados e levados para ambulâncias em macas, mostraram imagens.
A promotoria de Bartin informou que abriu uma investigação sobre a causa da explosão.
Em 2014, 301 trabalhadores morreram no pior desastre de mineração da Turquia na cidade de Soma, a 350 km ao sul de Istambul.
O ator Robbie Coltrane, que interpretou o personagem Hagrid nos oito filmes da saga “Harry Potter”, morreu aos 72 anos. Segundo o site Deadline, a agente do artista confirmou a morte nesta sexta-feira (14).
Coltrane morreu em um hospital, próximo de sua casa, na Escócia. Ainda segundo a publicação, o ator estava com um problema de saúde há cerca de dois anos.
Em comunicado lamentando a morte do ator, a agente descreveu Coltrane como “um talento único” e afirmou que com o personagem Hagrid “trouxe alegria para crianças e adultos ao redor do mundo”.
“Para mim, pessoalmente, vou me lembrar dele como um cliente leal. Além de ser um ator maravilhoso, ele era inteligente, brilhantemente espirituoso. Após 40 anos orgulhosamente sendo chamada de sua agente, sentirei muito a falta dele”, afirmou Belinda Wright, que ainda pediu privacidade para a família nesse momento.
Em uma crise de governo pouco mais de um mês após assumir o poder, a primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, demitiu nesta sexta-feira (14) seu ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng.
Em uma carta antes do anúncio oficial de Truss, Kwarteng confirmou a demissão e anunciou que deixa o cargo, em meio a uma forte onda de críticas por conta de seu plano fiscal que também já colocou em debate a demissão da própria primeira-ministra.
Truss assumiu o governo do Reino Unido em 6 de setembro, após Boris Johnson renunciar ao cargo.
Em pronunciamento nesta manhã, Truss disse que manterá o aumento de taxas mas descartará parte do plano econômico de Kwarteng e mudará sua política fiscal para tentar aplacar as críticas. Ela também disse que os gastos que ela havia anunciado previamente serão aplicados de forma mais lenta, para não assustar o mercado.
“Vamos controlar o tamanho do estado para garantir que o dinheiro dos contribuintes seja sempre bem gasto. Nosso setor público se tornará mais eficiente para fornecer serviços de classe mundial para o povo britânico e os gastos crescerão menos rapidamente do que o planejado anteriormente”, declarou.
Kwarteng anunciou a nova política fiscal em 23 de setembro, que previa uma série de cortes de taxas e impostos para tentar tirar a economia britânica de anos de crescimento estagnado.
Mas a resposta dos mercados ao plano foi tão negativa que o Banco da Inglaterra teve que intervir para evitar que um cenário caótico nos fundos de pensão por conta dos custos de empréstimos e hipotecas, que aumentaram.
Truss e Kwarteng estão sob crescente pressão para reverter o curso da política fiscal desde então. Pesquisas mostraram o apoio ao Partido Conservador entrou em colapso, o que também levou a rumores sobre uma demissão da própria Truss.
Novas tensões estão surgindo entre as Coreias, com o Norte voando aviões de guerra perto de sua fronteira compartilhada e lançando o mais recente de uma série de mísseis, e o Sul realizando um exercício de artilharia de fogo real.
Aeronaves norte-coreanas se aproximaram da zona de exclusão aérea na fronteira entre 22h30 de quinta-feira e 0h20 desta sexta-feira (14), segundo o Estado-Maior Conjunto do Sul (JCS, na sigla em inglês), em um movimento que Pyongyang seguiu poucas horas depois com seu 27º lançamento de míssil do ano.
A Coreia do Sul respondeu lançando caças, incluindo seus F-35 topo de linha.
A Agência Central de Notícias da Coreia, estatal do Norte, disse que as ações foram em resposta a 10 horas de exercícios de artilharia sul-coreanos perto da fronteira.
Os militares sul-coreanos confirmaram à CNN que um exercício de artilharia ocorreu a 10 quilômetros da fronteira, mas disseram que não violou um acordo com o Norte que regula esses exercícios. Seul afirma, em vez disso, que Pyongyang violou o acordo na sexta-feira ao disparar 170 tiros de artilharia no mar ao largo de sua costa oeste.
“O disparo de artilharia nas zonas tampão marítimas é uma clara violação do acordo militar de 19 de setembro, e o lançamento de mísseis balísticos de curto alcance também é uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, disse o JCS.
“Avisamos severamente contra as repetidas provocações da Coreia do Norte e instamos fortemente [a Coreia do Norte] a pará-las imediatamente”.
