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Óleo encontrado em praias do Nordeste desde agosto teria sido lançado no mar após lavagem de tanques de petroleiro, diz Marinha

A maior parte dos resíduos de óleo achados em praias do Nordeste desde o final de agosto de 2022 é de um “novo incidente” e não têm relação com as manchas que sujaram a costa da região em 2019.

A informação foi divulgada neste sábado (10), por meio de uma nota do Comando do 3º Distrito Naval da Marinha do Brasil, sediado em Natal, em conjunto com outros órgãos.

Ainda de acordo com o comunicado, a suspeita levantada pelos investigadores é de que o material tenha sido lançado no mar após lavagens de tanques de um navio petroleiro.

As análises clínicas apontaram que os resíduos são de petróleo produzido no Golfo do México.

“A partir das análises de amostras de resíduos de óleo até agora efetuadas, há indicação de que houve um novo evento, cuja hipótese mais provável aponta para um incidente envolvendo petróleo cru, proveniente do descarte de água oleosa lançada ao mar, após a lavagem de tanques de navio petroleiro, em alto mar”, diz a nota.

“Os biomarcadores, ou indicadores de origem, sugerem tratar-se de petróleo produzido no Golfo do México. Tal origem foi estabelecida a partir da análise das amostras coletadas, especificamente, nas praias de Pernambuco (Boa Viagem, Paiva e Quartel) e Bahia (Ondina)”, continua a nota da Marinha.

Algumas pelotas de óleo foram encontradas com organismos como “cracas” (crustáceos) comumente encontrados em águas abertas. De acordo com o tamanho das cracas encontradas, bem desenvolvidas, os investigadores acreditam que as pelotas de óleo permaneceram mais de duas semanas à deriva, no oceano, antes de encalharem nas praias.

Embora suspeite de um novo incidente, a Marinha não informou se já há alguma embarcação investigada.

“O Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (ComPAAz), subordinado ao Comando de Operações Navais da Marinha do Brasil, tem contribuído na coordenação da coleta, análise e classificação do tráfego marítimo de interesse e acompanha, no momento, todo o processo referente a essa nova ocorrência”, diz a nota.

Buscas por desaparecidos em naufrágio no Pará entram no terceiro dia; número de mortos chega a 19

Chegam ao terceiro dia as ações de buscas pelas vítimas do naufrágio de embarcação clandestina que naufragou próximo à ilha de Cotijuba, distrito de Belém. O corpo de uma mulher foi localizado na manhã deste sábado (10). Agora, o número de mortes aumenta para 19. A vítima foi levada para o Instituto Médico Legal (IML).

Até o início da manhã deste sábado (10), a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) contabilizava 18 mortes, sendo 10 mulheres, 5 homens e 3 crianças, segundo atualização feita na sexta-feira (9). Outras 65 pessoas sobreviveram. Como o barco funcionava de forma irregular, não há lista oficial de passageiros, segundo o Segup.

O número de passageiros na embarcação deixou de ser divulgado pelo governo, assim como o de desaparecidos.

Os bombeiros e Marinha encerraram as buscas às 18h de sexta e retomaram neste sábado, com mergulhadores que devem verificar se há vítimas dentro do barco.

A Segup informou que familiares de desaparecidos podem procurar o Grupamento Fluvial, na avenida Arthur Bernardes, nº1000, em Belém, onde são atendidos por equipe multidisciplinar que fornece informações, serviços essenciais, assistência pisco-social ou qualquer outra necessidade urgente.

Segundo a secretaria, os corpos que não forem procurados por familiares permanecem no Centro de Polícia Científica, até que sejam identificados. Um número da Defesa Civil do Estado foi divulgado para fornecimento de informações: (91) 98899-6323.

Segundo a Segup, 7 corpos foram deslocados na sexta-feira para serem sepultados na Ilha do Marajó e 4 em Belém. Os demais estão no Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames necroscópicos.

Dois dos sobreviventes eram dados como desaparecidos até a manhã de sexta-feira, mas foram localizados em comunidades ribeirinhas: um menino de 4 anos e um jovem de 20, segundo informações da Segup.