A enxurrada de atividade militar em ambos os lados da fronteira ocorreu poucas horas depois que o líder norte-coreano, Kim Jong Un, alertou que suas forças nucleares estão totalmente preparadas para uma “guerra real”.
“Nossas forças de combate nuclear provaram novamente sua total preparação para a guerra real para colocar os inimigos sob seu controle”, disse Kim em comentários relatados pela KCNA.
A declaração inflamada de Kim — sua primeira sobre o programa de mísseis da Coreia do Norte em vários meses — veio depois que ele supostamente supervisionou o teste de mísseis de cruzeiro de longo alcance na quarta-feira sobre águas a oeste da Península Coreana, segundo a KCNA.
Na segunda-feira, a mídia estatal norte-coreana quebrou seis meses de silêncio sobre a onda de testes de mísseis deste ano, alegando que eles deveriam demonstrar a prontidão de Pyongyang para disparar ogivas nucleares táticas contra alvos em potencial na Coreia do Sul.
Os testes mostraram que as forças do país estavam “totalmente prontas para atingir e destruir os objetos nos locais pretendidos no tempo definido”, disse a KCNA.
O radialista de extrema direita Alex Jones se escorou, durante anos, na Primeira Emenda da Constituição americana, que assegura a liberdade de expressão, para alardear suas teorias da conspiração.
A mais cruel era a de que o massacre que em 2012 vitimou 20 crianças e seis adultos na Escola de Sandy Hook, Connecticut, foi uma farsa, encenada por atores para evitar mudanças na legislação de armas nos EUA.
Com essas mentiras repetidas com insistência em seu talk show e no site Infowars, Jones espalhou o ódio online contra as famílias e impôs uma segunda tragédia aos parentes enlutados das vítimas, que passaram a ser perseguidos e enfrentar ameaças de morte. Alguns tiveram que mudar de casa e precisaram se esconder para viver em segurança.
Enquanto propagava falsidades e assegurava audiência, Jones faturava milhares de dólares com a venda de suplementos nutricionais anunciados em seu site.
Dez anos após a tragédia, a verdade, finalmente, triunfou, na forma de uma sentença bilionária por difamação: Jones foi condenado por unanimidade a pagar US$ 965 milhões (cerca de R$ 5 bilhões) a famílias de oito vítimas e um agente do FBI. Ele zombou do veredito numa live transmitida simultaneamente ao julgamento: “Essas pessoas realmente pensam que vão receber algum dinheiro?”
Para escapar da dívida, Jones declarou falência da Free Speech Systems, controladora do Infowars, mas a ação também foi contestada pelas famílias das vítimas de Sandy Hook. A multa volumosa e sem precedentes nos EUA equivale à importância que os jurados deram ao combate à desinformação, quebrando financeiramente quem alardeia mentiras.
“A verdade importa. Aqueles que lucram com a dor e o trauma de outras pessoas vão pagar pelo que fizeram”, resumiu Erica Lafferty, filha da diretora Dawn, morta na escola.
Alex Jones espalhou teorias da conspiração em outras tragédias traumáticas para os americanos, planejadas, segundo ele, com propósitos nefastos: os atentados do 11 de Setembro foram encenados pelo governo Bush; o ataque à Maratona de Boston, em 2013, foi obra do FBI.
Na pandemia do novo coronavírus, vendeu a rodo suplementos vitamínicos, alegando que serviam para tratar a Covid-19. E, nesta linha, ajudou o ex-presidente Donald Trump a insuflar a teoria de que as eleições de 2020 foram fraudadas.
Não surpreende o radialista ser fã declarado do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a quem já teceu elogios em seu programa, dizendo que queria vê-lo no comando dos EUA. “Trump é um cara legal, mas Bolsonaro é mais inteligente e mais forte. Precisamos de 100 Bolsonaros como presidentes pelo mundo”, declarou. A família retribui a admiração. Entrevistado por Jones, o deputado Eduardo Bolsonaro admitiu, orgulhoso, que chegou a se candidatar para trabalhar no Infowars.
Teóricos da conspiração como Alex Jones tentam se amparar na Primeira Emenda como o caminho mais seguro para justificar a propagação de suas mentiras. O veredito de Connecticut evidenciou, contudo, que a proteção à liberdade de expressão tem limites e não abarca o discurso difamatório.
Num novo teste, o líder norte-coreano Kim Jong Un liderou o disparo de dois mísseis estratégicos de longo alcance nesta quarta-feira (12), informou a agência estatal KCNA na manhã desta quinta, pela hora local.
Enfatizando que o teste foi outro aviso claro para seus “inimigos”, o líder Kim disse que o país “deve continuar a expandir a esfera operacional das forças armadas estratégicas nucleares para impedir resolutamente qualquer crise militar crucial e crise de guerra a qualquer momento”, de acordo com a KCNA.
A KCNA também disse que os dois mísseis da Coreia do Norte testados na quarta-feira voaram por 10.234 segundos para “atingir claramente o alvo a 2.000 km (1.240 milhas) de distância”.
O lançamento dos dois mísseis de cruzeiro foi “destinado a aumentar ainda mais a eficiência e o poder de combate (dos mísseis) … para a operação de armas nucleares táticas e reconfirmar a confiabilidade e a segurança técnica do sistema geral de aplicação operacional”, acrescentou.
Na segunda-feira, a KCNA já havia publicado que os recentes lançamentos de mísseis norte-coreanos foram todos exercícios “táticos nucleares” assistidos pessoalmente por Kim Jong Un.
Em um congresso do partido em janeiro de 2021, Kim esboçou um plano militar de cinco anos no qual delineou o desenvolvimento de armas nucleares menores e mais leves para “usos mais táticos”.
Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos intensificaram os exercícios navais combinados nas últimas semanas, irritando o Norte, que vê os exercícios como um ensaio de invasão e os usa para justificar seus lançamentos de mísseis.
O país revisou suas leis nucleares em setembro, contemplando uma ampla gama de cenários em que poderia usar suas armas nucleares, com Kim declarando a Coreia do Norte uma potência nuclear “irreversível”, fechando a possibilidade de um diálogo sobre sua desnuclearização.
De acordo com a KCNA, o aumento nos testes recentes foi uma resposta às manobras dos três países.
Na semana passada, Pyongyang disparou um míssil balístico de alcance intermediário contra o Japão, enquanto autoridades e analistas dizem que concluiu os preparativos para um novo teste nuclear.
Cerca de 477 baleias-piloto encalharam em duas praias remotas na Nova Zelândia na última semana, segundo informações da agência Associated Press. Nenhuma conseguiu ser devolvida para o mar, então todas morreram de forma natural ou tiveram que ser sacrificadas.
As baleias encalharam nas Ilhas Chatham, que têm 600 habitantes e ficam localizadas a cerca de 800 quilômetros das principais ilhas da Nova Zelândia.
Segundo especialistas ouvidos ela AP, uma das causas para os encalhes em massa é o sistemas de localização das baleias, que podem ficar confusos em praias de areias levemente inclinadas. Há muita comida para as baleias ao redor das Ilhas Chatham e, à medida que elas nadam mais perto da terra, fazem uma transição muito rápida entre águas profundas e rasas.
Registros de baleias encalhadas também têm acontecido em outros países. No fim de setembro, mais de 200 baleias-piloto encalharam na Austrália, em uma remota praia da Tasmânia. Dos 226 animais presos, apenas 32 tiveram forças para passar pelo processo de resgate.
E, ainda naquele mês, 14 baleias do tipo cachalote apareceram mortas em outra ilha do país.
Já na Argentina, também houve mortes, embora não haja evidências de encalhe. 13 baleias da espécie franca-austral morreram no santuário do Golfo Novo e na Península de Valdés, ambos na Patagônia. De acordo com o Instituto de Conservação de Baleias (ICB), a causa das mortes ainda está sendo investigada.
Também houve registro de morte no litoral brasileiro. Em Santa Catarina, uma jubarte de aproximadamente 11 metros encalhou em uma praia de Jaguaruna.
Após dois dias de manobras malsucedidas para que o animal voltasse ao fundo do mar, biólogos locais decidiram pelo processo de eutanásia na última sexta (7).
Os restos mortais de mais de 240 pessoas, incluindo crianças, foram desenterrados por arqueólogos que trabalham nas ruínas de um convento medieval encontrado sob uma antiga loja de departamentos.
A descoberta “extremamente significativa” foi feita sob o antigo edifício Ocky White na cidade de Haverfordwest, no condado de Pembrokeshire, no País de Gales.
Os arqueólogos acreditam que as ruínas são do Priorado de São Salvador, mosteiro fundado por uma ordem de monges dominicanos por volta de 1256.
Um pesquisador disse que a descoberta oferece uma “janela para a Haverfordwest medieval”.
A Ocky White foi uma loja de departamentos popular por mais de um século antes de fechar em 2013.