No balanço divulgado na sexta-feira, o governo não confirmava o número total de passageiros que estava na embarcação clandestina. Na manhã de quinta-feira (8), o número de tripulantes era 70, depois aumentou para 82.

Bolsonarista que assassinou apoiador de Lula em MT gravou vídeo e formatou celular antes de entregar aparelho, aponta delegado

Rafael Silva de Oliveira de 22 anos, que assassinou Benedito Cardoso dos Santos, nessa quarta-feira (7), por uma discussão polícia, gravou um vídeo do corpo da vítima e formatou o celular antes de entregar o aparelho para um amigo, segundo o delegado responsável pelo caso, Victor Oliveira. A Polícia Civil disse que o telefone será periciado para tentar recuperar o vídeo.

Rafael, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), matou Benedito com pelo menos 15 facadas e um golpe de machado após uma discussão política. A vítima defendia o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Conforme o delegado, após ter matado Benedito, Rafael teria gravado um vídeo e foi até um amigo pedir carona para Confresa, já que a propriedade onde ocorreu o assassinato fica a 34 km do município. O amigo informou que não poderia levá-lo.

“Ele [Rafael] falou que tinha praticado uma besteira, mostrou o vídeo e deixou o celular com essa testemunha. O celular foi apreendido só que ele estava formatado e não tinha mais nada. Vamos tentar com a perícia para ver se recupera alguma coisa mas, até então não tivemos acesso ao vídeo”, disse Oliveira.

O amigo disse para a polícia que o vídeo mostra o corpo da vítima no chão, disse a polícia.

De acordo com o delegado, além da testemunha que informou sobre o vídeo e que estava com o celular de Rafael, outras seis pessoas também já foram ouvidas.

Além disso, Oliveira disse que Rafael estava lúcido e ciente no momento da prisão.

“Para nós, ele estava lúcido e ciente do que estava fazendo, então ele foi autuado como uma pessoa normal”, disse.

Piloto de parapente morre durante competição em MG

Um piloto de parapente morreu na tarde deste sábado (10) depois de sofrer um acidente enquanto competia no Open Araxá de Voo Livre. Antônio Augusto dos Santos, de 40 anos, caiu de uma altura de mais de 60 metros. Ele era cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a queda ocorreu em um local de mata fechada e foi preciso o uso de um helicóptero. Imagens cedidas pela corporação mostram o momento do resgate da vítima. Veja o vídeo acima.

Ainda conforme os bombeiros, o piloto sofreu politraumatismo craniano e quadro irreversível de parada cardiorrespiratória. A morte foi constatada minutos depois do socorro chegar.

Segundo a organização do evento, a vítima foi a última a decolar na prova. Ela voava quando o parapente fechou e bateu em uma montanha. Após o incidente, a disputa foi cancelada. O g1 entrou em contato com os responsáveis para outras informações e aguarda retorno.

A 21ª edição do Open Araxá de Voo Livre começou na última quarta-feira (7) na cidade do Alto Paranaíba. O evento, que é realizado pelo Clube Araxaense de Voo Livre (CAVL) e tem a chancela da Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL), iria até domingo (11).

A competição, que tem apoio da Prefeitura de Araxá, teve como palco a rampa do Horizonte Perdido, de onde partiram os voos. Ao todo, cerca de 100 pilotos, brasileiros e de fora do país, competiram no Open.

Prefeitura de Parnamirim anuncia concurso público

A prefeitura de Parnamirim, no Sertão de Pernambuco, está com inscrições para o concurso público para níveis superior, médio e fundamental.

Estão sendo oferecidas 180 vagas, com salários que variam de R$ 1.212, 00 a R$ 9 mil, dependendo do cargo. As inscrições seguem até o dia 18 deste mês e devem ser feitas pela internet.

A taxa de inscrição para os cargos de nível superior custa R$ 160, o valor do nível médio é R$ 120, e R$ 80 para os cargos de nível fundamental.

As provas dos níveis superior e fundamental serão realizadas no dia 4 de dezembro. No dia 11, será aplicada a prova para os concorrentes de nível médio.

O candidato poderá se inscrever para mais de um cargo de níveis de escolaridades diferentes, tendo em vista a realização das provas em turnos distintos. Outras informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital.