Andrew Shobbrook, supervisor do trabalho no local, descreveu o convento como um complexo de edifícios com dormitórios, scriptoriums — salas dedicadas à escrita e aos manuscritos — estábulos e um hospital.
“É um lugar bastante prestigioso para ser enterrado. Você tem uma variedade de pessoas, desde os habitantes mais ricos até os moradores da cidade em geral”, disse.
Acredita-se que o cemitério possa ter sido usado até o início do século 18.
Cerca de metade dos restos mortais encontrados são de crianças, o que pode indicar uma alta taxa de mortalidade infantil à época.
Todos os ossos passarão por análises antes de serem enterrados em solo sagrado nas proximidades do local onde foram encontrados.
Alguns dos restos mortais apresentam ferimentos na cabeça, que são consistentes com uma batalha. Essas marcas podem ter sido causadas por flechas ou balas de mosquete, de acordo com Shobbrook.
Uma teoria aponta que as vítimas podem datar de um ataque liderado por Owain Glyndŵr, que foi o último galês nativo a ter o título de Príncipe de Gales.
A batalha envolveu forças galesas e francesas, que se uniram para combater a ocupação inglesa do País de Gales.
Uma japonesa de 65 anos resolveu procurar a polícia após um suposto astronauta russo entrar em contato com ela pedindo dinheiro. Antes de suspeitar da fraude, a senhora chegou a pagar 4,4 milhões de ienes (cerca de R$ 160 mil) ao golpista, que dizia estar apaixonado por ela e precisar de auxílio financeiro para voltar à Terra.
De acordo com o jornal “Yomiuri Shimbun”, a senhora conheceu o “astronauta” em junho pelo Instagram. No perfil do golpista, é possível encontrar várias fotos do espaço. Na troca de mensagens, a pessoa afirmou trabalhar na Estação Espacial Internacional, onde os astronautas têm acesso limitado ao serviço de celular.
No LINE, um aplicativo de mensagens japonês, o golpista disse repetidamente que amava a vítima e chegou até a propor casamento. “Quero começar minha vida no Japão”, afirmou, em uma das mensagens, segundo a emissora de TV Asahi. “Dizer isso mil vezes não será suficiente, mas continuarei dizendo. Eu te amo.”
Para que os dois pudessem se casar, entretanto, o tal “astronauta” precisaria voltar para Terra — e foi aí que os pedidos de dinheiro começaram. Acreditando que era necessário custear a viagem de volta do suposto noivo, a mulher pagou os cerca de 4,4 milhões de ienes em cinco parcelas, de 19 de agosto a 5 de setembro.
Quando os pedidos de dinheiro continuaram, no entanto, a senhora começou a suspeitar e resolveu entrar em contato com a polícia. Agora, os oficiais da Delegacia de Polícia Higashiomi, da província de Shiga, investigam o caso.
O Japão reabriu as portas ao turismo nesta terça-feira (11) após dois anos e meio de duras restrições devido à Covid-19, e as autoridades esperam a chegada de visitantes atraídos por um iene barato, o que ajudará a sustentar a economia.
Na madrugada desta terça-feira, chegaram turistas de Israel, França e Reino Unido.
“É um sonho muito, muito longo tornado realidade”, disse Adi Bromshtine, uma aposentada de 69 anos que chegou ao aeroporto de Haneda, em Tóquio, vindo de Israel. “Planejamos antes da covid e estávamos esperando”, disse ela à AFP.
Itay Galili, um estudante de 22 anos, disse que monitorou de perto as notícias para saber quando as fronteiras serão reabertas.
“Assim que soube que iam reabrir no dia 11, comecei a planejar. As passagens eram caras (…) mas nenhum preço é muito alto”, disse à AFP.
O Japão fechou suas fronteiras no início da pandemia e impediu inclusive o retorno de residentes estrangeiros. A partir desta terça, a entrada sem visto para visitantes de 68 países e territórios foi retomada.
Entre as exigências que ainda vigoram está a obrigatoriedade de estar vacinado ou apresentar teste negativo de coronavírus três dias antes de viajar.
O Japão recebeu um recorde de 31,9 milhões de visitantes estrangeiros em 2019, mas o número caiu para 250.000 em 2021.
Uma novidade para os turistas estrangeiros será a desvalorização da moeda local, o iene, avaliado em cerca de 145 por dólar, patamar não visto em duas décadas.
O governo já interveio uma vez para fortalecer a moeda, e o primeiro-ministro Fumio Kishida citou a fraqueza do iene como um fator que ele espera que ajude a atrair turistas.
A ONG Iran Human Rights diz que recebeu, até o dia 8 de outubro, informações sobre pelo menos 185 mortes em protestos no Irã. Dezenove dessas vítimas seriam crianças ou adolescentes – a organização diz que busca documentos para verificar todas as idades.
Desde 16 de setembro, o Irã tem sido abalado por protestos e intensa repressão do governo. Os atos acontecem por causa da morte de uma jovem curda iraniana de 22 anos, que teria sido espancada durante prisão pelo “uso inadequado” do hijab, o véu islâmico. O Irã afirma que Mahsa Amini morreu de doença e não de forma violenta.
Segundo o jornal britânico “The Guardian”, crianças têm sido presas dentro de escolas por forças de segurança iranianas. No Curdistão, região onde Mahsa nasceu, escolas teriam sido fechadas.
A ONG Iran Human Rights defende que os responsáveis pelas mortes sejam responsabilizados pela comunidade internacional, por crimes contra a humanidade.
Por sua vez, o Irã acusa países estrangeiros de alimentar os protestos, incluindo os Estados Unidos.
Na noite de sábado, atos ocorreram em várias cidades do país, incluindo Teerã, com mobilizações de solidariedade no exterior. De acordo com o analista iraniano Omid Memarian, um vídeo mostrava manifestantes em Teerã gritando “morte ao ditador”.
Em outros lugares, estudantes gritavam “Mulher, vida, liberdade” em Saqez, cidade natal de Mahsa Amini, na província do Curdistão, e marchavam agitando seus lenços sobre suas cabeças.
De acordo com imagens que circulam online verificadas pela AFP, uma grande faixa colocada em um viaduto no centro de Teerã dizia: “Não temos mais medo. Vamos lutar”.
Na noite de sábado, dois membros das forças de segurança foram mortos durante as manifestações, um em Teerã “por uma multidão armada” e outro em Sanandaj, capital do Curdistão, segundo a agência oficial Irna.
A agência confirmou protestos em várias cidades, onde manifestantes jogaram coquetéis molotov em mesquitas, centros de Bassidji, milícias paramilitares e escritórios de imãs. “Em Teerã, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão”, disse, acrescentando que os manifestantes “incendiaram e danificaram propriedades públicas, incluindo uma delegacia de polícia e latas de lixo”.
Morte de jovem Na sexta-feira, as autoridades iranianas alegaram que Mahsa Amini morreu de doença e não por “espancamento”. Mas o pai da jovem, Amjad Amini, que afirmou que sua filha estava bem de saúde antes de sua prisão, rejeitou o relatório médico em entrevista ao Iran International, um canal de televisão em língua persa com sede em Londres. “Vi com meus próprios olhos que o sangue escorria das orelhas e do pescoço de Mahsa”, disse ele.
Ativistas e ONGs denunciam que ela foi ferida na cabeça enquanto era detida.
Famílias dilaceradas oravam neste sábado (8) na Tailândia pelas vítimas de um massacre em uma creche, depois de receber apoio do rei, que veio “compartilhar sua dor” em uma rara visita a seus súditos.
O monarca de 70 anos foi ao hospital Nong Bua Lamphu na sexta-feira à noite, onde estão sendo tratados os feridos de um dos piores ataques da história do país, que deixou 36 mortos, incluindo 24 crianças.
Parentes das vítimas se reuniram em um templo budista neste sábado, marcando o início de três dias de rituais fúnebres.
O incenso misturava-se ao aroma das flores colocadas ao redor dos caixões, muitos deles acompanhados de fotos dos rostos sorridentes das crianças, mortas por Panya Khamrab, um ex-policial.
Flores e brinquedos foram deixados nos portões da creche, enquanto a comunidade do distrito rural de Na Klang continuava sem entender tamanha atrocidade.
“Eu tenho um filho e ele gosta de brincar com carrinhos, então pensei que as crianças mortas no ataque também gostariam, elas tinham mais ou menos a mesma idade do meu filho”, comentou à AFP Weerapol Sonjai, de 38 anos.
O rei Maha Vajiralongkorn ofereceu na sexta à noite condolências e ajuda aos sobreviventes e famílias enlutadas, que se ajoelharam diante dele no hospital, de acordo com a tradição tailandesa que considera o monarca semi-divino.
“Vim aqui para lhes dar meu apoio. Estou extremamente triste com o que aconteceu. Compartilho sua tristeza e dor”, disse ele em um discurso divulgado hoje.
A visita real culminou em um dia de comoção no vilarejo do distrito de Na Klang.