TCE-PE abre inscrição para vagas de estágio, veja como concorrer

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) está com inscrições abertas para o cargo de estagiário no órgão. As inscrições vão até o dia 28 de setembro através do site www.sustente.org.br/site/selecao-publica-para-estagio-tce-pe-2022. As provas serão realizadas no dia 16 de outubro.

As inscrições custam R$ 50 e as remunerações são de R$ 1 mil com auxílio transporte de R$ 90,20, além de seguro contra acidentes pessoais.

O processo seletivo disponibiliza vagas para alunos a partir do 4º período nos cursos de Administração, Arquitetura, Biblioteconomia, Ciências Atuariais, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Design Gráfico, Direito, Engenharia Civil, Informática e Correlatos, Jornalismo, Pedagogia, Publicidade e Propaganda, Rádio, TV e Internet, Secretariado e Web Design.

A avaliação para o cargo será de forma presencial a partir de uma prova objetiva de múltipla escolha, com questões de Língua Portuguesa, Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos.

10% das vagas serão destinadas para pessoas com deficiência, 10% a indígenas brasileiros, 10% a autodeclarados pretos e pardos e 1% a candidatos com idade superior a 60 anos.

Os contratos têm prazo inicial de duração de um ano, com a possibilidade de ser renovado pelo mesmo período. Os estagiários selecionados terão que cumprir uma carga horária de 20 horas semanais no TCE-PE e na Escola de Contas Professor Barreto Guimarães, no Recife.

Dormir menos deixa as pessoas mais egoístas, indicam pesquisas

Dormir menos afeta a escolha de ajudar os outros e torna o ser humano mais egoísta, apontam pesquisas realizadas nos Estados Unidos e publicadas em conjunto na revista científica Plos Biology.

Produzido por quatro pesquisadores da Universidade da Califórnia, o artigo científico divulgado no fim de agosto reúne os resultados de três estudos que caracterizam os efeitos de diferentes graus de perda de sono nos níveis comportamental, cerebral e social.

O que Eti Ben Simon, Raphael Vallat, Aubrey Rossi e Matthew Walker descobriram foi que tanto a privação total de sono, como uma noite sem dormir, quanto uma redução modesta no tempo de descanso reduzem a solidariedade.

Em estudos anteriores, os pesquisadores já haviam relacionado a falta de sono à solidão e identificado que ela prejudicava a atividade da rede de cognição social, fundamental para entender as necessidades e sentimentos dos outros e, consequentemente, ter empatia. Isso levou o grupo a imaginar se tal impacto resultaria em uma redução da vontade de ajudar o próximo e assim surgiu a pesquisa atual.

“Quando a pessoa dorme menos do que o necessário, torna-se mais egoísta, afasta-se do convívio social e escolhe não ajudar os outros”, comentam Simon e Walker. Segundo a Absono (Associação Brasileira do Sono), é difícil caracterizar um padrão normal de horas porque as necessidades pessoais variam, mas a recomendação geral para adultos é de ao menos sete horas de repouso.

“O sono é fundamental para muitos sistemas básicos da vida. No entanto, só recentemente descobrimos que a falta de sono altera radicalmente como somos social e emocionalmente, o que pode ser apontado como a própria essência da interação humana e o que significa ter uma existência plena e satisfatória”, avaliam.

No primeiro dos três estudos, os pesquisadores avaliaram o impacto individual de perder uma noite de descanso e analisaram imagens de ressonância magnética para compreender os efeitos da privação de sono no cérebro.

Nele, 24 adultos de 18 a 26 anos foram divididos em dois grupos: um que seria monitorado dormindo e outro que deveria permanecer acordado no laboratório. Ambos foram submetidos a questionários de altruísmo com perguntas como “Se eu tivesse com pressa para chegar ao trabalho e alguém me parasse para pedir informações, eu…” e tiveram os resultados avaliados.

No fim, 78% daqueles que não puderam dormir demonstraram desejo significativamente menor de ajudar os outros, fossem pessoas familiares ou estranhos.

“Descobrimos que a causa subjacente [à interferência do sono na solidariedade] está relacionada à forma como o cérebro processa informações sociais com e sem dormir. Várias regiões do cérebro acionadas quando nos envolvemos com outras pessoas ou quando pensamos sobre o que os outros podem querer ou precisar ficam muito menos ativas quando não dormimos. Em outras palavras, nossa capacidade básica de considerar as necessidades de outras pessoas é prejudicada pela falta de sono e, como resultado, nós efetivamente paramos de ajudar”, explicam Simon e Walker.

Ministro do TSE abre investigação sobre condutas de Bolsonaro e Braga Netto no 7 de Setembro

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves decidiu nesta sexta-feira (9) abrir uma investigação para apurar, na área eleitoral, a conduta do presidente Jair Bolsonaro e do vice Braga Netto durante os eventos do Sete de Setembro.

O ministro, que é corregedor-geral eleitoral, determinou que os dois sejam citados para apresentar defesa em 5 dias. “Em primeira análise, a petição inicial preenche os requisitos de admissibilidade”, afirmou o ministro.

O ministro atendeu a um pedido do PDT, que acionou a Corte contra o que considerou uso político-eleitoral das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil.

Para o partido, houve abuso de poder político e econômico, pelo uso, por Bolsonaro, do cargo e de estrutura para “desvirtuar o evento para promoção de sua candidatura”. Segundo a sigla, os gastos com o evento alcançaram R$ 3,38 milhões. A legenda pediu ainda que os dois tenham o registro casso e sejam declarados inelegíveis.

Apoiador de Bolsonaro deu ao menos 15 facadas e tentou decapitar defensor de Lula, diz delegado

Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, disse à polícia ter dado ao menos 15 facadas em Benedito Cardoso dos Santos durante uma discussão política em Mato Grosso.

Rafael é apoiador do presidente Jair Bolsonaro e a vítima é apoiadora de Lula (PT).

Segundo a polícia, Oliveira também tentou decapitar a vítima com um golpe de machado.

O crime ocorreu na noite de quarta (7), em Confresa, cidade a cerca de 1 mil km de Cuiabá. O autor está preso e deve ser transferido na tarde desta sexta-feira (9) para um presídio de Porto Alegre do Norte. Segundo a polícia, ele tem passagens na polícia por estelionato e tentativa de estupro.

A vítima e o autor trabalhavam juntos no corte de lenha para uma cerâmica em uma propriedade na zona rural de Confresa.

“Eles haviam acabado de jantar e fumavam um cigarro juntos, quando começaram a discussão [por motivação política]. Os dois estavam sozinhos no barraco onde moravam”, disse o delegado responsável pelo caso, Victor Oliveira, em entrevista ao g1 e à TV Centro América.
Segundo o delegado, o autor e a vítima não tinham consumido bebida alcóolica.

“O que levou ao crime foi a opinião política divergente. A vítima estava defendendo o Lula e, o autor defendendo o Bolsonaro”, diz o delegado Victor Oliveira.

A vítima, que não tinha passagens pela polícia, ainda conforme o delegado, trabalhava há mais tempo no local do que o autor, que morava em Confresa, mas havia chegado à propriedade.

O caso foi encaminhado à Defensoria Pública, que deve designar um defensor para acompanhar o processo. Até o momento, o g1 não conseguiu contato com o órgão.

Autor diz ter levado soco antes de matar vítima

Rafael foi levado à delegacia, onde confessou o crime. Ele relatou que, durante a discussão, a vítima lhe deu um soco e pegou uma faca. Ele, então, partiu para cima da vítima e tomou para si a arma branca.

Ainda conforme a versão apresentada ao delegado, Benedito teria corrido e Rafael o perseguiu e começou a golpeá-lo pelas costas. A vítima teria ficado caída no chão e o autor, aproveitado para acertá-la com golpes no olho, pescoço e testa. Segundo o delegado, o autor disse que foram ao menos 15 golpes.

De acordo com o delegado, Rafael foi até um barracão pegar um machado, foi até Benedito, que ainda estava vivo, e o acertou no pescoço.

Após o crime, o autor procurou atendimento médico em uma unidade de saúde do município com cortes na testa e na mão. Ele alegou que tinha sido vítima de uma tentativa de roubo.

O suspeito foi, então, levado para a delegacia para prestar depoimento e, segundo a polícia, confessou o crime.

O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e motivo cruel e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

Homem que apoiava Bolsonaro mata defensor de Lula em discussão sobre política em MT, diz polícia

Um homem, identificado como Bendito Cardoso dos Santos, de 44 anos, foi assassinado na noite de quarta-feira (7), com golpes de faca e machado, durante uma discussão por questões políticas. Ele era apoiador do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O autor do crime, Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, é apoiador do atual presidente e candidato à reeleição, Jair Messias Bolsonaro (PL). As informações são da Polícia Civil.

O crime aconteceu em uma chácara em Agrovila, zona rural de Confresa, cidade a 1.160 km da capital Cuiabá. Conforme o delegado responsável pelo caso, Victor Oliveira, os dois homens trabalhavam juntos no corte de lenha em uma propriedade e, na noite de 7 de setembro, começaram a discutir sobre política.

“O que levou ao crime foi a opinião política divergente. A vítima estava defendendo o Lula e o autor, defendendo o Bolsonaro”, diz o delegado Victor Oliveira.

Segundo a Polícia Civil, Bendito deu um soco no rosto de Rafael e, em seguida, pegou uma faca. O autor do crime, então, partiu para cima da vítima e tomou para si a arma branca.

Ainda conforme a versão apresentada pelo delegado, Bendito teria corrido e Rafael o perseguiu e começou a golpeá-lo pelas costas. A vítima teria ficado caída no chão e o autor, aproveitado para acertá-la com golpes na olho, pescoço e testa.

De acordo com o delegado, Rafael foi até um barracão pegar um machado, foi até Bendito, que ainda estava vivo, e o acertou no pescoço.

O autor escondeu as armas do crime e foi andando até a cidade de Confresa, chegou ao hospital e solicitou atendimento médico, pois estava com um corte na mão e outro na testa. Ele alegou que tinha sido vítima de uma tentativa de roubo.

O suspeito foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento e confessou o crime. O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e motivo cruel e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

Os policiais encontraram a faca e o machado e outros elementos que apontavam para o suspeito no local do crime.

Naufrágio no Pará deixa 11 mortos e oito desaparecidos

Onze pessoas morreram e oito continuavam desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação de passageiros irregular ocorrido nesta quinta-feira (8) no estado do Pará, informaram autoridades locais, que revisaram o balanço anterior.

Após o acidente com a embarcação, que tinha capacidade para 82 passageiros, 11 corpos foram encontrados e 63 pessoas foram resgatadas, assinalou o governo do estado. Estima-se que oito pessoas continuem desaparecidas, enquanto uma intensa operação de busca é realizada.

O acidente ocorreu na Baía do Marajó, quando a embarcação seguia para Belém. Imagens publicadas nas redes sociais e reproduzidas pela imprensa local mostravam socorristas carregando vítimas para a margem em botes e alguns corpos cobertos com lençóis em uma praia.

Um vídeo publicado no portal G1 registra o que seria o momento anterior ao naufrágio, quando a água parece inundar todo o subsolo onde fica o motor do barco, enquanto os passageiros, no nível superior, continuam em seus assentos.

De acordo com o governo local, a embarcação não tinha permissão para transportar passageiros e partiu de um porto clandestino na localidade de Camará, na Ilha de Marajó.

A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon) informou que a empresa dona da embarcação já havia sido notificada por prestar serviços irregulares. A terceira embarcação que a empresa colocou em operação foi a que naufragou, segundo autoridades.

O governador do Pará, Hélder Barbalho, pediu firmeza à polícia para “buscar e responsabilizar o culpado” pelo acidente, em vídeo publicado em suas redes sociais.

Tanto a polícia quanto a Marinha abriram investigações para determinar as causas do acidente.

Paulo Câmara autoriza novo concurso para polícias Civil, Militar e Científica e Corpo de Bombeiros

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, autorizou a realização de um concurso público para as forças de segurança do Estado. Estão sendo abertas, ao todo, 4.741 vagas para as polícias Civil (PC-PE), Militar (PM) e Científica e para o Corpo de Bombeiros Militar. Segundo o Governo, o edital será publicado “neste segundo semestre”.

A medida foi anunciada pelo governador, em pronunciamento, após reunião do Pacto pela Vida nesta quinta-feira (8). De acordo com o Executivo estadual, serão selecionados 2.400 praças e 180 oficiais para a PM; 400 praças para o Corpo de Bombeiros; 1.200 agentes, 300 escrivães, 50 peritos papiloscopistas e 47 delegados para a PC-PE; além de 50 peritos criminais, 50 médicos legistas, 60 agentes de medicina legal e 4 agentes de perícia criminal para a Polícia Científica.

No pronunciamento, o governador Paulo Câmara ressaltou que o certame dá continuidade à política implantada desde o início do seu primeiro mandato, em 2015. “Já contratamos quase 9 mil profissionais para a área de segurança pública. E vamos seguir nesse esforço de recompletamento do efetivo e da contínua redução dos indicadores criminais”, afirmou.

Por nota, o secretário de Defesa Social, Humberto Freire, destacou que a autorização possibilitará o reforço do policiamento ostensivo.

“Esse anúncio reforça o compromisso do Governo de Pernambuco com a segurança pública, com investimentos significativos, incremento de recursos humanos, aquisição de equipamentos e ampliação das estruturas. São essas ações, além da gestão e monitoramento constante dos indicadores, no âmbito do Pacto pela Vida, que trazem resultados históricos”, declarou.

Naufrágio em Belém: 14 mortes são confirmadas e 26 pessoas estão desaparecidas; embarcação saiu de porto clandestino, diz Arcon

A lancha carregada de passageiros que naufragou nesta quinta-feira (8) na região de Belém não possuía autorização para transporte intermunicipal de passageiros e saiu de um porto clandestino, segundo a Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Estado do Pará (Arcon-Pa).

A Secretaria de Segurança Pública (Segup) e a Marinha confirmaram 14 mortes. Havia 70 pessoas no barco e 30 delas foram resgatadas ou conseguiram se salvar, segundo a Segup.

Os bombeiros procuram por 26 desaparecidos com apoio de mergulhadores. Ao menos nove embarcações e um helicóptero também são usados nas buscas.

Imagens que circulam em redes sociais e gravadas por um passageiro mostram quando a água começa a entrar no barco. A Marinha vai investigar o naufrágio.

A embarcação fazia o trajeto entre a localidade de Camará, na cidade de Cachoeira do Arari, no arquipélago de Marajó, para Belém. O naufrágio ocorreu próximo à praia da Saudade na Ilha de Cotijuba, por volta de 9h30.

A lancha Santa Lourdes é da empresa M. Souza Navegação, que já havia sido notificada pela Arcon por operar sem autorização. O g1 procurou a empresa e aguarda retorno. A causa do naufrágio não foi informada pelas autoridades.

Embarcação naufraga em Belém e deixa mortos e desaparecidos.

“A Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Estado do Pará (Arcon-Pa) informa que já havia notificado a empresa responsável pela embarcação e comunicou a Capitania dos Portos sobre a irregularidade do transporte aquaviário que estava sendo realizado. A embarcação não possui autorização para realizar transporte intermunicipal aquaviário de passageiros junto ao órgão estadual e realizou a viagem partindo de um porto clandestino na localidade de Camará, Marajó”, informou a agência em nota.

Capa da ‘The Economist’ compara Bolsonaro a Trump e diz que o presidente prepara sua ‘grande mentira’ sobre as eleições

A revista inglesa “The Economist”, uma das publicações de política e economia com maior repercussão no mundo, faz na capa da edição desta semana uma comparação entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente dos Estados Donald Trump. A revista diz que Bolsonaro prepara a “grande mentira” sobre as eleições.

A imagem da capa mostra Bolsonaro de perfil e, ao fundo, a sombra de Trump sobre a bandeira do Brasil. O título diz: “O homem que seria Trump”. Logo abaixo, uma frase: “Bolsonaro prepara sua Grande Mentira no Brasil”.

Trump perdeu as eleições em 2020 nos Estados Unidos, mas desde então segue dizendo que houve fraude nos votos e não aceita o resultado. Seus apoiadores invadiram o Capitólio, sede do Congresso norte-americano, em 6 de janeiro de 2021, numa tentativa de reverter a derrota. O episódio se tornou um dos mais ameaçadores para a democracia norte-americana na história.

A reportagem da “The Economist” que explora o assunto da capa tem como título a frase: “Ganhe ou perca, Jair Bolsonaro representa uma ameaça para a democracia no Brasil“. Em seguida, o texto diz: “Todos os sinais são de que ele vai perder a eleição e vai dizer que não”.

Logo nos primeiros parágragos, a reportagem da “The Economist” lembra que Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas e afirma que é provável que ele perca a disputa.

A revista também cita que Bolsonaro vem repetindo que aceitará o resultado se a eleição for “limpa e transparente”. A “The Economist” afirma que as eleições no Brasil são limpas e transparentes, que o sistema é segura e “difícil de adulterar”.

“Aqui está o ponto: Bolsonaro continua dizendo que as pesquisas estão erradas e que ele está a caminho de vencer. Ele continua insinuando, também, que a eleição pode de alguma forma ser manipulada contra ele. Ele não oferece nenhuma evidência confiável, mas muitos de seus apoiadores acreditam nele. Ele parece estar lançando as bases retóricas para denunciar fraude eleitoral e negar o veredicto dos eleitores”, afirmou a revista na reportagem.

Pela primeira vez em três décadas, IDH mundial cai por dois anos seguidos

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgado nesta quinta-feira (8) alerta que, pela primeira vez nos 32 anos em que é calculado o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), esse indicador caiu globalmente por dois anos consecutivos. O IDH é calculado levando em conta a saúde, a educação e o padrão de vida de uma nação.

O Brasil ficou na posição 78 do ranking do PNUD, que recolhe dados referentes a 2021.

“O desenvolvimento humano voltou aos níveis de 2016, revertendo parte expressiva do progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A reversão é quase universal, pois mais de 90% dos países registraram declínio na pontuação do IDH em 2020 ou 2021, e mais de 40% caíram nos dois anos, sinalizando que a crise ainda está se aprofundando em muitos deles”, detalha o Pnud.

A ONU argumenta que camadas de incerteza estão se acumulando e interagindo para desequilibrar as sociedades de forma inédita. “Os últimos dois anos tiveram impacto devastador para bilhões de pessoas em todo o planeta, quando crises como a da Covid-19 e a guerra na Ucrânia se sucederam e interagiram com amplas transformações sociais e econômicas, mudanças planetárias perigosas e aumento acentuado da polarização”, diz o órgão.

Embora alguns países estejam começando a se levantar, a recuperação é desigual e parcial, aumentando ainda mais as desigualdades no desenvolvimento humano. América Latina, Caribe, África Subsaariana e sul da Ásia foram duramente atingidos, segundo a análise do Pnud divulgada em nota à imprensa.

“O mundo está lutando para reagir a crises consecutivas. Vimos, com as crises de custo de vida e de energia, que, embora seja tentador focar em soluções rápidas, como subsidiar combustíveis fósseis, táticas de alívio imediato estão retardando as mudanças sistêmicas de longo prazo que precisamos fazer”, diz Achim Steiner, chefe do Pnud.

“Estamos coletivamente paralisados em relação a essas mudanças. Em um mundo definido pela incerteza, precisamos de um senso renovado de solidariedade global para enfrentar nossos desafios comuns e interconectados”.

O relatório tenta explicar por que a mudança necessária não está acontecendo e indica haver muitas razões, incluindo como a insegurança e a polarização alimentam-se uma da outra, atualmente, para impedir a solidariedade e a ação coletiva necessária para enfrentar as crises em todos os níveis.

Novos cálculos do Pnud indicam, por exemplo, que aqueles que se sentem mais inseguros também são mais propensos a ter visões políticas extremistas.

“Mesmo antes da Covid, vínhamos observando os paradoxos do progresso com insegurança e polarização. Hoje, com um terço das pessoas em todo o mundo se sentindo estressadas e quase dois terços das pessoas em todo o mundo desconfiadas umas das outras, enfrentamos grandes obstáculos para a adoção de políticas que funcionem para as pessoas e o planeta”, diz Achim Steiner em nota.